Fotografias

24 Despedidas


Notas iniciais
Oi, meus amores. Como vocês estão? Não pude trazer o capítulo de manhã como havia prometido, mas trouxe no mesmo dia sz Quero avisar a vocês que quando digo que postarei a noite, sempre será depois das 23h, porque meu trabalho vai até as 22:30, então eu posto assim que chego em casa. A internet no trabalho é bloqueada u.u Espero que gostem desse capítulo. E, ah, muitas pessoas confundiram o que eu disse nas notas finais do ultimo, a fic não ta acabando não, gente. Falta bastante coisa ainda. É o fim desse arco, da roça e talz, que ta acabando nesse capítulo. Boa leitura a todos sz PS: Valzinha Castro, obrigada pela recomendação, sua linda *-* Amei demais

Na noite daquele mesmo dia Fábio e a galera fizeram uma festinha de despedida para as duas no bar dos pais do moreno. Muita bebida e churrasco à vontade. Manu chorou duas vezes. Quando chegou e se assustou com o grito de surpresa e consequentemente a abraçaram, dizendo que sentiriam saudade e que ela nunca deveria ir embora. E mais uma vez na hora de ir embora. Beberam e riram por varias horas, irrompendo noite adentro. Jogaram sinuca e dançaram forró no pequeno espaço do barzinho. Até Sarah aceitou os pedidos, não dando desculpas que não sabia dançar. Todos se divertiram muito. Miguel, em algum momento da noite, confessou que Sarah foi a única pessoa da cidade que ele realmente gostou de conhecer. Foi naquele momento que ela preferiu ter ficado a ir embora.

Chegaram em casa só de manhã, porém dona Helena não os deixou dormir. Colocou todo mundo para arrumar a casa e o quintal. Enquanto Miguel limpava seu quarto, Sarah ajudava dona Helena na cozinha e Manu arrumava a sala. Não demorou muito tempo para deixarem a casa brilhando. Mesmo cansados, eles não quiseram dormir. Os três ajudaram dona Helena a terminar o almoço e, assim que comeram, foram todos tomar banho de açude novamente. Denise a Marcela foram as últimas a chegarem e eles passaram o restante da tarde, inclusive dona Helena, se divertindo na água. Mergulhavam, brincaram de pega-pega, de corrida e de muitas outras coisas. Manu gargalhava a todo tempo, principalmente quando Fábio resolvia implicar com Marcela, empurrando-a pra água ou colocando-a sobre os ombros de surpresa.

Mas toda a diversão deu uma pausa quando Sarah acompanhou Manu até o cemitério da cidade. Ela carregava um ramo fino de pequeninas flores lilases e parecia perdida em um mundo que Sarah desconhecia até então. Caminharam em silêncio até o túmulo de Marcelo Martins. A loira ajoelhou e trocou as flores murchas pelas novas que trouxera e Sarah orou junto com ela. E quando foram embora, a ruiva secou as lágrimas dela e a abraçou em silêncio.

Depois disso, a noite caiu mais rápido do que esperavam. Elas finalmente arrumaram suas malas e foi Miguel quem as colocou no carro e trancou o porta-malas. Ele se arrumou no mesmo tempo que elas. O voo estava marcado para duas horas da manhã, mas elas teriam que estar lá para o check-in mais ou menos duas horas mais cedo. Então resolveram adiantar tudo logo. Manu colocou uma calça jeans e uma camisa de mangas branca, larga em seu corpo. A ruiva escolheu também calça, porém legging preta, e um vestidinho café justo de manga longa. Manu a achou perfeita com aquelas roupas, mas não disse nada, pois sua mãe estava por perto. Ambas mantiveram os cabelos soltos por causa do frio do ar condicionado do avião.

E finalmente foram para o carro, embora apenas tivessem dirigido até o bar dos pais de Fábio. Todos as esperavam. Quando desceram do carro, Marcela foi a primeira a abraçá-las. Mais uma vez Manuela chorou, enquanto abraçava a todos. Fábio lhe dissera palavras lindas, alegando que sempre estariam ali para tudo que precisasse, que era só ligar para o telefone do bar, que ele correria de onde estivesse para falar com ela, e com Sarah também.

