Fotografias
9 Buquê de Rosas
Notas iniciais
– Você tá falando sério? – Clara indagou, ainda não disfarçando sua surpresa.
– Estou – os olhos verdes a olharam culpados, como se quisesse se desculpar por ter sido tão cabeça dura durante todo o tempo que soube da verdade. – Vocês me permitem isso?
– Isso era tudo o que eu mais queria – Claudia se aproximou, mas nem ao menos notou que a música de fundo havia parado. Para ela, apenas existia ali seu pai e sua futura mulher. Tudo o que haviam planejado havia sido interrompido, mas por uma ótima causa. Seu pai estava ali, dizendo que as levaria até o altar. – Você está tão lindo nessa roupa.
– Vocês que estão maravilhosas – ele beijou a bochecha dela devagar e se afastou para olhá-la melhor. – Não me arrependo nem um pouco de ter aparecido aqui. Eu te amo tanto, filha – e a abraçou apertado, mal se importando com a presença dos restantes.
– Eu também te amo, pai – Claudia sentiu as lágrimas tentarem escapar de seus olhos e respirou fundo para que isso não acontecesse. Não era hora de chorar ainda, borraria toda a maquiagem que levou horas para ficar pronta.
– Tudo bem pra você também? – Eric se virou para Clara, um pouco preocupado com a resposta. Ela não havia sido criada por ele, então entenderia qualquer decisão que fosse tomada por ela.
– Fico feliz que você tenha vindo – a loira sorriu pela primeira vez e pegou na mão dele, beijando as costas dela logo em seguida. – Seu reconhecimento é muito importante para nós. Não queremos que o senhor aceite ou presencie qualquer coisa vinda da gente. Apenas não queremos que se afaste, até porque foi o senhor que criou a Claudia.
– Posso te dar um abraço?
– Claro que pode – Clara se aproximou e o abraçou pela primeira vez na vida.
Não sabia o que sentiu de verdade na hora, mas o corpo dele era tão quente e acolhedor que sentiu vontade de ficar nos braços dele por horas. Então aquele era o calor de um pai? Nunca havia tido isso na vida e não sabia mesmo o que significada. Sua mãe sempre teve namorados e até morou com um cara quando era adolescente, porém não haviam se dado tão bem quanto ela desejava. Muitas das vezes fugiu para casa do Victor e passou dias sem aparecer. Não queria chegar e se encontrar com ele fingindo ser alguém que não era, alguém que não tinha e sabia que nunca teria. Um pai. Foi justamente por esse motivo que havia furado a língua, feito tatuagens, deixado de se comunicar com a família de sua mãe e simplesmente viver para si mesma e para os poucos amigos que tinha.
Mas aquele cara arrumadinho, com diversos fios grisalhos misturados com o dourado que ela própria tinha na cabeça, ali e agora, a fez sentir coisas que nunca havia sentido. Não precisava ter passado dia após dia, semana após semana, ano após ano com ele para sentir que o amor dele era tão verdadeiro quanto o de Claudia. Ter o apoio da família era tudo que precisavam.
– Então fiéis, vamos começar? – David se pronunciou, juntando as mãos na frente do corpo. Foi só aí que todos lembraram que ele estava vestido de padre, então as gargalhadas voltaram a tomar conta do local.
– Você está incorporado mesmo, ein? – Victor brincou e ele mostrou a língua como resposta.
– Padre David – Manu chegou próximo da mesa dele e o olhou, sorrindo travessa. – Daqui a pouco eu quero me confessar com você, ta bom?
– Meu Deus, a Manuela Martins está ficando saidinha demais – o padre brincou, mas não se limitou a piscar para ela.
– E você está ficando cada vez mais gay! – Lia gritou para ele e todas riram. – Quem não entraria num confessionário com essa mulher, gente?
– A Sarah – Nanda respondeu, colocando fogo, e as duas a fuzilaram com os olhos.
