Fotografias

10 Luz Vermelha


Notas iniciais
Oi, gente. Estou trazendo mais um capítulo para vocês. Espero que gostem.

Manu ainda não tava acreditando no que de fato presenciou. Aquela era a primeira vez que havia sido cantada descaradamente por uma mulher. Mal tinha percebido os olhares das meninas e do pouco das pessoas que restavam. Apenas cheirou as rosas que ela mesma tinha mandado encomendar em meado do mês passado. Ignorando as pessoas, foi até o balcão do bar improvisado e se apoiou nele, observando a menina que já fazia os primeiros pedidos. Naquele momento ela despejava suco na coqueteleira, onde já havia colocado vodka. Depois de acrescentar mais algumas coisas que a fotógrafa não conseguiu identificar o que era, ela fechou o objeto e começou a sacudi-lo com uma habilidade descomunal.

Foi só nessa hora que ela percebeu que Manu a olhava. Aquela era a primeira vez que a loira via uma garota conseguir ser tão sensual daquela forma. Não que não achasse Sarah sensual, mas aquela garota era demais. Sem ser vulgar. As pernas claras estavam totalmente à mostra com aquele shortinho jeans curto que ela vestia. A camiseta branca era colada e era um pouco longa, cobrindo além da barra do jeans. O brilho das pedrinhas no salto preto passou despercebido quando ela sorriu. E que sorriso!

– Então, o que você sabe fazer de melhor? – Manu indagou na sua mais pura inocência, deixando o buquê ao lado para apoiar agora os dois braços sobre o balcão de madeira.

– Depende do que mais te agrada – ela jogou a coqueteleira para o alto, piscou e pegou de novo. Depois que colocou a bebida pronta num copo de vidro, o ofereceu para Lia e se aproximou de onde a loira estava. – Desculpa pela brincadeira das flores.

– Não tem problema – respondeu e corou um pouco, sabendo muito bem que não havia sido uma brincadeira e só então percebendo que os olhos dela eram tão escuros que brilhavam por causa do contato com a pouca luz do salão. – Quem foi que contratou você?

– Foi a Juliana – ela respondeu casualmente e virou as costas para pegar dois limões. – Eu tinha trabalhado para a mãe dela numa festa tem algum tempinho.

– Gata, o que você tem de cerveja aí? – David indagou enquanto afrouxava o nó da gravata e abria os botões da camisa. Manu piscou para ele e riu quando o sorriso travesso apareceu nos lábios rosados.

– Antarctica e Heineken – respondeu ela, cortando os limões rapidamente para jogá-los dentro da coqueteleira. – Vai querer alguma?

– Heineken – ele se aproximou da loira e se apoiou no balcão do mesmo jeito que ela, olhando-a em seguida. – Sabia que tem alguém morrendo de ciúmes? – Indagou bem próximo ao ouvido dela.

– Não me importo – mesmo dizendo essas palavras, Manu virou o corpo e procurou a ruiva com os olhos. Encontrou-a dançando com algumas meninas do time dela. Quando viu que ela devolveu o olhar, voltou o corpo para frente e fingiu não perceber que seu coração acelerou os batimentos.

– Valeu, princesa – disse quando a morena lhe deu uma garrafinha verde. – Juízo, Manu –piscou para ela e foi para onde Victor dançava com duas meninas ao mesmo tempo.

– Então, como você se chama? – Ela indagou assim que David se distanciou.

– Lara – respondeu distraída com a garrafa de vodka. Manu percebeu que as unhas dela estavam pintadas de preto e gostou daquilo. – E você?

– Manuela.

A música eletrônica agitava o espaço e todos dançavam animadamente. Àquela altura David já estava com a camisa social toda aberta e a gravata estava frouxa no pescoço. Ele dançava com a líbero do time do Flamengo, muito bem por sinal. Ao seu lado Victor dava um show com a oposta também do time rubro-negro. Ele não tinha vergonha nenhuma de rebolar e Manu apreciou e muito o estilo dele. Diferente do moreno de olhos azuis, a camisa social branca que ele vestia estava fechada e a gravata certinha, mas o paletó ele havia esquecido em algum lugar. Ainda assim dançava como se estivesse com roupas leves e confortáveis, ora ou outra pegando a menina pela cintura e conduzindo-a como um profissional.

