Frankenstain

48 Inverno de 1863


Notas iniciais
Esse capitulo deu trabalho pra ser posto no papel, nada tava bom! Enfim, espero que tenham uma boa leitura :)

Sentia-se um verdadeiro explorador no Novo Mundo.

Um pioneiro do maximum ao se embrenhar na mata fechada, tinha que ter bastante audácia para se arriscar no território de jaguares, serpentes e feras inimagináveis.

A localização dos Descendentes de Taurus era um verdadeiro mistério até mesmo entre os Santos, tudo o que se sabia sobre aquele povo era que viviam na America do Sul.

O gigante dourado zelava bastante por seus descendentes, fazendo o possível para proteger sua rara inocência e mantê-los em segurança do mundo. Poucos, muito poucos, conseguiram encontrar aquele povo e pouquíssimos voltaram para falar de tal povo.

Ao que tudo indicava, pelas poucas histórias que pode ouvir, aquele era um povo ainda mais exótico que os Descendentes de Gemini, tendo predominância indígena, mas tendo alguns poucos mulatos, caboclos e cafuzos.

¬ Esse cheiro...

Depois de dias subindo o grandioso rio de canoa, buscando pelo povo que vivia no fundo da mata, sem ver viva-alma humana e escapando das mais variadas armadilhas criadas por cobras, jacarés, panteras e até bestas, finalmente sentia que estava chegando perto de seu objetivo.

Levou alguns minutos para que alcançasse a margem do rio com sua singela canoinha, depois teve de puxá-la para longe do mesmo, pois a força da correnteza podia levá-la embora, e por fim apanhou suas coisas para ir atrás do cheiro.

¬ Parece um cozido, algum tipo de pão...— comentou aspirando mais um tanto do cheiro.

Sabia que estava bem longe, seu olfato era muito apurado, e com o cheiro relativamente fraco tinha a certeza de que ainda andaria muito.

E como odiava estar certo em dados momentos.

Seguiu caminho por horas, viu a noite cair e o dia amanhecer, mas ainda parecia estar longe de chegar.

Por um tempo pensou ter se perdido, pois não mais sentia o cheiro, mas depois de alguns minutos voltou a senti-lo mais intensamente.

Pensou estar bem perto, então naturalmente apertou o passo e seguiu mais confiante na direção que o cheiro lhe levava.

Só que Milo já deveria ter aprendido que sua sorte era uma coisa muito estranha, porque ao mesmo tempo que tudo dava certo, tudo dava errado.

¬ IDIOTA!!— estapeava a própria testa. – QUAL É A PRÓXIMA?! LANÇAS?! DARDOS?! CANIBAIS?!

Em sua euforia, digamos assim, não percebeu a armadilha montada e pisara na mesma sem culpa alguma, ouvindo um apito no mesmo instante.

Resultado?

Estava preso debaixo de uma rede de cipós e pedras tão pesada e emaranhada que não conseguia se livrar de forma alguma, sequer conseguia encontrar ou alcançar o seu facão.

¬ Filho de Mãe Terra?!— uma voz incrédula surgiu depois de alguns bons minutos de reclamações.

Levantou o olhar para o galho de uma árvore e encontrou uma jovem de cabelos prateados empunhando uma lança, ela lhe mirava num misto de surpresa e curiosidade, como quem espera uma visita sem saber o porquê de a visita ter vindo.

Desviou o olhar por educação e constrangimento pouco depois, afinal a jovem não usava roupa alguma, apenas algumas pinturas corporais elaboradas e adornos de penas e contas que pouco escondiam suas vergonhas.

A moça pulou do galho e sacou uma espécie de faca para cortar aquela rede incomoda, o libertando e ajudando-o a se levantar.

¬ Siga-me.— disse a mais nova se embrenhando na mata.

¬ Estrela libertina essa minha.— bufou consigo mesmo antes de sair correndo atrás da mais nova.

Não devia reclamar tanto, tinha uma estrela muito boa sim, apenas não tinha uma sorte tão boa assim.

