Fotografias

27 Medo de Perder


Notas iniciais
Oi gente, tudo bem com vocês? Meu Deus, fiquei com medo de vocês SUHAHUSAHUS Cada uma ideia mais mal que a outra. KKKKKK Eu ri demais. O premio de mais criativa vai para Dala, que deu a ideia do Junior morrer entalado com uma bola de vôlei. E o prêmio de mais mal de todas: Srta. Tokita. Não vou nem dizer o que ela escreveu. Vão no review e tirem suas próprias conclusões SHUAHUSAHu

Era como se um filme de terror tivesse passado diante dos olhos de Sarah. Todas as surras que tinha levado de Júnior doeram novamente, nos mesmos locais espancados. A torcida ainda continuava sem acreditar que uma atacante como ela tinha errado daquela forma. O levantamento de Roberta havia sido perfeito, o que deixava claro que o erro havia sido da ruiva.
No momento em que ela errou a jogada, Manu tinha baixado a câmera da frente do rosto, tentando entender o que havia acontecido. Ela estava de costas, então não conseguiu ver seus olhos arregalados. Mesmo assim sabia que alguma coisa estava acontecendo. Algo a tinha afetado e Deus as ajudasse que não fosse Júnior. Sentiu o coração acelerar só com a menção do nome desse cara em seus pensamentos.
Ainda assim, o time rubro-negro conseguiu vencer o segundo set, embora a diferença de ponto entre os dois times tivesse sido muito menor do que no primeiro. Sarah estava totalmente desatenta, o que obrigava Roberta a arriscar mais em Letícia, Larissa e Karina. O bloqueio se postava do outro lado da rede como uma muralha humana, com enormes mãos prontas para impedir que a bola passasse. Sem contar com Bárbara, a oposta que Denis pediu para terem cuidado, que estava começando a dar um trabalho danado para Cris e o restante das meninas.
Assim que todos saíram em direção à comissão técnica, um grupo começou a secar a quadra. Denis as chamou no canto, mas Sarah ficou imóvel no mesmo lugar, a poucos centímetros da linha lateral da quadra. Os pensamentos guerreando, competindo com o medo que crescia a cada vez mais em seu interior. Quando Denis ia chamá-la individualmente, no seu jeito severo de sempre, alguém colocou a mão em seu ombro. Ao se virar, notou um par de olhos azuis fitando-o.

– Deixa que eu cuido disso – ela disse e passou por ele sem esperar uma resposta. Quando chegou próximo a ela, a segurou pela mão e a puxou para longe dos demais. A palma estava gelada. – O que diabos está acontecendo, Sarah?
– Claudia? – Sarah indagou, só agora parecendo notá-la.
– Eu te fiz uma pergunta. O que está acontecendo com você? Você não é assim! – A morena tentava não aumentar o tom de voz. Não queria que as ouvissem.
– Eu vi o Júnior na arquibancada... – Revelou, desviando os olhos para o chão.
– E daí?
– E daí? – Ela repetiu, o coração martelando contra o peito. – E daí que o inferno vai voltar.
– Você sabia disso, Sarah. Pelo amor de Deus, é sua vida que está em jogo aqui. Não deixa esse cara estragar mais isso na sua vida!
– Eu...
– Você vai chegar naquela roda – Claudia apontou para onde as meninas ouviam atentamente o que Denis dizia. – e vai pedir desculpas por sua falta de atenção. Cara, você tem uma levantadora excelente e que confia plenamente nas suas jogadas. Você é o trunfo do time, Sarah! Eu demorei muito tempo pra aprender o quão importante eu era para o time, isso porque não tive alguém pra me dar esse empurrão que eu to te dando.
– Tudo bem, eu vou falar com elas – Sarah mordeu os lábios e finalmente olhou-a nos olhos. Ficou surpresa por vê-la sorrindo.
– Elas estão inseguras por causa de você, garota. Vamos mudar isso, ainda tem tempo – ao terminar de dizer, a morena deu um tapa no braço dela e em seguida a abraçou. A blusa de Claudia também era do flamengo e tinha seu próprio nome escrito atrás.
– Obrigada mesmo, Claudia – ela sussurrou, embora também estivesse sorrindo. – Só peço que me faça um favor.
– Qual?
– Eu estou com medo de que algo aconteça a Manu. Tem como pedir para Nanda ficar de olho nela? – Mordeu os lábios e desviou os olhos verdes para onde sua namorada estava. Conseguiu sentir de longe a aflição fluir do corpo alvo.
– Deixa comigo, gata – Claudia piscou e, antes de sair, cumprimentou o restante das meninas.