Do outro lado Lia dançava com Juliana e bem perto delas Mari e Nanda tentavam o mesmo, mas estavam de olho em Gustavo, que corria para lá e para cá. De acordo com a médica, sua irmã iria buscá-lo logo, assim que ela saísse do cinema com o namorado. Então até lá elas não poderiam se divertir tanto. Junto com o restante das meninas estava Sarah. Limitou-se a suspirar, mas ela estava estupidamente linda. Queria muito ir até ela e puxá-la para dançar, porém não queria voltar para a mesma posição que estava antes. Ela era uma cabeça dura e se voltasse a se aproximar, continuaria agindo da mesma forma. E isso era a última coisa que queria naquele momento.

Lara fez uma batida de Sonho de Valsa e ofereceu para Manu, que agradeceu com um sorriso tímido. Ela bebia com calma e conversava com a morena, vendo-a trabalhar. Agora tocava pagode e as meninas dançavam com os garotos, fazendo uma rodinha. Sabia que toda hora Sarah a olhava,mas mal se importava em devolver o olhar. Não era o que queria, mas ela merecia isso por algum tempo. Precisava acordar para a vida. Aquele cara idiota não a fazia bem, mas não entendia porque ela cismava em ficar com ele. A garota de cabelos cacheados dizia que havia aprendido a fazer drinks com seu pai e que decidiu fazer o curso de bartender pelo Senac.

Depois do quarto drink diferente, Manu se sentiu um pouco tonta e decidiu parar um pouco. Já tinha quase uma hora que estava conversando com a morena de olhos escuros. Aquele sorriso era tão perfeito que a fotógrafa se recusava sair dali por enquanto. Era um bom motivo para não encarar Sarah. E, ao que entendia de relacionamentos até o dia de hoje, ela estava te dando uma puta condição. Por que não aproveitar a chance? A garota que queria estava fazendo doce. Não tinha paciência para essas coisas. Até algum tempo atrás considerava-se hetero e agora não se importava de uma garota estar dando em cima de si.

– Ei, garota, você me dá a honra de uma dança? – Manu desviou os olhos da morena para Victor, que havia se escorado ao seu lado. – Sabe dançar lambada? Eu peço para o DJ colocar.

– Vou te ensinar como uma cearense dança, carioca – pegou a mão dele e, antes de sair, virou para a bargirl. – Lara, daqui a pouco eu volto.

– Divirta-se, loira – piscou para ela, com todo seu charme natural, e voltou ao trabalho.

Como prometeu, Victor pediu ao DJ colocar alguma lambada para tocar. Enquanto falava com o rapaz de cabelo raspado, ele não soltava a mão da loira. Manu gostava de estar com Victor. Ele era engraçado e carinhoso, apesar de sempre brincar dizendo que seu sonho era se casar com ela. Sabia que ele, como todo mundo, já sabia desde o começo que estava louca por Sarah. Só não sabia o porquê ele ainda estava solteiro, pois não tinha como um garoto como aquele não estar rodeado nem que seja por uma única garota. Ele era misterioso quanto a isso, porém todo mundo sabia que ele era pegador.

Quando o ritmo começou a embalar o lugar, Manu arregalou os olhos. Amava aquela música. Era bem antiga, mas havia perdido as contas de quantas vezes a tinha dançado. Seguiu Victor, que a conduzia para o centro da pista, e encontrou os olhos verdes perolados de Sarah. Queria xingá-la por estar tão linda, mas forçou a focar no garoto à sua frente.

“Chorando se foi quem um dia só me fez chorar.”

Victor pegou soltou a mão da loira e se balançou no ritmo envolvente enquanto se afastava dela. Ela fez o mesmo balanço que ele, mas com um rebolado totalmente feminino, movendo também os braços no mesmo ritmo. Aos poucos foi se aproximando e, quando chegou bem perto, ele segurou sua mão novamente e envolveu sua cintura com firmeza. E no embalo da música eles começaram a dançar em sincronia. Manu parecia uma profissional, era guiada por ele e fazia todos os passos sem medo algum, deixando ele passar o braço por cima do seu corpo e girando para os dois lados. O vestido azul marinho estava era da altura perfeita para aquela dança e estava facilitando muito os movimentos. Enquanto rodavam juntos o salão ela jogava o cabelo dourado, praticamente fazendo Sarah babar do outro lado junto com o restante da galera.

