Fotografias

8 Bença Padre


Notas iniciais
Ei, gente, desculpe a demora. Dei uma empacada nesse capítulo, mas espero que vocês gostem. Quero dedicar esse capítulo para a Ale. Ela fez aniversario esses dias. Quero que saiba que te amo demais sz Feliz aniversário mega atrasado.

O dia estava ensolarado e a sensação térmica era capaz de derreter um cubo de gelo em menos de um minuto, mas ainda assim a casa de Mari e Nanda estava muito movimentada. Um cabeleireiro e uma maquiadora estavam deixando Clara ainda mais linda do que ela já era. A loira de cabelos enrolados ainda estava vestida num roupão e Manu conseguia sentir o nervosismo dela de longe. Quem não estaria nervoso no dia de seu próprio casamento? Manu pensou se fosse seu casamento, ela estaria agora num ataque de nervos e a todo instante tentaria ligar para ter certeza se seu noivo já estava na igreja ou se estaria a caminho.

Um noivo, pensou ela com um sorriso triste nos lábios. Estava longe de ter um noivo naquele momento. Tudo que tinha era uma paixão aguda por uma garota de cabelos ruivos lisos com leves ondulações nas pontas. Uma completa idiota de sardas no rosto. Sua melhor amiga.

Mari tentava a todo custo fazer com que Gustavo ficasse quieto para ajeitar a pequenina gravata borboleta em seu pescoço. Ele estava um verdadeiro galã de novela das nove. O cabelinho loiro estava bem penteado para o lado e ele estava vestido com um minúsculo terno preto. Os sapatinhos sociais pareciam feitos para bonecas de tão pequeninos. Manu sentiu vontade de enchê-lo de beijos de tão lindo que estava. A mãe dele estava com um longo vestido azul bebê e os cabelos loiro-escuros estavam presos num coque sofisticado, deixando apenas alguns fios soltos sobre os olhos cor-de-mel.

– Nós já estamos indo, ta? – Mari se levantou e pegou seu filho no colo. – Se eu ficar mais um segundo tenho certeza que o Gugu vai se sujar todo.

– Quem vai me ajudar a colocar o vestido? – A noiva choramingou, olhando para a médica pelo espelho, enquanto o rapaz soltava laquê em seu cabelo. A maquiagem já estava pronta e o cabelo também. – Eu não vou conseguir sozinha.

– Nanda e eu vamos ficar com você – Manu se aproximou para ter certeza de que tudo estava devidamente no lugar. Os cabelos ondulados estavam presos num penteado perfeito e a maquiagem estava magnífica. – Você está linda demais!

– Linda vai ficar você quando se casar com a Sarah – ela resolveu implicar um pouco, mas para sua surpresa Manu não ficou vermelha como de costume. – O que aconteceu?

– Não estou falando com ela tem uns três dias – explicou a fotógrafa, suspirando logo em seguida. Somente Mariana sabia de toda a situação. Precisava muito contar para alguém e a médica foi a primeira pessoa que veio em sua mente.

– Como assim?! Por que, gente?

– É uma história longa, depois eu conto. Agora você precisa entrar naquele vestido porque eu ainda tenho que entrar no meu – ao terminar de dizer, Manuela pegou o cabide protegido por um plástico preto e abriu o zíper, revelando um vestido todo branco.

Já que Nanda já estava pronta, ela ajudou a noiva a terminar de se vestir enquanto Manu se arrumava. O vestido ia até pouco acima dos joelhos e era de um tecido leve, mas forrado com uma renda espaçosa e elegante. No lado direito tinha um corte pequeno e moderado, que apenas estava ali para facilitar o movimento de quem vestia a peça. Para completar o look, a loira colocou uma sandália de salto alto da cor do vestido, pulseiras, brincos e um colar prateados. Clara estava incrivelmente linda, a índia concluiu com um sorriso terno nos lábios, já imaginando como Claudia estaria. Ninguém sabia, a não ser as meninas que a estavam ajudando. Estava mega curiosa para vê-la.

A militar vestia sua farda mais elegante da Marinha. A saia e o paletó haviam sido perfeitamente passados por Mariana horas antes. No peito havia diversos broches de conquistas e méritos da Oficial das forças armadas. Os sapatos sociais também eram brancos e por pouco não a confundiriam com as noivas. Iria com roupas normais, mas Mari havia insistido tanto que acabou cedendo ao que sua namorada queria.

