Fotografias

25 De Volta a Cidade


Notas iniciais
Hey, genteee. Como vocês estão? Cara, eu fiquei impressionada com o rumo da votação. Jurei que Manu ganharia de lavada, mas o team Sarah ganhou por um ponto de diferença. Ao que parece, todo mundo virou a casaca depois daquele orange né? Bando de safada HUSAHUSAHU Música do capítulo: Macaé (Clarice Falcão) Boa leitura a todos

E eles passaram a noite inteira curtindo o máximo que podiam.Foi pouco antes de meia noite que Gugu finalmente dormiu e Mari o deitou na cama de Claudia, para que constantemente pudesse vigiá-lo. E então beberam quase tudo que haviam comprado mais cedo, o que resultou em dez bêbados conversando sobre sexo. Foram diversas perguntas estranhas e cabulosas, como: Você engole gozo? Qual gosto que tem? Já gozou na boca de alguém? Algumas perguntas eram direcionadas principalmente para os meninos, que revelaram muitas coisas desnecessárias e que fizeram algumas das meninas se contorcerem de nojo.

A noite se despediu e o dia veio mais uma vez ensolarado. Apesar de Gustavo ter acordado bem cedo para atazanar a vida deles, Mari não deixou que acontecesse. Ela o levou para seu apartamento e o entreteve até a hora dos zumbis levantarem. Nesse meio tempo lavou a louça de sua casa, preparou algo para o pequeno comer e limpou a sala. Não tinha bebido tanto quanto os outros, então a sua ressaca não estava tão forte, embora estivesse bastante cansada pela falta de algumas horas a mais de sono. Mas vida de mãe era assim mesmo, já estava mais que acostumada com isso.

Depois que acordaram, eles arrumaram a bagunça que fizeram e depois combinaram de se encontrar na praia dali a uma hora. Manu e Sarah foram até a casa da loira para pegarem o biquíni que deixaram na mala e, quando foram para o ponto de encontro, todos já as esperavam. Os meninos brincavam com uma bola de futebol, dando toques com o pé para o alto sem deixar que caísse no chão. Foi impossível não ver Mari descer uma imensa onda em pé sobre uma prancha rosa e azul. Ela estava linda, somente de biquine e shortinho florido folgado. Deitada sobre uma canga estampada com a bandeira do Brasil, Juliana tomava sol de bruços. Sua pele mulata brilhava por causa do bronzeador e contrastava o amarelo das duas peças de banho. Manu tinha certeza que nenhuma bunda entre as meninas era do tamanho ou maior que a dela. Benza Deus.

Do outro lado, Nanda, Clara, Claudia e Lia brincavam com uma bola de vôlei.

– Vocês trouxeram rede? – Sarah tirou a camiseta e mostrou estar vestindo um biquíni vermelho, que combinava com a cor de seus cabelos. – Que tal uma partida?

– Davi trouxe – Claudia respondeu sem olhar para ela, esperando Nanda levantar a bola.

– Monta aí, gatão – a ruiva gritou para o moreno de olhos azuis. – Vem jogar também, amor.

– Ui, já estão se chamando de amor. Que lindinho – Lia as alfinetou, levantando a bola de manchete para a direção de Clara. As duas ficaram coradas, mas nenhuma delas percebeu.

Virando para verificar o que sua namorada estava fazendo, Sarah piscou para ela e sorriu como se fosse aprontar alguma coisa. No segundo seguinte, correu até onde a rodinha das meninas e, quando Nanda levantou a bola de toque para o alto, saltou entre elas e, enquanto envergava o corpo para trás junto com o braço esquerdo, cortou a esfera para cima de Claudia, que, sem reação, apenas juntou os braços numa manchete desajeitada e defendeu a pancada. A morena caiu de bunda no chão e a bola subiu tão alto que Lia teve que esperar alguns segundos para agarrá-la com as mãos.

– Parece que alguém não perdeu o reflexo – Sarah brincou e bateu sua mão na dela. – Boa pegada.

– Da próxima vez avisa, sua doida – Claudia massageou os braços que lentamente ficavam vermelhos.

