Fotografias

26 Tempo Errado


Notas iniciais
Ei, meu povo lindo. Cá estou eu postando mais um capítulo para vocês. Eu realmente gostei do que escrevi, tanto que li umas cinco vezes antes de postar. Espero que gostem. Boa leitura a todos?

Não era tão difícil assim acordar antes das sete da manhã e era realmente delicioso assistir o nascer do sol da janela de sua casa, que ficava de frente para a praia de Copacabana. Mas nada no mundo conseguia ser mais belo do que a garota dormindo em sua cama. Os cabelos dourados estavam espalhados pelo travesseiro e o lençol florido cobria parcialmente seu corpo seminu. Achou melhor não acordá-la e então assistiu aquele espetáculo sozinha, sabendo que daqui a poucos minutos teria que tomar um banho e ir para o treino. E, finalmente dando-se por vencida, se dirigiu ao banheiro e se demorou embaixo da ducha morna, evitando lavar os cabelos vermelhos.

Já vestida com seu uniforme preto e vermelho, ligou para a floricultura da rua da frente e pediu para que entregassem um simples ramo de flores às oito e meia da manhã e prometeu pagar quando chegasse do treino. A dona era uma conhecida da família, então não haveria problema. Não que fizesse isso muitas vezes, na verdade nunca tinha feito. Estava se sentindo tão idiota sorrindo e suspirando apaixonada daquele jeito, mas nada mais importava. Era tudo tão perfeito que aos poucos Júnior foi apagando da mente das duas, no decorrer dos dias e das semanas. Chegava a superar as suas expectativas.

Os cabelos de Sarah estavam soltos, lisos e com suas charmosas ondulações nas pontas. Queria que tudo sempre fosse perfeito para sua namorada. Não sabia explicar porque do nada seus pensamentos mudaram, mas queria que ela se sentisse feliz de todas as maneiras possíveis. Então, com esse pensamento, colocou os pães na torradeira e a ligou, em seguida virando-se para pegar a jarra de suco de maracujá na geladeira. Serviu em dois copos e os colocou sobre uma bandeja oval de prata, que na verdade era de sua mãe. Ainda estava descalça, mas depois colocaria o tênis. Geralmente se arrumava no clube, mas hoje chegaria muito em cima da hora, então preferiu já sair vestida com o uniforme. No segundo seguinte que colocou o pote de geleia de uva, a preferida de Manu, ao lado dos copos, a torradeira apitou e as torradas saltaram para fora. Sarah pegou um prato e as depositou sobre ele, levando-o logo após para a bandeja.

E a levou até o quarto. Infelizmente ela já estava despertando, mas a imagem foi tão magnífica que Sarah não se importou tanto. Manu estava com o corpo apoiado sobre os cotovelos e a olhava de um jeito meigo e sonolento. Só ao entender o que se passava, um sorriso enorme se abriu em seu rosto, levando todo o ar dos pulmões da ruiva como consequência. Ela era indiscutivelmente a mulher mais linda do mundo, do seu mundo. Aqueles enormes olhos de um azul perolado e perfeito a fitavam intensamente, transmitindo um sentimento puro.

– Bom dia, meu amor – a ruiva colocou a bandeja na cama e se inclinou para dar-lhe um selinho demorado nos lábios. – Fiz café pra gente.

– Bom dia – a voz dela ainda estava embargada por causa do sono. – Você fez? Que gracinha.

– Espero que goste – sorriu um pouco corada e esperou que ela se ajeitasse na cama.

Geralmente dormiam juntas de uma a duas vezes por semana. A jornada de trabalho e treino era intensa e sempre as cansavam mais que o normal, porém sempre que podiam estavam juntas. Saíam para almoçar e muitas vezes para jantar. Sempre que podiam, marcavam para sair com a galera para algum lugar legal. A última vez tinham ido pra uma balada na Barra da Tijuca. Beberam todo tipo de bebida e os primeiros a saírem foram David e Victor, cada um com uma mulher nos braços. E passaram a manhã seguinte rindo de todas as idiotices e micos pagados durante a noite.