Então depois das brincadeiras a cerimônia seguiu adiante. Entre as cadeiras um tapete vermelho levava da porta principal ao altar. Eric deu os braços para as duas garotas, uma de cada lado. Era até engraçado estar ali com elas, mas o que não faria pelas duas únicas coisas que tinha de mais precioso na vida? Ninguém iria realmente querer isso para seus filhos, mas virar as costas para eles não era a melhor solução.
Clara e Claudia estavam lindas demais, tão lindas quanto Clarisse estava no dia em que se casaram. A morena parecia mesmo muito com a mãe, mas apenas na fisionomia. O resto havia puxado ao pai. Tudo estava lindo e maravilhoso, não imaginava que elas chegariam tão longe apenas com a presença dos amigos maravilhosos que tinham.
A única coisa que Claudia queria naquele momento era ajoelhar, fechar os olhos e agradecer a Deus pela força que Ele lhe deu para conseguir superar suas dificuldades. Agradecer aos amigos por acreditarem no amor das duas e por estarem sempre presentes. Seu coração parecia que ia saltar do peito a qualquer momento. Seu pai estava ali, entre si e sua mulher, levando ambas ao altar. Onde em um milhão de anos da Manu isso iria acontecer? Aquele sem dúvidas estava sendo o momento mais feliz da sua vida.
Quando chegaram diante a mesa do padre, Eric olhou para David e mordeu os lábios para não rir.
– Isso era pra ser um casamento sério? – Ele perguntou. – Você está uma gracinha, padre David.
– Silêncio, fiel. Vamos dar inicio a cerimônia – algumas risadinhas ao fundo o fez semicerrar os olhos claros. – Vamos começar – ele pegou um cálice de prata sobre a mesa e, antes de oferecer para as meninas, esperou Eric beijá-las e se afastar. – Bebam essa água, minhas filhas, ela será a sustentação do primeiro passo de vocês.
– Isso é Coca-Cola? – Clara perguntou ao beber um gole.
– Não, minha criança, isso é a água da vida – ele respondeu de um jeito sereno, novamente com as mãos unidas na frente do corpo. Enquanto gravava, Victor soltou uma gargalhada alta e automaticamente arrancou risos do demais. – Continuando a cerimônia. Deixa eu dizer uma coisa primeiramente – ele olhou para todos. – Não sei porcaria nenhuma de texto e não nasci para ser padre, então vai ser do meu jeito. Alguém é contra?
– Que padre violento – Manu reclamou e aproveitou para bater mais uma foto das meninas. Ela, logicamente, que estava responsável por aquela parte.
– Não? Ninguém? – Como todos ficaram em silêncio, apenas rindo, ele continuou: — Minhas crianças, é de livre e espontânea vontade que vocês desejam se casar?
– Sim – as duas responderam juntas, dando as mãos logo após. O coração de ambas estava prestes a saltar pela boca.
– Clara Mendes, você aceita Claudia Lacerda como sua legitima esposa, amá-la e respeitá-la na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte as separem? – Ele indagou calmamente, enquanto colocava o cálice prateado ao lado do enorme livro e acendia duas velas.
Clara olhou para a morena e sentiu seus olhos arderem. Aquele era o momento por qual sempre esperou. Sentia seu coração martelar contra o peito. Haviam passado por tantas dificuldades e agora estavam ali, casando. Todos seus amigos apoiando e dando força sempre. A mão da sua mulher apertava a sua com força. Ela estava tremendo. Queria dizer tudo que estava entalado para ela, queria beijá-la, dizer que era o amor de sua vida.
– Sim, aceito – respondeu com a voz embargada. Estava se segurando para não chorar.
– Claudia Lacerda, você aceita Clara Mendes como sua legitima esposa, amá-la e respeitá-la na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte as separem?
– Sim – foi direto ao ponto, virando-se para a loira mais linda do mundo.
Manuela bateu mais um monte de fotos e virou para a porta principal, de onde Gugu vinha caminhando devagar pelo tapete vermelho até o altar. Ele parou diante das noivas e a fotógrafa tirou mais fotos. Seu afilhado estava lindo demais. Elas esperaram, sem entender, e ele colocou a mãozinha no pequenino bolso da calça social e tirou uma caixinha aveludada de lá, oferecendo para elas logo em seguida.