Aquela era a primeira vez que Manu via a ruiva se movimentar tão livremente. O corpo dela era esguio, mas se movia de um jeito tão elegante que por pouco não tinha babado. Quando ela envergou levemente o corpo para trás e rebateu a bola, Manu percebeu o quão forte ela era. Por isso não conseguiu segurar a porta muito tempo, no dia que a tinha provocado daquele jeito. Mas foi tudo tão rápido que tinha certeza que ninguém mais percebeu as mesmas coisas que tinha notado. Como por exemplo, o movimento de subida que os cabelos lisos fizeram quando ela desceu para aterrissar na areia pálida.

– Vai jogar, Manu? – Victor prendia um dos lados da rede, enquanto David fazia o mesmo do outro lado.

– Não sou boa em vôlei, prefiro ficar olhando – ela estava com seu biquíni preto e constantemente notava os olhares de Sarah. Gostava de saber que prendia tanto a atenção dela.

– Eu também não sei, mas vou jogar – Clara se defendeu e logo chegou perto dela com a bola colorida nas mãos. Ela vestia um biquíni verde, era a cor preferida da loira.

– Vamos, amor. Você joga no meu time.

– Nada disso, dona Sarah – Juliana finalmente se levantou da canga e balançou os cheios cabelos cacheados. – Vamos bater o time.

– É injustiça ter você e Claudia no mesmo time, então vocês que escolhem. Podem tirar par ou impar – disse Nanda e em seguida sorriu abertamente quando a surfista mais linda do mundo chegou e lhe deu um selinho demorado. – Como foi lá?

– As ondas estão perfeitas – ela respondeu sorrindo. – Vão jogar?

– Vamos – David terminou de colocar a rede e foi até o meio dela, pondo as mãos e puxando de leve para verificar se estava bem esticada.

Como não teriam como contestar, Juliana e Claudia decidiram no par ou impar quem escolheria primeiro. A morena de olhos azuis ganhou e automaticamente apontou para Sarah, que era a única, além delas, que jogava vôlei profissional entre as demais. Ju suspirou, obviamente sabendo que estava em desvantagem e escolheu Nanda, que sempre defendia bem as bolas quando marcavam para jogarem na praia. Em seguida, depois de pensar alguns segundos, Claudia escolheu Lia e, quando a viu escolher Mari para ser levantadora, automaticamente escolheu Manu para a mesma função. Por último, a mulata ficou com Clara.

– Pra não ficar tão desigual, vocês ficam com o Davi – Claudia o empurrou para o outro lado da quadra de areia.

– Você está falando que ele é melhor que eu? – Incrédulo, Victor indagou.

– Não, mas o pai dele é técnico do time da Sarah e ele tem bem mais técnica que você. Seu forte é futebol, Vitin.

– Vamos parar de falar e começar a jogar? – Ju propôs, pegou a bola das mãos de Clara e foi para o fundo da quadra.

– E quem foi que disse que é seu time que saca primeiro? – Lia apontou, franzindo as sobrancelhas.

– Cala a boca, Lia. Tanto faz, eu vou pegar a bola dela de qualquer jeito – a líbero do Rio de Janeiro se gabou, se posicionando no meio de quadra para esperar o saque. – Vem em mim!

– Pode deixar!

Eles mal perceberam que algumas pessoas paravam para olhar o início do jogo, obviamente reconhecendo Claudia, Juliana ou Sarah. A mulata observou atentamente a formação do time de Claudia e sorriu. Ela estava se postando no meio, tendo Manu e Lia nas pontas dianteiras e Sarah e Victor nas traseiras. Bem inteligente, considerando que Sarah era profissional e Victor provavelmente deveria saber jogar alguma coisa. E as meninas por não saberem tanto, estavam na frente para esperar a segunda bola.

– Sabe os princípios básicos, Manu? – Claudia não tirava os olhos da mulata lá da outra extremidade.

– O básico eu sei.

– Então o resto é mole – quando terminou de dizer, observou Ju jogar a bola para o alto.

