Fraterno

20 Capítulo 19


Notas iniciais
Penúltimo capítulo!!! T_T
Boa leitura!

Fraterno

By Amanur

Capítulo 19

...



Minha irmã não sabe disso, mas uma vez a peguei em seu quarto se masturbando. Nossos pais não estavam em casa, e o Chi havia saído para fazer algum trabalho da faculdade. Era para somente a Ku estar em casa, por que eu havia dito que ia passar a tarde toda no ginásio da nossa escola jogando bola com o pessoal. Mas houve um imprevisto, e o professor de educação física nos expulsou da quadra, alegando ter uma turma para dar aula.


Sakura estava deitada em sua cama, lendo um livro de contos eróticos. Eu sabia o que era, por que o vi no fundo da sua gaveta quando fui procurar meu fone de ouvido que ela havia roubado de mim, alguns dias atrás.


Ela deveria estar tão concentrada no que fazia que não me ouviu entrar pela sala e, secretamente, agradeci por isso. Soava alguma melodia silenciosa pela casa, cantando uma canção de pureza e liberdade. Lá estava ela, tão pura e inocente, sem fazer idéia de que um monstro a espionava em seu momento de intimidade.


Mas a visão que tinha dela ali realmente era deslumbrante. Fiquei com os olhos vidrados naquela imagem, como se estivesse enfeitiçado por uma maldição. Aos meus olhos, ela parecia uma daquelas bonecas de luxo na vitrine. Completamente intocável, e impossível de se obter. Ela estava com uma mão dentro de seu shortinho, massageando seu sexo, enquanto a outra mão segurava o livro a sua frente. Ela gemia bem baixinho, meio ofegante, entre seus lábios doces, sedosos e delicados. Era um som que me entorpecia e encantava como um feitiço.


De repente, ela tirou sua mão e ergueu sua blusa. Ela estava sem sutiã, e senti meu corpo inteiro enrijecer. Naquela época, quando tinha quinze anos, Sakura já era uma deliciosa tentação. Tinha as coxas roliças, cintura fina, e peitos deliciosamente fartos. Embora eu tentasse negar com todas as minhas forças o que ela instigava em mim, não havia como deixar de me tentar por ela. Afinal, a diaba vivia de mini-saia pra cá e pra lá. E isto, somado às suas blusinhas decotadas deixando aqueles seios ainda mais apetitosos, me fez render naqueles últimos tempos boas sessões de masturbação. Eu dizia a mim mesmo que eram os efeitos colaterais dos hormônios. Eu estava em desenvolvimento e ela também, ali, na minha frente. Era impossível para um idiota como eu não reparar em suas belas curvas. Sem mencionar a dificuldade de cada dia, ao aturar os olhares dos nossos colegas para ela. Era quase como se jogassem na minha cara que ela era a fruta mais apetitosa da árvore, e eu era um panaca por não a colher para me deliciar dela.


Se não fosse o infeliz fato de sermos irmãos, é claro. Ela me deixava louco, e não fazia a menor idéia. Na verdade, nem eu me dera conta de que não a tirava da minha cabeça.


Mas claro que não era somente a luxúria que eu via nela. Ela era minha melhor amiga; aquela que estava sempre ao meu lado em todos os momentos. Ela era a garota mais legal que eu conhecia. E a queria em meus braços toda vez que ela chorava por que alguém brigava com ela, ou mesmo quando se contorcia de dor, por estar “naqueles dias”. Eu sentia uma estranha urgência em estar ao lado dela o tempo inteiro. Me sentia mais seguro quando estava em sua companhia.


Meu pai sempre me dizia: “Sasuke, você deve proteger sua irmãzinha!”, e era isso o que eu pensava que estava fazendo. Mas no fundo, eu sabia que era um monstro, uma anomalia. Como eu poderia sentir aquilo tudo pela minha própria irmã?