– Meu Deus, que lindo – Claudia se ajoelhou e o beijou, pegando a caixinha da mão dele. – Você é o bebe mais lindo do mundo, meu amor.
– To fome, tia – ele disse do jeito que conseguiu e todos gargalharam.
– A gente já está terminando, meu anjo – Clara também o beijou e esperou Mari o levar para tirar as alianças de dentro, oferecendo uma delas para a morena.
Enquanto elas faziam seus votos, Manu continuou tirando fotos. Elas estavam maravilhosas. Vez ou outra tirava foto da galera e encontrava os olhos da ruiva em si. Ainda não se conformava por ela estar tão linda naquele vestido verde. Queria sair dali e levá-la para o tal confessionário que havia citado para David. Enquanto ela se distraia, tirava algumas fotos dela. Vez ou outra Lia a olhava com aquele olhar de sempre. Essa menina era possuída, só podia ser isso.
– Gente, isso é muito esquisito de dizer, mas eu as declaro mulher e mulher – alguns riram com as palavras do padre. – A noiva pode beijar a noiva – Claudia se aproximou e deu um selinho discreto nos lábios da loira. Sabia que esperavam mais que aquilo, mas seu pai estava ali e queria respeitá-lo acima de tudo.
– Nós queríamos agradecer a todos os...
– Pode parando aí – Lia se levantou e caminhou até elas. – E a parte do “se alguém tem algo contra esse casamento que fale agora ou cale-se para sempre”?
– Garota, sai daqui. Você nem foi convidada – David jogou uma bolinha de papel nela.
– E quem é a madrinha nessa bagaça? – Juliana indagou, semicerrando os olhos. Isso não havia sido decidido e ninguém lembrou.
– Se vocês calarem a boca um minuto – Clara disse e riu quando imediatamente todos ficaram quietos. – Pode falar, amor.
– Então, queríamos agradecer a todos pela presença – sorriu um pouco sem jeito, mas seus olhos ainda continuavam marejados e sua mão não soltava a dela um só segundo. – Nós combinamos que cada uma teria quatro padrinhos e falaríamos deles. Primeiro queria agradecer a Juliana. Lia, cala a boca e me deixa falar – disse quando viu que ela ia se intrometer. – Ju, quero que saiba que você foi muito importante em cada momento que vivi desde a minha adolescência. Nós começamos juntas no vôlei e estamos juntas até hoje, jogando agora na seleção brasileira e no melhor time do Brasil. Você foi linda em todos os momentos que tivemos, até quando brigamos e ficamos sem nos falar durante semanas. Obrigada por ser tão perfeita – as lágrimas escorriam lentamente de seus olhos.
Seu coração se acalmou um pouco quando a mulata levantou do banco e foi até ela para lhe dar um abraço apertado. Claudia tentava segurar as lágrimas, mas era praticamente impossível àquela altura. Sua amiga apertava seu corpo com firmeza e depositou um beijo demorado na bochecha molhadas pelas lágrimas.
– Gente, essa daqui é a irmã pela qual eu sempre procurei. Ela mais que ninguém merece ser muito feliz. Nós nos conhecemos no vôlei, quando tínhamos 13 anos. Depois de algum tempo, ela saiu e ficou um ano sem jogar, mas eu esperei por ela. Eu tinha esperança que a baixinha de olhos azuis ia ser a melhor libero de todos os tempos e ela está começando a provar isso para todos que duvidaram. Eu estou imensamente feliz por vocês duas e quero que saibam que podem contar comigo para o que der e vier – a mulata abraçou Clara apertado e depois beijou as duas. – Obrigada vocês por me fazerem sentir tão especial.
Enquanto ela voltava para seu lugar, todos aplaudiram.
– Agora é a minha vez – Clara deu um passo para frente e olhou para todos. Ninguém sabia quem era padrinho de quem. – Victor – ele se assustou e quase deixou a filmadora cair.