Em algum momento ela empurrou Victor e tornou a se afastar, trocando as pernas e dando passadas para um lado e para o outro, sem deixar um momento sequer de rebolar. Ele a observada, mas não estava parado. Movimentava o corpo, dando passos para frente e para trás, para depois dar passos dançantes para se aproximar dela, que novamente se afastava. O sorriso nos lábios rosados era perfeito e Victor conseguiu notar que ela estava suando, mas em nenhum momento perdia sua beleza natural. Ela era linda demais. De fato a mais linda entre todas as meninas presente naquele local. Só Sarah não conseguia perceber isso, era impressionante. Ou talvez conseguisse, mas fingia-se de retardada. Quando finalmente conseguiu se aproximar daquela loira, Victor tomou sua mão e sua cintura e, embalando juntos, começaram a girar pelo salão.

Já tonta com tanto giro, Manu gritou e riu, mas não parou, continuou girando enquanto ainda havia música.

– Meu Deus, Manu! – Mari gritou, tentando inutilmente manter Gugu parado. – Sou sua fã!

Quando terminaram precisou se apoiar em Victor para não cair. Ela o abraçou com força e fechou os olhos, tentando controlar a tontura, mas em seus lábios tinha um sorriso enorme. O moreno, que a segurava com firmeza, beijou a bochecha rosada pelo esforço e sorriu quando todos aplaudiram. Assim que a tonteira passou, ela se virou e fez uma reverencia, agradecendo pelos aplausos.

– Como você não nos conta que dança desse jeito? – Lia indagou para Manu, ainda totalmente abobalhada com a dança dos dois. – Vitinho, seu idiota!

– O que eu fiz, japa? – Ele ainda segurava a mão da loira. Seu peito subia e descia de forma desregulada, estava cansado.

– Você também nunca me falou que dançava assim – apontou para ele, fazendo cara feia.

– Eu já sabia – Clara, que já não estava mais com o vestido de noiva, se aproximou sorrindo. – Do Victor, claro. Mas essa é a primeira vez que eu vejo uma garota dançando tão bem.

– Obrigada, Clara – Manu corou com o elogio e percebeu as meninas chegando logo depois.

– Quando você vai me ensinar? – Nanda indagou e riu quando sua namorada concordou com aquela proposta.

– Estou de acordo. Precisamos aprender – Juliana piscou para Manu e percebeu que ela ficava ainda mais corada.

– Eu acho que ela quer ensinar é para a bargirl – Lia a alfinetou e gargalhou quando ela desviou os olhos, totalmente envergonhada. – Ah, para, vai falar que você não a achou linda?

– Lógico que achei – cruzou os braços e bufou.

– Você ficaria com ela ou está se guardando para a Sarah? – Claudia perguntou ao pegar o fim da conversa. Ela abraçou sua esposa por trás e depositou um beijo em seu ombro.

– A Sarah não quer nada comigo, gente. Parem com isso. Eu sou solteira e se ela me quiser, eu não vou ficar me segurando por causa de uma garota que ignora o que está sentindo e, pior, finge que está feliz com um cara que só faz mal a ela – despejou tudo de uma vez, totalmente frustrada com a sua situação atual.

Manu achou estranho porque eles ficaram em silêncio de repente e virou para ver o porquê. Parada atrás dela estava provavelmente a garota mais linda daquela festa. Os olhos verdes a fitavam de forma inexpressiva. A loira sabia que ela tinha ouvido o que falou momentos antes, mas não tinha ideia do que passava pela cabeça oca dela. Quando ia falar algo, ela simplesmente virou e foi embora.

– Ela ficou chateada – Clara comentou, vendo-a sair da festa naquele vestido verde perfeito.

– Deixa ela – Manu deu de ombros e fingiu não se importar.