E Sarah fez o que a morena a aconselhou. Voltou até o grupo e pediu desculpas pela desatenção em meio ao segundo set. Disse que jogaria com tudo o próximo e que precisaria da ajuda delas para que juntas ganhassem o jogo como as verdadeiras campeãs que eram. Elas gritaram, animadas, e a abraçaram apertado.
Alguns minutos depois e voltaram todas para a quadra. Tudo realmente mudou. Sarah ficou mais aliviada ao ver Nanda em pé ao lado de Manu. Agora podia jogar do jeito que Claudia falou, sem ter medo de que nada de ruim aconteça. Mesmo com esse pensamento, ousou olhar para a arquibancada novamente. Ele não estava mais lá. Não sabia se ficava ou não aliviada, mas deixou o jogo começar.
Agora sim aquela era a Sarah que todo mundo pagou para assistir. Ela parecia voar quando saltava para cortar os levantamentos de Roberta, que sorria aliviada por ela ter voltado ao normal. O time não era a mesma coisa sem ela. Então os pontos foram marcados um após o outro sem nem um pingo de dificuldade. De toque, de china, de saque. Até nos bloqueios a ruiva enfrentava Bárbara cara a cara, mostrando para ela quem era a melhor em quadra.
O set foi vencido por uma diferença ainda maior do que a do primeiro, o que deixava claro a soberania que o time rubro-negro estava impondo no campeonato logo no seu primeiro jogo. Sarah, apesar de tudo o que aconteceu, estava feliz. Teve que se segurar ao máximo para não correr e beijar Manu na frente de todo mundo. Ela estava trabalhando e não queria fazer nada que a prejudicasse. Sem contar que seus pais ainda não sabiam e com certeza surtariam se a vissem beijando uma garota em meio ao canal Sport TV.
Antes de saírem da quadra, elas agradeceram a torcida com sorrisos que quase não cabiam nos rostos felizes. A galera bateu palmas e assobiou, gritando o nome das jogadoras e posteriormente cantando o hino do time. Aquilo era tudo que Sarah poderia querer.

(...)

– O que aconteceu de verdade? – Nanda indagou, cruzando os braços e olhando totalmente séria para a garota de cabelos ruivos.
– É isso mesmo que você ouviu, Nanda. Eu pulei pra cortar a bola e vi o Júnior na arquibancada – enquanto dizia, a jogadora apertava firmemente a mão da sua namorada. – Eu fiquei desestabilizada, com medo, sem saber o que fazer.
– Também não é pra menos – agora foi a vez de Lia dizer. Era tão raro vê-la séria que chegava a dar medo. – Depois de tudo o que você passou, até eu ficaria desse jeito.
– O que será que ele foi fazer lá? – O medo estava estampado na voz da fotógrafa.
– Foi assustar vocês. Isso é obvio – Mari deu o seu palpite e as meninas concordaram com um simples assentir.

Já era quase oito hora da noite e elas estavam sentadas em uma das mesas do Subway, no Leblon. Já estavam conversando há algum tempo sobre esse mesmo assunto. Nanda tinha obrigado Sarah a ligar para a polícia e os atualizar com essa nova aparição de Júnior. Sabia que não adiantaria muita coisa, já que ele tinha fugido novamente. Não sabiam para onde ele foi e nem onde estava morando.

