Fotografias

2 Nem Em Um Milhão de Anos


Notas iniciais
Ei, gente. Voltei. Deixa eu contar para vocês o que anda acontecendo com a minha pessoa. Então, subi de nível no trabalho. Então é tuuuudo novo para mim e estou aprendendo tudo ainda, por isso não tenho tanto tempo de escrever. Além disso, o horario mudou um pouco e ainda não me acostumei direito. Mas tem uma noticia boa, lá tem pc e posso escrever os capítulos lá sz Espero que gostem do capítulo. Tenham uma excelente leitura.

Mais tarde, quando a lua já estava alta no céu, Sarah entrou no apartamento de Manu. Tudo estava muito calmo e silencioso. O cheiro de novo dos sofás pairava sobre a sala e ver aquela TV enorme na parede em frente a eles a deixou com uma enorme vontade de sentar e assistir uma longa maratona de filmes de terror.

Deixando sua bolsa sobre a caixa de papelão do fogão recém-comprado, ela foi até a cozinha para beber alguma coisa. Sabia que na geladeira não teria nada mais que uma garrafa de água mineral, mas não se importava. Havia prometido para Manu que iriam ao supermercado no dia seguinte, assim que ela saísse da entrevista de emprego. Durante todo o filme, estava pensando nela. Não como Claudia e Juliana – e até mesmo todos os outros amigos que sempre implicavam com elas – pensaria que estivesse pensando. Estava preocupada se ela havia pedido comida ou saído para comer alguma coisa. Duvidava disso e o mesmo assunto martelava insistentemente em sua cabeça. Júnior até chegara a perguntar se havia acontecido alguma coisa, mas Sarah apenas negou de forma despreocupada.

Assim que bebeu a água na boca da garrafa mesmo, pois a casa pelo jeito ainda não tinha copos, voltou para a sala. Não precisava de um espelho para ter certeza que seu cabelo estava completamente desalinhado e sua maquiagem meio borrada. Não que se importasse com isso. Seu vestido de verão ainda dava um toque especial ao seu corpo, apesar do caos que estava acontecendo do pescoço para cima. Isso tudo porque não havia se dado ao trabalho de passar no banheiro para retocar a maquiagem ou se ajeitar. Estava com muita pressa para chegar e ver Manu, saber se ela estava bem.

Claro que ela estava, pensou consigo, tirando uma marmita de dentro da mochila. Só Deus sabia como havia conseguido enfiar aquilo lá junto com o refrigerante. Foi até o quarto dela e a viu dormindo tranquilamente no colchão sem forro. Mesmo tentando, não conseguiu conter um sorriso. Precisavam mesmo fazer umas compras básicas para aquela casa, mas não se incomodava em dormir ao lado dela em uma cama que não havia sido forrada. Era verão e o tempo estava agradável. Lembraria de ajudá-la a comprar um ar condicionado para aquele lugar. Era indiscutivelmente essencial.

Sarah sentou próximo à loira e colocou a marmita ao seu lado. Ela dormia com uma tranquilidade surpreendente, apesar das condições do lugar. Seu peito subia e descia de forma suave enquanto ela respirava. Mesmo sendo tão tarde, a ruiva sentiu vontade de acordá-la para avisar que chegou. Mentira. Queria mesmo é ver o brilho daqueles olhos azuis. Os olhos de sua melhor amiga eram os mais lindos que um dia já vira, superando até os de Claudia e Clara, que eram da mesma cor. Não que tivesse interesse algum, apenas os achava bonitos. Com as costas das mãos, Sarah acariciou o rosto de Manu bem lentamente, já sabendo que aquele era o suficiente para fazê-la acordar. A loira tinha um sono incrivelmente leve.

Mas ela não acordou.

Deveria estar mesmo cansada, concluiu com um lampejo de culpa por ter deixado-a sozinha. Então levantou da cama. Precisava tomar um banho e tirar a maquiagem do rosto.