Manu pegou a faca e passou a geleia de uva na torrada, sorrindo toda besta com a surpresa da loira. Mesmo sabendo que chegaria atrasada por conta daquilo, nada importava. Estava com ela afinal.

– Você vai chegar atrasada – disse para ela, que olhou no celular e viu que faltava poucos minutos pra oito e meia. O treino estava marcado para as nove. – E eu também.

– Denis não vai brigar tanto quanto sua gerente. É melhor você começar a se arrumar – Sarah sugeriu, bebendo um longo gole do liquido amarelo.

– Eu vou assim que terminar de co... – interrompeu-se quando a campainha tocou.

– Elas chegaram – disse se levantando.

– Quem?

Com um sorriso no rosto, Sarah deixou o quarto sem responder. Recebeu as flores e assinou o vale que o menino lhe entregou. Não tinha um tostão furado consigo naquele momento. Prometeu a ele que também o daria um trocado como gorjeta por ter feito uma entrega tão cedo. Logo quando ele virou as costas, fechou a porta e voltou para o quarto. Se a cena pudesse melhorar, estragaria. Manuela estava de calcinha e sutiã, ambos pretos, procurando alguma coisa embaixo da cama. Teve que se segurar ao extremo para não jogar aquelas flores pela janela e agarrá-la ali no chão mesmo.

– O que ta procurando?

Por pouco ela não bate a cabeça na madeira da cama com o susto que tomou. Rindo baixinho, Sarah se aproximou de onde ela estava e se sentou no colchão, bem ao lado dela, apoiando o buquê nas coxas.

– Estou procurando minha blusa. Você viu? – Ela indagou sem tirar a cabeça de baixo do móvel. Ao lembrar que Sarah foi receber alguém na porta, seu rosto imediatamente corou forte. – Quem foi que... – Seus olhos se arregalaram ao ver as flores no colo da ruiva. – Você...

– Eu comprei pra você – as sardas do rosto da ruiva se misturaram a um fraco rubor.

A cena seria engraçada se não tivesse tanto sentimento envolvido. Manu estava praticamente de quatro, somente de calcinha e sutiã. Um dos braços estava apoiado no colchão e o outro estava no chão, sustentando o seu corpo, no chão. E Sarah estava sentada de frente para ela, com as pernas juntas como se fosse a primeira vez na casa da sogra. Totalmente comportada, embora a loira soubesse que ela estava é nervosa.

– Quando você comprou? – Manu levantou-se devagar, o coração começando a acelerar aos poucos. – Está tão cedo.

– Segredo. Por você eu faço o impossível – estendeu as flores quando ela ficou de pé.

– Obrigada, meu amor. São tão... lindas – a loira as cheirou, fechando os olhos devagar para apreciar o aroma puro e único.

– Você merece muito mais que isso.

– Mas só preciso de você – ela sorriu tímida e sentou no colo dela.

Não eram necessárias mais palavras, não era necessário mais gesto que aquele. Manu tinha certeza que ela a amava. Nada podia ser melhor que aquilo. Nada podia ser mais perfeito do que se sentir amada por quem amamos. Era um elo de cumplicidade muito forte que nada nem ninguém iria quebrar. Com aqueles pensamentos, deixou que Sarah a beijasse e permitiu entrar num mundo do qual não fazia a mínima questão de sair. As mãos acariciavam seu corpo com carinho e calma, enquanto os lábios se movimentavam lentamente sobre os seus. Naquela hora Manu pensou que não queria estar em nenhum outro lugar, a não ser ao lado daquela mulher, da sua mulher.

– Melhor nós irmos – propôs, sabendo que, se continuassem, não parariam mais. Acariciou o rostinho dela e sorriu. – Eu te amo.

– Eu amo mais – Sarah respondeu, sem conseguir conter o seu sorriso.