– Vamos esquecer um pouco esse assunto. Viemos aqui para comemorar a primeira vitória da Sarah – Juliana propôs, bebendo um longo gole do seu Del Vale de manga.
– Então vamos comentar em como você está em uma puta forma, garota – Claudia jogou uma bolinha feita de guardanapo na ruiva e riu, sendo acompanhada por ela. – Mano, o que é aquela levantadora?
– Ela é perfeita, não é? Ai! – Manu lhe deu um tapa e franziu as sobrancelhas, fazendo bico.
– Quem é perfeita?
– Gente, olha que lindo a Manu com ciúmes. Dá até vontade de apertar essas bochechas – a médica implicou. Ao seu lado, Nanda voltou a se concentrar no seu sanduíche de trinta centímetros, se lambuzando toda de molho parmesão.
– Cala a boca, garota – ela corou e todas riram.
– Amor, eu estou me referindo ao fato das jogadas dela serem perfeitas. Ela é uma jogadora exemplar – a ruiva deu um selinho no bico emburrado e só se afastou quando ela sorriu.
– Cara, eu também não acreditei nas jogadas de vocês duas – Ju deixou seu suco de lado para comentar. – Que jogadas são aquelas? Desde quando você faz isso?
– Ela tem uma pontaria perfeita e seu tempo é o mesmo que o meu. Na verdade, ela se adapta ao meu tempo, de acordo com meus movimentos. Sem contar que tem uma visão magnífica. Antes de levantar, ela consegue absorver tudo que acontece na quadra. Do bloqueio adversário à posição da líbero do nosso time, para assim poder fazer o melhor movimento, sem termos chances de sofrer um ataque sem estarmos devidamente preparados.
– Gente... – Os olhos azuis de Claudia estavam arregalados. – Parece que o Flamengo achou uma mina de ouro.
– Foi sorte. Vocês renderam muito dinheiro ao serem transferidas para o Unilever, então o Flamengo teve uma renda boa para investir em reforços. Foi uma pena termos perdido a chance de contratar a Sheila. Sim, aquela que jogou com vocês e que agora está no Osasco. Mas aí Denis sugeriu que contratássemos a Roberta, mas a diretoria ficou com um pé atrás. A garota só tem 18 anos. E puf... superou todas as expectativas postas em cima dela. Arrisco até um palpite aqui – Sarah acariciou a mão da loira com o polegar, sorrindo ao ver que Lia também tinha desistido do assunto para se concentrar no lanche a sua frente. – Acredito que ela será a nova levantadora da Seleção, dando um chute bem dado na bunda da Dani Lins.
– Impossível – Juliana defendeu sua jogadora preferida. Tinha orgulho de jogar junto com ela na Seleção e de já ter disputado campeonatos pela Unilever.
– To te falando – ela deu de ombros e suspirou. Acabou falando demais.
– E quem é aquela garota de cabelo crespo? – Mari franziu as sobrancelhas ao indagar. Era fã de vôlei, mas ainda não a tinha visto jogar.
– Karina. Também é uma das apostas do Flamengo pra esse ano. Estão fazendo alguns testes com ela e por enquanto está se saindo muito bem.
– Gente, vamos parar de falar de vôlei, por favor? – Lia pediu, com o semblante denunciando todo seu tédio. – Desse jeito vou ter que pedir outro sanduíche, porque não dá pra ficar prestando atenção nesse assunto chato.
– E sobre o que você quer falar, japinha? – Claudia apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos. Deu um selinho demorado nos lábios de sua mulher. – Vamos interagir, amor, você tá tão quietinha.
– Claro, ela não entende nada do que vocês estão fazendo, assim como todo o restante da mesa – Manu protestou, novamente franzindo as sobrancelhas. – Desse jeito eu vou pra casa.
– Não, já paramos – rindo, Sarah passou o braço por cima do ombro dela e beijou a bochecha rosada. O cheiro suave do perfume que ela usava invadiu suas narinas. – Vamos mudar de assunto então.