– Sarah? – A voz de Manu estava embargada por causa do sono e Sarah, ao virar para olhá-la, viu que ela se esforçava para manter os olhos abertos. – Que horas são?

– Vai dar meia noite. Não se preocupe comigo. Vou tomar um banho e já venho deitar — explicou para ela e só então se lembrou da marmita que havia esquecido em cima da cama. – Você jantou? Trouxe yakisoba para você. Parei no caminho assim que o Júnior foi para casa.

– Não tinha nada para jantar. Estava cansada demais para sair e comprar algo, então deitei e acabei apagando...

– Deveria comer, se não você não vai acordar tão disposta para a entrevista amanhã. Levanta um pouco. A marmita está aí do seu lado. O hashi e o refrigerante também estão dentro da sacola.

– Yakisoba de quê? – A loira se apoiou nos cotovelos para observá-la melhor. O sorriso dela fez com que tivesse a sensação que estavam mais próximas do que realmente estavam.

– De camarão, o seu preferido – Sarah conseguiu ver a surpresa nos olhos dela. – Não sei se eu um dia te contei, mas tenho uma memória incrível.

– Estou vendo. Come comigo?

– Eu comi bastante pipoca, mas como. Só espera eu voltar do banho, será rápido. Banho a noite é praticamente um pecado para mim. Por mim, eu só tomaria banho aos feriados e tava bom demais – saiu comentando, enquanto Manu ria de suas besteiras.

Depois de alguns minutos esperando, Manu viu Sarah entrar no quarto. Seu rosto estava limpo, sem vestígios de maquiagem, e seu cabelo caía molhado pelos ombros. Os olhos verdes pareciam ainda mais brilhantes que antes quando ela se sentou na cama e sorriu. Não usava mais a calça jeans colada e a blusa soltinha, mas sim um conjunto leve vermelho que sempre colocava para dormir. Manu já havia visto ele diversas vezes. A primeira havia sido pela webcam, tantos meses antes.

Ambas comeram com calma e se mantiveram em silêncio por algum tempo, apenas saboreando a comida japonesa, que já estava morna àquela altura. A loira queria perguntar como havia sido o passeio com Júnior, mas a verdade é que não queria ouvir Sarah falando dele sem parar. Ainda não o conhecia. Sempre que ela tentava arranjar um encontro entre os três, Manuela dava alguma desculpa esfarrapada e fugia. Não queria ser egoísta, mas muitas vezes preferia que Sarah estivesse consigo a ele. Era um desejo estranho, tinha plena certeza disso, mas não via nada de mais em querer isso.

– Você deveria ter vindo com a gente. O Júnior está louco para te conhecer. Disse que nunca me viu falando tão bem sobre alguém como eu falo de você – o rosto de Sarah corou um pouco ao dizer essas palavras, mas em seguida ela sorriu. – Você vai gostar dele. Que tal marcarmos de sair no carnaval? Podemos ir todos juntos, apesar que eu sei que Claudia não vai muito com a cara dele. Ele é tão legal.

Manu conteve um suspiro. Às vezes Sarah falava demais.

– Vamos sair, sim. Estou precisando me divertir um pouco e sair desse tédio profundo ao qual me enfiei e nunca mais consegui sair – ela jogou o hashi dentro da marmita vazia e pegou o último camarão com a mão mesmo.

– Então está combinado. Vamos sair nesse Carnaval, vou falar com as meninas. Mas primeiro temos que resolver sobre sua entrevista e também ajudar Clara e Claudia com os preparativos para o casamento. Está perto e não podemos deixar as duas enrolarem mais, porque vai acabar não dando tempo.

– Era sobre isso que eu ia falar. Amanhã eu vou ligar para a Clara e confirmar algumas coisas. Esse casamento vai dar o que falar, estou até vendo.

– Se depender da Lia, vai mesmo – Sarah deu de ombros e tomou mais um gole da coca-cola.

– Como se você fosse uma santa, né?

– Eu sou, ok? Obrigada pela confirmação – completou antes da loira responder e sorriu amarelo.

