Fortemente Ligados
24 Capitulo 24
Notas iniciais
No dia seguinte…
Harry acordou com a luz da janela batendo-lhe nos olhos, ele imediatamente olha para a cama de Colin e vê as cortinas fechadas.
— O que aconteceu ali? – a voz sonolenta de Gina lhe chama a atenção, ele dirige o olhar para ela, que estava com os cabelos ruivos bagunçados por ter acabado de acordar. Harry gelou, o que ele responderia a ela? Colin era amigo da ruiva, não sabia como ela reagiria e, por sorte, ele foi salvo por madame Pomfrey, que os viu acordados e rapidamente foi ver como os dois estavam, ela os trouxe o café da manhã e disse que após terminarem eles já poderiam ir pois já estava tudo bem com o braço dos dois.
Harry se arrumou rapidamente, ansioso para contar à Rony e Hermione o que aconteceu de madrugada, saindo sem falar direito com Gina, ele não queria que fosse ele a contar a noticia de Colin para ela.
Gina se arrumou calmamente, se sentia cansada e ela estranhou completamente o comportamento de Harry… ela havia feito algo de errado de que não se lembrava? Saiu dali se sentindo um pouco mal, o que estranhamente só piorou quando ela passa pelo jeito misterioso.
Harry procura pelos amigos, mas não os achou na torre de grifinória e nem nos corredores que levavam até ela. Ele acabou encontrando com Percy que, sem querer, o deu uma luz de onde eles poderiam estar e foi assim que Harry se dirigiu para o banheiro da murta.
Ele encontrou os dois em um box junto a um caldeirão que preparava a poção polissuco, Harry então começa a contar as novidades e eles contam que era justo pela pedrificação de Colin que haviam decidido começar logo a porção sem ele, Harry também os conta sobre Dobby e eles ficaram surpresos que a câmara já havia sido aberta outra vez, concluíram que Lucio Malfoy poderia ter mostrado ao filho como usar a câmara.
Pela manhã inteira a notícia de que Colin foi pedrificado foi espalhada para toda escola, Gina soube do amigo através de Neville, ele parecia assustado e Gina estava completamente apavorada com o que houve. Suas suspeitas só aumentavam e ela passou a andar cautelosa pelos corredores, com medo de machucar alguém sem que ela pudesse controlar. Fred e Jorge também não ajudavam quando a surpreendiam pelas costas cheios de pelos e pústulas, só haviam parado com aquilo quando Percy ameaçou contar para a mãe deles que Gina estava tendo pesadelos por conta deles. Gina de fato estava tendo pesadelos, mas não eram causados por seus irmãos, e era sempre o mesmo, com imagens dela falando com uma enorme cobra, a ruiva mal dormia direito.
Os outros alunos também estavam apavorados, alguns andavam em grupos e outros estavam comprando talismãs e amuletos de todos os tipos para se protegerem de seja lá o que fosse o monstro da câmara.
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Dezembro chegara e com ele os preparativos para o natal, Gina decidira passar o natal com os pais, não queria admitir, mas queria muito se afastar um pouco da escola, já Harry, Rony e Hermione colocaram seus nomes na lista dos que ficariam no castelo, pois souberam que Malfoy faria o mesmo, era a oportunidade perfeita para colocarem seu plano em ação, mas ainda não tinham completado a porção faltava alguns ingredientes que teriam que pegar do Snape.
Planejaram uma confusão para a aula de Snape, enquanto Hermione pegaria o que eles precisavam, o plano foi concebido na aula seguinte e foi concluído com sucesso.
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Uma semana depois, eles avistaram no quadro de avisos do salão de grifinória que o clube dos duelos seria reaberto, eles então decidiram participar, sendo assim, as oito da noite eles foram junto a outros alunos ao salão principal, que foi transformado para o clube. As mesas tinham desaparecidos, em seu lugar havia um palco dourado encostado na parede, a maioria dos alunos do castelo pareciam estar ali, todos animados.
Antes de se aproximarem da multidão de alunos, Harry já sentia o familiar formigamento e logo as madeixas ruivas entram em seu campo de visão, ele se aproxima de Gina, com Rony e Hermione em seu encalço.
— Ei, sumida! – ele sussurra em seu ouvido, Gina dá um pulo assustado e ele vê o rosto dela corar, quase se igualando com os seus cabelos.
— Harry... oi, você me assustou. – Gina o cumprimenta de volta no mesmo tom.
— Desculpe… – Harry diz dando um risinho. – Na verdade, não é a primeira vez que consigo te surpreender.
— Não vá se acostumando. – Gina replica.
— Você está bem? – Harry pergunta percebendo sua palidez e semblante cansado, Gina hesita.