A garota o guiou pela floresta por um dia inteiro e logo mais o levou para o centro de sua tribo, um lugar assombroso e maravilhoso ao mesmo tempo, frente o chefe e os anciões da tribo.

¬ Meu pai. Meus avôs. Minhas avós.— disse a moça em comprimento. – Quando mais menina tive meu primeiro sonho, sonho que nunca se tornou real, mas hoje trago o Filho de Mãe Terra presente em meu sonho. E como em meu sonho eu sei que ele tem uma mensagem muito importante para nosso povo, pois eu vi em seu olho esquerdo o brilho de nossa estrela guerreira e em seu olho direito o brilho de nossa estrela terna, que unidas às estrelas corajosas, fortes e valorosas formam a nossa visão do Gigante do Céu. Meu pai. Meus avôs. Minhas avós. Peço humildemente, como uma Filha da Noite que ouçam as palavras deste Filho de Mãe Terra.

Entendia a língua, mas o que a jovem queria dizer era outra história.

Viu o chefe da tribo, ou quem pensava ser o chefe, se levantar de onde estava e estudá-lo com uma atenção aterrorizante, o homem não enxergava sua alma, ela a atravessava com o olhar.

¬ Sou Upiara, batizado por padre como Gigante Hasgard.— além do próprio tamanho, a voz também era de um gigante. – Sou filho de Raoni, o grande guerreiro chefe. Caço nesta floresta com meus filhos, que caçarão nesta floresta com os filhos deles. Cacei nesta floresta com meu pai, assim como ele caçou com o pai dele e assim por diante. Sou um guerreiro orgulhoso de Gigante do Céu, um aluno humilde dos Filhos da Mata e uma criança feliz de Mãe Terra. E quem é você, forasteiro? E a que veio até aqui?

Engoliu um pequeno seco, nem arriscava falar sua frase “salva-vidas” naquele momento, pois sabia que não ia funcionar.

Os Descendentes de Tauros eram únicos, a forma de lidar com eles também era única por conseqüência.

¬ Sou Milo, o guerreiro caído dos céus por crimes não cometidos.— disse tão firme quanto conseguia. – Não tenho pai e não tenho mãe, mas tenho irmãos e irmãs de valor e coragem. Viajo por terras distantes a mais tempo do que muitos vivem, sempre levando mensagens e auxilio aos Filhos das Estrelas. Sou um guerreiro do Céu, um filho do Mundo, um aluno da Vida e uma criança do Homem. Gigante do Céu me mandou falar com os Filhos das Estrelas que o protegem e por ele são protegidos. Apenas desejo saber Upiara, batizado por padre como Gigante Hasgard, se me ouvirá ou me desrespeitará.

O homem grisalho apenas o estudou por mais alguns segundos e voltou a sentar-se com um leve sorriso de aprovação no rosto.

¬ Então diga, Milo, o guerreiro caído dos céus por crimes não cometidos, o que Gigante do Céu deseja de seu povo.— respondeu o mirando mais uma vez.

Passou dias naquele meio e se via cada vez mais maravilhado com o lugar, querendo anotar e desenhar tudo o que via e sentia.

A tribo era bastante isolada do restante do mundo e também era mais pacifica que qualquer parte do mundo, raramente alguém conseguia a encontrar e quando a encontravam quase ninguém queria voltar.

Ao amanhecer, quando os raios de sol batiam nas construções, cada "cabana" ali brilhava como o ouro que adornavam alguns poucos utensílios, armas e vestes cerimoniais.

O povo era dono de uma inocência, justiça e força que não eram compradas por ouro algum, mas comparada a todo ouro do mundo.

¬ O que faz agora, guerreiro?— perguntou-lhe o chefe.

¬ Desenho palavras sobre seu povo, chefe.— respondeu com um sorriso gentil.

O gigante prateado riu e apoiou-se melhor em sua lança, observando as letras se formarem nas páginas em branco.

¬ E que palavras desenha sobre meu povo? — perguntou educado.