Longos minutos depois, as duas deitaram para dormir. Manu jogou a marmita numa lixeira improvisada e guardou o resto do refrigerante na geladeira. Uma ao lado da outra, romperam a noite tranquila e só acordaram quando o celular da loira gritou bem cedo no outro dia. O sol tentava atravessar as cortinas claras, mas o quarto ainda continuava um pouco escuro.

– Desliga essa porcaria, pelo amor de Deus! – Sarah reclamou, cobrindo a cabeça com um travesseiro sem fronha.

– Não estou conseguindo! – Mentira. A fotógrafa não apertou botão nenhum para que o som alto e irritante parasse. Ao invés disso, colocou o celular bem próximo ao rosto da garota ao seu lado. – Meu Deus, meu celular está descontrolado – fingiu uma voz desesperada, forçando Sarah a tirar o travesseiro da cara e olhar para ela com os olhos semicerrados.

– Sua mentirosa! Me dá esse celular aqui! – Exclamou, ouvindo a risada gostosa dela logo de manhã. Nessa hora Sarah descobriu, não havia nada melhor para se ouvir de manhã. Talvez nem à tarde e nem à noite também, pensou com certa surpresa.

– Você está muito irritadinha para o meu gosto...

– Nem vem fazendo esse bico, ainda falta uma hora para o horário que combinamos de levantar – e virou para o outro lado para tentar voltar ao dormir. – Não adianta – completou quando sentiu-a puxar seu travesseiro de leve.

– Por favor, vamos passar naquela lanchonete que você me levou naquele dia. Não quero sair se tomar café – Manu acariciou o braço dela, conseguindo perceber fracas sardas naquele local.

– Nada disso. Dá tempo se a gente acordar daqui a pouco. Deixa eu dormir, por favor – choramingou a ruiva, mas Manuela estava impassível. – Está bem, está bem! – Virou para ela, mas não conseguiu conter muito tempo um sorriso. Ela estava linda. – Só você para me tirar da cama antes das oito quando estou de férias.

– É por uma boa causa – os olhos azuis cintilaram. Sarah pensou no céu sem nuvens que possivelmente estaria lá fora, mas aquele azul não tinha tanta graça quanto deveria ter. – Não faz essa cara feia. Vem cá, me dá um beijo.

– Não vou dar nada. Você não está merecendo.

– Só um, para de gracinha. Anda logo, ou vou para a entrevista a pé – Manu virou o rosto, mostrando a bochecha para ela, que apenas sorriu e suspirou em desistência.

Sarah aproximou o rosto devagar e beijou demoradamente a bochecha rosada. Acariciou o rostinho dela com a ponta dos dedos e fechou os olhos. Era tão calmo estar perto daquela garota, mas ao mesmo tempo algo sempre se agitava dentro de si. Como se um redemoinho de sensações revisasse em seu estômago toda vez que estava perto dela. Desconhecia tal sensação e não sabia ao certo dizer se eram boas ou ruins, ou o porquê de elas estarem ali.

Ao tornar a abrir os olhos, notou que ela ainda a observava atentamente, como se quisesse ter certeza de que não tivesse voltado a dormir. Apertou o nariz dela e se sentou, sonolenta. Outro grande pecado da vida era ter que acordar antes das oito da manhã sem necessidade. Poderiam ir tomar café com tempo de sobra se tivessem acordado um pouco mais tarde, mas aquela loira afobada não iria sossegar enquanto não levantassem daquela cama.

Então ambas se arrumaram para sair. Manu colocou uma calça jeans e uma blusa social azul-marinho de botões, o que a deixava mais bonita que o normal, notou Sarah. Nos pés, sapatilhas pretas com algumas poucas pedrinhas brilhante de enfeite. Ela deixou os cabelos presos num coque e consequentemente algumas mechas douradas caíram sobre os olhos delineados de preto, realçando o azul perolado. Os óculos escuros deu um ar de superioridade à figura total. Sarah admirou o resultado e, depois de notar que estava muito tempo observando-a, corou e voltou a se concentrar em sua própria arrumação.