No entanto, eu fiz algo muito absurdo quando fomos à festa de aniversário de quinze anos de uma colega nossa, da escola. A festa aconteceu na casa da menina, com a marcação acirrada da mãe dela. O pai não estava na cidade, por conta do trabalho. Então, algum esperto colocou um sonífero na bebida que ofereceram à mulher. Assim que ela caiu dura de sono, bebida alcoólica começou a rolar solta para lá e para cá. E eu a Ku, que não éramos nenhum puritanos, bebemos até cair no chão. Mas ela ficou muito mais bêbada do que eu, e mal conseguia ficar de pé. Em determinado momento, a levei para o banheiro da casa para que vomitasse. Ela não conseguia dizer nenhuma palavra coerente, e eu não parava de rir da cara dela. Ela balbuciava um monte de resmungos, querendo me dizer algo, mas era impossível decifrá-la. Até que ela se irritou, e me empurrou para o lado. Continuei rindo, mas só até a Ku tirar a blusa. Era uma noite quente de verão, e a janela do banheiro estava fechada. Ela estava com o pescoço todo suado, e começou a se abananar. Ela usava um sutiã branco, de rendas — o que deixava seus doces mamilos completamente visíveis. Não sei se ela fez de propósito, ou se estava tão bêbada que nem notou. Mas fiquei mais duro do que rocha, fazendo esforço para desviar o olhar dela. Aí, ela tentou se levantar do chão, mas cambaleou e caiu meio debruçada sobre a pia. Acho que a bebida agitou no sangue, a fazendo tontear. Mas seja como fosse, não dei a mínima bola. A bebida intoxicava meu sangue, mas me dava o super poder da coragem que sempre me faltava. Abri o botão da minha calça e, também cambaleando, me levantei. Encaixei meu quadril na bunda dela. A Ku usava uma saia justa, que batia no meio daquelas coxas. Comecei a massagear seus seios por trás dela.


Ela se manteve quieta o tempo todo. Sua cabeça parecia pesar mais de uma tonelada, e sempre pendia para os lados. Assim mesmo, continuei me deixando levar pela onda de êxtase que me envolvia diabólica e alcoolicamente. A fiz sentar sobre a pia, e ergui seu sutiã. Chupei com força cada um daqueles peitos deliciosos com força. Mordiscava um bico, depois o outro, e os apertava em minhas mãos que ficavam cheias com seus seios. Ela tinha a pele tão macia e suave, que não tinha como sentir nojo ou qualquer coisa parecida por ela. Eu sentia apenas sede e fome por ela.


Depois, ergui sua saia, afastei a calçinha que fazia par com o sutiã, e me pus a chupar e sugar seu sexo. Depois de algumas lambidas e sugadas no clitóris, ela começou a rebolar o quadril para mim.


Olhei para ela. Parecia estar sonhando acordada com alguma cena de seu livro erótico. E então a vi a vi beliscar os bicos rígidos dos seus seios, enquanto fui sentindo seu mel descer de sua cavidade. Ela estava começando a ficar toda molhada e aquele líquido meio salgado foi me excitando mais. Com a mão livre, comecei a me apunhetar, vendo aquele par de peitões sendo estimulados com bicos pontudos. Eu ainda era virgem naquela época, e me vislumbrei com aquela visão como se estivesse tendo um sonho também. Em seguida gozei porra para tudo quanto foi lado naquele chão. Ela continuava se masturbando com a minha língua, e seus dedinhos naqueles peitos, até que imprensou minha cabeça entre suas pernas e gemeu bem alto e gostoso. Senti a textura de seu liquido ficar levemente mais denso e salgado. Lambi sua boceta todinha, pensando que aquela era minha irmã que acabara de gozar na minha boca. Por algum motivo distorcido, aquele pensamento me encheu de orgulho no peito. Mas atribui a culpa desse sentimento ao meu alcoolismo.


Sakura ficou ali, com a cabeça pendendo para o lado e o rosto contraído, mas de lábios abertos, ofegando. Em seguida, adormeceu. Tratei de vesti-la, limpar aquela bagunça, e a levei para casa num taxi.


Eu havia terminantemente decidido que levaria as lembranças daquela noite comigo para a cova. Jamais ousei contar aquele episódio a ela, achando que me engoliria vivo — se é que ela não se lembrava mesmo. Também não ousaria lembrá-la. Além disso, se eu não estivesse sob o efeito da bebida, jamais teria me aproveitado dela — não que isso justificasse aquela barbaridade que havia feito, é claro. Mas pensar assim me trazia algum conforto.


Eu tentei. Juro que tentei tirá-la da minha cabeça, ficando com outras meninas. Mas nenhuma delas se comparava à Ku. Ela era única, e não só pelo doce sabor de proibição que provei. Não só pelo doce cheiro de restrição. Mas por que ela era a única que sabia de todos os meus defeitos e jamais deixaria de estar ao meu lado por isso.