¬ Desenho palavras gentis e bonitas.— volveu. – Desenho palavras sobre a alegria das crianças, a dedicação das mulheres, a coragem dos homens, a vida de pregador, a beleza da terra e a importância da cultura.

Viu crianças de todas as idades, correndo e brincando entre si, rindo alto e gritando umas para as outras. Algumas ajudavam os adultos em poucas tarefas, talvez já estivessem assumindo suas responsabilidades como adultos.

Viu mulheres que teciam cestas, riam em conversas paralelas, cozinhavam em grandes caldeirões, colhiam plantas exóticas e cuidavam da horta com dedicação e carinho.

Viu homens surgirem da mata trazendo materiais naturais e um ou outro animal caçado, quando não era um cesto cheio de peixes. Muitos estavam acompanhados por seus filhos, orgulhosos por sua primeira caçada.

Vez ou outra avistou um pequeno grupo de padres residentes sendo seguido por crianças animadas ou então ajudando as mulheres em seus afazeres.

No ombro de meninas viu aves colorida a descansar e, algumas, a imitar tudo que ouviam cheias de alegria.

Nas costas de algumas crianças via pequenos primatas brincando com os cabelos lisos de graúna.

Numa noite pode ver os olhos brilhantes de uma onça a passar com sua caça.

E num dia de sol pode ver um lobo de pelo alaranjado tentar escapar de olhares com seus filhotes.

Teve a oportunidade de ver danças, ouvir cantos e histórias.

Viu estrelas nunca antes vistas na noite de festa e viu brincadeiras desconhecidas nos dias de sol.

Viu uma criança nascendo e uma menina a casar.

Viu uma gente que ri quando deve chorar e não vive apenas aguenta, uma gente de força, de raça, de gana, de graça e de manha. Uma gente que sonha sempre, com uma estranha marca no corpo que lhes conferia a estranha mania de ter fé na vida.

¬ O que pensa da nossa cultura?— o homem agora estava sentado ao seu lado.

¬ Penso que ela é diferente, única, não tem outra cultura igual.— deixou seu diário um pouco de lado.

¬ E por isso desenha palavras?— disse o mais alto.

¬ Sim.— acenou contente. – Quero que outras pessoas saibam dela, a conheçam, a vejam através do que desenhei. Sua cultura é rica e maravilhosa demais para ficar oculta ou ser perdida.

¬ Só que minha cultura não é apenas minha, guerreiro.— respondeu.

¬ Sim, sim.— volveu. – É de seus ancestrais, de seus irmãos e de suas crianças.

¬ Sim e não.— acabou soltando um riso com o espanto do loiro. – Minha cultura é a cultura do mundo, a cultura de toda gente reunida em um só lugar. Ou não notou que aqui temos gente de pele branca e negra também? Suas histórias, músicas, brincadeiras, cantos e comidas se misturaram com nossas histórias, músicas, brincadeiras, cantos e comidas. Somos a cultura de toda uma gente, guerreiro, não a cultura de um só povo.

Baixou a cabeça pensativo.

Aquela era uma terra de gente branca, gente negra e gente vermelha. Era terra de riqueza e descoberta, mas principalmente – se tiradas as amarras da maldita sociedade escravista – era uma terra de união e fé.

¬ Não tinha pensado assim antes.— foi sincero.

¬ Eu sei que não.— respondeu o outro com um sorrir gentil. – Vi em seus olhos de céu que ainda é um aluno da Vida, mas também vi que é uma criança da Benevolência... E por isso tenho dois pedidos a lhe fazer.

Mirou o outro na mesma hora, a curiosidade só faltava trasbordar de seus olhos e a boca se contorceu levemente como quem queria falar, mas ficaria em silencio por respeito.

O maior apenas deu risada, o loiro ao seu lado era uma raridade.

¬ Acalme o coração.— disse com um sorriso. – São apenas dois pedidos, não dois juramentos.

¬ Desculpa.— pediu um tanto constrangido. – O que deseja de mim, chefe?