– E então, como estou? – Clara perguntou, dando uma voltinha em seguida.

– Você está linda demais, Clara – Manu disse, também já arrumada. – Confesso que estou curiosa para saber como sua mulher está.

– Nem me fale... estou muito nervosa!

– Se te serve de consolo, até eu estou – Nanda riu e desenroscou o cabelo solto do único brinco em formato de pena que usava.

– Vamos? – Manu ofereceu a mão para ela e do outro lado a índia fez o mesmo. – Estou louca para saber quem vai se atrasar. Elas ou a gente.

– Eu estou mais curiosa em saber qual das duas vai babar mais, você ou a Sarah – Clara sorriu de um jeito travesso e a loira apenas revirou os olhos.

– Jamais babaria por ela. Tudo que quero fazer é matá-la, só isso – Manu bufou enquanto esperava Nanda fechar a porta de seu apartamento.

– Matá-la de beijos, só se for – Nanda também implicou e saiu na frente dando risada.

(...)

– Gente, a Clara já deve estar lá! A gente está muito atrasada! – Claudia gritou da sala, totalmente nervosa.

– Calma, garota! Está marcado para as quatro da tarde e não para o meio dia. Sossega esse facho pelo amor de Deus – Juliana apoiou as mãos no ombro dela e a obrigou a sentar no sofá.

– Mas que merda! – Liane entrou na sala olhando para todos os lados.

– O que foi, amor? – Ju indagou, ainda forçando a garota de cabelos negros e olhos azuis a permanecer sentada no estofado.

– Eu ODEIO me arrumar na casa dos outros! Onde está meu batom? – Disse e saiu novamente do cômodo para o quarto da dona da casa. – Onde está, Sarah?

– Eu que vou saber? O batom é seu, baixinha – a ruiva devolveu, fazendo careta. Ela estava terminando de passar delineador nos olhos, realçando o verde perolado deles. Por um momento lembrou-se que estava morrendo de saudades da garota de cabelos loiros. Suspirou e depois sorriu ao ver Liane completamente desesperada atrás do seu batom vermelho.

– Eu quero meu batom!

– Garota, usa o meu, por amor a Cristo – Sarah mexeu em sua mochila e tirou o objeto de dentro, oferecendo a ela logo em seguida.

– Eu quero o meu e não o seu – cruzou os braços e franziu as sobrancelhas.

– Se você não pegar essa porcaria eu vou esfregar na sua cara e você vai igual uma palhaça – ao dizer, estendeu o braço mais uma vez.

– Tenta, ruiva – e se aproximou dela, fuzilando-a com os olhos.

– Dá pra vocês duas pararem de palhaçada? – Juliana apareceu no quarto, usando seu vestido cor de creme que ia um pouco abaixo dos joelhos, realçando suas curvas e contrastando sua pele mulata. – Lia, passa esse mesmo e Sarah, você já pode indo para o carro com a Claudia.

– Acabei de lembrar de uma coisa – Lia franziu o cenho e olhou para a garota de cabelos ruivos. – Você e a Manu estão brigadas? Já tem alguns dias que não vejo vocês duas juntas – ao indagar, a japonesa a notou desviar os olhos.

– Ela não quer falar comigo porque eu protegi o Júnior ao invés de ter ficado do lado dela – ela soltou tudo de uma vez e notou que elas a olhavam de olhos arregalados.

– Você é muito burra. Só você não percebeu que ela está na sua de verdade – todas viraram para a porta do cômodo e viram Claudia apoiada no batente.

Ela estava magnífica. O vestido que usava era obviamente branco, mas o design era diferente dos vestidos de noivas normais. Não era rendado, muito menos rodado. Ele era justo ao corpo e ia até os pés, com um longo corte na perna esquerda. O sapato fechado de salto também era branco e próximo ao busto do vestido algumas pedrinhas enfeitavam o local. O cabelo negro como um céu sem lua e sem estrelas estava solto e jogado para o lado, deixando-a ainda mais bela do que já estava. E a maquiagem estava na medida certa.

– Ela já me disse isso – Sarah sentiu o rosto esquentar de vergonha.

