Frankenstain

26 Verdades de 1842


Notas iniciais
A ideia era que fosse confuso. Espero que tenha ficado confuso. Quero fazer vocês pensarem ;) Boa leitura :)

Quando Athena ainda era uma jovem Deos, costumava brincar com os outros Deos no salão de Théos.

Ainda existiam muitos Deos e Santos nascendo das ideias e sentimentos de Théos.

E esses Deos ou Santos que ainda estavam sendo moldados ficavam no salão, onde Athena sempre estava brincando com os outros Deos.

Naquela época, Théos ainda estava moldando o corpo de dois Santos.

Aquarius e Scorpius.

Ainda não possuíam corpo, eram somente alma, essência.

Divididos por um vidro, eles jamais se encontrariam antes de serem completos.

Athena acabou derrubando o recipiente em que estavam aprisionados em uma de suas brincadeiras.

O recipiente não quebrou, mas ambos escaparam.

Os jovens Deos ficaram admirando as almas.

Elas se repeliam a principio, no entanto, logo eram parceiras em uma dança de júbilo e portento.

O próprio Théos chegou a assistir tal evento ao lado dos Deos, mas não se manifestou depois disso.

Aquarius foi o primeiro a tomar forma.

Desde que nasceu e olhou ao seu redor, ele não sorriu.

Todos os outros sorriram, ele não, parecia que faltava algo a ele. Logo, Aquarius se tornou sério e frio, sempre centrado e dedicado.

Scorpius tomou forma um tempo depois.

Já nasceu com um grande sorriso e olhando diretamente para Aquarius.

Ele era vivaz e extrovertido, sempre tinha o que falar e adorava propagar sua alegria. Scorpius podia parecer um tolo, entretanto era centrado e esforçado.

Scorpius e Aquarius eram absurdamente fieis à Theós, ao Deos que foram designados, Athena, e um ao outro.

Sempre estavam juntos. Treinavam juntos. Lutavam juntos. Aprendiam juntos. Viviam juntos. Só sorriam juntos. Só choravam juntos.

Parecia que nada, nem ninguém destruiria a relação que tinham.

Uma amizade tão profunda que ultrapassava até mesmo os limites de uma irmandade, eles poderiam ser ditos como amantes, mas não.

Théos não conferiu aos Deos e Santos o dom de amar.

Conferiu-lhes o carinho e bondade, mas não o amor, pelo menos esse tipo de amor.

Ao mesmo tempo em que estavam tão perto, estavam muito longe.

O mundo já era formado.

Os mortais já existiam.

A guerra entre os Deuses e Daemones já teve seu inicio.

Era raro, porém, os Santos eram mandados ao mundo mortal para influenciar a humanidade.

Muitas vezes eles se tornavam mortais por algum tempo para cumprir sua missão. E assim como qualquer outro mortal estavam sujeito aos dons e defeitos, à perfeição e pecado.

O erro não foi permitir que Scorpius e Aquarius cultivassem uma aliança tão duradoura.

O erro foi deixá-los provar do amor mortal.

Uma missão os mandou ajudar os homens.

Mas foram os homens que lhes ensinaram algo jamais imaginado.

Scorpius era curioso.

Questionava o comportamento mortal a todo momento e quando se tornou um, questionou o próprio comportamento.

Suas ideias acabaram contagiando Aquarius, que também passou a questionar-se.

A conclusão que chegaram foi prazerosa e libertadora.

Santos não eram conferidos de amor, mas ao conhecê-lo, jamais o esqueciam.

Suas quedas começaram com a descoberta de tal dom.

Foi anunciada com um beijo e declarada com a consumação do pecado.

Tentaram se esconder, mas o que descobriram era forte demais, era bom demais.

Logo foram descobertos e julgados.

Scorpius, por ter dado inicio aos questionamentos, foi dado como culpado por corromper a si mesmo e o companheiro.

Aquarius, por sua vez, também foi dado como culpado de seus crimes, no entanto, seu castigo físico foi muito mais brando do que seu castigo emocional ao ser obrigado a assistir o julgamento final de Scorpius.

Durante o julgamento, Scorpius nada falava, nem ao menos se defender tentava, sabia que qualquer palavra seria inútil.

Scorpius, ajoelhado e subjugado, apenas olhava com carinho para Aquarius, acorrentado pela carne das costas e sofredor.