Demorou praticamente uma hora para Manuela sair da sala de reuniões e se encontrar com a ruiva na sala de espera. Ela estava distraída, lendo um livro. Tentou ler o título, mas não conseguiu. Sorriu ao ver que ela esperava pacientemente. Normalmente ela estaria aos nervos, pois odiava esperar. Para todo caso, tinha pegado um café e se sentou ao lado dela. Aquele movimento a fez desviar a atenção do livro e erguer os enormes olhos verdes.

– E então, como foi?

– Não faço o perfil deles – respondeu com um sorriso de lado.

– Ta falando sério? – Sarah franziu as sobrancelhas e bufou. – Se estiver, vou ali dar uma surra nele ou nela. Você faria o perfil de qualquer pessoa ou lugar.

Manu sentiu o rosto esquentar, deveria estar muito corada naquele momento.

– Se Claudia e Juliana ouvissem isso, iriam dizer que você está dando em cima de mim – desviou os olhos e ajeitou o óculos escuros na cabeça.

– Você está preocupada com elas? – Sarah não conseguiu esconder o rubor também em seu rosto. Quando ela negou com a cabeça, continuou: — Então deixe-as para lá. Mas você falou sério?

– Falei, ela disse que precisa de um pessoal centrado no assunto jornalístico e eu não faço esse perfil, ela tem razão. Só que nem tudo está perdido, a amiga dela é gerente de uma revista e vai me indicar. Já é um bom começo. Acho que dessa vez eu passo – sorriu, confiante.

– Eu vou ter que acordar antes das oito de novo? – A ruiva fez uma cara chorosa.

– Claro, o que você acha? Vamos ao MC Donalds, estou morrendo de fome – Manu deixou o café intocado na mesinha de centro e a puxou pela mão para que levantasse logo do sofá.

– Com fome?! Tem pouco mais de uma hora que você comeu, loira – disse, guardando o livro dentro da mochila esportiva. Sarah odiava usar bolsas.

– Você só sabe reclamar, vamos logo – e puxou-a para fora da sala de espera e em seguida para fora do prédio.

(...)

Dois dias se passaram e a mulher da revista realmente havia ligado para Manuela, agendando uma entrevista para alguns dias depois. Ela estava super confiante que passaria dessa vez. Adorava lidar com pessoas e saber que era ela quem estava mandando na iluminação do local. As imagens saíam do jeito que queria. Chegar em um local público, onde seria a noticia provavelmente do dia seguinte, e tirar uma foto qualquer era fácil. Mexer com os refletores, posicionar os modelos, montar um possível cenário. Isso era difícil, mas sentia prazer em fazê-lo. Esquecia-se de tudo e todos. Apenas queria registrar aquele momento que estava criando para depois vê-lo na fotografia pronta. Todo o processo a encantava, da edição à revelação.

O dia estava claro, mas o tempo não estava quente. Manuela estava sentada no sofá com Sarah assistindo um filme. Ambas comiam pipoca de um jeito tão automático, que nem precisavam olhar para achar o pote. Era um romance estrelado por Sandra Bullock. Um filme antigo, mas ambas se animaram para assistir quando viram anunciar na Globo. Não tinham nada muito mais divertido para fazer. Tinham finalmente estreado o fogão e preparado um delicioso filé de frango a parmegiana. Agora só esperariam a tarde passar para irem até a casa de Claudia combinar os preparativos do casamento. Marcaram as sete da noite, então quando acabasse o filme, elas iriam direto para lá.