– ELA O QUÊ?! – As três perguntaram em uníssono.

– Ela disse que está apaixonada por mim... – Era difícil demais dizer essas palavras em voz alta. Seu coração batia acelerado ao se lembrar do resvalar dos lábios dela nos seus quando estavam na piscina no sábado depois do bloco.

– E o que você disse pra ela? – Lia indagou, desistindo do seu batom e resolvendo passar o da ruiva mesmo. – Disse que ia largar seu namorado pra ficar com ela, né?

– Eu não vou largar o Júnior e também não posso ficar com uma pessoa que não sou apaixonada – disse mais para convencer a si mesma do que a elas.

– Já falaram que você é uma idiota? – Juliana indagou, olhando-a um pouco irritada. Como alguém no mundo não ficaria com a Manu?

– Pior que já...

– Pois é, você é. E a maior de todas as idiotas – Claudia sorriu de lado e por um segundo se deu conta de que provavelmente deveria estar atrasada para o seu casamento. Então surtou. – Vamos logo, gente!

– Você está ficando possuída, garota – Lia a empurrou e sua namorada gargalhou. Sarah apenas a observava pensativa. – Por isso que eu sempre digo. Quem pensa não casa.

– Ah, é mesmo? – A mulata semicerrou os olhos e deu um tapa na cabeça dela.

– Estou brincando, amor. Quem casa pensa sim, pensa muito. Até porque né... – Ao terminar, correu do seu jeito mais perua possível, tentando não amassar o vestido vermelho que usava.

– Dá uma chance para a Manu – Claudia disse para a ruiva assim que Ju saiu correndo atrás da japonesa. – Você diz não estar apaixonada por ela, mas eu tenho certeza que alguma coisa você sente. Você não precisa dizer nada pra ela, apenas não dê preferência ao seu namorado. Acho que a Manu merece muito mais de você do que ele. É apenas um conselho de uma amiga – sorriu para ela e saiu do quarto, deixando-a sozinha.

(...)

O salão estava todo decorado em vermelho e branco, com rosas vermelhas enfeitando as cadeiras. A mesa do suposto padre estava enfeitada com velas e um enorme livro improvisado pelos amigos das noivas. Estava tudo perfeito. No salão de cima seria a festa e um DJ já os esperavam. Nas cadeiras Mari com Gustavo no colo e Victor esperava com uma filmadora na mão. Elas estavam demorando. Quando o rapaz de cabelos enrolados e olhos verdes ia se levantar para ligar para as meninas, avistou Clara chegar.

Ele, vestido no seu terno risca de giz preto, ajeitou a gravata da mesma cor e sorriu abertamente. Não sabia dizer quem era a mais bonita das três meninas. Manu estava estupidamente gata naquele vestido tomara-que-caia azul escuro e um salto que a deixava quase do seu tamanho. Se não tivesse plena certeza que a Sarah estava mesmo gostando daquela loira, já teria pedido para saírem juntos. Sabia que não tinha chance com nenhuma delas, mas tampouco se sentia deslocado por isso. Amava todas elas e faria de tudo por elas se isso fosse preciso.

E Nanda em sua farda da Marinha? Estava muito elegante e ainda mais linda do que já era. O cabelo dela estava solto e de apenas uma orelha pendia um brinco com uma enorme pena azul clara com detalhes em vermelho. Ela dizia que era pena de arara, um presente de seus pais.

Por ultimo, a noiva mais linda do mundo estava de mãos dadas com as duas. Parecia um pouco desapontada por ver que as outras ainda não tinham chegado. Aquele era um evento extremamente intimo e apenas pouquíssimas pessoas haviam sido convidadas. Em algumas cadeiras da direita estavam sentadas as meninas do time do Flamengo e duas do time do Rio de Janeiro. Mas a pessoa principal ainda não estava lá. Não precisava perguntar para saber que ela estava realmente preocupada. Victor conheceu Clara num parquinho que tinha próximo a sua casa. Ela sempre ia para lá depois da escola e eles brincavam junto com outras crianças. Aquele tempo era muito bom, pois ninguém tinha responsabilidades nem problemas para serem resolvidos.