– Eu?
– Sim, você – ela sorriu gentilmente. – Você foi o cara que sempre esteve comigo. De todos presentes aqui, você foi o primeiro que conheci. Nos conhecemos numa pracinha perto da minha casa, lembra? Nós éramos tão pequenos, mal sabíamos o que a vida nos esperava. – Victor a olhava sem parar e agora quem gravava era uma das meninas do time do Flamengo. – Em algum momento eu havia percebido que você era apaixonado por mim – todos arregalaram os olhos, inclusive ele. – Você acharia mesmo que eu não ia perceber? E como hoje é um dia para falarmos tudo para começarmos uma nova etapa, eu confesso que também fui apaixonada por você – Claudia permanecia em silêncio e todos estavam muito impressionados com o discurso. Grossas lágrimas escorriam por seu rosto, seu coração estava batendo como nunca. – Eu fui muito burra e infantil por deixar esse sentimento apagar antes de saber que você sentia o mesmo. Você era meu melhor amigo e meu alicerce, estava com muito medo de perder você para sempre. Ter você na minha vida todos esses anos só mostrou o quão nós somos unidos. Você foi minha família em muitos momentos, você foi meu ombro amigo quando minha mãe se casou com um cara que eu odiava, você foi meu melhor amigo, você foi tudo pra mim. Não, você é tudo para mim. Eu sei que se estivesse com você, não estaria casando hoje, pois você é o melhor partido que uma mulher pode ter. Eu desejo que você seja tão feliz tanto eu estou sendo agora – enquanto ela ia dizendo, ele ia se aproximando. – Eu desejo que...
– Não precisa dizer mais nada – ele a interrompeu. Depois de um suspiro a abraçou apertado. – Você é minha irmã caçula e eu te amo demais.
– Gente, que lindo isso. Eu vou chorar – Mari fungou e se encostou em Nanda, que os olhava sorrindo.
– Eu também te amo, preto – respondeu ao receber um beijo na testa.
– Cuide bem da minha irmã – ele disse para Claudia e a abraçou. – Você merece tanto quanto ela a felicidade.
– Obrigada, Vitinho – Claudia o abraçou com carinho e também recebeu o beijo na testa que ele havia dado na loira.
Depois dos aplausos e de todos recuperarem o fôlego, Claudia respirou fundo duas vezes e pegou o cálice de cima da mesa do padre, bebendo toda a Coca que estava ali dentro. Mesmo com toda a emoção que estava sentindo, Clara estava ali lhe dando forças.
– Eu vou falar dos outros três todos de uma vez, se não vamos ficar aqui até amanha. Lia, tivemos inúmeras desavenças depois do Ensino Médio, mas eu não poderia estar mais feliz no dia em que você voltou para minha vida. Você atrapalhou muito no inicio – piscou para ela e riu, deixando mais lágrimas escorrerem. – E depois me ajudou tanto que eu acho que sem você eu não estaria aqui. E tem mais uma coisa, obrigada por ter conversado com meu pai. Os íntimos sabem o quanto isso era importante para mim.
– Gente, para vocês que não sabem, o pai da Claudia era casado com a mãe da Clara há anos e poderia dizer que se eles fossem casados até hoje elas seriam irmãs de criação. Por isso ele disse que queria levar as filhas ao altar, pois ele as viu crescer – Lia a interrompeu por alguns segundos, mentindo descaradamente na frente de todos.