Se tivesse sacado um pouquinho mais forte teria caído fora, mas mesmo assim Claudia estava nela. Ela recuou três passos e posicionou as pernas e braços para receber e passar para Lia ou Manu. Não sabia pra quem ela realmente passaria, mas teve a certeza quando os braços alvos inclinaram quase que imperceptivelmente para a esquerda e ela levantou para Manu, provavelmente testando-a logo de cara.

– Amor, pra mim. É só levantar pra cima de você e sair do meio – Sarah veio correndo do fundo.

Manu respirou fundo e fez o que ela pediu, levantando a bola com um pouco de dificuldade para o alto, mas mesmo assim no tempo exato. Ambas estavam do lado esquerdo da quadra. A ruiva chegou dois segundos depois e pulou ao lado da fotógrafa. O pulo foi tão alto que os joelhos dela por pouco não chegaram à altura de seus ombros.

No meio seguinte que teve antes de cortar a bola, Sarah visualizou o outro lado da rede. Juliana estava voltando do fundo e David estava no meio para dar cobertura para as meninas. Como era canhota sabia que tinha uma vantagem, então inclinou o corpo um pouco para o lato e cortou na diagonal pro lado esquerdo deles, fugindo de David para cair entre Clara, que estava na frente, e Nanda. Foi tão rápido que, antes de Nanda se esticar toda e conseguir tocar nela, Sarah ainda não tinha aterrissado. Felizmente a bola bateu na mão da índia e espirrou pra longe.

– Boa jogada, amor – Sarah deu um selinho demorado na loira como recompensa.

– Gente, é tão estranho ver vocês duas se beijando – Lia fez uma careta. – Preferia quando vocês não estavam juntas.

– Credo, garota – chutou areia para o lado direito, onde a japonesa estava. –Assim você não pode nos alfinetar, não é?

– Exatamente – Ela suspirou e pediu a bola para Nanda, indo para o fundo de quadra logo após.

Diferente do saque rasante de Ju, Lia jogou a bola para o outro lado do jeito mais simples possível, fazendo a bola flutuar na direção de Clara, a única inexperiente do grupo. Infelizmente David a cobriu e ajeitou para Mari, que não pensou duas vezes e levantou para a mulata, que agora tinha seus cabelos cacheados preso num coque. Ela cortou covardemente em cima de Manu, deixando-a sem reação e completamente assustada, porém foi Victor quem a cobriu agora, ajeitando pra Lia, que não pensou duas vezes e jogou de segunda para o outro lado, consequentemente marcando o segundo ponto do time da líbero de cabelos negros.

– O time de vocês ta forte demais – Clara reclamou e fez beicinho, mas logo sorriu quando sua mulher lançou-lhe um selinho no ar. Ela era apaixonante.

– Tempo aqui – David pediu e virou de costas para seus adversários, chamando seu time para mais perto. – Nós temos um bom time nas mãos, só precisamos administrá-lo melhor – todas prestavam atenção como se aquela fosse a final de um campeonato muito importante. Com certeza David era filho de um técnico, tinha toda a lábia de um. – Vamos fazer o seguinte: Vamos alternar os cortes entre Ju, Nanda e eu. Clara, você e Mari serão responsáveis pelo levantamento. Sempre alterarão para quem jogar, nunca o farão para a mesma pessoa, entenderam? – As duas loiras do grupo assentiram. – O esquema de defesa será o mesmo que o de ataque. Além disso, teremos que cobrir as duas aqui. Estamos entendidos?

– Estamos – elas disseram em uníssono.

– Agora vamos voltar.

Mais uma vez Lia sacou para o outro lado, agora com mais força do que da primeira vez. Tinha mirado em cima de Mari, porém Juliana a cobriu e passou com maestria para a loira de cabelos ondulados, que levantou para David. Ele estourou o braço na bola com força total, sem dor nem piedade, para cima da líbero do Rio de Janeiro. Há muito tempo queria enfrentá-la frente a frente de novo, mas nunca mais teve uma oportunidade. Manu olhou assustada com a brutalidade do menino, mas Claudia firmou o corpo e deixou a bola explodir em seus braços e subir. A pancada foi tão forte que a morena caiu de bunda na areia e observou o restante da jogada. Manu levantou para Sarah, que novamente cortou forte para o outro lado.