Agora ela estava ali, casando com sua também amiga. Duas garotas que passaram por enormes dificuldades para estarem ali agora. Ver o sorriso da Clara daquela forma foi o mesmo que um presente que há muito tempo tinha esperado. Sabia que não era pra si, mas mesmo assim desejava-a vê-la feliz. Até porque ninguém nunca soube que um dia havia se apaixonado por aquela garota de rosto angelical. Eram adolescentes e tudo o que queria era ter aquela garota só para si, até ela começar a namorar com o garoto mais popular da escola. Tadeu, esse era o nome dele. Então nunca chegou de fato a se declarar para ela e com o tempo deixou de sentir o que de fato sentia. Até aparecer Claudia, que até tinha beijado no inicio, mas elas já estavam predestinadas. E estava muito feliz por elas, muito mesmo. Não poderia ter arrumado amigas melhores.

– Será que a Claudia vem? – Ela perguntou, se aproximando de Mari e de Victor. Abraçou o rapaz moreno e sorriu abertamente. Ele era seu melhor amigo.

– Claro que ela vem, aposto que ela está tão ansiosa quanto você – respondeu com um sorriso terno no rosto. – Você está maravilhosa – beijou a bochecha dela demoradamente e apertou os dedos finos com ambas as mãos. – Estou muito feliz por você.

– Eu sei que está – e o abraçou de novo.

– A Lia acabou de ligar dizendo que a Claudia está insuportável – Nanda disse, revirando os olhos. Todos riram. A índia foi até onde Mari estava e pegou Gustavo de seu colo.

– Vocês estão todas lindas, estou fincando apaixonado de novo –Victor brincou, colocando a mão peito.

– Para de besteira, menino – Manu o empurrou de leve e depois se escorou nele. – Será que elas vão demorar muito?

– Quer ver a Sarah tanto assim? – Ele a cutucou, obrigando-a a desviar os olhos.

– Não. Quero logo ir pra festa e beber todas – piscou para ele e lhe deu um beijo na bochecha.

– Ihhhh, mais tarde tem! – Lia entrou na igreja com seu vestido vermelho justo e salto preto.

– Lia, cala essa boca – Manu se defendeu e semicerrou os olhos. Ia falar alguma coisa a mais, mas Sarah apareceu com Juliana logo depois.

Ela estava estupidamente perfeita. Sentiu vontade de bater nela nessa hora. Seu coração acelerou automaticamente e não saberia como reagir se ela viesse falar consigo. Não queria falar com ela. Pensava que ela viria com o vestido vermelho claro que tinha comprado no sábado que saíram juntas, mas ela estava com um verde-água, que combinada deliciosamente com seus olhos perolados. Ela usava sandália de salto baixo para não ficar muito mais alta que as meninas e Manu jurava que agora estava do tamanho dela, mas não chegaria próximo o bastante para ter certeza. Estava até se saindo bem, até os olhos dela encontrarem os seus. Os cabelos da cor do fogo estavam soltos e jogados para o lado, agora totalmente lisos. Aquelas pontas onduladas que tanto adorava não estavam mais ali, mas ainda assim ela estava um absurdo de tão linda.

– E então, vamos fazer logo isso? – Juliana interrompeu o clima, fingindo que não tinha percebido nada.

Manu desviou os olhos e suprimiu um suspiro. Queria matá-la e beijá-la ao mesmo tempo. Deus poderia ter sido mais justo com ela, não? Colocar uma mulher tão linda assim na sua vida e ainda por cima tão idiota e burra. Mas ainda assim sentia TANTA falta dela que chegava a ser sufocante.

– Claro – Sarah disfarçadamente suspirou e virou de costas para olhar alguma coisa. –Vamos fazer do jeito que combinamos. As duas vão entrar juntas, ok?

Todas assentiram, menos Claudia que não estava presente.

– Gente, vocês falaram que iam arrumar um padre – Clara reclamou, franzindo o cenho. Realmente, atrás da mesa do padre não tinha ninguém.

– Era a Lia que estava responsável por isso – Juliana disse, desviando os olhos pra sua namorada. Os olhos puxados pareciam lhe sorrir de um jeito debochado.

– Fico feliz que vocês tenham lembrado que eu não estive presente – a voz de David inundou o local e todos viraram para onde ele tava.

– DAVID, QUE PORCARIA DE ROUPA É ESSA?! – Juliana gritou, se estourando de rir logo em seguida. As meninas a acompanharam quase instantaneamente.