– Você vai na frente. Eu ainda preciso tomar um banho e me arrumar.

Concordando, a jogadora levou a bandeja para a cozinha e a deixou sobre a pia. Quando chegasse, lavaria a louça da janta e do café da manhã. Então, antes de finalmente sair, deu um último beijo na sua namorada. Vinte e cinco minutos depois já estava estacionando o carro no estacionamento do clube. Teve que correr muito para chegar dentro do prazo de quinze minutos de tolerância. As meninas já estavam se aquecendo e, apesar de não ter passado os quinze minutos, ainda levou uma bronca de Denis, o técnico do time. Próximo dele, o treinador fazia algumas anotações em sua prancheta, como sempre.

Não restava muito que fazer, então se encaixou entre as meninas e seguiu o alongando junto com elas. Em seguida, correram em volta da quadra em um total de dez vezes. Seu corpo já estava quente, implorando por levantamentos. Pouco tempo depois, todo o time se postou em um só lado da quadra, em pares, uma de frente para outra em cada ponta lateral. Então começaram os treinos. Uma cortava e a outra recebia com manchete, fazendo o primeiro movimento logo após.

Treinar era legal, mas jogar era ainda melhor. Por isso Sarah estava totalmente empolgada quando Denis misturou os titulares em meio aos reservas para uma partida treino. Agora que Claudia não estava mais no time, ela era a nova capitã, o que deixou boa parte das titulares desapontadas. A questão era que, mesmo sendo canhota, era reserva de Juliana, que era destra. Então, quando ela também saiu do time, assumiu sua posição de origem, como oposta direita. O time tinha perdido duas grandes jogadoras, mas conseguiram uma levantadora de peso. Roberta era precisa em todos os seus levantamentos, estranhamente entrando em uma sincronia perfeita com a ruiva. Todos ficaram muito impressionados com o primeiro jogo que elas jogaram juntas e imediatamente ela acabou ocupando o lugar da titular.

E era tão gostoso jogar com ela. Todos os levantamentos não precisavam de movimentos muito grandes para serem cortados. Sarah tinha certeza que, se saltasse de olhos fechados e cortasse, a bola estaria na sua mão como num encaixe perfeito, uma sincronia única. Sem contar com a jogada rápida que sempre faziam. No último amistoso contra o Vasco da Gama, um rival tanto nas quadras quanto nos campos, a líbero deles não conseguiu pegar uma bola sequer da ruiva. Era tão rápido que quando viam a esfera colorida já tinha estourado no chão da quadra. Letícia servia de isca, pulando ora na esquerda, ora na direita, e Sarah vinha do fundo, no meio. Roberta só dava um toquinho pra cima e a ruiva carimbava a quadra adversária com uma pancada surda.

Quando o treino acabou, Sarah estava suada e com um sorriso imenso nos lábios. Era aquilo que amava fazer. E era esse jogo que mostraria para o primeiro adversário do campeonato, um time pequeno de Santa Catarina. Porém, por agora, somente lavaria a louça quando chegasse em casa e ligaria para a mulher da sua vida. Queria levá-la para almoçar em algum lugar legal.

(...)

Tudo o que Sarah menos precisava era ficar nervosa no seu primeiro jogo do campeonato, mas estava praticamente impossível àquela altura. Já tinha feito todos os rituais de relaxamentos que conhecia. Cantou dois mantras diferentes, contou até dez uma dúzia de vezes e até fez a técnica da respiração toda vez que se olhava no espelho e via sua cara de assustada. Como se nunca tivesse jogado um campeonato na vida. Estava parecendo uma iniciante idiota, com medo da torcida e também de possíveis erros. A questão era que, nas outras vezes, o peso do time inteiro caía nas costas de Claudia Lacerda, a antiga capitã. Agora era suas costas que sustentava todo aquele peso. Sua camisa parecia feita de chumbo e às vezes chegava a sufocar.

