Força e Vida - Tomione

5 Capítulo 5 - Se importando


Notas iniciais
Boa tarde, coleguinhas! Ia postar esse capítulo assim que eu acordasse, esse era o meu plano, porém resolvi assistir o Super Bowl, foi épico, e acordei mais tarde do que até eu estou acostumada! Mas aqui está, e eu espero que gostem! :)

Draco Malfoy

Eu havia prestado atenção às palavras do chapéu seletor, elas pareciam, de certa forma, importantes. Após o banquete, esperei o discurso do diretor e junto com a Pansy, levei os alunos novos para conhecer as masmorras e os seus dormitórios. Pansy logo depois foi atrás do Blásio, apesar de eles viverem brigando, eu sabia que estavam a um passo de assumir um namoro. Viviam se encontrando e se pegando nos corredores, uma hora teriam de admitir que gostavam realmente um do outro. Eu sou o melhor amigo das duas partes, sei o que se passa na mente e no coração daqueles dois.

Mesmo eu sendo o príncipe da Sonserina, campeão de meninas em minha cama e tudo o mais, eu sabia que eles se importavam um com o outro, que não era apenas desejo. Eu não me importava com ninguém, isso era um fato assumido, e apesar da minha arrogância e falso orgulho, eu não me importava com o título de príncipe. Apenas se sentia desejo por uma garota, a conquistava e levava para cama, logo que o desejo passasse a dispensava. Era bem simples.

Foi com esses pensamentos que saí das masmorras. Eu só queria andar por aí, não queria ir para o meu dormitório ainda, minha cabeça estava cheia com tudo que estava acontecendo ultimamente e eu precisava pensar. Quando dei por mim estava em uma parte mal iluminada do corredor da biblioteca, vi claramente quando a Hermione desceu pela escada oposta e se encaminhou para a entrada, ela realmente não cansava de estudar. Parecia melhor do que quando a vi hoje pela manhã, acho que Hogwarts fazia bem a ela.

Ela chegou à entrada e parou por um momento olhando para dentro, sua expressão parecia levemente nostálgica. De repente, ela pareceu sentir o cheiro do local e tão rápido quanto sentiu o cheiro, sua expressão se tornou cheia de puro pânico e dor. Por um segundo ela pareceu paralisada, então girou nos calcanhares e se apoiou na parede ao lado da porta. Lentamente foi deslizando seu corpo até o chão e se sentou. Ela olhava para cima, parecia inconsolável e dolorosamente quebrada, parecia chorar sem lágrimas.

Depois de um tempo na mesma posição ela levantou os joelhos, colocou os braços a sua volta e abaixou a cabeça. Estava como uma bola, como se tentasse se proteger de tudo no mundo. Lentamente comecei a caminhar silenciosamente até ela. Quando cheguei perto a observei durante um tempo, e por fim achei que aquele silêncio já era demais para mim.

— Hermione, você está bem? – Comecei incerto das minhas palavras e com medo de como ela poderia reagir.

— Eu só estou me sentindo mal por um momento, Draco. – Ela disse sem mexer um músculo ou erguer a cabeça. Mas eu podia sentir a dor em sua nova voz. Cheguei para mais perto dela e me agachei na sua frente, fazendo um pouco de carinho em seus cabelos enquanto falava.

— Você pode confiar em mim. – Ela realmente podia, nunca faria mal a ela.

Então ela levantou a cabeça e me olhou nos olhos por um tempo. Seus olhos continuavam opacos, mas não vazios como antes, havia dor, sofrimentos e mais dor.

— Eu não posso, e nem consigo falar sobre isso. – Ela parecia envergonhada e sua voz falhou um pouco nas últimas palavras. Algo realmente grande havia acontecido.

— Já está tarde, quer que eu te leve até a torre da Grifinória? – Ela não parecia que aguentaria caminhar até lá sozinha, eu vi como suas pernas haviam fraquejado quando se sentou e quando se mexeu. Ela olhou para mim por mais um momento, assentiu levemente e me abraçou. Mesmo surpreso retribui seu abraço.

— Obrigada. – Ela disse com o rosto na curva do meu pescoço.

Sem nenhuma dificuldade, ela parecia leve até demais, passei um de meus braços na dobra de seus joelhos e coloquei o outro nas suas costas a erguendo junto ao meu corpo. Carreguei-a pelas escadas e corredores, tudo parecia vazio agora, já que fazia quinze minutos que o toque de recolher havia passado. Nós íamos em silêncio, eu com os meus pensamentos e ela com seus olhos fechados e a respiração mais calma. Algo me dizia que a sabe-tudo não ficaria mais tanto tempo na biblioteca, acharia outro lugar para estudar, mas lá não ficaria. Ela não havia passado mal, eu percebi que foi o cheiro de lá que a havia deixado assim.

Quando chegamos ao quadro da Mulher gorda ela logo se assustou.

— O que aconteceu com ela, senhor Malfoy? – Ela parecia preocupada.

— Apenas passou mal, eu acho. – Não trairia o segredo da minha irmã.