Denise desejou sorte para o novo campeonato que Sarah disputaria assim que voltasse de férias, alguns dias depois que chegassem no Rio. A ruiva agradeceu, estando totalmente ansiosa para o dia que voltaria a jogar. Também se emocionou com as palavras dos gêmeos, Bento e Bruno, que disseram que ela era uma pessoa maravilhosa e que estava fazendo um bem danado para a princesinha deles. Não conseguiu evitar um sorriso tímido com o aquilo. Eles eram muito especiais. Sarah ainda não tinha conhecido pessoas como aquelas, e olha que já esteve em vários lugares do Brasil e em uns três ou quatro países diferentes.

Mais uma vez, Manu chorou, enquanto abraçava o irmão e a mãe simultaneamente. E então somente as duas voltaram para o carro. Ninguém falou uma só palavra durante todo o percurso. Vê-la chorar partia o coração da ruiva, mas ela não sabia o que dizer para deixá-la melhor. Sentia-se culpada por aquelas lágrimas, por isso apenas apertou a mão delicada entre seus dedos.

Algumas horas depois, já estavam pousando no Rio de Janeiro. Diferente do dia que saíram dali, hoje não estava frio. Os primeiros raios de sol já estavam querendo irromper pelo horizonte rosado. Elas deram as mãos e saíram juntas para irem esperar pelas malas.

Assim que chegaram na casa de Manu, Sarah se jogou no sofá e fechou os olhos. O cheio da cidade ainda preenchia suas narinas, dando ainda mais saudades da leveza da roça. Constantemente o local se enchia com as buzinas de carros e motos, pessoas falando e o barulho de maquinas em diversas partes do Rio, devido as obras do metrô. Manu passou por ela em silêncio e guardou sua mala no quarto, para logo após voltar e se sentar no sofá de dois lugares, de frente para ela.

– E agora? – Indagou a loira, apoiando as mãos nos joelhos. No segundo seguinte, Sarah a olhou.

– Que tal visitarmos as meninas? Ainda temos hoje e amanhã para curtir – ela deu a ideia e, como se tivessem lendo seus pensamentos, o telefone fixo tocou.

Manu levantou devagar e foi até ele. A verdade era que preferia passar a manhã inteira dormindo. Já estavam dois dias praticamente sem dormir, até porque os cochilos do avião só serviram para deixa-la ainda mais cansada do que já estava. Mesmo assim, levou o fone ao ouvido.

– Alô?

– Meu Deus, até que em fim! – Uma voz histérica demais soou do outro lado da linha. Claudia Lacerda.

– Oi, Claudia – a loira respondeu, tentando parecer animada.

– Que foi, gente? Parece que ta morta – ela zombou e riu abafado. – To brincando, sei que vocês devem estar cansadas. Mas mais tarde aparece aqui em casa, estamos morrendo de saudade de vocês – disse mais carinhosa. Manu tinha certeza que ela estava sorrindo do outro lado.

– Eu também estou com muitas saudades, estou louca para ver vocês de novo. À noite nós vamos, preciso apenas de algumas horas de sono – explicou, apoiando o corpo sobre o móvel que sustentava o aparelho.

– Combinado, vamos esperar vocês. Beijo, Manuzinha. Manda outro para a Sarah também. Queremos saber de todas as novidades, viu? Não vão esconder nadica de nada de nós – Claudia soou quase maligna ao rir feito uma bruxa.

– Cruz credo, garota. Vamos contar tudo sim, sua besta – Manu riu. – Beijos, até mais tarde – desligou o aparelho e voltou para o sofá que estava antes. – Claudia mandou um beijo.

– Ela sente nosso cheiro, só pode – soltou uma risada, sendo acompanhada pela loira. – O que ela queria?

– Ela quer que a gente vá lá na casa dela mais tarde. Eu disse que iríamos, tudo bem por você?

– Claro, meu amor – Sarah sorriu e sentou-se no estofado. – Que tal um banho quente para tirarmos uma soneca gostosa?

– Você leu a minha mente.