E embarcaram em um assunto sobre casais lésbicos que mais gostavam. Sarah e Manu só as observavam, pois não tinham visto nenhuma série ou filme que elas mencionavam. Antes se de conhecerem e virarem amigas, não pensavam muito sobre a homossexualidade. Apesar de Sarah está sempre envolvida com aquele grupo totalmente arco-íris. Agora não faltava mais ninguém virar gay ali. Com esse pensamento, ela riu e voltou a prestar atenção.
Algum tempo depois, elas se despediram e cada casal foi para o seu lado. Nanda e Mari foram embora junto com Clara e Claudia. Ambos os casais moravam no mesmo prédio. Lia decidiu dormir na casa de Juliana e então seguiram para Ipanema. Sem mais o que fazer, Sarah alegou que levaria Manu em casa, já que ela tinha ido para o estádio de carro com as meninas.
Ao chegarem, a loira preparou um pouco de café e ambas se sentaram no sofá de dois lugares para conversar. Sarah estava em silêncio, perdida em seus pensamentos. Vê-la daquele jeito fazia seu coração apertar tanto que chegava a sufocar. Um pouco hesitante, estendeu a mão e pegou a dela, com um medo idiota que ela rejeitasse. Por que estava pensando daquela forma? Suspirou aliviada quando a sentiu apertar a sua de volta.

– Eu estou com medo – finalmente Sarah quebrou o silêncio. Sua voz não saiu mais que um murmúrio.
– Vai ficar tudo bem – a loira tentou convencer tanto a ela quanto a si mesma. – Precisamos ficar mais unidas que nunca agora.
– Não quero que nada ruim aconteça com você...
– Não vai acontecer. Vem cá – puxou-a para um abraço e beijou os músculos tensos dos ombros dela. – O que vamos fazer?

Sarah afastou o rosto para olhá-la nos olhos. Encostou a testa na dela e soltou um suspiro longo, denunciando que não fazia a mínima ideia de como responder aquela pergunta. Júnior poderia aparecer a qualquer momento, em qualquer lugar. Não queria deixá-la sozinha um segundo sequer, mas era praticamente impossível. Precisava treinar e ela trabalhar, não tinha como se manter vigia 24 horas sem parar. Mas desejava que isso fosse possível. Seus pensamentos foram interrompidos quando os lábios macios encostaram nos seus, iniciando um beijo lento e casto. Automaticamente a correspondeu, abraçando-a com força. Só Deus sabia o quanto tinha medo de perdê-la.

– Quer passar alguns dias lá em casa pra ver se você acalma um pouco esse coraçãozinho? – Sugeriu, notando os olhos verdes novamente se abrirem e encará-la.
– Não sei...
– Não quer dormir todo dia coladinha comigo? Lá você poderá me proteger. Eu sei que você quer isso – a luz da sala estava apagada, porém a iluminação do abajur clareava onde estavam.
– Tem certeza? Não quero tirar sua privacidade – Sarah suspirou.
– Não vai tirar coisa nenhuma. Amo quando você está comigo. Não há coisa melhor do que dormir abraçada com você e acordar vendo esses olhos lindos que eu tanto amo – o rosto da loira foi ficando levemente corado ao dizer.

