Fortune Faded

4 Sábado, cinco e trinta e cinco da tarde. Festival.


Chegamos em uma pequena van preta e entramos pelos fundos. No backstage havia bandas de enorme prestigio, eu estava fascinado! Nunca havia visto tantos talentos reunidos em um só lugar.

Chegou a hora de nós tocarmos, antes de entrar no palco não estava muito confiante, aquele idéia de substituir John ainda rodeava a minha mente. Tinha um pouco de receio em relação ao que as pessoas iriam achar sim meio ridículo de minha parte. Kiedis em um súbito olhar, veio ao meu encontro trocar uma idéia.

“E ai Bruce... Preparado para a loucura que vai vir?”

“Um tanto tenso, mas estou animado pra caralho. Nunca toquei em uma porra desse tamanho. É foda demais!” Respondi, e rimos

Subimos no palco, aquilo parecia um formigueiro visto de La de cima. Tinha uma porrada de gente. Começamos a tocar, foi mágico, lindo... Emocionante. As garotas? Deliravam pelo simples fato de Anthony tirar sua camisa. Era hilário ver a reação delas, suas bucetas pegando fogo. Dariam tudo para ter uma noite com eles, ou ELE né.

Finalmente, só eu e ela. Aquela sensação de estar nas nuvens enquanto tocava seu corpo, minha doce guitarra, eu a amava. Era como se houvesse só eu e ela, sem mais ninguém, a cada solo. Falando em solos... Fiz um com Chad, apenas eu e ele. Meu Deus, eu toquei com o melhor baterista do mundo, acho que isso se descreve como algo, digamos... Surreal!

Logo após, era vez de Chad e Flea. OS MELHORES. Nessa hora fiquei entre a saída do palco e o backstage, não queria perder aquilo afinal. Até que sinto uma mão tocar os meus ombros... Era Clara, me surpreendi um pouco, não esperava que me procurasse depois da comida de rabo que levou do tal empresário.

Ela me olhou nos olhos, e eu fiquei fascinado pelos seus. Ela disse:

“Sinto muito pelo ocorrido ontem, ele acha que manda em mim. Coitado!”

Eu apenas sorri e disse: “Ah Clara, tudo bem.... Como esta?”

Ela retribuiu o sorriso: “Nossa, só isso? Esperava uma reação melhor de você! Mas enfim, estou bem, e quero lhe fazer um pedido.” Ela me olhou de um jeito, um jeito malicioso. Eu correspondi, claro, e disse:

“Bom, por mim tudo bem... Qual é esse TAL pedido dona Clara?” Perguntei, com o “dona” soando como uma brincadeira. Ela riu e me respondeu:

“Bom, quero que vá a uma festa conosco. Iria ser muito melhor se você estive. E então... Vem?”

Eu não poderia negar aquele pedido por dois motivos. O primeiro e mais óbvio: Clara que havia me convidado, e o segundo e não menos importante, eu estaria em uma festa com os peppers.

Confirmei com um mais simples sim, beijei-a no rosto e subi novamente para terminar aquele show, que estava sendo do caralho.

Oito e meia da noite.

Chegamos a uma casa grande, cheia de gente. Havia bebida a vontade, pessoas fumando, transando em tudo o que era lugar. Eu já havia ido a festas assim, não era nenhuma novidade para mim. Cada um foi para um canto, enquanto que eu me dirigi a cozinha para pegar alguma coisa para beber, uma cerveja, sei lá. Peguei meu maço de cigarro que estava em meu bolso, acendi um e fui para a área externa da casa. Encontrei Clara sentada com uns amigos, ela não estava sóbria. Ria alto, parecia que tinha algum tipo de demência. Eu me aproximei e a chamei, ela me viu e veio ao meu encontro.

“Ei Bruce!” Disse ela, meio cambaleando.

“Ei Clara! Como estão as coisas por aqui? Parece que esta se divertindo bastante!”

Ela me respondeu, não parava de rir.

“Sim, estou! Isso aqui esta uma doidera!”

Ela me olhou, eu retribui. Começamos a nos beijar. O clima entre eu e ela parecia estar esquentando quando eu deslizei minha mão pelo seu corpo, e cheguei a sua bunda, apertando-a. Ela passava suas mãos macias em minha nuca. Quando demos uma pausa subimos correndo e rindo, para parte de cima da casa, onde havia quartos e entramos em uma que estava vazio.

