Frankenstain

52 Verão de 1866


Notas iniciais
Eu sei... Tenho que responder os comentários, mas tá um misto de preguiça com falta de tempo que vocês não tem noção XP Calma, vou arrumar tempo, acho uma puta falta de educação não dar resposta XP Enfim, tenham uma boa leitura :)

Passou quase seis meses preso.

Muitos diriam que teria sido horrível, mas ele achou razoável comparado à vez em que ficou preso na Bastilha.

Se alguém lhe perguntasse os motivos da prisão, ele diria com toda a alegria do mundo que foi preso por ter espancado um oficial de alta patente do exercito francês com requintes de crueldade.

Se alguém lhe perguntasse o porque de bater no oficial, ele diria que estava lhe dando a boa educação e surras que lhe faziam falta desde o berço.

Se alguém lhe perguntasse o porque de estar tão feliz por isso, ele diria que conseguiu fazer estragos irremediáveis e que obteve a gloriosa conquista de deixar o detestável adversário em coma por três dias.

E se alguém lhe perguntasse se estava feliz por ver Camus se humilhando para que o soltassem, ele certamente diria que não poderia estar mais infeliz.

¬ Sabe, Camus...— começou o mais velho. – Eu servi com seu pai no exercito de Napoleão I e continuei amigo do seu pai, um grande homem por falar nisso, mesmo depois dele largar o exercito e se render aos encantos da política. Tenho orgulho em dizer que te conheço desde que era menino e que te vi crescer e se tornar o homem que é hoje. Tenho orgulho de dizer que fui eu o seu professor na Escola Militar e tenho um orgulho maior ainda ao dizer que teu pai me convidou para ser seu padrinho, assim como tenho orgulho em dizer que já fora meu protegido.— soltou um longo suspiro cansado, já estava velho afinal. – Só que eu passei as mesmas coisas com Surt, Camus.

O ruivo estava de pé e extremamente sério frente à mesa de madeira nobre, a posição de sentido era inquebrável e a postura autoritária permanecia mesmo que fosse com um superior.

¬ Por favor, Coronel...— em contra partida, sua voz estava incrivelmente baixa e mansa. – Conhece Surt tão bem quanto eu, sabe que é raro um comentário ácido não sair de sua boca. Milo apenas se defendeu de seu veneno com as poucas palavras capazes de anulá-lo e com a força que tinha para calá-lo. Surt é uma víbora quando quer e o senhor sabe muito bem disso.

¬ Camus, você não está entendendo.— disse o mais velho negando desanimado. – Por mais que eu e meio mundo ache a surra merecida, ainda é uma quebra do Código Cívil, o réu espancou um oficial de alta patente até a inconsciência e continuou mesmo depois que vieram impedi-lo, atingindo assim outros oficiais. A justiça é cega e tarda, Camus, mas ela não falha. A justiça para o comportamento arrogante de Surt veio através de uma vergonhosa e bem aplicada surra. A do réu, Milo, é a prisão por ter sido tão violento e inconsequente de seus atos, ele podia ter matado o Surt e nem teria percebido.

O ruivo baixou o olhar, tentando manter ao menos a cabeça erguida.

Então o olhar rubro cruzou com o azul atrás do velho General, travavam uma conversa muda de desculpas e lamentos, além de teimosias e reprimendas.

¬ Milo, de fato, é inconsequente. – respondeu. – Já o vi e ouvi ele fazer coisas muito piores devido sua inconsequência, mas sua inconsequência nunca é gerada por motivos tolos. Por favor, ouça meu apelo Coronel. Milo é inocente, o único culpado sou eu que o levou até a festa e dei atenção a Surt na hora errada.

O homem velho deu um longo suspiro e mirou o loiro acorrentado atrás de si, cabeça baixa e ombros caídos, um espírito ainda menor que sua real condição.

Ele não estava nem um pouco arrependido com o que fez, lembrava de vê-lo relatar sorridente sua história para os outros presos, ele estava profundamente envergonhado, isso sim.

Não conhecia o homem atrás de si, mas conhecia o homem a sua frente.