— Eu estou. – Gina responde por fim. Rapidamente, Harry muda de assunto.
— Animada com o clube? – Ele pergunta.
— Um pouquinho. – Gina sorri. – E você?
— Achamos que seria uma boa… – Harry comenta, mostrando Rony e Hermione, ela os cumprimenta com um sorriso.
— Quem vocês acham que vai nos ensinar? – Hermione pergunta para ninguém em especifico.
— Não sei, contanto que não seja…
Harry começa a falar, mas termina com um gemido frustrado ao avistar Lockhart.
— Oh, não! – Gina fala exasperada. – Ele não!
O professor se aproxima mais dos alunos e começa a falar um monte de baboseiras as quais Gina e Harry só conseguiram captar que ele havia conseguido a permissão do diretor para reabrir o clube e que ele os ensinaria com a ajuda de Snape.
Lockhart se curva com muito exagero enquanto Snape curvou a cabeça irritado, em seguida os dois ergueram as varinhas como se empunhassem espadas. Lockhart explica o que acabaram de fazer e então faz uma pequena contagem regressiva no três, Snape exclama.
— Expelliarmus! – eles vêm um lampejo vermelho ofuscante e Lockhart é lançado para o alto, voou para os fundos do palco, colidiu com a parede e foi escorregando até ir ao chão, os alunos da sonserina comemoram.
— Será que ele está bem? – Hermione indaga.
— Quem se importa. – Rony e Harry respondem, Gina estava ocupada demais rindo do professor.
Meio cambaleante, Lockhart se levanta.
— Está vendo, Hermione? Ele está ótimo. – Gina diz ainda com a sombra de seu riso.
O professor explica que aquilo havia sido um feitiço de desarmamento e ao ver o olhar assassino de Snape, logo decide formar duplas de alunos para aula prática. Juntos eles rodeiam os alunos formando duplas, Snape chega primeiro ao trio e Gina.
— Sr. Weasley, você luta com Finnigan, Potter…
Harry olha para Hermione e Snape dá um sorriso estranho.
— Sr. Malfoy, venha cá, você luta com Potter. Srta. Granger você fica com Bulstrode, Srta. Weasley você fica com Greengrass.
Eles colocam as duplas uma de frente para a outra e Lockhart diz para apenas desarmar seus oponentes.
O que não acontece.
Draco ataca Harry primeiro, o moreno é atingindo com tanta força que ele cambaleia, mas logo se recupera e ataca Draco.… com o feitiço das cocegas, fazendo-o rir sem parar. Harry recua achando injusto enfeitiçar Draco caído no chão, mas isso foi um erro pois Draco, em meio aos risos, pronuncia Tarantallegra; e as pernas de Harry começam a sacudir sem controle como se ele tivesse marchando. Lockhart àquela altura gritava para que parassem, mas quem contornou a situação foi Snape.
— Finite incantatem.
E Harry e Draco, voltaram ao normal, Harry deu uma olhada ao redor, nenhuma das duplas dera certo, Rony pedia desculpas ao um Simas branco de qualquer coisa que sua varinha quebrada pudesse ter feito, Gina e Greengrass estavam ofegantes, a ruiva lançava um olhar mortal, que Harry nunca havia visto nela, já Hermione e Bulstrode ainda lutavam.
Uma luta corpo a corpo, as varinhas jogadas no chão, Bulstrode dava uma chave de cabeça em Hermione que choramingava de dor, Harry rapidamente se aproxima da amiga para tira-la dali, foi difícil pois a garota era muito maior que ele.
Lockhart passa pelos alunos caídos e feridos dizendo que seria melhor que eles lhe ensinassem feitiços defensivos, ele tenta Longbottom e Finch-Fletchely, mas Snape falou que era melhor Harry e Malfoy, o que Lockhart aprova.
Os dois garotos sobem ao palco e Lockhart se aproxima de Harry lhe dizendo o que fazer, ele faz um floreio exagerado e a varinha o acaba escapulindo das mãos. Malfoy e Snape lhes lançam olhares zombeiros, Harry sentiu-se desconfortável. Eles se colocaram nas posições de ataque, no um, Draco berra:
— Serpensortia!
Uma comprida cobra preta se materializa e cai no chão entre os dois, pronta para atacar. Rapidamente os alunos ao redor gritam e se afastam, Snape parecia estar gostando de ver Harry ali paralisado, ele tentou tomar a frente, mas Lockhart é mais rápido, sua tentativa, porém, é falha, a cobra voa para cima e cai novamente, aquilo a deixou furiosa, fazendo-a se aproximar do aluno mais próximo.
Justino Finch-Fletchely.