¬ Para começarmos essa conversa direito, devo dizer que conversei por muito tempo com os anciões sobre a sua mensagem.— explicou paciente enquanto se arrumava melhor. – E concluímos que meu povo não vai sair da nossa terra, mesmo que seja um pedido de Gigante do Céu. Esta é nossa terra, nossas casas, nossas vidas. Nunca tivemos grande contato com outra vida além dessa, seria uma desgraça causada por uma atitude apressada tirar o meu povo de suas casas e levá-los para terras distantes e estranhas. Por isso, para não prejudicar o meu povo e ainda manter o respeito por Gigante do Céu, te peço apenas que cuide de meus filhos.

Sentia o próprio rosto ficar branco, sumir com o sangue que ali circulava, nunca antes encarou tal situação e não sabia direito como agir.

O chefe tinha três filhos e estes eram a razão de sua existência, ainda mais depois que a esposa morrera alguns anos antes durante um conflito com capitães do mato.

Se aquilo não era uma prova de lealdade, Milo não sabia de mais nada em sua vida.

¬ Chefe Upiara...— tentava não gaguejar. – São seus filhos... Não precisa mandá-los... Mande seus guerreiros mais habilidosos, não precisa ser todos, sei que Tau-... Gigante do Céu vai entender.

¬ Mas meus filhos são meus guerreiros mais habilidosos.— respondeu. – Potira, batizada por padre como Selinsa, é a nossa Filha da Noite, nossa guerreira espiritual, porta voz de Gigante do Céu e força do povo. Foi ela quem te trouxe, lembra?— acenou positivo; como esquecer? – Ubiratã, batizado por padre como Teneo, é meu sucessor, meu guerreiro mais poderoso e habilidoso, com grande força e coragem. Ibirajá, batizado por padre como Sauro, é meu esperto filho mais novo, ainda é um menino, não participou de muitas caçadas, mas é rápido e inteligente, sempre sabe como agir e fazer.

¬ Mas chefe...— já tinha visto muitos pais enterrarem seus filhos.

¬ Por favor, guerreiro, cuide de meus filhos.— pediu gentil. – Não vou amaldiçoá-lo caso um deles venha a se tornar estrela. Eles cresceram ouvindo histórias sobre os Filhos do Medo com pele de metal sujo, cresceram aprendendo a se proteger deles, cresceram sabendo de sua missão para com Gigante do Céu e nosso povo. Virar estrela numa batalha importante como essa seria uma honra para eles, mas voltar para seu povo seria uma bênção. Poderia fazer isso por mim, guerreiro? Pode cuidar de meus filhos?

Sua garganta ficou seca com tais palavras.

¬ Posso.— respondeu depois de digerir tudo. – Trarei seus filhos de volta pessoalmente.

¬ Eu sei.— respondeu com um sorriso enorme e dando leves tapinhas em suas costas. – Agora resta apenas um pedido.

¬ Diga.

¬ Quero que desenhe palavras sobre algo muito importante para meu povo e para o seu também.— respondeu.

Mais uma surpresa para sua lista.

O que poderia ser tão importante ao ponto do chefe pedir que anotasse em seu diário?

Não se pronunciou quanto a isso, esperaria que a explicação viesse naturalmente. Apenas pegou seu material e pediu que o chefe falasse.

¬ Ubuntu.— falou devagar e pausado para que o outro entendesse.

¬ O que é isso?

O gigante apenas lhe sorriu, satisfeito por seu interesse e colocou-se a falar pouco depois, parando algumas vezes para que pudesse ser acompanhando tranquilamente.

¬ Certa vez um jesuíta alcançou nossas terras nos tempos em que meu avô era menino. Ele era um homem bom e justo, apenas queria nos ensinar sua fé.— contou. – Ele passou um longo tempo com meu povo, observando nossos costumes e crenças, enquanto tentava nos apresentar sua fé, a qual fomos teimosos demais para aprender na época. Entretanto, um dia ele precisou partir e antes de partir ele fez vários pães doces com a ajuda das mulheres, colocou num cesto debaixo de uma árvore e propôs uma brincadeira às crianças da tribo.— o loiro já estava com a mão doendo por insistir em escrever até os mínimos detalhes. – A brincadeira dizia que a criança que chegasse primeiro até o cesto ficaria com todos os pães doces.