¬ E o que você quer que eu faça?— revidou com um olhar condolente. – Entende o que está me pedindo? Entende o que parece querer que aconteça?

¬ Por favor, General.— insistiu desolado sem perder o ar nobre e voltando a erguer o olhar. – Non estou pedindo para corromper arquivos e penas para que Milo seja solto, eu quero que me dê uma pena equivalente para que Milo seja solto.

¬ Ele é o agressor, Camus.— respondeu bastante paciente. – E eu tenho certeza que Surt e a família dele não ficariam nada felizes por ele ser solto, mesmo que a pena já estivesse paga.

¬ Mas non teriam argumentos para fazê-lo voltar para cadeia.— respondeu. – Dê-me a pena de Milo, a culpa é minha. Eu levei Milo para festa. Eu decidi falar com Surt em último momento. Eu non impedi a discussão. E eu non impedi a troca de socos enquanto ainda havia tempo. A culpa é minha e eu quero pagar por meus erros.

¬ Céus, Camus...— o homem o mirou. – Porque insiste tanto em afundar sua carreira por um criado?

¬ Milo non é um criado, senhor.— respondeu erguendo o olhar. – Milo é meu confidente. Meu amigo. E meu companheiro. Eu dou qualquer coisa por Milo, assim como sei que ele faria o mesmo por mim.

O mais velho endireitou a postura, agora conseguia olhar melhor para o ruivo e conseguia mirar o loiro com maior facilidade.

Não era de julgar as pessoas, em sua juventude teve diversas aventuras polemicas e não gostava de ser julgado por elas, logo também não era de achar moldes as melhores coisas do mundo. Entretanto, se sujeitava aos mesmos moldes que tanto criticava para evitar grandes dores de cabeça.

¬ Camus.— chamou. – Te conheço há muito tempo, sei que não faria algo semelhante por pessoas que não lhe fossem de grande valor, afinal sempre deu grande importância à justiça e razão. Então, me diga, qual o real significado de Milo para você?

¬ Milo, senhor, me levanta acima das montanhas e acima de mares bravios.— respondeu sem pudor algum. – Eu sou forte, mas quando estou nos ombros dele sou capaz de ser mais. Às vezes, quando perto dele, acredito ser capaz de vislumbrar a eternidade enquanto meu coração tão imperfeito bate cada vez mais forte e rápido. Milo, pra mim, é o sentido que devo seguir e cuidar se quero chegar ao final da vida e dizer "fui tão feliz quanto a vida me permitiu". Me julgue como quiser General, mas eu amo Milo como jamais serei capaz de amar outra pessoa.

O loiro estava em pânico, olhando do mais novo para o mais velho e de volta. O ruivo ficou louco naqueles seis meses de distancia?

¬ Estou ficando velho e sentimental.— disse o militar. – Já passei por uma situação parecida, não com outro homem, mas ainda sim fui incapaz de fazer algo por quem eu amava.

¬ Senhor?— nem o ruivo acreditava, o que dirá Milo.

¬ Vou libertar Milo.— declarou puxando um papel e apanhando uma caneta. – A pena dele vai ser transferida pra você. Fará parte de seu histórico, o impossibilitando permanentemente de subir de patente. E sobre patente, você deixará de ser Major, você será rebaixado a Capitão. Também terá de pagar o tratamento de Surt e uma pequena multa ao exercito, no pior dos casos ainda vai ter que pagar indenização aos Eikthinyr. Ademais, amanhã Milo será libertado e eu espero honestamente que isso não se repita.

¬ Eu também, senhor.— sentia o olhar congelante do mais novo.

Não tinha coragem de olhar para o outro e nem queria sair da cadeia se fosse para encará-lo, a única coisa que tinha medo na vida era das explosões de raiva do mais novo.

Ainda mais agora que acabou com a tão valorizada carreira dele.

¬ Athena me ajude...— choramingou de cabeça baixa.

No dia seguinte, ao contrario do que esperava, não recebeu nenhuma bronca ou reprimenda, apenas foi levado pelo ruivo, que ficou o caminho inteiro em silencio.

Mais perigoso do que Camus falando, era o silencio de Camus.