Sem dizer mais nem uma palavra sequer, Sarah a beijou. Diferente do primeiro, foi um beijo cheio de sentimentos e medos. Não escondia que estava morrendo de medo do que possivelmente poderia acontecer e sabia que Manu sentiu isso em seus lábios, em seus movimentos. Enquanto percorria lentamente as mãos pelo corpo curvilíneo, penetrou a língua na boca da loira, puxando a língua dela para dentro da sua e chupando-a devagar logo após. Era possível sentir os batimentos descompassados do coração de Manu bater contra seu próprio peito.
Não era desse jeito que Manu tinha imaginado sua vida. Não pensou que no futuro estaria sendo perseguida por um sujeito maluco e possessivo. Também não imaginava que estaria permitindo ser tocada por uma mulher. Uma linda mulher ruiva de olhos azuis, com a estatura um pouco maior que a sua e corpo esguio, sem deixar em nenhum momento de ser feminina e sensual. Pelo contrário, Sarah era gostosa e cada poro do seu corpo vibrava por ela.
Quando a ruiva levantou, ainda com os lábios colado nos seus, acompanhou seu movimento e soltou um gritinho quando inesperadamente ela a ergueu no colo. Deixando a surpresa de lado e já sabendo o que viria a seguir, voltou a beijá-la, agora de forma mais exigente, implorando por cada sensação que ela podia lhe oferecer. Pensou que ela a levaria para o quarto, mas Sarah desistiu e colocou-a de volta no chão, empurrando seu corpo para trás até que se visse caindo sentada no estofado macio do sofá de três lugares.
Ia perguntar o que ela pretendia, mesmo já sabendo. Parecia idiota, mas seu corpo vibrava com a expectativa de ter novamente aquela mulher em seus braços. Então permitiu que ela voltasse a lhe beijar, ainda mais exigente que antes. Sarah foi se sentando devagar em seu colo e, surpreendendo-a, deslizou as mãos pelas costas dela até chegar a bunda, onde apertou forte. Um suspiro escapou por entre os lábios dela, mas foi logo abafado pelos seus. Aproveitou para repetir o movimento, sabendo claramente que isso a estava provocando a continuar o que tinha em mente.
Sarah a sentia estremecer em seus braços, provocando sensações deliciosas em seu corpo. Beijou a boca e o pescoço, deliciando-se com a textura daquela pele macia em seus lábios. Manu estava completamente arrepiada e correspondia com caricias descendo e subindo o corpo da ruiva. Era impossível não desejá-la. Tirou a camisa escura que a loira vestia e fez o mesmo com a sua, de forma apressada. Ao roçar as peles quentes, ambas suspiraram e logo voltaram a se beijar como se aquela fosse a última vez. Como se quisessem ter certeza que aquele sentimento era real e que nada nem ninguém no mundo seria capaz de desfazê-lo.
Tudo o que Sarah queria era terminar de tirar logo toda aquela roupa e fazê-la sua novamente. Precisava acalmar seu coração inquieto, precisava dela mais que tudo na vida. Conteve as lágrimas que teimavam em querer sair. Não saberia o que fazer se algo acontecesse àquela garota. Ela era sua vida. Todos os seus pensamentos estavam em meio a uma guerrilha interminável, numa confusão que se dividia entre o cérebro e o coração. Não estava mais raciocinando. Queria que Júnior sumisse de sua vida para sempre.
Sem pensar, apertou ambos os seios da fotógrafa e explorou cada canto da boca dela com sua língua ágil e desesperada. Não queria que fosse daquele jeito. Temia machucá-la enquanto movimentava-se de forma tão bruta. Um gemido de dor saiu dos lábios rosados quando mordeu-lhe o inferior com certa força e o puxou.
Apesar de tudo, Manu estava se contendo para não virar o jogo e provar cada pedaço daquele corpo repleto de sardas. Sua calcinha estava molhada, por mais que as carícias calmas tivessem dado lugar a algo urgente e até um pouco bruto. Sentia o corpo inteiro vibrar com os toques dela e os apertões que deixavam as marcas vermelhas dos dedos apressados. Ao passo em que ela abriu o fecho do sutiã e o tirou com pressa, Manu gemeu alto quando a boca faminta sugou seu mamilo e o chupou com vontade.
Aquela vez estava sendo diferente das outras duas. A primeira teve carinho e amor, apenas dividindo um sentimento puro e perfeito. A segunda, no banheiro de seu quarto em Fortaleza, elas foram envolvidas em um misto de êxtase e perigo, com medo de serem ouvidas por alguém. Mas agora? Não se importavam em nada se alguém ouviria ou não, se alguém pensaria qualquer tipo de coisa. Estavam sozinhas na casa dela, uma nos braços da outra. Por mais que os movimentos fossem sôfregos e ansiosos, não sentiam menos prazer do que das outras vezes. Muito pelo contrário, ambas estavam envolvidas em um turbilhão de emoções, inflamadas pelo desejo que sentiam uma pela outra.
Mais um gemido longo e rouco escapou dos lábios de Manu, pois Sarah massageava seu sexo por cima do grosso tecido da calça jeans que usava. Apertou os braços dela com força, ainda sentindo um prazer irracional preencher cada célula do seu corpo enquanto ela chupava, mordia e lambia o outro mamilo. Estava tentando se segurar de todas as formas que conseguia pensar. Cravava as unhas nas costas nuas, puxando-a cada vez mais para si, entregando seu corpo para que ela extravazasse a sua maneira.
Às pressas, Sarah desabotoou a calça jeans e desceu o zíper para enfim tirá-la. Tinha plena ciência de que não estava sendo carinhosa, muito pelo contrario, estava agindo como se estivesse pronta para devorá-la a qualquer momento. E era isso que faria. Seu coração batia tão acelerado que o sentia batucar contra seus músculos. A velocidade do sangue correndo em suas veias era tanta que chegava a formigar. E vê-la só com aquele pedaço minúsculo de pano fez seu corpo inteiro ferver.

