Fractals

2 Fractal 2 - PERHAPS AN AMATEUR POETRY BECOMES A FRACTAL OR IT'S JUST A MYSTICAL DREAM?


— Acorde, enorme ser!

Não sabes tu que horas são?

Deves ir andando sem perecer

Pois demasiado é a tirania de um vilão.

Snow acordou ao escutar uma voz esquisita e aguda

Ainda estava com sono por sinal, já que os olhos ardiam

Mas, já está! Seus olhos não acreditavam no que viam

O que era aquela coisa afinal? Um pequeno ser de forma pontiaguda?

Levantou-se num sobressalto deveras acrobático

Postando-se, rapidamente, em postura de defesa

Olhou assustado a criaturinha, pois era mais alto

E agachou-se para poder ouvir melhor o que ela dizia

—Você, ser imundo! Tu estás a sujar estas areias

Achas que é de fácil maneira ter que varrê-las assim?

Já estou cansado e não posso perder mais hora

Vás embora daqui e e não apareças mais a mim!

— Oras, tu! Quem és para esbravejar assim comigo?

Eu estava a dormir e não sei como vim parar aqui

Não sei onde estou e nem porque falo contigo

Poderias pelo menos me explicar onde estou, caro amigo?

A criaturinha, baixinha e esguia, parou seus serviços

Estava varrendo as areias com uma pequena vassourinha

E, ao escutar o que o rapaz dizia, caiu em risos

E, prontamente, começou a esbravejar uma historinha...

— Ó, filho de Minastra, mãe maléfica de outrora

Deusa maligna que trasformara este mundo em deserto

Pelo visto não sabes de tudo que aconteceu nessa história

Vou contar-te, não por ti, mas por essas areias de certo:

A cada milênio, um filho de Mina (seja ela maldita),

A este mundo retorna para cumprir a profecia,

Profecia esta que fiquei sabendo da minha tia Bandita,

E resumirei tal mito, pois não tenho muito tempo:

"Quando as florestas de Spira, pelas mãos da Tyth, adoecerem

e o terceiro sol da manhã, Kritzall, morrer

o primeiro, Asor, sangue chorará,

o segundo, Hordh, em areia se transformará

O mundo inteiro, em deserto, irá esmorecer

e de Coccoon virá aqueles para nos definhar.

Filhos de Minstra, a última Tyth, a cada mil anos voltarão

Para prolongar a morte de nossa amada Terra Mãe,

Sangue, choro, gritos, gemidos e sofrimento

Será tudo o que estes lobos malditos trarão

E nós, Grumlins, pequenos seres desprovidos de cumprimento,

Deveremos impor nossa força para aos Buer guerrear.

Mas, um dos filhos de Mina diferente será

A alcunha de Fractal ele terá

Contra a própria Tyth ele se rebelará

E colocar um fim a este sofrimento ele deverá

Mas não se preocupe, pq de tudo isso ele já saberá

E chegará um dia que um pequeno Grumlin o encontrará

E a este o dever de guiá-lo caberá

Ou então este ciclo nunca cessará..."

Tu, gigante profano, és chamado de Buer pelas más línguas

Tu, mastodonte, és um ser que abominamos!

Tu deves afogar este mundo em sangue

Tu deves ser enxotado deste mundo cadavérico

Não deixareis que destruas ainda mais esta terra

Avante, praga! Venha cá já para eu te dar uma lição!

O rapaz não entendeu meia dúzia do que o pequeno ser dissera

Não entendera, ainda, o porquê estava naquele deserto.

Apenas lembrava-se de qual era o próprio nome e de onde vinha

Queria respostas concretas do que acontecera.

Por ser maior, achava ser mais esperto

E, então, se preparou para fazer uma voz rouca e grave e começou com a ladainha

— Ah, sim, como vês tu

Sou eu mesmo, Buer Mello

Aquele que veio de Baboon,

Digo, aquele que veio daquele lugar que disseste

Para a este teu mundo continuar a sofregar

Arrancarei os teus miúdos olhos

E cortarei esta tua mísera língua

Caso não me digas com convicção de quem és tu

E de como vim parar aqui!

A pequena criaturinha, num piscar de olhos

Tirou de suas vestes uma pequena jarra

Que continha um líquido verde brilhante

E pôs-se a bebê-lo.

Não tardou para que a pequena criatura

Numa versão de si própria

Se transformasse numa escultura de areia

E, consequentemente, tornando-se parte daquele infinito areial.

Se o único ser que vira terminou daquela maneira,

Como ele conseguiria tais respostas?

E, agora, tinha mais perguntas próprias

Quem era aquele pequenino ser que encontrara?

Por que, curiosamente, pensava e se expressava em poesia tão mal feita?

Seria tudo isso tão estranho, pois ainda estava a dormir em seu quarto?

Ou será que realmente acabara de acordar de uma realidade que não era a sua

E que agora deveria descobrir como lidar com tudo aquele embuste?

O rapaz de tanto pensar resolveu se deitar

Olhou para o Céu e via um sol enorme àquele deserto escaldar

E ficou pensando sobre o que o pequeno Grumlin, talvez, da profecia falou

E se ele realmente fosse um Buer e àquele mundo deveria devorar?