Diferente da primeira jogada, Nanda conseguiu pegar sua bola, cobrindo Clara dessa vez. Com perfeição, a esfera foi parar nas mãos da médica, que levantou sem dificuldades para Juliana. A mulata não esperou duas vezes para cortar com toda sua força, mas Claudia estava nela de novo. Não era a toa que aquela morena tinha tomado o lugar da melhor líbero do mundo na Seleção Brasileira. Ela não deixava nem uma bola escapar e quando escapava era por um triz. Dessa vez, a bola final foi parar nas mãos de Victor, mas sua jogada acabou indo para fora.

Era isso que David queria: Induzi-los ao erro. E foi o que aconteceu. A partida correu disputadíssima. O time de Juliana cobria todas as bolas que iam para cima das duas loiras e o time de Claudia estava perfeito tanto no ataque quanto na defesa. A garota de cabelos negros e olhos azuis era quase uma muralha e, se seu time tivesse uma levantadora um pouco melhor, Sarah marcaria todos os pontos. Era impressionante o grau de técnica que a ruiva tinha. Não importava o lugar que ela saltava, a bola se encaixava perfeitamente em sua mão e voava como um foguete para a quadra adversária. Parecia que, sempre um segundo antes de acertar a bola, os olhos verdes passeavam pela quadra e analisava qual seria o local ideal para metê-la. Sarah marcou 95% dos pontos de seu time e ganharam depois de um rali de quase dois minutos. Foi por pouco que o time de Juliana não ganhou.

– Você quem deveria ser o nosso técnico – Sarah reconheceu e sorriu ofegante, apertando a mão do garoto de cabelos negros e arrepiados.

– Que isso, meu pai é sem dúvidas bem melhor do que eu nessas coisas. Meu negocio é futebol – ele riu sem graça e Sarah notou o azul de seus olhos cintilarem. – Vou comprar água para gente.

– Eu vou com você – Victor correu atrás dele, vestindo seu short branco com flores azuis. David estava de sunga preta e ambos estavam com os ombros muito brancos por causa do protetor solar.

– Fiquei impressionada com a força de vocês – a fotógrafa disse, embora estivesse sorrindo. Sarah a abraçou. – Você jogou muito bem, amor.

– Você que foi um arraso. E ainda tava dizendo que não sabia jogar – beijou-lhe o pescoço e sorriu ao notá-la se arrepiar.

– Ei, vamos parar com o gruda-gruda? Que coisa – Lia fez questão de ir até lá e separá-las. – Deixa para se comerem em casa, ok?

– Eu acho que a Lia ta com ciúmes – Mari reparou e gargalhou quando ela fez um gesto obsceno com o dedo do meio.

Elas riram, um pouco coradas, mas assentiram. Não antes de Manu dar um selinho demorado nos lábios do amor da sua vida. E então passaram o restante do dia curtindo o sol e a água. Mariana tentou mais uma vez ensinar sua namorada a surfar e todos riam toda vez que ela tomava um caldo. Sarah e Juliana ficaram treinando saques e Claudia aproveitou para também treinar sua defesa. Ainda foram para o arpoador assistirem o famoso por do sol, como sempre faziam quando todos tinham tempo. Era como um ritual só deles.

E assim uma semana passou. Manu voltou para o trabalho e Sarah estava contando os dias para voltar finalmente a treinar. A loira saía todo dia de manhã, com suas roupas estilosas, mostrando-se uma mulher completamente diferente dos cincos dias que haviam passado na cidadezinha do interior. Ao invés de chinelos, AllStar branco ocupava os pés da loira. Calças jeans ou legging acompanhavam as camisetas básicas e os casacos abertos por cima. Agora sempre de maquiagem forte e os óculos de grau foram obrigados a sair da gaveta.

Não era difícil exercer a sua profissão. Tudo que precisava era tirar fotos, selecionar as melhores e entregá-las para que o designer pudesse editá-la. Aí sim elas iriam para a mão de sua gerente e ela faria o que bem entendesse com elas. Não era responsável por escrever colunas nem elaborar nada para a revista. Então, entre todos os outros funcionários, seu trabalho era no mínimo o mais fácil.