Ao chegar em casa o clima não mudou muito e o mais novo até guardou os cavalos sozinhos, sendo assistido de longe pelo envergonhado loiro. Ainda estava esperando o pior.

Ao pisar dentro de casa percebeu que eram os únicos seres vivos em um raio de dez metros, até os pequenos habitantes e os cães da casa sentiam que a coisa ia ser feia.

¬ Alguma coisa a dizer, Milo? — a voz do ruivo era uma estaca de gelo em seu peito.

¬ Na verdade...— não ia erguer o olhar nem que lhe pagassem. – Eu quero pedir perdão... Perdão por ter causado todo esse problema... Perdão por ter atrapalhado sua carreira... E perdão por ser como sou... Eu devia saber me comportar e sair por cima... Perdoe-me Camus...

Não tinha a mínima ideia de como não estava chorando ainda, talvez a vergonha fosse tanta que não lhe permitia nem derramar lagrimas.

¬ Você é um idiota.

Sentiu ser abraçado com força e demorou um pouco para corresponder devido à surpresa, logo depois sentiu os lábios serem cobertos e demorou ainda mais para reagir.

Quando se separaram sua expressão devia ser icônica, afinal o ruivo permitiu-se um pequeno riso.

¬ Não está bravo?— foi automático.

¬ Te deixei seis meses preso, non?— rebateu. – A raiva já passou há muito tempo, agora só me sobrou a saudade.

¬ Mas eu acabei com a sua carreira...— baixou os olhos. – Você era Major... Agora nunca mais vai poder ser...

¬ Ser Major é chato, Milo.— disse com um leve sorriso. – Você fica o dia inteiro preenchendo papelada e raramente sai para uma operação. Prefiro ser Capitão em operação, do que Major na escrivaninha.

¬ Desculpa...— continuava profundamente envergonhado.

¬ Ora vamos...— ergueu seu olhar com carinho e roubou um beijo. – Isso é passado, o que importa é o presente, certo?

¬ Certo...

¬ Hum! Mais força nessa voz, Milo!— disse o chacoalhando de leve. – Quero sua ouvir sua voz retumbante, non o seu miado envergonhado! Vamos, fale como homem!

¬ Certo!

¬ Melhorou.— roubou mais um beijo e o puxou pela mão. – Vem, tem um merecido banho te esperando.

¬ Banho?— sentiu uma alegria engraçada. – Banho é bom... banho é muito bom...

O mais novo deu risada e o guiou pela casa, era indescritivelmente bom estar em casa.

E apesar de ter um insuportável como o Eikthinyr na bota, as coisas foram se acertando aos novos moldes com o tempo.

Camus vivia em operações, para grande alegria de sua parte, e era subordinado de Surt Eikthinyr, para o profundo desespero de Milo. Tinha dia que o ruivo chegava machucado, normal de algumas operações, mas não menos preocupantes.

Milo, por outro lado, passava seus dias treinando sua paciência já treinada. Deixava para lutar em nome de Athena apenas quando o ruivo estava em operação, sempre voltando antes dele ou deixando uma mensagem de que foi comprar algo e voltava com a compra, naturalmente, para reforçar a mentira.

Não gostava de mentir, mas ainda não estava pronto para contar a verdade à Camus, e o ruivo também não estava pronto para saber toda a verdade.

¬ O que foi? Non consegue dormir?

Era madrugada e, como de costume, estava sentado na beirada da cama, pensando nas melhores maneiras de abordar a verdade.

¬ Estou preocupado com algumas coisas.— respondeu apanhando uma das mãos do menor e a beijando. – Nada que deva se preocupar agora. Volte a dormir, amanhã tem de trabalhar, lembra?... E desculpa, pela milionésima vez, por ter te rebaixado de patente.

¬ Surt merecia aquela surra. — respondeu aninhando-se a suas costas, estava cansado. – E se você non dormir, eu também non durmo.

¬ Teimoso.— não conseguiu evitar um mínimo sorriso.

Ficou apenas sentindo os carinhos que lhe eram dispensados. Beijos depositados em ombros e nuca, afagos dados na cintura sem malicia alguma e passagens suaves sobre antigas cicatrizes, quase como se aqueles toques fossem capazes de fazerem-nas sumir.