¬ Uma corrida.— concluiu.

¬ Acredito que sim.— respondeu dando continuidade. – As crianças se prepararam para correr e quando o jesuíta deu largada, todas deram as mãos e saíram correndo juntas até a cesta. Pegaram a cesta juntas. Comemoraram juntas. E comeram os pães juntas. O jesuíta nada entendia e então uma das crianças virou-se para ele dizendo “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estariam tristes?”.

Parou na mesma hora de escrever, chegando a deixar sua caneta cair, e passou a prestar total atenção ao que lhe era contado.

¬ Ubuntu é uma palavra que representa um pensamento muito antigo que significa “Sou quem Sou porque somos todos Nós”.— disse o maior. – Uma pessoa com Ubuntu tem consciência de que ela é afetada quando um semelhante seu é afetado. Ela sabe que o mundo não é uma ilha, que ela precisa dos outros para ser ela mesma. Ubuntu é respeito básico pelos outros. Ubuntu é compaixão, partilha e empatia. Ubuntu diz que ser humano é ser com os outros e ser com os outros deve ser Tudo.

Nunca imaginou uma palavra tão bonita como aquela. Porque nunca ouvira falarem-na antes? Ou melhor, porque raramente via alguém a praticando?

¬ Ubuntu representa um espírito caridoso, misericordioso.— disse o outro gesticulando bastante. – Uma amostra de Ubuntu é se importar. Devemos nos importar uns com os outros. O “Nós” é uma mensagem que não pode estar apenas dentro de nossas bocas, tem de estar em nossos corações também.

Porque não?

Os hebreus há milênios não pregavam que fomos feitos um do outro?

Talvez viesse daí mesmo essa vontade de ser “Nós”, de ser “Junto”, de ser “Pares”, tão bem descrito pelo gigante prateado.

¬ Ninguém é feliz sozinho.— continuou com um sorriso. – Ninguém brinca sozinho. Ninguém nasce sozinho. Ninguém faz amor sozinho. Ninguém chora sozinho. Ninguém sorri sozinho. Ninguém vira estrela sozinho. — nem mesmo ele esteve sozinho em momento algum. – Gente precisa de Gente para ser Gente. Quanto mais dedicado a outra Gente, mais Gente você se tornará. Você precisa, para ser Gente, estar diretamente ligado com vínculos de amor, de amizade e de afeto com outra Gente.

¬ Ninguém é alguém sem um outro alguém.— concluiu após algum tempo de silencio.

¬ Tem vezes que olho para fora dessa floresta e vejo a falta de Ubuntu em todos os homens, mulheres e crianças.— disse o chefe se apoiando melhor em sua lança para se levantar. – Te confio este ensinamento, guerreiro, pois quero que o espalhe, o ensine, o desperte nos outros. Meu povo um dia vai se perder, por mais que eu lute por sua existência e permanência, um dia meu povo vai se perder e com ele a nossa cultura, músicas, danças, ensinamentos, histórias, vidas... Com Ubuntu desenhado por você, junto com o que desenhou de meu povo, eu posso virar estrela sabendo que fiz o meu melhor pelas Crianças do Amanhã e sabendo que você, Milo, fará sempre o seu melhor.

Emudeceu frente aquela declaração.

Muitas vezes chegou a sentir o peso que levava nos ombros com mais clareza, só que nunca o sentiu como o sentia naquele momento.

Um peso intimidante, mas, ao mesmo tempo, bastante encorajador. Era algo que lhe dava uma vontade insana de continuar forte! Vontade de lutar! Vontade de seguir! Vontade de aprender! De cair! De levantar! De amar! Odiar! Acreditar! Sorrir! Chorar!

Viver! Viver...

Viver com quem sempre viveu.

¬ Obrigado Upiara.— sorriu abertamente. – Ubuntu para o senhor também.

Notas finais
E o inverno está voltando :) Espero que tenham gostado ;) Bjs. L :3