É ali que Harry age, ele se aproxima da cobra e grita com ela. “deixe-o em paz”. A cobra se anui e se afasta de Justino, obedecendo Harry, ele então dirige o olhar para Justino sorrindo, esperando que o colega lhe parecesse grato ou aliviado.
Não foi o que ele viu.
Justino parecia apavorado, ele grita furioso com Harry e sai dali praticamente correndo.
Snape se prontifica novamente e, com um aceno de varinha, a cobra desaparece, Snape lhe lança um olhar o analisando, Harry não gostou, principalmente quando ele lança um pequeno e rápido olhar de canto de olho para Gina, que era a única ali que não estava agindo estranho como os outros alunos.
Ele sentiu alguém o puxar pelas vestes e em seguida a voz de Rony sussurrando para saírem dali. Rony guiou Harry para fora e Hermione e Gina seguiram os dois apressadas, à medida que andavam, as pessoas se afastavam, abrindo caminho apavoradas. Harry não estava entendo nada.
Os quatro chegara na torre de grifinória que estava completamente vazia.
— Você é um ofidioglota. – Rony afirma.
— Eu sou o que?
— Um ofidioglota, é capaz de falar com as cobras. – Gina sussurra, ainda tentando entender o que aconteceu, Harry falava com as cobras? Como ela?
Harry fala que sabe disso, que já havia feito isso antes, Rony fica incrédulo e Harry não entende.
— Eu não vejo problema nisso, aposto que muita gente pode fazer isso. – Harry continua.
— Nem todos. – Hermione diz. – Isso não é nada bom.
— O que quer dizer? – Harry pergunta extremamente confuso. – Se eu não tivesse falado para aquela cobra não avançar no Justino…
— Então foi isso que você disse. – Hermione declara, e Gina e Harry olham confusos para ela, o que ela queria dizer com isso?
— Como assim? Você todos estavam lá, vocês me ouviram.
— Na verdade, ouvimos você falar algo estranho, uma língua diferente. – Rony explicou.
— Uma língua diferente? Como assim? Como isso é possível? Eu não percebi. – Harry replica, Gina olha estranho para Rony e Hermione, e também se pergunta, como assim uma língua estranha? Ela havia entendido tudo o que Harry falara.
Hermione e Rony olhavam para ele com cara de enterro, Harry ainda não estava entendo nada. Hermione então explica que Salazar Slytherin era famoso por ser ofidioglota e que agora todos achariam que ele era o herdeiro perdido de Sonserina.
Harry e Gina haviam demorado horas para dormir aquela noite, cada um em seu dormitório observava a neve cair, os pensamentos dos dois a mil, cada um achando que era o herdeiro de Slytherin, o ultimo pensamento de Harry antes de dormir era que encontraria Justino na aula de Herbologia e diria o que ele realmente disse a cobra.
Na manhã seguinte, porém eles não têm a dita aula por conta que a neve havia aumentado consideravelmente e a professora decidiu por conciliar e cuidar por ela mesma das mandrágoras, sendo assim, Harry não teve a oportunidade de falar com Justino e estava agoniado com aquilo, até que Hermione explode e diz a ele para procurar Justino pela escola já que ele estava tão incomodado.
Decidido a seguir o que ela havia lhe falado, Harry sai do salão de grifinória rumo aonde quer que Justino estivesse, ele passa por salas de aulas onde pôde ouvir vozes de alunos e professores.
Ele decide começar pela biblioteca, quando estava quase entrando, ele se depara com Gina que parecia muito aérea, seu formigamento aumentou quando se aproximou dela, pela segunda vez desde que se conhecem, ela não percebe sua presença antes de se aproximar.
— Gina! – Harry a chama, ela vira-se, mas não o encara diretamente nos olhos, ele a chama outra vez. – Gina?
Ela enfim o dirige o olhar, como se tivesse acabado de o perceber ali, parecia muito confusa.
— Oh, Harry, oi. – Gina fala, agora olhando dele para o seu redor.
— Você está bem? – Harry pergunta a ela.
— Eu… eu estou bem. – Gina responde hesitante.
— Certo, eu estava procurando Justino quer me ajudar? – Harry queria passar mais tempo com ela, já que era um ano a frente dela e não passavam tanto tempo juntos.
— Sim, eu te ajudo. – Gina concorda. Eles entram na biblioteca e avistam um amontoado de alunos da lufa-lufa que conversavam entre si, não conseguiram ver se Justino estava ali, então eles se aproximavam dos alunos, mas pararam ao ouvir o nome de Justino e Harry no meio da conversa deles. Gina rapidamente o puxa para se esconder entre as prateleiras mais próximas para ouvir a conversa.