Quando ela voltou da escola interna, levei aquele choque ao vê-la. Achei que ela houvesse se convertido por que se lembrava daquela noite e, se rendendo à religião, eliminaria o pecado de si. Me descontrolei por que a culpa era minha. Fui eu quem avançou como um animal sobre seu corpo. Se Deus tivesse que punir alguém, que punisse a mim.


Mas quando soube que ela sentia aquela mesma atração doentia por mim, me senti de maneira inexplicável. E então, as coisas começaram a fazer mais sentido. Eu soube que fora ela quem espalhou aquele falso boato sobre minha sexualidade na escola, por que me contaram que a viram espalhar para as meninas. Por mais fulo que eu tivesse ficado, não consegui descontar essa raiva nela.


Era tudo culpa minha!, pensei. Achei que só podia ser efeito daquela noite, que havia ficado em seu subconsciente a influenciando como não deveria. A culpa era minha.


De certa forma, acho que sempre me aproveitei dela, da nossa amizade. E achei que fosse por isso que ela havia me rejeitado durante aquele tempo, antes e durante sua estadia naquela escola idiota de freiras. Quando a vi completamente transformada, completamente diferente da irmã que estava acostumado a ver por ai, entrei em pânico. Mil agulhas espetaram meu estômago, me pondo em estado eminente de alerta.


Ela mudou por minha causa!, pensei. E é tudo culpa minha!


Passei dias pensando sobre aquilo. Mas o que mais posso dizer? Eu não queria dar a mínima para que os outros pensassem, por mais estúpido que isso pudesse parecer. Por que eu deveria desistir dela? Só por que ela carregava o mesmo sangue que eu? E daí? Não estaríamos matando ninguém! Não estaríamos provocando guerra nuclear alguma! Não estaremos espalhando pragas, ou favorecendo terrorismo, ou causando desastres naturais! Nós só queríamos estar juntos e felizes, como tínhamos sido até então. Por que alguém seria contra isso? Não iríamos gerar uma doença nova por transar. Nem mesmo iríamos geram um mostro de sete cabeças, se tivéssemos um filho. Apenas uma criança como outra qualquer. Deveríamos mesmo sacrificar o que sentíamos em prol de estranhos que nada tinham a ver conosco?


E agora, cá estávamos encarando nossos pais. Puta merda! Não achei que ela fosse soltar aquela bomba tão cedo. Sempre achei que eu o faria, para dizer a verdade. Mas ela contou.

E tudo o que poderia fazer, naquele momento, era ficar ao lado dela, de mãos dadas. Seus pequenos, finos e delicados dedos me davam o suporte que precisava para saber que não estava a sós naquela luta. Mas apesar do queixo erguido, o peito estufado e o nariz empinado, confesso que estava me borrando de medo. Por um instante, jurei que meu pai quisesse me matar. Nuca tinha visto o velho daquele jeito. E o mais bizarro era olhar para aquela baixinha e não encontrar um pingo sequer de hesitação, apreensão, ou qualquer coisa do tipo. Ela estava calma, como se estivesse discutindo um assunto qualquer com nossos pais. Isso me impressionava por que há minutos atrás eu a desafiava, achando que ela não tinha convicção alguma sobre o que queria. E agora as cartas haviam mudado completamente de posição.


Ou talvez fosse o que ela apenas queria demonstrar.


Um silêncio meio mórbido se instaurou naquela cozinha, como eu nunca tinha ouvido antes. Mas a troca de olhar parecia fazer muito mais ruído, apitando sinais de alerta, pois uma explosão estava prestes a acontecer a qualquer momento.


— VOCÊS SÓ PODEM ESTAR LOUCOS! — de repente, o pai estoura, socando a mesa, fazendo todos os talheres vibrarem e um copo com coca-cola virar.

— Está com medo de ser punido por Deus agora, pai? — soltei. Mas não foi uma boa idéia. Por uma fração de segundos, realmente achei que ele fosse me comer vivo.

