Fortune Faded
5 Segunda-feira. Duas e meia da tarde.
Eu havia acordado a pouco tempo, ainda estava fudido por causa daquela festa. Enquanto eu estava vendo TV, o telefone tocou. Fui atender e quem falava no telefone, era uma voz feminina. Indaguei:
“Quem é que esta falando, por um acaso?”
“Isso não importa no momento, preciso que me encontre no restaurante, o mesmo em que ocorreu a baderna aquele dia. Espero que possa vir.”
Eu não tive tempo de responder, na hora em que fui expor minha resposta, a tal voz desligou. Eu fiquei pensando naquilo o resto do dia, ir não ir, ir não ir, Até que cheguei à conclusão de que iria, afinal se fosse uma farsa, acho que não sairia perdendo tanto.
No dia seguinte, me levantei, escovei os dentes, enfim aquele ritual todo que fazemos quando acordamos. Duas horas, o horário marcado pela tal voz misteriosa, eu já estava chegando no restaurante, quando sinto uma mão me puxando pelo ombro.
“Que bom que veio...”
Na hora reconheci a voz, era de Clara. Como ela teve coragem de vir me procurar depois do esporo que levou? Eu não tinha entendido ainda o motivo daquilo.
“Clara, é você? O que quer comigo?” Fui um tanto grosso com ela.
“Eu vim lhe pedir desculpas Bruce, pelo mal entendido. Mas eu não posso voltar a te procurar de novo, já estou me arriscando demais vindo aqui agora...” Ela falava calmamente, demonstrava um pouco de arrependimento.
“Mas Clara, eu não pedi para você vir aqui. Você veio porque quis, fez a sua escolha. Se gostasse de mim ou algo do gênero, teria escolhido ficar comigo naquela noite e não com ele!”
Eu disse, em um tom de voz alto. Ela correspondeu, porém, mais uma vez, mantendo a calma.
“Bruce, eu te entendo!” Disse se aproximando dos meus lábios. “Perdoe-me...” Depois me beijou, eu a empurrei com as minhas mãos, Clara já havia feito estragos demais.
“Desculpe Clara, eu não posso fazer isso, por mais que eu sofra. Conversei com o Anthony durante esses dias e ele me disse quem você realmente é. Tudo isso não passou de uma ilusão ridícula de minha parte. Não me procure mais, tabom?” Finalizei a frase, sendo um pouco educado, não fiz questão de ser grosso, perderia minha razão. Ela tentou me forçar a beijá-la de nodo, eu apenas sai. Nunca mais a procurei de novo
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