Sarah ficou de pé e ia passar por ela quando foi agarrada por trás. Sorriu abertamente e virou para olhar os olhos azuis mais lindos e intensos que já vira na vida. Os braços dela estavam em volta do seu pescoço e os seus em volta da cintura dela. Por um segundo, todo seu cansaço desapareceu como num passe de mágica. Ela tinha o dom de fazer com que tudo de ruim sumisse. Aquele sorriso era perfeito e aquele mar profundo, que eram os olhos dela, convidava-a a todo tempo para que mergulhasse de cabeça neles. Mas não foi ali que mergulhou, pois se deleitou nos lábios delicados e macios. Beijou-a devagar, sentindo gosto daquela boca deliciosa e envolvendo sua língua na dela. Antes de se separarem, Sarah mordeu-lhe o lábio inferior e o puxou até que desprendesse de seus dentes. Colou a testa na dela e sorriu, olhando-a nos olhos.

– Amo beijar você – a ruiva disse, deixando-a sem jeito. Aos poucos ficava cada vez mais solta.

– E eu amo ter você comigo – ao dizer, Manu mordeu-lhe o queixo devagar e sorriu. – Vamos tomar nosso banho?

Assim que ela assentiu, ambas foram para o banheiro, levando uma única toalha. Tomaram um banho demorado, onde sentiram a água quente lhes lavar a alma. Estavam cansadas demais, mas também necessitavam daquilo. Ao finalmente terminarem, Sarah a secou e Manu fez o mesmo em seguida, ainda conhecendo o corpo uma da outra. Era incrível fazer isso, a ruiva pensou sorrindo. Os cabelos dourados, agora molhados, estavam grudados na pele alva. Depois de secas, deitaram na cama, nuas mesmo, e dormiram pelas próximas cinco horas.

(...)

O sol estava se pondo no horizonte quando Lia chegarou na casa da morena de olhos azuis. Tudo estava no mesmo lugar de sempre, exceto por diversas fotos de casamento na bancada que ficava na parede de frente para porta. Nas fotografias, tiradas por Manu, Claudia e Clara se beijavam e sorriam abertamente em quase todas. Em uma delas, todos estavam juntos, inclusive os meninos. Acima das fotografias, um enorme quadro se destacava em seus tons de azuis. Lia sabia que Clara o adorava.

– Comprou a tequila? – Mari indagou assim que apareceu pelo vão que ligava o corredor aos outros cômodos do apartamento. Os cabelos loiro-escuro estavam presos num rabo-de-cavalo alto e os olhos cor de mel fitavam a japonesa.

– Comprei. Vodka também – levantou a sacola plástica que segurava e foi até onde ela estava, passando os olhos pelo corredor logo em seguida. – Cadê todo mundo?

– Nanda foi lá em casa com Clara buscar mais extrato de tomate para a salsicha – enquanto dizia, ela gesticulava com uma colher de pau na mão. – Victor e David foram pegar três engradados de cerveja no depósito da rua de trás.

– E Claudia?

– Ela ta ali na cozinha, fingindo que sabe cozinhar – os dentes brancos se mostraram num sorriso aberto. – Ju tá lá junto com ela.

Era exatamente nesse ponto que queria chegar. Onde sua linda e maravilhosa namorada estava. Implicante, como sempre, Lia deu um peteleco na testa da loira e passou por ela para ir até a cozinha. O cheiro forte de molho sendo cozido preenchia o ambiente e seu estomago roncou de fome. Sempre que se reuniam, faziam cachorro quente. Todo mundo gostava e era mais prático na hora de preparar e também de comer. Além deles, num canto, Claudia misturava maionese no frango desfiado para fazerem sanduíches. Sem dizer nada, foi até a geladeira e guardou as duas garrafas, indo até o fogão logo após para finalmente abraçar sua mulata por trás e beijar-lhe o pescoço. A risada que ela dera antes de virar para dar-lhe um selinho derreteu todos os músculos da japonesa.

– Reparou que a Lia levanta os pés pra beijar a Ju? – Claudia implicou, rindo junto com Mari.

– Cara a boca, ok? Você está com inveja por eu ter um mulatão desse na minha cama todos os dias – se gabou, passando o braço em volta da cintura de Juliana, que revirou os olhos e riu.