Naquele momento estava sentada em sua mesa, de frente para o computador. Havia tirado o AllStar dos pés para ficar mais confortável enquanto analisava as fotos que havia tirado mais cedo de uma atriz da emissora Globo. Bateram um papo bacana enquanto seguiam a sessão de fotos. Ela era super simpática, o que deixava seu trabalho ainda mais fácil de ser realizado. Portando, depois que ela foi embora, o tédio a atingiu tão profundamente que sentia vontade de entregar todas as imagens sem nem mesmo olhá-las. Mas ficou ali até o final, passando as fotos e separando as melhores em uma pasta do pen drive da empresa.

Talvez seu tédio estivesse relacionado a uma certa mulher de cabelos ruivos. Não a via desde ontem e não conseguia mais prestar atenção em quase nada. A semana que passaram foi simplesmente perfeita. Sarah fazia o possível para agradá-la e constantemente as meninas brincavam dizendo que desse jeito seria difícil desgrudá-las. Mas não queria ficar um segundo sequer longe dela. Jantaram juntas duas vezes e caminharam pela praia, conversando sobre trivialidades e às vezes debatendo sobre assuntos sérios, que Manu sempre se saía por cima. Em três das noites, elas dormiram juntas e Sarah a levou e buscou no trabalho. Infelizmente ontem ela teve que voltar para casa e ajeitar as coisas para o inicio dos treinos.

Diferente dos outros dias, ela não estava do lado de fora a esperando. Suspirou e foi para seu carro, que estava estacionado ali por perto. Entrou e jogou a bolsa no banco de trás. Antes de dar a partida, ligou o som e programou para seu pen drive tocar as músicas aleatoriamente.

Se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você, você vai fugir a pé?

Manu sorria quando passou a marcha, saindo da vaga e seguindo para o transito caótico de final de tarde.

E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz, você vai pro lado oposto ao que eu estiver?

Enquanto a música seguia, a loira acompanhava com os lábios, dando risadas da letra de Clarice Falcão e se sentindo leve por causa do som suave do violão que a cantora tocava juntamente enquanto cantava.

E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar, você vai pra um chalé em Macaé? Eu queria tanto que você não fugisse de mim, mas se fosse eu, eu fugia.

A música terminou e ela colocou para repetir, totalmente viciada na melodia e na voz da cantora. A todo instante, Sarah ocupava seus pensamentos. Era impossível não pensar em como ela era linda e em como estava perdidamente apaixonada por ela.

E se eu mostrar o cianureto que eu comprei pra gente se matar, você mandaria me prender ao amanhecer? Eu queria tanto que você não fugisse de mim, mas se fosse eu... eu fugia.

Ainda rindo, ela estacionou o carro na garagem e subiu cantarolando feliz. Batia levemente o pé no chão, balançando a cabeça, ao passo que esperava as portas do elevador se abrirem. E foi balançando o corpo que abriu a porta e se deparou com uma ruiva linda sentada no sofá, assistindo televisão. Seu coração acelerou automaticamente, reagindo só ao fato de vê-la ali. Quando os olhos dela encontraram os seus, sentiu o ar fugir de seus pulmões e tudo que pode fazer foi correr e beijá-la, como se fizesse anos que não se vissem.

– Eu estava com saudades – Sarah a abraçou apertado e sorriu abertamente ao ver os olhos azul perolado brilharem. – Trouxe uma coisa pra você.

– O quê? – Indagou, não escondendo sua curiosidade.

– Aqui – ofereceu uma rosa para a loira e, assim que ela a pegou, abraçou-a novamente. – Uma flor para uma flor.

– Que linda, meu amor – Manu cheirou a rosa e levantou os olhos para olhá-la. Aqueles verdes tão intensos deixavam a cada vez mais encantada.

Droga, não tinha como ficar ainda mais apaixonada por ela.

Continua...

Notas finais
E então, o que acharam da volta delas a cidade? Eu vou sentir falta daquela galera da roça. Eles são muito legais e são bem mais fáceis de escrever que esse povo louco aí. Mas senti falta deles também. Bom, quinta a noite eu trago o próximo, ta bom? Beijos, meus amores.