— Que merda vocês têm na cabeça? — e então, ele suspirou peadamente, segurando a ponte do nariz, para se acalmar — Tudo bem... Isso vai passar, querida! — ele diz para minha mãe, passando a mão em suas costas — É só uma fase. Logo, logo eles encontrarão outras pessoas, e esquecerão toda essa PALHAÇADA! — e berrou para mim — No momento em que se virem diante do sexo, quero ver se terão culhões suficiente para encarar o negócio. Sexo não é essa maravilha que vocês estão pensando! A responsabilidade é muito maior... — o interrompi.

— Na verdade, tivemos um sexo bem gostoso agora a pouco. — larguei. Sakura me deu um beliscão de unha, quase arrancando pedaço da minha pele — Filha da puta! Olha só o lado bom, pai. O senhor não precisará se preocupar com genro cretino algum! E nem nós com sogros e sogras chatas! Se tivermos filhos, eles terão apenas um avô e uma avó! Terão um pai-tio e uma mãe-tia! Seremos uma família econômica! HAHAHA! — merda! Eu estava nervoso, e Sakura me olhava como se eu tivesse despejando um monte de lixo pela casa. O que não deixava de ser verdade, na verdade. De onde veio toda aquela baboseira inútil?, me perguntei. Por que para mim, não faria diferença alguma. Acho que eu só estava precisando falar alguma coisa.


O pai desmoronou na cadeira, a mãe teve que se levantar e sair correndo pelo corredor, enquanto o Chi nos olhava de boca aberta. E então, ele se endireitou na cadeira, pigarreando, como se acordasse daquele transe maluco em que fora colocado, diante de toda aquela discussão inimaginável.


— Puta merda! Mas apesar da loucura... Não acho que isso seja pior do que matar alguém, Saky. Acho que manter a família unida, seja como for, é mais importante. — ele diz. Ku olhou para ele com os olhos se enchendo de lágrimas, mordendo o lábio, consentindo o que ele dizia. Apesar de não fazer idéia sobre o que eles estavam falando, imaginei que aquilo significava que tínhamos o seu consentimento, pelo menos.


O pai ficou o olhando incrédulo, e resolveu também sair da cozinha. Mas antes de atravessar a porta, ele ainda nos lançou um último olhar, como se tivesse se lembrado de algo importante que, talvez, fosse fazer a diferença. E isso fez minhas pernas amolecerem como geléia.


— Na verdade, há outra razão para condenar o que vocês estão fazendo. E essa coisa chama-se evolução. Ela acontece quando há interação entre grupos diferentes. Nisso, há uma troca de culturas, comportamentos e conhecimentos que são levados adiante, trazendo a mutação, a transformação... A evolução. Mas se todos os irmãos se casassem, não haveria aproveitamento algum nisso, e nada novo para construir. Pensem! Quando um dono de uma empresa casa sua filha com um herdeiro de outra empresa, nisso há uma troca de experiências e conhecimentos. Agora quando irmãos que viveram a vida inteira juntos, e tiveram as mesmas vivências se casam, não há aproveitamento por que assim como na genética, não haveria nada novo para gerar um novo ser com novas características... A humanidade seria toda igual, com características físicas e pensamentos iguais... O cruzamento entre parentes próximos pode levar ao processo de aumento de genes defeituosos, pois em geral, uma determinada linhagem familiar tem em comum uma bagagem genética. Se o incesto ocorre, haverá diminuição da variabilidade genética. — e então, ele nos deixou a sós com aquele pensamento martelando em nossa cabeça; com aquelas navalhas atravessando nosso peito; com aqueles socos nos desfigurando por completo, destruído e despedaçando toda nossa esperança.


Perto da meia noite, quando bati no quarto da Ku e não a encontrei, fui até o lago. Ela estava sentada no chão da ponte, com os pés pendurados para fora, debruçada sobre uma das vigas de madeira do velho corrimão. Escorava a testa sobre a madeira, olhando a água aos seus pés.

Sentei ao seu lado, e ficamos em silêncio por um tempo. Sentia uma fina corrente elétrica, fria, espetando meu estômago que estava cheio de medo.


Enlacei meu dedo mínimo ao dela — nem lembro quando adquiri essa mania. Mas sentir o calor de sua mão, naquele simples gesto, me acalmava por que me fazia lembrar que ela estava presente, ao meu lado.


— Ku?

— Hum?