– Obrigada por tudo, Lia, por ser minha amiga em qualquer momento. Por arriscar sua felicidade com a Juliana para acobertar meus problemas. Obrigada por ser quem você é. Louca, linda, amiga fiel, você – respirou fundo e, quando ela ia levantar da cadeira, fez um gesto para que ela esperasse. – Sarah, você nunca foi totalmente próxima de nós e sabemos que isso era de você. Eu sei que você é uma pessoa maravilhosa e o seu apoio foi muito essencial para a minha vida e a da Clara. Eu não preciso dizer coisas que você já sabe, mas quero apenas que você saiba que nós somos sim seus amigos e qualquer coisa que você precisar estaremos aqui. Qualquer coisa... – respirou fundo e virou para o padre. – Você quase estragou meu namoro antes mesmo de ele começar. Você é um idiota – as palavras saíram doces dos lábios que sorriam tristes. – Mas ainda assim você foi aquele que me ajudou a treinar e subir profissionalmente. Você foi aquele que me fez crescer espiritualmente. Eu te amo tanto que nem consigo explicar – deu a volta na mesa e o abraçou apertado, mas logo Sarah e Lia a abraçaram também.
– Para terminar, eu queria agradecer aos meus três outros padrinhos – Clara disse assim que os aplausos cessaram. – Primeiro a Mari e a Nanda. Elas apareceram na nossa vida praticamente na mesma época. Mari numa briga de trânsito com a Lia e a Nanda numa viagem da empresa da Lia para Paraty. Eu tenho muito o que agradecer a elas. Mari foi quem fez os primeiros socorros quando eu fui atropelada e sem ela eu não estaria viva hoje. Nanda sempre nos deu apoio. E Manu chegou por último, mas chegou tomando o coração de todos tão rápido que até hoje eu não sei o que ela fez. Ela tem um dom único e quem conseguir amarrar essa mulher, eu aconselho que não a solte jamais. É um diamante bruto – Clara olhava diretamente para Sarah enquanto dizia as últimas palavras. Quando notou que elas estavam se levantando, se antecipou. – Eu vou até vocês.
Clara se aproximou e abraçou uma por uma, todos demoradamente, sem conter as lágrimas que teimosamente lhe escorriam o rosto. Aquele estava sendo o melhor momento da sua vida.
Depois de mais alguns minutos abraçando e agradecendo a todos, eles subiram para o andar de cima. Por último subiram Claudia e Clara e a galera jogou arroz e pétalas de rosas nelas. Não tinham visto como estava ou como iria ficar aquela parte do casamento e estavam muito impressionadas com o que as garotas fizeram. Num canto tinha um bar improvisado com uma bargirl esperando para fazer as bebidas que a galera pedisse. Àquela altura David já tinha se livrado da túnica e se mostrava impecável no terno que estava por baixo. Do outro lado o DJ só estava esperando a galera para lançar seu som.
– Antes de começar a festa, as noivas tem que jogar o buquê – Lia disse e todo mundo gritou como resposta.
– Toma – Juliana entregou um ramo de rosas brancas para Clara e um de violetas para Claudia.
– É um – disseram ambas ao virarem de costas para elas. – É dois – ameaçaram e riram. Não conseguiam explicar o quão estavam felizes. – É três!
E jogaram. O primeiro, de violetas, caiu nas mãos de David. As meninas reclamaram, dizendo que isso era apenas para as garotas, mas o moreno se recusou a devolver as flores. Ele fez uma dancinha, comemorando o recente titulo de próximo a se casar e mostrou a língua para as desesperadas. As meninas apenas reviraram os olhos e procuraram pelo buquê que Claudia tinha jogado. Não estava na mão de ninguém, ele havia caído no chão, bem próximo ao bar.
Uma garota alta, de cabelos castanhos e cacheados, contornou o bar e pegou as flores do chão. Todos olhavam para ela, esperando que entregasse para que Clara ela pudesse jogar outra vez. Só que não foi isso que ela fiz. Os olhos da garota eram da cor dos cabelos e ela usava um short curto acompanhado de uma blusa colada e salto alto. Victor quase babou em cima dela quando ela se aproximou de Manu e lhe ofereceu o buquê.
– Acho que para uma garota tão linda, flores devem ser entregues desse jeito – piscou para ela, virou e voltou para o bar.
Sarah, assim como todos os outros, olhava embasbacada para a cena que havia acabado de acontecer. A ruiva bufou e caminhou até onde o DJ estava. Que começasse logo aquela festa, pois estava louca para ir para casa.
Continua...
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