Um tal de Ernie parecia estar fazendo a caveira de Harry para todos os outros ali, ele relata aos colegas que aconselhou Justino a se esconder no dormitório e fala descaradamente de Harry, como se ele fosse o herdeiro de sonserina, alguns pareciam duvidar da fala do colega, Ernie rebate dizendo que nenhum ofidioglota é bom, que aquilo era a marca das trevas, a partir dali os outros pareceram concordar com ele.
Harry e Gina olhavam um para o outro enquanto escutavam tudo, Gina estava nervosa e Harry irritado com o que falavam.
Ernie continua, ele relata cada ataque e como todos se meteram com Harry, uma outra aluna rebate Ernie, ela diz que não podia ser Harry pois foi ele quem fez você-sabe-quem desaparecer, com isso ele não podia ser ruim, Ernie novamente rebate dizendo que ninguém sabe como ele sobreviveu, diz que só um mago das trevas realmente poderoso teria sobrevivido, diz que aquilo poderia ter sido o motivo para você-sabe-quem matá-lo ele não queria concorrência.
Aquilo foi o limite para ambos, Harry não estava lá muito calmo, mas tentava se controlar, ele arregala os olhos quando Gina sai em disparada detrás da estante e marcha em direção ao grupo.
— O que vocês têm na cabeça!? Por que com certeza não são ser neurônios! Como podem achar que um bebê, por que era isso que ele era na época, um bebê, pode ser um bruxo das trevas poderoso!? Todos sabem que bruxos menores de onze anos não tem controle nenhum de sua magia, como podem sair por aí dizendo que um bebê é um bruxo das trevas poderoso? Ele era só um bebê!? – Gina esbravejava e gritava irritada, além de gesticular com as mãos e os braços exasperada, demonstrando o tamanho da sua indignação.
Harry apareceu ao seu lado, ele nunca a havia visto daquele jeito tão determinada. Os integrantes do grupo olhavam para ela surpresos e até em desafio, mas quando Harry apareceu a expressão de todos mudou. Ernie ficara branco como papel e os outros pareciam petrificados, e se não tivesse tão irritado e embasbacado com Gina, Harry teria apreciado a reação de todos ali.
— Gina, todos estão olhando, vamos, antes que madame Pince nos tire daqui a ponta pés. – Harry murmura para ela, Gina fica irredutível. – Justino não está aqui mesmo, vamos.
O grupo de alunos da lufa-lufa olham apavorados para Ernie e Harry, depois que o nome de Justino é mencionado, Gina nota aquilo.
— Vocês estão sendo ridículos. – Gina declara, bufa e sai pisando duro no chão com Harry atrás dela.
Ela estava muito mais irritada que ele, Harry não estava conseguindo alcança-la e acalma-la, Gina só havia parado quando eles se depararam com Hagrid no corredor, ele estava todo coberto de neve e segurava um galo morto em uma das mãos.
Eles se cumprimentam e explicam por que não estavam em aula, Hagrid também explica o galo em mãos, imediatamente a carranca de Gina some e ela fica pálida, Hagrid nota o humor deles e pergunta se tudo estava bem mesmo. Eles trocam um olhar rápido e concordam, através do olhar, em não contar nada a Hagrid; eles se despedem rapidamente e saem dali.
— Você está mais calma? – Harry questiona e ela o encara incrédula.
— Era eu quem deveria te perguntar. – Gina o responde. – Como você está?
As palavras de Ernie ainda rodavam na mente de Harry.
— Ainda não estou bem. – Harry reconhece.
Eles continuam o seu caminho e acabam em um corredor que estava um pouco escuro, até que Gina tropeça em alguma coisa, Harry tentou segura-la, mas os dois acabam indo ao chão, Gina soltou um gritinho assustado quando seus olhos vêm no que tropeçara, era um corpo de uma pessoa. Justino.
Harry rapidamente levanta, puxando Gina junto enquanto fitava o corpo estirado, frio e duro de Justino, ao olharem para cima viram Nick o fantasma da Grifinória também paralisado e negro.
— Harry… – Gina sussurra agarrada a ele ofegante. – Nós temos que sair daqui.
Mas era tarde demais, pirraça aparece naquele momento e avista a cena ali e começa a berrar que mais um ataque havia acontecido e não demorou nada para as portas das salas ao lado serem todas abertas e logo o corredor estava cheio de gente e pirraça não parou por ali, gritou também que Harry era o culpado; Minerva logo chegou e diminui o estardalhaço.
Justino é levado para a enfermaria e a professora confusa em como tirar Nick dali, resolve convocar um enorme leque e pede para um dos alunos abanar o fantasma até o andar de cima e ela escolta Harry para a sala do diretor.
Neville se aproxima de Gina, sussurra algo no ouvido dela e a tira dali, ainda atordoada, ela encara Harry e de longe eles se despedem.
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