– Eu não quero te perder – sua voz saiu rouca e baixa, num sussurro suplicante, cheio de dúvidas e medos.
– Não vai... – Manu conseguiu dizer. Não tinha a mínima ideia de como estava respirando. – Ninguém...

Sarah não deixou que ela terminasse, pois colou suas bocas num beijo voraz. As mãos agitadas percorriam toda a extensão do corpo perfeito, apalpando, apertando, arranhando. Envolveu suas línguas e depois chupou a dela com vontade, mordendo a pontinha em seguida. Precisando de ar, deixou aquela boca deliciosa e estacionou na curva entre o pescoço e o ombro nu. Manu estremecia e gemia em seus braços, completamente arrepiada e corada. Alguns segundos depois se afastou para olhá-la novamente. Como era linda. Como para tentar se controlar um pouco, se levantou do sofá e tirou sua própria calça, ficando apenas de calcinha e sutiã, ambos vermelhos.
Ver Manu morder os lábios ao vê-la naquele estado fez com que a puxasse para ficar de pé também. Agarrou-a pela cintura e beijou-a novamente, com a mesma intensidade de antes, sugando os lábios e mordendo. Deixou escapar um gemido rouco quando ela segurou firmemente em seus cabelos, puxando como se tentasse conter todo o prazer que estava lhe proporcionando.
Não permitiria que ninguém a tirasse de si.
Apertou a bunda dela com força, pressionando os quadris cada vez mais. Não estava aguentando mais. Então voltou a empurrá-la para o sofá e a notou arfar quando levou as mãos ao tecido escuro da calcinha e o rasgou. Tinha certeza que ela ia dizer alguma coisa, mas as palavras pareceram morrer na garganta ao beijar-lhe o ventre reto e percorrer cada pedaço daquela região, mordendo, arrastando os lábios e beijando, enquanto suas mãos apertavam com força as coxas alvas.
A fotógrafa estremecia e gemia a cada toque, a cada beijo. Todo seu corpo estava inflamando de desejo. Seu sexo pulsava, desejando desesperadamente pela boca dela. Estava muito molhada àquela altura e parecia que piorava cada vez mais. Não era possível manter-se concentrada com uma mulher como aquela em cima do seu corpo, fazendo aquelas coisas todas.
Queria provar para ela que, a partir do dia em que a conheceu, jamais existiu qualquer possibilidade de amar outra pessoa que não fosse ela. Seus pensamentos morreram quando dois dedos invadiram seu corpo de surpresa, ao mesmo tempo em que a língua finalmente encontrava seu clitóris. Automaticamente um gemido longo escapou de seus lábios, enquanto arqueava as costas e arfava.
Os dedos de Sarah deslizavam com muita facilidade, deixando evidente o quanto ela estava excitada. Conseguia sentia sua própria calcinha molhada só de vê-la nesse estado. Não se espantaria se chegasse ao orgasmo sem nem mesmo ser estimulada. Seus movimentos eram rápidos e fortes, estocadas que cada vez a fazia gemer mais alto e inconsciente rebolar sobre seus dedos. Sarah estava de joelhos, movendo a língua de forma bem rápida no clitóris já há muito inchado de prazer. Os mamilos estavam rijos, pedindo por mais contato.
Antes que ela gozasse, tirou os dedos e sentou no chão, deitando logo em seguida. Manu a olhou confusa, a respiração ofegante e o corpo suado.

