Formando Uma Família

7 Mobiliar um apartamento pode ser bem perigoso


Notas iniciais
Iae pessoas como estão? Capítulo feito meio nas pressas, mas acho que ficou bom.

Kagura já tinha completado três meses de gravidez e sua barriga já estava crescendo um pouco, quando ela e Okita decidiram finalmente começar a mobiliar seu apartamento, afinal haveriam muito mais coisas para resolver nos meses que viriam.

Era uma manhã calma de terça feira e um dos atendentes de uma das principais lojas de departamento de Edo estava esperando algum cliente chegar, quando se deparou com um rapaz de cabelos castanhos e uniforme do Shinsengumi voando pra dentro da loja como se tivesse sido explodido. Logo depois, uma jovem de cabelos ruivos e segurando um guarda chuva, entrou no prédio também.

“Senhor, você está bem?” O atendente perguntou.

“Oy cara, dá pra me ajudar? Temos que comprar a mobília para um apartamento inteiro.” Kagura falou com uma cara irritada.

“Só um minuto senhorita. E você disse “temos” está esperando alguém? Seu marido ou namorado?”

“É melhor que nem sonhe com isso ouviu, china girl?” O tal “cara” que estava caído se levantou totalmente atento de uma hora pra outra.

“Tsc, como se eu fosse arrumar mais inúteis para complicar minha vida sádico bastardo.” A Yato respondeu, segurando o braço do capitão do Shinsengumi.

“Espera, vocês dois estão juntos? Ah já entendi, são parentes.”

“Porque será que as pessoas tem tanta dificuldade pra entender isso? Nós somos noivos e viemos comprar a mobília para o nosso apartamento. E vocês tem coisas de bebê certo?”

“É claro que eles têm china girl, não saia fazendo perguntas estúpidas que não é todo mundo que aguenta sua burrice.”

“Não me diga o que fazer seu retardado, ou então a primeira sessão que nós vamos é a de cozinha, assim eu posso te matar com todos os tipos de utensílios.”

“S-Senhores clientes, eu vou mostrá-los tudo, me acompanhem, por favor.” O vendedor falou, interrompendo a briga e esperando não ter entendido direito a parte de que aqueles dois malucos iriam ter um filho. Pobre criança. “Então, o que vocês...”

“Olha cara você já pode sair de cena.” Sougo falou de um jeito entediado.

“Isso mesmo, se a autora nem se deu ao trabalho de te dar um nome não deve aparecer por mais de uma cena.” Kagura completou, deixando o funcionário da loja deprimido enquanto ela e Okita andavam pelo lugar. “Eu quero isso, e isso, e isso, e isso, e isso. e isso....” A Yato falava enquanto enchia um carrinho com todo tipo de coisa.

“China pra que diabos esse exagero? Você nem sabe cozinhar, pra que raios tanta coisa? Já não basta todo o dinheiro que me faz gastar com comida todo maldito dia, está tentando me falir?”

“Se vai morar comigo eu exijo uma vida confortável seu idiota.”

“Você vivia num armário no Yorozuya sua pirralha mal agradecida, então não venha com frescuras.”

“Está dizendo que não quer dar uma vida confortável pra mim e pra sua filha sei retardado inútil?” Kagura fez uma cara de raiva.

“Eu estou dizendo que... Tudo bem, leve o que quiser. Tsc, garota mimada.” E vocês devem estar se perguntando: Okita Sougo foi trocado por uma versão andróide dele mesmo para ceder a china girl? Não. Simplesmente ele percebeu que aquela discussão ia provavelmente levar a uma briga entre os dois, e enquanto Kagura estivesse carregando a filha deles o príncipe dos sádicos tinha que controlar sua vontade de torcer o pescoço da pestinha e ceder aos desejos insanos dela. Esse também era o motivo de ter agüentado alguns tiros sem ter feito nada um pouco antes deles entrarem na loja.

“Acho que terminamos por aqui, agora vamos olhar as coisas para o quarto?”

“Claro, mas eu acho que aqui eles não tem algemas ou chicotes então vamos em outra loja.”

“EU ESTAVA FALANDO DO QUARTO DA NOSSA FILHA! E O ÚNICO QUE PODE SER ALGUM DIA ALGUEMADO NESSE RELACIONAMENTO É VOCÊ!”

“Não foi o que você me disse no meu ultimo aniversario china girl.” Sougo sorriu maliciosamente lembrando da pequena “surpresa” que a ruiva tinha feito alguns meses antes, e a fez ficar vermelha feito um tomate.

“Vamos... Vamos logo pra sessão de brinquedos se-seu i-idiota...” Os dois se dirigiram para uma área cheia de bichos de pelúcia, onde Kagura começou a agarrar muitos deles com as bochechas meio vermelhas. “É tudo tão... fofo! Eu quero levar todos eles, todos!”

“Mamãe, porque aquela mulher está agarrando os bichinhos de pelúcia daquele jeito estranho?” Um garotinho perguntou, e logo varias crianças começaram a encarar a Yato que parecia se divertir mais do que eles.

“Oy china, só pegue alguma coisa e vamos sair daqui, você está assustando as crianças.”

“Mas sádico, essas coisas são tão lindas e fofas...” A ruiva falou de um jeito doce e com os olhos brilhando, fazendo Sougo quase ter um troço.

“Droga, o que nós falamos sobre agir desse jeito perto de mim china girl? Eu já expliquei que assim pode me matar mais fácil do que com seu guarda chuva idiota.”

“Pare de falar besteiras e vá pegar outro carrinho. E aproveite e compre alguma coisa para eu comer. LOGO SEU INÚTIL!”

“Tsc, de rei dos sádicos pra empregadinha de garota histérica. Meu Deus, o que eu fiz pra merecer isso? Eu sei que disse uma vez que o senhor poderia destruir minha vida desde que mandasse o Hijikata pro inferno, mas ele continua vivo então não seja apressado.” Okita resmungou enquanto ia fazer o que sua noiva pediu.

Depois de algumas horas, muitas discussões e coisas quebradas, os dois estavam no apartamento, apenas descansando um pouco.

“Acho que por hoje já basta. A pizza já chegou china?”

“Já sim, deixei um pedaço pra você.”

“Nossa, pedimos uma pizza gigante e você me deixa um pedaço, muito obrigada.”

“Eu estou comendo por mim e pela nossa filha então fica quieto.”

“Essa é a desculpa mais clichê que mulheres grávidas usam para comer feito animais.”

“Calado! Terminou de colocar os moveis no lugar?”

“Só o básico, amanhã terminamos.”

“Defina básico.”

“A única coisa que vamos precisar por hoje, a nossa cama.”

“E se eu precisar de alguma coisa?”

“Eu vou garantir que esteja bem ocupada pra isso” Sougo agarrou Kagura e lhe deu um beijo, guiando a garota para o quarto.

“Tsc, você não tem vergonha de fazer essas coisas na frente da nossa filha?”

“Não, ela eventualmente vai ouvir se não quiser ir dormir na casa do Danna todas as noites, então é melhor ir se acostumando.”

Notas finais
Ja ne, não esqueçam os reviews!