Sem contar que, atrás das propagandas de patrocinadores do evento, Manu estaria sentada fotografando cada passo seu. E aquele era mais um motivo para estar tão nervosa. Não queria errar em nada para não decepcionar a ela e nem ao time. Entretanto, algo dizia que tudo daria certo e que não tinha motivos pra ficar nervosa. Mas por que diabos seu corpo estremecia como se fosse errar todos os levantamentos que viriam para si?

– Fica calma, Sarah. Nós vamos arrasar com eles – Roberta, a levantadora, passou um braço por cima dos ombros da ruiva e sorriu simpática. A franja de lado combinava com o rosto fino que ela tinha e os olhos negros tinham o dom de hipnotizar qualquer pessoa.

– Obrigada, Berta – ao dizer, Sarah pegou o esparadrapo e enrolou no dedo médio e no anelar da mão esquerda, juntando-os.

Mais duas companheiras de time vieram lhe dar forças, antes de saírem do vestiário para finalmente se encontrarem com Denis no corredor. Sarah e o restante vestiam o uniforme número um do Flamengo, com suas cores vermelho e preto. A líbero estava de branco, mas o short era preto como o do restante do time. Os cabelos rubros se camuflavam na blusa dela e seus olhos estavam com um fraco delineador, realçando aquele verde intenso.

– Espero que vocês estejam preparadas – Denis segurava uma prancheta. – O time que vocês vão enfrentar não é nada fácil. Eles não tem um histórico muito bom, mas quero que fiquem de olho na oposta deles – ele explicava, enquanto olhava atentamente as táticas escritas no papel. – Sarah, quero que você cuide dela junto com Letícia – todas prestavam atenção. – Cris, quero que você cubra o bloqueio delas, pois a Bárbara tentará explorá-lo. Só mais uma coisa. Eu quero que vocês joguem como se estivessem enfrentando a Seleção. Não as subestime em momento algum. Entendido?

– Sim! – Elas disseram em uníssono.

Depois disso, elas finalmente se dirigiram para a quadra. Passaram quinze minutos aquecendo o corpo, cada time de um lado da quadra. Só então as reservas sentaram em seus respectivos lugares e as titulares se postaram próximo ao seu lado da quadra. Uma a uma, elas foram sendo chamada. Sarah foi a terceira e cumprimentou todas as companheiras de time, batendo suas mãos no alto e esperando pela próxima em seguida. O uniforme do time adversário era branco com detalhes verde, o da líbero era verde água com detalhes em branco.

Antes do apito que determinava o início da partida, um time cumprimentou o outro, apertando as mãos. Então foi determinado que o time de Santa Catarina começaria a partida. Logo Sarah identificou quem seria a oposta a qual Denis pediu para tomarem cuidado. Era a garota mais alta do time, mas ainda assim aparentava ser a mais meiga entre as demais. Os cabelos eram longos e cacheados, de um loiro escuro que combinava com a coloração acastanhada de seus olhos. Não parecia ser grande coisa, embora ela tivesse braços enormes.

A camisa número quatro jogou a bola para o alto e a acertou com firmeza, lançando um saque forçado para testar o time do Flamengo logo no primeiro ponto. Cris, a antiga reserva de Claudia, se postou corretamente e recebeu a bola com uma precisão incrível. Sem pensar duas vezes, Roberta deu dois passos para o lado e sorriu ao ver Letícia pulando bem na sua frente e Sarah vindo do lado direito da quadra, à suas costas. Nesse meio segundo de tempo, a levantadora conseguiu visualizar a confusão das adversárias e quase riu quando as três da dianteira caíram no truque de Letícia, que havia subido num salto bem alto. Entretanto, Roberta envergou o corpo para trás e levantou para Sarah, que estava no alto sem marcação nenhuma. E o mais interessante, ela atuava num lado que confundia muito o time adversário. Portanto, ao estar do lado direito, todas esperavam por uma pancada destra, mas Sarah era canhota. Ela inclinou o corpo de lado e encontrou um corredor bem a sua frente, sem dar chance nenhuma para a líbero, que havia pulado em vão num peixinho. Não tinha chegado nem perto. Sarah caiu girando e aterrissou toda torta, comemorando o ponto logo em seguida.