Então desci Hermione do meu colo e a coloquei em pé, ela não parecia totalmente estável, mas acho que ao menos conseguiria chegar ao seu quarto.

— Não vá à biblioteca amanhã, se precisar de um livro me mande um bilhete ou algo do tipo. Darei um jeito de nos comunicarmos. – Meu tom era sério e mandão, parecia que eu estava falando com uma irmã mais nova. E isso me fez relaxar por um momento, ela era realmente minha irmã, mas eu era o mais novo.

— Obrigada, Draco. Muito obrigada mesmo. Eu não irei. – Apesar de seus olhos estarem como antes, vazios, seu tom de voz estava cheio de gratidão. Isso só confirmava minha teoria de que o problema havia sido a biblioteca.

— Boa noite, Hermione. – A beijei na testa e me retirei para as escadas, indo em direção às masmorras.

Eu estava errado, com a minha irmã eu me importava. Ela era minha família.

—--—--

Cheguei ao meu quarto mais tranquila, Draco havia sido muito gentil me trazendo para cá e se dispondo a pegar os livros que eu precisasse. Eu realmente ia seguir a ordem dele, não iria à biblioteca, até mesmo porque eu não conseguiria. Peguei um pijama e fui para o banheiro tomar banho, havia passado na sala comunal pelo Rony e o Harry, mas eu não estava querendo conversar, e felizmente minhas companheiras de dormitório também estavam lá embaixo fofocando. Todos pareciam estar colocando o papo em dia depois de se instalarem, mas aquilo não era para mim.

Tomei um banho demorado, apreciando a água quente em meu corpo e sentindo o cheiro do meu shampoo e do meu sabonete, tudo isso me acalmava. Depois do que pareceram horas, percebi que não poderia mais adiar minha saída. Me sequei, guardei minhas coisas e deixei as roupas sujas no cesto, que as levaria automaticamente para a lavanderia.

Meu quarto ainda estava vazio. Olhei para o meu criado mudo com minhas fotos em família, por um momento achei que iria chorar, mas isso não acontecia mais. Peguei minha mochila e resolvi estudar um pouco o livro de poções. Afinal de contas os NOM’s eram importantes e seriam nesse ano. Fechei minhas cortinas e me sentei na cama. Depois do que pareceram horas, eu já havia lido tudo que veríamos nos próximos três meses. Eu estava cansada e constatei, pelo relógio na minha cabeceira, que já se passava da uma da manhã. O dormitório estava silencioso, eu não havia percebido quando as meninas vieram deitar, e nem as havia ouvido conversando.

Acordei cedo, ultimamente me aguentava em pé com muito menos horas de sono do que uma pessoa normal. Levantei fui fazer a minha higiene pessoal no banheiro e me troquei. Eram seis e quarenta, e as aulas não começariam antes das oito. Resolvi descer até a cozinha e tomar café mais cedo, eu gostava de ficar na companhia dos elfos e assim poderia ficar estudando em algum lugar até dar o horário.

Como sempre os elfos foram muito queridos comigo, então tomei meu café rapidamente e comecei a andar pelo castelo procurando por algum lugar onde eu pudesse estudar. Enquanto andava, me ocorreu que apenas um lugar seria perfeito. A sala precisa.

Subi até o sétimo andar, andei três vezes em frente à parede desejando um lugar onde pudesse estudar antes das aulas e que não cheirasse a livros antigos. A porta apareceu e eu a abri, quando olhei lá dentro decidi que realmente Hogwarts vinha ao encontro daqueles que precisavam. A sala estava magnífica, com paredes cheias de livros, protegidos por uma cortina bem fina e quase transparente. No centro, havia uma grande escrivaninha de madeira escura com uma cadeira confortável, e por todo o lugar, havia um tapete vermelho felpudo. Na parede acima da porta havia um relógio. Um pergaminho caiu em minhas mãos, nele estava a explicação de que a cortina em volta dos livros era enfeitiçada para não deixar o cheiro deles se espalhar pela sala e que o relógio badalaria uma vez, quando faltassem trinta minutos para a aula e setes vezes, quando faltassem quinze minutos.

Eu com toda certeza passaria a estudar ali. Fui vendo os livros e percebi que muitos títulos me seriam úteis, mas que ainda precisaria da ajuda de Draco para conseguir alguns com assuntos mais específicos. Me sentei na mesa e comecei a estudar o livro de Defesa Contra as Artes das Trevas, pelo que o Dumbledore havia dito, tínhamos uma nova professora e pela maneira que se intrometeu ontem em seu discurso, o ministério agora iria intervir em nossos estudos. Quando o relógio badalou sete vezes, saí da sala e fui para as minhas aulas.

Na hora do almoço eu, Harry e Rony descobrimos com Fred e Jorge que a aula com Dolores Umbridge provavelmente seria o pesadelo do ano. Felizmente ninguém durava muito tempo naquele cargo.

Notas finais
Bem eu consegui deixar alguns capítulos a mais prontos para poder escrever mais tranquilamente, porém confesso que estou um pouco desanimada, acho que fora algumas pessoas lindas que estão comentando, muito obrigada, estou escrevendo para o vento. :(