Na verdade, os carinhos se concentravam nas cicatrizes.

¬ O que foi?— perguntou rindo, conhecia-o como a palma de sua mão.

¬ Non me lembro dessa cicatriz aqui.— indicou uma em seu ombro.

¬ Eu acho que já te contei a história de todas.— respondeu o mirando por cima do ombro.

¬ Non dessa aqui.— insistiu com um sorriso arteiro. – Qual dos seus amigos te acertou dessa vez? E com o que te acertou? Pelo formato acho que foi um dos seus amigos lá do Quinto dos Infernos que te acertou com uma lança.

¬ Não fala assim do Brasil.— tadinha da quinta ex-colônia.

¬ Dissesse isso aos portugueses.— emendou. – Estou apenas dizendo sua fama.

Tinha começado a contar sua história em partes.

Por hora estava excluindo toda aquela parte que envolvia guerras e seres divinos de relatos apocalípticos da Bíblia.

Ademais, estava contando tudo o que vinha fazendo há muitos anos.

O ruivo sabia que ele servia a um propósito maior, sabia que ele seguia as instruções de alguém. Sabia que ele reunia aquelas famílias pela razão nobre de manter o mundo em relativa paz. Sabia que algo grande, mas sem definição, estava para acontecer.

Só não sabia que isso na verdade tinha um âmbito muito mais divino, digamos assim, do que lhe era contado.

Talvez, no fundo no fundo no fundo, ele soubesse o que estava acontecendo de verdade, afinal isso também faz parte dele.

Mas, ainda sim, ele não sabia toda a verdade, deixando que o loiro a revelasse quando achasse mais cômodo, e isso acabava despertando a sua curiosidade inerente de todo ser humano.

Portanto, ver-se em ciladas devido às questões do mais novo não era algo anormal, ainda mais quando passava tanto tempo titubeando as maneiras de dizer a verdade.

¬ Essa cicatriz eu ganhei em uma briga.— respondeu tentando acabar com aquela curiosidade.

¬ E que briga é essa?— volveu. – Você já me contou muitas histórias em que participou de brigas, emboscadas, confusões e impulsos mal calculados. Non me lembro de nenhuma citar uma cicatriz de perfuração no ombro.

Era uma cicatriz relativamente feia, sejamos honestos.

Causado por um pedaço de chão que rasgou seu ombro, criando uma fenda naquela área e uma cicatriz branca na forma da pupila tremida de um réptil.

Não era nenhuma cicatriz gigante ou chamativa, se quer formou um queloide, mas ainda era uma cicatriz e qualquer pessoa observadora poderia notá-la com facilidade.

¬ Foi uma luta na verdade.— contou um tanto distante em lembrança. – Eu estava te protegendo, você era novo e nem deve lembrar. Mas eu a ganhei te protegendo.

Até que gostava daquela cicatriz, ela era a prova de que lutou pela segurança de Camus e venceu, conseguiu protegê-lo e viver mais dias para vê-la se tornar o que era hoje, uma cicatriz.

E uma prova de que o passado foi real.

¬ Me protegendo? — inclinou-se para frente. – De quem? Do quê?

Camus era jovem, tinha acabado de experimentar mais uma noite de ressaca misturada à doçura na boca de Milo.

¬ Nada que se valha a pena lembrar.— respondeu. – Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo, combinado? Este vai ser o nosso segredo, certo?

O ruivo bufou irritado com a esquiva, mas resolveu não pressionar, podia parar de receber respostas se exigisse explicações. Então apenas acenou em positivo e ganhou um beijo apaixonado.

¬ Acredite em mim.— disse o mais velho sorrindo. – Uma cicatriz significa: “Eu sobrevivi”. Fui mais forte do que aquilo que me feriu, estou em casa com quem amo e se essa cicatriz não lhe atingiu, não há razões para eu me preocupar com ela.

¬ Se você diz.— estalou um beijo em seu rosto, mas soltou um suspiro logo depois. – Sabe que o respeito e amo muito... Mas eu queria que me dissesse toda verdade ao menos uma vez... Apenas para meu coração non doer tanto...