E passou os próximos vinte minutos se segurando para não ir atrás dela. O samba tocava e esquentava o local, mas tudo que queria era ir atrás daquela garota de cabelos ruivos. Ela era uma idiota. Já havia bebido o suficiente para ficar tonta e decidiu parar por enquanto. Reparou Victor dançando com uma das meninas do vôlei e sorriu, ele realmente dançava muito bem. Precisavam repetir a dose de mais cedo. Suspirando foi até o bar.

– Lara, eu já vou indo – avisou para a garota de cabelos cacheados, que desviou a atenção dos maracujás que cortava ao meio para ela.

– Está tão cedo – torceu a boca ao terminar de dizer.

– Eu preciso mesmo ir – lamentou-se e suspirou. Maldita Sarah. – Pega meu número com as meninas no final da festa. Não deixa de me ligar, viu?

– Foi um prazer – ela piscou e Manu sorriu.

– O prazer foi meu – e saiu às pressas.

Perguntou para as meninas do vôlei e elas disseram que não sabiam para onde Sarah tinha ido. Parou para pensar um pouco e foi até as meninas, revelando que iria atrás da ruiva. Lia apenas lhe lançou um olhar travesso e revirou os olhos como resposta. Não queria fazer as pazes com ela agora, mas não podia deixá-la sozinha. Ficar se martirizando por isso não ia adiantar nada.

– Ela foi para sua casa, tenho certeza – Mari falou e sorriu triste quando os olhos azuis encontraram os seus. – É o único lugar que o namorado não pode achá-la. – Explicou quando as meninas também a olharam sem entender nada.

– Estou indo então – e abraçou uma por uma, demorando-se em Clara e Claudia. – Parabéns por essa etapa maravilhosa que vocês decidiram começar juntar.

Assim que elas agradeceram, Manu saiu da festa rapidamente. Ao chegar na rua, tentou se lembrar onde estava e acabou descobrindo que não sabia como ir para casa. Totalmente estressada, ela decidiu voltar para festa, mas parou quando viu um taxi buzinar e parar. Sem pensar duas vezes entrou no carro e deu o endereço de seu prédio. Longos minutos levaram para chegarem e, depois de pagar pela viagem, correu para seu prédio. Esperou as portas do elevador abrirem e passou pelo corredor silencioso, apenas ouvindo sua respiração e o ecoar dos saltos do calçado no chão gelado. Depois de respirar fundo, girou a maçaneta da porta do seu apartamento e seu coração disparou ao perceber que estava encostada.

Poderia ir embora ao invés de encará-la, mas seu coração cismava em dizer que deveria entrar. Por que tinha que gostar daquela garota idiota? Seria tão mais fácil se pudesse apagá-la da mente e seguir em frente. Mas não conseguia! Sua mente girava por causa do álcool, mas ainda assim estava infestada por aqueles cabelos vermelhos, aqueles olhos verdes e aquelas sardas que a deixavam mais linda do que já era. Caminhou pela sala e procurou-a pelos cômodos, mas não a achou. Foi até o pequeno estúdio de fotografia que havia montado e ela também não estava lá. O único local que sobrava era o quarto escuro onde revelava suas fotos. Com uma insegurança que desconhecia foi até lá e abriu a porta devagar.

O quarto estava iluminado por uma luz fraca vermelha e seus equipamentos estavam espalhados pelas bancadas e estantes de arquivos. De um lado havia fotos recém reveladas penduradas em um varal. Sarah olhava uma das imagens. De longe conseguiu descobrir qual era. Havia sido tirada no dia que foram para o bloco. Sarah vestida de Mary Jane e ela de policial. Foi a única foto que Júnior permitiu que tirassem juntas. A ruiva a abraçava pelo pescoço e tinha o sorriso enorme no rosto feliz. Manu lamentou o fim que teve aquele bloco, mas não ao que havia feito com ela na piscina do seu prédio.

– Você acha mesmo que eu sou tão idiota assim? – Sarah indagou de repente e a loira manteve-se parada na porta agora fechada.

– Acho – cruzou os braços e suspirou.

– Acho que você sabe sobre a posição que me encontro – caminhou até ela e parou bem perto do seu corpo. – Eu não posso deixar o Júnior.