Deitei-a na cama, tirei sua roupa e depois sua langerie, que era vermelha e rendada. Comecei a beijar o seu corpo celestial, tirei sua calcinha e penetrei. Ela gemia, revirava os olhos, quase rasgou o lençol que havia na cama de tanto prazer que sentia. Beijei seu corpo de novo passando pelos seus peitos e depois chegando a sua vagina, onde eu fazia movimentos circulares com a língua, e enquanto isso, Clara apenas gemia e tocava meus cabelos de uma forma um tanto selvagem. Penetrei de novo, mas aquela garota parecia querer mais. Ela ficou de quatro pra mim e me fez penetrar em seu rabo. Atendi ao seu pedido

De repente ouço um barulho se dirigindo a porta do quarto em que estávamos. Clara estava tão “concentrada” que não escutou nada. Eu continuei, achei que fosse outro casal se comendo também. A porta abriu-se, eu vi um vulto passando. Esse veio em direção a nós, eu parei e olhei nos olhos de Clara, e ela se perguntava o que havia acontecido e quando se deu conta viu aquele filho da puta do empresário nos fitando com seu olhar perturbador e cheio de ódio. Ele despejou um monte de idiotice pra cima de mim:

“O que você esta achando que esta fazendo?” Disse ele, grosso e tomado por uma raiva imensa.

Coloquei minha roupa de baixo, me dirigi a ele, Fiz uma cara de sínico e disse:

“Bom, acho que estou comendo a sua garota, não é o que parece?”

Ele reagiu com um soco, não tinha palavras para me dizer alguma coisa, só uma porcaria de um soco, tão fraco que nem senti, parecia tapinha de menina. Eu revidei com outro no meio de seu nariz, que por acaso estava sangrando. Eu estava morrendo de dó claro. Clara parecia louca, estava aos berros:

“PAREM COM ISSO. CHEGA! VOCÊS ACHAM QUE ESTAO AONDE? SE LIGUEM, SOCOS NÃO IRAO RESOLVER.”

O empresário ficou ainda mais furioso.

“OLHA AQUI VAGABUNDA DE ESQUINA, EU QUE TE SUSTENTO E ACHO BOM VOCÊ ME TRATAR MELHOR. SE NO FOSSE EU EM SUA VIDA, VOCÊ ESTARIA AÍ, JOGADA NO MUNDO, CHEIA DE DOENÇAS. VAMOS PRA CASA E IREMOS CONVERSAR MELHOR.”

Enquanto Clara se trocava ele caminhava até mim, me mediu dos pés a cabeça, seu olhar traduzia o nojo que estava sentindo por mim.

“Bom, de a chance a você, mas como você é um cuzão e filho da puta, quero ver o que vai comer agora que esta fora da banda!

Ele apontou seu dedo em minha cara, eu respondi babando de raiva:

“VOCÊ NÃO PODE TOMAR UMA ATITUDE DESSAS POR ELES! EU VOU FICAR E FODA-SE VOCÊ E A MERDA DA SUA OPNIÃO.”

“EU QUE SOU O EMPRESÁRIO DESSA MERDA TODA, E NEM PRECISA DE VOCÊ VIR SEGUNDA NO ENSAIO. VOCÊ ESTA FORA BRUCE, FORA!”

Nisso, ouvi passos rápidos em direção ao nosso quarto, e então Anthony e Flea chegam. Anthony se surpreende com aquela situação, pergunta o que aconteceu ao empresário que lhe explicou tudo. Depois ele veio ate mim e disse:

“Sinto muito, mas parece que ele foi firme em sua decisão, tentamos contestar Bruce...”

“Ok, Anthony, no momento eu só penso em matar esse desgraçado, sei que a culpa não foi de vocês, e sim minha.”

“Bom, nos te desculpamos, o difícil vai ser ele fazer isso. Se quiser falar alguma coisa com a gente, estamos ai.” Nos cumprimentamos, e depois vejo os dois saindo do quarto. O empresário a surrou deu um tapa em sua cara. Eu fui em cima dele, mas Atnhony e Flea me segurarão.

Eu havia perdido minha sorte com o Red Hot naquela noite. Mas Clara ainda me devia explicações, e eu ainda gostava daquela vadia. Irônico não?

Notas finais
Não achei que ficou muito bom, e esta meio grandinho. Enfim, espero que gostem! Beijo :*