Olhou para trás e encontrou um olhar distante em lembranças nunca vividas.

¬ Às vezes...— começou com um suspiro. – Sinto meu peito pesar tanto que é como se um buraco tomasse o lugar do coração... Cada cicatriz nova me trás as perguntas: Porque eu non estava lá para protegê-lo? Pra evitar que isso acontecesse?... Dói-me non poder cuidar de você... Dói-me non ser capaz de te proteger...

¬ Camus...— virou-se e segurou seu rosto com carinho. – Não fique assim, por favor... Se eu não te conto algo, se eu te oculto os perigos que passo, é para te proteger...

Os olhos estavam um tanto foscos voltaram a brilhar, emergindo da memória tão antiga quanto o tempo e deixando um simplório sorriso surgir.

¬ Eu também quero te proteger...

Aquelas palavras o atingiram como um aríete, esmagando suas costelas e arrancando-lhe todo o ar dos pulmões.

¬ Camus...

O olhar suplicante roubou suas palavras, não podia mais mentir, mas também não podia dizer a verdade.

Podia parecer fácil simplesmente contar a verdade, só que a realidade é muito mais difícil e complexa que a teoria.

Imagina a pessoa que você mais gosta virar pra você e falar:

“Então, amor, sua vida e crenças são uma mentira. A verdade é que você e eu somos seres místicos que foram banidos do céu por amarmos um ao outro, mas antes disso a gente lutava com unhas e dentes contra homens maus que um dia já foram nossos irmãos. Ah! E agora eu luto com esses homens maus de novo porque a nossa Deos, nossa superior, me encontrou e me convenceu a voltar pra ação. Logo, eu passei todos esses anos mentindo pra você porque eu me preocupo com você e não quero te levar pra esse mundo, apesar de que é impossível, afinal nossa superior parece te querer na ação outra vez também”.

É pra completar o cidadão dá um sorriso lindo, como se dissesse que o dia foi maravilhoso.

Nunca é fácil, isso é um fato, mas tem de haver um primeiro passo.

¬ No Verão.— disse cheio de carinho. – No Verão, no dia mais claro, na primeira oportunidade, irei lhe levar para Notre-Dame. Vou lhe levar para o campanário, para um lugar acima dele, para o Santuário. Vou te mostrar quem é Aquarius. Vou te mostrar quem é Scorpius. Vou te mostrar a verdade oculta que nos cerca nas noites mais escuras e nos dias mais claros.

Notas finais
Curiosidade do dia (essa aqui vai quebrar queixo): ~ No começo, pouco antes deu falar "Não, eu vou postar!", o Dégel teria sua irmã Natassha, mas ele também teria muitas outras irmãs e irmãos, todos falecidos. Mas esta não é a curiosidade, a curiosidade é que Dégel na verdade seria uma linda mocinha :) Sim, Dégel seria uma mulher, mas não uma mulher normal e isso teria relação com esses outros irmãos e irmãs. Antigamente, ter um filho homem era essencial nas famílias, pois ele daria continuidade ao nome da mesma. Acontece que a família do Dégel teria tido muitos filhos, mas eles morriam muito jovens e os dois únicos que sobraram eram mulheres, uma sendo recém-nascida, essa menina seria o Dégel. Dégel, sendo menina, seria criada como menino e ia crescer crente de que era menino, tudo para dar continuidade ao nome da família já que sua mãe não podia mais engravidar, seria um risco à vida dela. Ele, o Kardia e vocês - posteriormente o Milo - só iam descobrir que era menina porque chegaria um momento da vida em que ia sair sangue de certos lugares e a primeira pessoa que ele gritar ia ser Kardia (só imagem a beleza desta cena que eu nunca usei). Agora imaginem o desenrolar dessa história! E só uma dica, o Zaphire não ia sair da Serafina não. ~ Agora, quanto a tão aguardada verdade: Próximo capitulo ou no outro, tá na mão, juro pela minha mãezinha amada e idolatrada u.u Espero que tenham gostado :) Até a próxima. Bjs. L :3