Nenhum Deus ou Santos estava disposto a ajudá-los, o que fizeram era um crime, um pecado, para seres como eles.

Não havia perdão.

Não havia redenção.

Zeus era supremo entre os Deuses daquele mundo e supremo em suas decisões.

¬ EXILIU!!

¬ NÃO!!

O grito de dor de Aquarius ao ouvir a declaração foi de cortar qualquer coração.

Scorpius permaneceu em silencio, tinha aceito sua sentença, mas sofria pela dor que causava a Aquarius. Ele se debatia e chorava, infligindo diversos ferimentos a si próprio.

Vergonha.

A armadura lhe foi tirada.

Era brutalmente arrancada de seu corpo e jogada com desprezo para qualquer lugar. Seu corpo seguia os movimentos bruscos sem protesto algum.

¬ SCORPIUS!!

Santos choram apenas sangue.

A dor de Aquarius era tanta, que seus olhos começaram a verter sangue.

Desgraça.

Sua marca celeste foi queimada.

Seu urro ensurdecedor se misturou aos gritos de dor do outrem.

Estavam queimando a marca que o definia como um Santos, que o afirmava como um ser advindo de Théos.

¬ NÃO!! POR FAVOR, NÃO!! SCORPIUS!!

Humilhação.

Sua língua fora cortada.

O grito reboou pelo mundo.

A dor era indescritível.

Arrancada e queimada diante de todos.

Uma clara mensagem de que ele jamais voltaria a ser um Santos, pois sem sua língua não podia cantar o mundo.

Sentia algo quente escorrer por sua boca enquanto assistia a dor de Aquarius com igual olhar sofrido e sentindo o calor das chamas lamberem-lhe a face.

¬ SCORPIUS!!

Ofensa.

Foi levantado de forma brusca, deixando um gemido de dor escapar.

Sendo guiado a até a beira do Santuário Maior, podendo ver o mundo mortal.

Tão distante e ameaçador, nunca lhe pareceu tão cruel quanto naquele momento.

A dor de Aquarius lhe feria mais do que qualquer coisa.

Os outros Santos tentaram conter Aquarius ao ver suas costas sangrarem, mas ele não parava de se forçar na direção de Scorpius.

Atros.

O vento era forte.

Carregava o cheiro da dor e o peso do fim.

Scorpius encarava seu destino de forma ousada, entretanto, sempre olhava na direção de Aquarius. Doía tanto.

Veio trazer a discórdia.

¬ CAIA AGORA AGITADOR!!

Scorpius foi solto e sua longa queda iniciou-se.

¬ AQUARIUS!!

O chamado ecoou.

Ninguém viu como, só viu o que estava feito.

A carne de Aquarius estava presa no mesmo lugar e vertiam muito sangue, formando uma pequena poça que cobria um pequeno rastro.

Os demais Santos tencionaram impedi-lo, mas um único gesto de Athena os impediu.

Athena observava a expressão de Zeus e esta era irredutível, ele realmente acreditava estar fazendo o certo. Depois de Lux-Fero, ele realmente acreditava estar fazendo certo.

Não somente ela, como seus Santos foram obrigados a assistir a queda de dois bravos guerreiros tendo a voz retumbante de Zeus como sentenciadora da verdade.

¬ Nem no mal. Nem na dor. Eles são traidores. Vão fugir pro seu nefasto novo lar. Mas nós não iremos perdoar. Eles não são mais parte de nós. E jamais serão parte de nós. Nunca foram parte de nós. Nem voltaram a ser. Quem mentiu para nós, não mais voltara, pois agora não há mais ninguém que vá acreditar que eles são um de nós!

Vergonha.

A queda era infinita.

O vento cortava e o sangue divino se transformava em sangue mortal.

Desgraça.

Sentiu a mão ser segurada.

Surpreendeu-se ao sentir que fora abraçado.

Aquarius jamais o soltaria, jamais o abandonaria.

Chorou lágrimas de sangue e abraçou aquele que sacrificou tudo para ficar consigo.

Vergonha.

Com lágrimas de sangue, seus companheiros de outrora assistiram suas quedas.

Notas finais
E por este fim se semana é só pessoal XP Espero que tenham gostado :) Bjs. L :3