Estava sendo mais fácil que o esperado. O técnico do time verde e branco pediu tempo quando o jogo estava com uma diferença de dez pontos. Oito, dos quatorze, marcados por Sarah. A jogada rápida entre Roberta e ela era muito eficiente e na maioria das vezes não dava chance alguma das adversárias acompanharem. Até seria fácil, se Letícia não as confundisse em todas as jogadas. Uma hora ela subia como isca, porém era Sarah quem carimbava o chão da quadra adversária. Então, quando marcavam a ruiva, Roberta espertamente levantava para Letícia ou para alguma outra, que subia livremente do lado oposto ou no meio.

Na arquibancada, os amigos da loira gritavam a cada ponto, junto com os demais torcedores rubro-negros. Claudia parecia uma criança pulando e gritando, evidentemente sendo a mais animada entre a galera. A mulata estava do mesmo estado, torcendo loucamente pelo time que ambas iniciaram a carreira.

Em uma das extremidades, Manu batia o máximo de fotos que conseguia, registrando cada movimento do time da sua namorada. Estava ali como profissional da revista que trabalhava, pois ela tinha cinco páginas dedicadas ao esporte. Então só uniu o útil ao agradável, imediatamente se candidatando a trabalhar fora de seu horário para registrar tudo que pudesse. Claro que guardaria a maioria das fotos para si, mas revista nenhuma precisava ficar sabendo disso.

O primeiro set foi ganho de lavada pelo time vermelho e preto. Sarah foi a maior pontuadora e por enquanto estava sendo considerada a melhor em quadra. Já era algo esperado, pois ela raramente errava. Era uma atleta exemplar, que não escondia o quanto amava jogar vôlei. Não era apenas uma carreira que estava seguindo, ela estava se divertindo. Estava estampado em seu rosto. O sorriso aberto mostrava a alegria de cada ponto marcado. Quando erravam, ela levantava suas companheiras, dizendo que acertariam na próxima. O que importava de fato era estarem jogando juntas como um time unido. Era isso que a diferenciava de todas as outras em quadra e no banco, tanto de um time quanto do outro.

Só que em um momento do segundo set, aquilo mudou completamente. Em mais um dos levantamentos de Roberta, Sarah percebeu que Larissa subia pelo meio e Letícia vinha do fundo, então saiu da posição que estava, na lateral direita, e correu para a esquerda. A oposta do time adversário, que agora estava encarregada de seguir seus passos, deixou o bloqueio triplo que levantaria no meio e foi atrás da ruiva. Uma pessoa só no bloqueio era fácil demais de passar. Entretanto, quando a levantadora subiu a bola em sua direção, Sarah visualizou a quadra a sua frente. Então, pegando todo mundo de surpresa, a bola passou direto pela ruiva e bateu de encontro a placa de propaganda lateral. Ela havia errado o tempo da jogada.

O estádio inteiro se calou. Naquele momento parecia que estava vazio. Ninguém estava acreditando no que acabaram de presenciar.

Sarah aterrissou de olhos arregalados, totalmente em choque. A primeira a chegar foi Roberta, evidentemente preocupada com ela. No segundo seguinte, todas estavam reunidas em volta dela, enquanto o time oposto comemorava o ponto.

Foi só então que toda a realidade em que vivia caiu sobre a cabeça de Sarah, tudo de uma só vez. Enquanto pulava para cortar a bola, ela viu Júnior a observando no início da arquibancada.

Continua...

Notas finais
E então, o que acharam desse final? É, ele voltou. Quem tiver a melhor ideia de como matar o Júnior eu vou colocar na nota inicial do próximo capítulo HHSUAHUSA Beijo, gente, até o próximo sz