– Só não comi porque não quis.

– Como é que é a história? – Ju indagou com um riso incrédulo, notando-a dar de ombros. – Ai de você se tivesse dado em cima de mim, dona Claudia.

– Filha, eu já comi sua namorada – ao dizer, gargalhou e voltou para seus afazeres.

– É mentira dela, amor!

– O que é mentira? – Clara entrou na cozinha com uma lata de extrato de tomate nas mãos. Nanda apareceu logo atrás dela, com Gustavo no colo. Ela piscou para a médica mais linda e ela sorriu automaticamente.

– Fala, Claudia – Lia a provocou, levantando as sobrancelhas.

– É mentira que eu comi a Lia – a morena deu de ombros, os cabelos negros e longos caíam como cascata por cima deles, contrastando com a blusa azul clara que ela vestia.

– E quem foi que disse que é mentira? É verdade – a musicista se aproximou e beijou sua mulher, rindo da cara do casal. – É brincadeira, gente. Não é, amor?

– Claro que é. A Lia é só uma apaixonite qualquer de infância.

– Eu vou ficar quieta, que é melhor – alegou a japonesa, semicerrando os olhos puxados.

Ainda rindo da situação, Claudia voltou para os seus sanduíches e a loira de cabelos ondulados a ajudou, enquanto comentava sobre o novo móvel que Mari e Nanda haviam comprado para o quarto de Gugu. A pedido de Ju, Lia tirou as salsichas já cortadas da geladeira e levou até ela. Nanda preparava as bebidas e Mari cuidava do molho, esperando pela mulata com as salsichas. Logo os meninos chegaram com a cerveja gelada e as colocaram na geladeira, comentando que cada engradado estava quatro reais mais caro e que por isso demoraram, pois estavam com o dinheiro contado e precisaram ir a um banco 24hs.

– Como assim vocês fazem uma festa e não nos convidam? – Sarah gritou assim que abriu a porta, que os meninos esqueceram de trancar.

– Você não perdeu a mania de ser irritante – Lia apareceu no segundo seguinte, no seu estilo perua de sempre. Saia jeans justa, mostrando as pernas brancas, e blusa vermelha soltinha no corpo.

– Também senti sua falta, baixinha.

Sarah abraçou a japonesa e observou-a fazer o mesmo com Manu no instante seguinte. As três sorriam como se tivessem estado cinco meses sem se ver, quando na verdade foram só cinco dias e meio. Logo o restante do pessoal apareceu e também as cumprimentou, fazendo diversas perguntas sobre a viagem. A fotógrafa pegou seu afilhado no colo e o encheu de beijos, matando a saudade do pequeno.

– Vocês precisam conhecer a mãe da Manu, ela é um amor de pessoa – Sarah comentou e logo se jogou no sofá. Sendo a mais folgada do lugar, apoiou os pés na mesinha de centro.

– E como foi conhecer a sogra? – Claudia a alfinetou, mas elas não reagiram como esperava.

– Espera – Nanda tirou delicadamente Gugu do caminho para poder passar e olhá-las. Manu estava ao lado de Juliana, rindo do que a morena de olhos azuis dissera. – Vocês não estão esquecendo de nos contar algo?

– O quê? – Manu indagou, ainda rindo. – Acho que não.

– Vocês estão felizes demais. Há algo, eu tenho certeza – Victor acusou, apontando o dedo para a garota de cabelos ruivos, que apenas riu.

Elas estavam se sentindo totalmente mais leve e os carniceiros tinham obviamente notado isso.

– Desembuchem logo! – Clara cruzou os braços com seu jeito fofo, fazendo todos olharem para ela e rirem.

– Está bem, está bem – a fotógrafa ergueu os braços em sinal de rendimento. No segundo seguinte, Sarah se levantou do sofá e caminhou de volta para o lugar onde estava antes, ao lado dela. – Nós estamos namorando.

David, que estava bebendo sua primeira cerveja do dia, se engasgou e tossiu quase uma dezena de vezes, enquanto Victor batia em suas costas.