– Senta aqui – Sarah pediu, dando dois tapinhas em sua barriga.

Sem contestar, a loira a obedeceu. Sentou sobre a barriga definida, com uma perna em cada lado do corpo esguio. Então gemeu assim que sentiu-a novamente penetrar os dois dedos e levar a mão livre até sua bunda, incitando-a a movimentar o quadril sobre eles. Agora entendendo o que ela queria, Manu sentiu todo seu corpo esquentar em um misto de expectativa e desejo. Começou a movimentar-se sobre os dedos, descendo e subindo, enquanto gemia. As mãos estavam apoiadas nas costelas da ruiva, dando sustentação a seu corpo trêmulo. A sensação era deliciosa. Aos poucos foi perdendo toda a sanidade que ainda restava e então começou a se movimentar cada vez mais rápido. Sarah a olhava com desejo, os olhos verdes muito escuros.
Não havia sensação melhor no mundo do que ver sua namorada quicar e rebolar em seus dedos, estremecendo e gemendo alto. Estava tão excitada com isso que sentia que poderia gozar a qualquer momento. Franziu a sobrancelha quando ela atingiu finalmente o clímax, arqueando as costas primeiro pra frente e consecutivamente para trás. Ela se contorcia em espasmos e covardemente Sarah moveu os dedos dentro do seu corpo, fazendo-a gemer ainda mais.
Ao notar que o corpo da fotógrafa foi relaxando, Sarah tirou os dedos devagar e ela estremeceu novamente. Ambas estavam sem fôlego. Manu ofegava, o corpo suado pelo esforço feito até então. Mas a ruiva não queria parar. Girou sobre o corpo dela e tirou suas roupas intimas, tratando logo de colar-se nela. Intercalou as pernas com pressa e ambas gemeram com o contato dos sexos.
Os cabelos da cor do fogo estavam jogados por cima de um dos ombros dela, que movimentava-se da forma mais rápida e frenética que conseguia. Sarah gemia no ouvido de Manu, que aos poucos foi ficando excitada novamente. Movimentaram-se em uma única sincronia, buscando o mesmo objetivo. Poucos segundos depois, Sarah encontrou um orgasmo longo e intenso, consequentemente levando Manuela para o mesmo caminho. Elas gemeram juntas, contorcendo-se enquanto os corpos roçavam um no outro. E Sarah finalmente desabou sobre a loira, arfando muito.
Manu estava acabada. Ela deixou os braços caírem sobre o tapete felpudo e tentava desesperadamente respirar, mas estava impossível. Sentiu-se um pouco melhor quando Sarah rolou e deitou ao seu lado. Ambas respiravam com dificuldade, arfando, enquanto os corpos brilhavam na luz do abajur, completamente suadas.
Elas se entreolharam em silêncio, o peito de ambas subindo e descendo rapidamente.
Sarah conseguiu entender o que ela queria dizer, por mais que nenhuma palavra tivesse saído de sua boca.
Nada e nem ninguém vai nos separar.

Continua...

Notas finais
Gente, o que acharam desse orange? D: Sarah como sempre surpreendendo né? Segunda responderei a todos os reviews. Beijos e até o próximo. Ah, volto a postar terça a noite.