Durante o segundo comercial, a campainha tocou. Bufando, Sarah levantou e, depois de deixar o pote de pipocas com a loira, foi até a porta para atender. Quando abriu, quase fechou novamente. Era muito bom para ser verdade. A paz daquela tarde infelizmente tinha acabado. Parada do lado de fora, com um sorriso divertido, estava uma garota baixa e de olhos puxados. Os cabelos negros não eram tão curtos, pois passavam uns quatro dedos dos ombros, mas eram tão escorridos e negros que Sarah desejou que os seus não tivessem ondulações nas pontas. Ela vestia uma saia jeans e uma blusa colada vermelha, combinando com os saltos agulha pretos. Estava parecendo uma perua.

– Vai ficar olhando muito ou vai me deixar entrar? – Indagou a garota, semicerrando os olhos. Como se fosse possível para um japonês fazer isso.

– O que você está fazendo aqui, Lia? – Só então Sarah notou que tinha mais três pessoas com ela, encostadas na parede ao lado da porta. Duas loiras e uma índia. Antes que pudesse dizer alguma coisa, Liane saiu entrando no apartamento. – Manu, acho que vieram nos buscar.

– Só uma pergunta – a loira de olhos azuis resolveu finalmente aparecer. O sorriso impecável. – Essa é a casa da Manu, não é?

– Que pergunta idiota, Clara. Você sabe muito bem que ela e Manuela vivem juntas há algum tempo – a outra loira, de olhos cor de mel, resolveu implicar.

– Esqueci, Mari – Clara revirou os olhos e riu da cara feia que a ruiva fizera.

– Dá pra vocês calarem a boca e entrarem logo?

Sarah soltou a maçaneta da porta e voltou para o sofá. Logo atrás entrou as três. No colo de Nanda, namorada de Mariana, estava um bebê de um ano. Os cabelos loiros quase brancos faziam contraste com os enormes olhos verdes. Nanda o colocou no chão e ele correu direto para os braços de Manu. Era muito apegado a ela.

– Não estou acreditando que vocês estão assistindo sessão da tarde – Lia disse, sentando-se ao lado de Manu e olhando com desdém para a televisão. Estava numa cena em que a Sandra Bullock estava chorando por algum motivo que não fazia a mínima ideia. – Vocês não tem mais o que fazer não? – Indagou com a boca cheia de pipoca.

– Você veio aqui para encher o nosso saco? – Sarah devolveu, fechando a cara. Nunca havia sido uma menina calma, não era hoje que seria.

– Vocês querem ficar sozinhas, é? – A japonesa gargalhou quando Sarah semicerrou os olhos e Manu ficou com o rosto corado.

– Viemos falar com você, Manu – Fernanda disse, sentando no tapete de dois lugares. Gustavo, o filho de Mari, saiu do colo da loira e correu para ela. – Oi, meu amor. Você está com fome? – O bebê assentiu negativamente. – Então ta bom. Pegue aqui o seu carrinho – entregou o brinquedo para ele e voltou-se para Manu. – Então, Nanda e eu queremos perguntar se você quer ser a madrinha do Gustavo.

– Eu?! – A fotógrafa arregalou os olhos e sorriu. – Tem certeza? Não, quero dizer, eu quero. Claro que quero. Gu é uma fofura e ele é realmente apegado a mim. Vai ser um prazer para mim.

– Eba, eba, eba – o loirinho bateu palmas e todos riram. Até parece que ele realmente estava entendendo sobre o que os adultos estavam conversando.

– Você se importa se ficarmos aqui até a hora de irmos lá para casa? – Clara indagou, sorrindo. Estava super ansiosa por seu casamento e dava graças a Deus de ter excelente amigos para ajudá-la com os preparativos. Porque se dependesse dos seus pais, não havia casamento.

– A menos que você prefira ficar sozinha com a Sarah – Lia provocou, mas Manu apenas corou. – Pelo jeito que você sempre fica quieta, acho que alguém está começando a ficar apaixonada. Estou certa?

– De onde tirou essa ideia? Claro que não! – Empurrou-a e desviou os olhos.

Onde já se viu se apaixonar por uma garota... e ainda por cima comprometida? Nem em um milhão de anos.

Continua...

Notas finais
E então, gostaram? Adorei escrevê-lo. Beijos e até o próximo.