O garoto de cabelos arrepiados e olhos de um azul piscina estava vestido numa túnica branca com bordas verdes. Estava evidente que ele vestia um terno cinza por baixo com uma gravata da cor de seus olhos e também seus sapatos sociais denunciavam o quão ele era estiloso.

– Eu sou o padre, gente – ele cruzou os braços e se fingiu de ofendido. – Tenham mais respeito.

– Posso falar uma coisa? – Clara interveio, ainda rindo. Quando ele assentiu, ela continuou: — Você vai pro inferno, sabia? – E voltou a gargalhar.

– Para gente, isso foi ideia da Lia – apontou para a baixinha de olhos puxados que ria junto com eles. – Ela que vai pro inferno, essa endemoniada.

– Ah, nisso eu concordo – Manu a fuzilou com os olhos e sentiu que Sarah a observava.

– A bença, padre – Victor estendeu a mão para ele.

– Vá para o inferno – e virou as costas, obrigando todos a morrerem de rir novamente. – Clara, você vai para aquele lado ali, quando a música tocar, vocês já sabem o que fazer. Tudo foi ensaiado.

Ela obedeceu e apenas esperou, vendo todos sentarem nas cadeiras. Tudo parecia que ia bem, mas uma coisa ainda estava errada e não sabia se lembrar do que era. Ainda assim esperou pacientemente. A música “Quem de Nós Dois” instrumental começou a tocar no ambiente e Clara sentiu o coração acelerar. Que se dane se algo estava errado, sua mulher estava prestes a aparecer e queria demais ver como ela estava. Queria dizer logo “sim” e sair dali para passarem a primeira noite de casadas juntas, mas duvidava se iriam deixar. Pelo jeito a festa duraria até de manhã, mas dariam um jeito de fugir em qualquer momento.

Quando Clara viu sua mulher passar pela porta lateral, seu coração falhou uma batida. Ela estava muito linda. Não conseguia descrever o que estava sentindo. Depois de tudo que passaram, agora finalmente se casariam. Mesmo com a dificuldade seus amigos sempre estiveram ali para apoia-las. Não teve muito tempo para contemplar aquela mulher tão linda, pois um rapaz apareceu na porta principal e todos viraram para olhar.

– Ainda não está na hora do “se alguém tem algo contra esse casamento, fale ou cale-se para sempre” – Lia comentou e em seguida recebeu um tapa da Sarah.

O homem tinha os cabelos loiros penteados para trás com gel e os olhos esverdeados. Ele vestia um terno preto acompanhado de uma gravata marrom, combinando com a cor dos sapatos sociais. Parecia nervoso e deslocado ali, olhando para todos, um por um.

– PAI?! – Claudia gritou, com os olhos arregalados. O que ele estava fazendo ali? Deus, estava tudo muito bom para ser verdade.

– Calma, gente, ele está aqui em sinal de paz – Liane se levantou as pressas e levantou os braços. – Fui eu que conversei com ele e o convidei.

– Idiota, por que você estava fazendo palhaçada então? – Ju semicerrou os olhos para ela, que apenas deu uma piscadela e um sorriso como resposta.

– Eu queria só fazer um pedido – ele coçou a cabeça, um pouco sem jeito, ignorando as meninas. – Eu sei que depois de tudo que aconteceu e de tudo que eu senti todo esse tempo... – Eric respirou fundo para continuar. – Será que eu poderia levar minhas filhas para o altar?

Claudia e Clara imediatamente arregalaram os olhos para aquele pedido. Nunca imaginariam que aquilo realmente pudesse acontecer. De todos presentes, a única que não estava espantada era Lia. Fora as meninas do vôlei, que não estavam entendendo nada, todos olhavam impressionados para os três. Não saberiam dizer se aquilo era de fato bom ou ruim.

Continua...

Notas finais
GENTE, ATENÇÃO AQUI. Bom, a Ale e eu fizemos um grupo no whatsapp para nossas leitoras. Em um dia e meio já está bombando. Como não postei antes, não tive como avisar vocês. Quem quiser participar, só mandar mensagem com o número. Espero que tenham gostado do capítulo. Deixem duas opiniões. Beijão. PS: Amanhã respondo os reviews.