– Eu não vim atrás de você para falar do seu namorado ciumento e idiota – Manu olhou para o lado e mordeu os lábios. Estava farta desse cara.

– E veio falar de quê? Da gente? – Perguntou com suavidade, olhando aquele azul profundo dos olhos dela. – Não existe a gente...

– Não, eu vim falar que nunca vai existir a gente – sentiu as lágrimas subirem aos olhos, mas se controlou para não deixar escapar uma sequer. – Eu já disse que não vou beijar seus pés. Eu tenho outros pretendentes, não existe só você na minha vida.

– Você vai sair com aquela garota? – Quis saber.

– Vou – Manu disse e passou por ela, indo em direção as fotos. Tirou a que a ruiva estava olhando momentos antes e a rasgou ao meio, entregando as metades para ela. – Você vai continuar sendo o que eu mais quero por bastante tempo, mas vou fazer o possível para isso mudar.

– Só não se afasta de mim – pediu Sarah, sabendo que estava sendo egoísta outra vez. Sua amiga estava sofrendo e tudo o que podia pedir era isso. – Não quero ficar sem você.

– Não vou me afastar, mas você tem seu namorado. Ele te distrai quando eu não tiver por perto – aproximou-se e Sarah deu dois passos para trás, encostando as costas na parede. Apoiou as mãos nos ombros dela e a olhou nos olhos. – Espero que você um dia preste atenção no que está fazendo.

– Eu sei que estou agindo como uma idiota, mas eu preciso!

– Você precisa dele – Manu apertou as mãos no ombro deles e deixou as lágrimas escorrerem lentamente. Estava cansada. – O que eu vim fazer nesse lugar?

– Vamos tomar alguma coisa, não fica assim...

– Você é uma idiota, Sarah. Você entende isso, não é? E tudo o que eu mais quero desde que entrei nesse lugar é beijar você – deixou as palavras saírem e não se intimidou quando os olhos dela se arregalaram. – Tudo o que eu mais quero é que você perceba o quanto eu quero ter você.

– Eu consigo entender tudo isso, apenas não consigo saber o porquê de ficar desse jeito toda vez que você se aproxima de mim... Eu estou com medo, Manu. Eu sempre estive com o Júnior e ele sempre comigo. Não consigo compreender o que diabos eu sinto por você – desabafou, também sentindo as lágrimas virem aos olhos. – Eu não sou uma idiota completa, também penso sobre as coisas que eu sinto. Não pense que você é a única que está sofrendo aqui. Não p...

– Shh – Manu a calou com a ponta dos dedos e permaneceu a olhar para aquele mar dos olhos dela.

A fotógrafa conseguia sentir o próprio coração martelar contra o peito. Estava muito nervosa, mas tinha plena consciência do que estava prestes a fazer. As lágrimas ainda escorriam por seu rosto, mas desistiu de controlá-las. Não estava se importando mais com isso, com nada. Aproximou o rosto devagar, quase sentindo a respiração dela bater contra seus lábios. Suas mãos apertavam com firmeza os ombros dela, enquanto se aproximava ainda mais. Seus olhos estavam presos aos dela. Só esperava não se arrepender depois.

– Espera, Manu... você sabe que eu namoro e que isso é errado – Sarah tentou se defender, sabendo que não tinha mais como recuar.

– Foda-se.

Foi tudo o que disse para as palavras dela. Estava cansada de ouvir sempre a mesma coisa, de ter sempre a mesma desculpa vindo da boca dela. Estava pouco se importando se aquilo terminaria ou não de estragar sua amizade, mas seu coração pedia para beijá-la e era aquilo que pensava em fazer desde o inicio. Não teve tempo para percebê-la arregalar os olhos, apenas deu um fim ao que restava de espaço entre seus rostos e colou seus lábios nos dela, beijando-a com firmeza.

Continua...

Notas finais
E então, tem alguém aqui para me matar? UHSAUHSAUH Dêem suas opiniões, por favor. Beijao e até o próximo. PS¹: Essa é a música que a Manu dançou com o Victor. (http://www.youtube.com/watch?v=phyC9rzjpPQ) PS²: Os números que ainda nao foram adicionados serão amanhã.