– Meu Deus, eu não acredito nisso! – Juliana gritou boquiaberta, ao notar as duas darem as mãos e em seguida entrelaçarem os dedos. – Vocês estão falando sério mesmo?

– Claro que sim – Sarah não sabia se ria da expressão de incredulidade das meninas ou de Victor ajudando David a recuperar a compostura. – Muita coisa aconteceu nesses cinco dias.

– Aleluia, meu Pai – glorificou Mari, ajoelhando e fingindo uma oração.

– Garota, sossega esse rabo – a fotógrafa e puxou e riu quando ela lhe abraçou.

– Vamos sentar – Claudia indicou o sofá para a galera e foi até a cozinha, voltando com três latões de Antarctica. – Vocês vão contar tudo que aconteceu.

E foi o que as duas fizeram. Contaram do inicio ao fim, começando por Tom e terminando com a despedida antes de irem para o aeroporto. Claro que haviam omitido algumas coisas, pois não queriam dar informações demais. Como por exemplo o fato de Sarah ter agido possessivamente na frente de toda a festa caipira, impedindo que a loira dançasse com o ex-namorado idiota. Ela seria atormentada por toda a eternidade se elas soubessem disso.

– Vocês transaram? – Lia indagou descaradamente e finalmente as duas coraram.

– Meu Deus, vocês transaram! – Claudia praticamente gritou ao perceber que elas estavam com vergonha. Os meninos se mantinham em silêncio, apenas prestando atenção no que elas diziam.

– Não transamos, nada. São vocês que estão dizendo – Manu se defendeu, sentindo o rosto esquentar de vergonha.

– Claro que transaram, está na casa – até Nanda entrou na brincadeira, gargalhando muito em seguida. – Gente, vocês foram santas e voltaram endiabradas.

– Quem foi a ativa? – Clara fez a pergunta e sorriu quando elas se entreolharam.

– Em qual das vezes? – Sarah as entregou.

– OH MY GOD! Foi mais de uma vez? – Lia obrigou-se a tomar metade do copo de cerveja de uma vez só. – E então? Quem foi a ativa?

– Primeiro eu, depois ela – suspirando, a loira desviou os olhos azuis.

– Fizeram oral? – A japonesa continuou com suas perguntas atrevidas, sem se importar com a vergonha das duas. O restante caía na gargalhada e encarnavam da maneira que podiam.

– Não vou falar mais nada, sua perturbada – Sarah tacou um travesseiro nela, mas acabou rindo com os demais.

– Ah, já que não vão falar mais nada, queremos ver um beijo aqui – Juliana deu a ideia, vendo-as negar prontamente. – Não aceitamos não como resposta, não é, gente?

Sabendo que não teria mesmo como fugir daquilo, Manu levantou-se do sofá de dois lugares e foi até o de três, onde Sarah estava sentada ao lado de Nanda e Mari. Agora que brincaram com fogo, não tinha mais problema se por acaso se queimassem. Então se sentou no colo da ruiva e levou a mão até a nuca dela, enroscando os dedos nos cabelos vermelhos. Os olhos curiosos as acompanhavam com a boca escancarada de tamanha surpresa. Manu a beijou com vontade. Um beijo digno de cinema, envolvendo suas línguas e mordendo-lhe o lábio inferior para depois se afastar sorrindo.

– Satisfeitas? – A ruiva beijou o ombro alvo, envolveu os braços na cintura dela e olhou para os demais. O verde de seus olhos cintilavam.

– Estou sem palavras – Juliana as encarava de boca aberta e olhos castanhos arregalados.

– Vamos cantar, irmãos. Aleluia, aleluia, aleluia, aleluuuuia – Liane brincou mais uma vez, sendo seguida pelos demais. – Bentito seja o santo da roça que juntou essas duas cabeças duras. Ouvi um amém, irmãos?

– Amém! – Os bestas gritaram em uníssono.

Continua...

Notas finais
Gente, vou confessar que morri de rir quando fui revisar o capítulo. Não sei se sabem, mas a Lia é minha personagem preferida dessa trama. Qual a de vocês? Ah, queria também fazer uma contagem aqui. Quem é team Manu e quem é team Sarah? Vamos ver qual das duas ganha.