— Me diga uma coisa... Como foi que tudo aconteceu para você? Por que, pelo que me lembro, não consigo definir quando foi que comecei a me sentir assim. — perguntei.


Ela sorriu de canto, mordendo o lábio inferior, como sempre fazia quando ficava pensativa.


— Aconteceu quando você nasceu e deixou para trás, no ventre de nossa mãe, parte de sua essência para que eu me apegasse a ela; por que, de alguma forma, você sabia que eu viria depois, e não queria que eu me sentisse sozinha.


Sorri.


— Piegas. Melosa. Melodramática!

— Você vai negar?

— Hum... Não! Gosto dessa idéia. — bati de leve meu ombro contra o dela — Mas me diga... E agora? O que faremos? Você quer desistir? — minha voz saiu num fiapo, quase imperceptível.


Ela não disse nada, nem moveu um milímetro sequer. E isso me preocupou. Senti mais agulhas me espetando com a possibilidade.


— Depois de tudo, você vai querer desistir, Sakura? — minha voz saiu em um tom mais acusatório, desta vez. E não foi proposital. Por que, por um lado, eu até entendia.

— Não, não! Eu não vou desistir... — respondeu meio irritada — Mas isso me faz pensar... A humanidade deve seguir o caminho da evolução... E se essa for a vontade de Deus?


Revirei os olhos.


— Sakura, aquilo o que ele disse é só uma teoria. NADA mais que uma teoria! E lembre-se de que nem todas as teorias são validadas empiricamente. Tenho certeza de que continuaríamos a evoluir mesmo que se alguns casais de irmãos resolvessem se acasalar, Ku. Assim como a humanidade não vai virar homossexual só por causa de alguns gays, não deixaríamos de evoluir por gerarmos filhos. A humanidade não vai se transformar em uma grande sociedade incestuosa. É absurdo pensar assim! Nossos filhos ainda poderão se casar com filhos de outro casal de irmãos, misturando o DNA. Além disso, só por que nos apaixonamos, não quer dizer que nossos filhos irão se apaixonar por seus irmãos também!


Acho que meu argumento foi suficientemente bom. Mas assim mesmo não senti firmeza naquele dedinho, trincado ao meu. Suspirei.


— Eu estava agora a pouco pesquisando na internet sobre isso. O incesto já foi muito praticado por povos antigo, Ku. Um levantamento feito em 1959, no oriente, mostrou que em áreas rurais era comum pais se casarem com suas filhas quando a mãe morria ou ficava impossibilitada. Em era feudal, quando o patriarca ficava incapacitado de chefiar a família, seu filho assumia o seu papel e fazia sexo com sua irmã com o pretexto de botar ordem na família. Os outros membros da família aceitavam a nova união como sendo absolutamente normal. Se algo como o pai disse realmente acontecesse, não viveríamos no mundo em que vivemos hoje.

— Vai ver é por isso que eles são tão parecidos uns com os outros. — ela diz, numa mistura de ironia e tristeza.

— Que seja! De qualquer forma, eles continuam muito bem, obrigado! Reproduzem-se perfeitamente bem e são inteligentes, sem problema algum.

Seja como for, eu não darei o braço a torcer! Por que eu tinha certeza de que ela sentia o mesmo que eu, e que jamais seriamos felizes por causa dessa droga de evolução social.


Notas finais
Algum comentário?
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Preciso agradecer à tita que me contou sobre um documentário que falava sobre essa questão da evolução que o pai deles menciona! Infelizmente ela não se lembra do titulo do documentário para podermos dar mais detalhes. Mas de qualquer forma, isso deu uma ÓTIMA contrapartida na história, que não teria acontecido se eu não soubesse disso. Então, MUITO obrigada mesmo, querida. T_T Informação super valiosa, que jamais teria me ocorrido, se não tivesse comentado sobre isso! :} E sobre a questão do incesto na antiguidade, do qual Sasuke fala, também devo à tita que me passou um link muito interessante sobre essa prática no Japão, que, de certa forma, acho que invalida essa teoria da evolução. http://www.hipernovas.org/2011/05/os-incestos-entre-maes-e-filhos-no.html
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Sobre a questão da génetica, eu retirei daqui: http://biologiaevolutiva.wordpress.com/2009/11/14/mais-sobre-probabilidades-a-questao-do-incesto/
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O último capítulo, então, sairá amanhã! :D