Formando Uma Família

3 Não precisa ser velho para ter ataques de nostalgi


Notas iniciais
Iae pessoas como estão? Como eu disse antes, esse capitulo é mais focado no Okita

No dia seguinte, Sougo acabou acordando sentindo que o futon estava mais espaçoso que o normal. Ainda era bastante cedo, mas Kagura já tinha levantado.

“Será que ela está passando mal de novo?” O rapaz pensou antes de ver um bilhete em cima de uma pequena mesa.

“Sádico retardado, provavelmente você deve estar acordando muito tempo depois de eu ter saído, considerando que é o mais preguiçoso e vagabundo dos ladrões de impostos. Enfim, eu tive que dar um jeito de avisar ao papi da festa mais tarde, para dar tempo dele vir. Vai começar de uma hora em ponto, o endereço está aqui embaixo. Se atrase e eu arranco suas bolas com um alicate de unha para sua filha ter uma lembrança do pai depois que eu te matar.”

Com amor, sua linda e perfeita e maravilhosa

e simplesmente demais, Kagura-sama.

Sougo riu para si mesmo do bilhete estúpido da sua tão cheia de si noiva. Ele ia mesmo se casar com aquela garota maluca? Era obvio, afinal para inicio de conversa, ele que tinha tomado a iniciativa. Ainda lembrava do dia em que tudo aqui tinha começado...

#Flashback 5 anos antes

Era só mais um daqueles dias normais em Edo, e os dois rivais estavam sentados num dos bancos do parque, depois de passarem horas brigando. Kagura acabou cochilando e teve um pesadelo, acordando aos gritos (por sorte todas as outras pessoas já tinham ido embora fazia muito tempo) e abraçando a primeira pessoa que veio pela sua frente, que no caso era o príncipe dos sádicos. E foi ali que ele soube o quanto se importava com ela, o quanto queria destruir qualquer coisa que estava a deixando apavorada daquele jeito. Era algo totalmente diferente do que ele já havia sentido por qualquer pessoa, uma coisa forte e que o fez ficar lá a confortando por horas e horas. No outro dia, a ruiva passou no Shinsengumi, queria perguntar porque ele tinha feito tudo aquilo, e acabou ganhando um beijo como resposta. Okita Sougo nunca foi lá muito bom com as palavras, e numa situação dessas a prática pareceu à melhor saída. Ia lembrar para sempre do rosto completamente vermelho e confuso da garota quando ele a soltou, e do abraço atrapalhado que ela lhe deu depois de deixar seu olho esquerdo roxo.

Depois de algumas brigas, os dois acabaram começando a namorar, e depois de uns dois anos, os dois acabaram acordando juntos no Yorozuya, numa noite em que Gintoki tinha decidido sair para beber e a Yato não queria ficar sozinha.

O pedido de noivado, como todo o resto, não foi nada normal. Okita tinha planejado fazer tudo de um jeito certo, para variar um pouco, mas acabou sendo obrigado a adiantar o pedido graças a uma crise de ciúmes de Kagura, que havia ficado furiosa por causa de umas garotas perdidas pedindo informação ao policial.

Depois daquele dia, eles tinham uma espécie de rotina, passavam praticamente a manhã inteira sem se ver, Sougo fazia sua patrulha enquanto Kagura ia pro Yorozuya, almoçavam juntos e acabavam começando uma briga, destruíam um pouco a cidade e depois acabavam parando no quarto do capitão da primeira divisão.

#Flashback Off

“SOUGO SE ME IGNORAR POR MAIS CINCO SEGUNDOS EU VOU QUEBRAR SUA CABEÇA!” A voz de Hijikata trouxe o rapaz de volta para a realidade.

“Não seja assim com ele Toushi, o Sougo vai ser pai, é normal que ainda esteja meio abobado assim.”

“A culpa não é minha, e sim da autora que quis fazer esse flashback para explicar nossa realidade aos leitores.” Okita falou entediado. “Mudando de assunto, o que vocês querem?”

“O Kondo-san quis passar para conversar com você, só isso.” O Vice-Comandante falou enquanto acendia um cigarro.

“Algum problema?”

“Claro que não, eu só queria saber como você está se sentindo com toda essa novidade.”

“Normal. Eu e a china girl já estávamos juntos faz tanto tempo, era esperado que uma hora ou outra nossos eventuais descuidos acabassem resultando num bebê.” A verdade é que ele apenas não queria sair do personagem, mas estava pulando de felicidade por dentro.

“E o que pensa em fazer agora?”

“Não sei, talvez tentar achar armas adequadas para começar a treinar a executora do Hijikata 1.0. Como você prefere que minha filha te destrua Hijibaka-san?”

“Tomara que ser pai coloque algum juízo na sua cabeça. Não, isso é algo impossível. Tudo que eu posso fazer é ter pena dessa pobre criança que vai ser criada pelo idiota príncipe do planeta sádico, uma pirralha que gosta mais de comida do que de respirar, um preguiçoso inútil que tira suas frases de efeito da Jump, um óculos e um gorila.”

“Toushi você acabou de me chamar de gorila não foi?”

“Bem, se essa é sua opinião sobre mim, a china e o gorila-san acho que não há nada a fazer...” cinco segundos depois, Hijikata caiu no chão, espumando pela boca.

“MALDITO O QUE VOCÊ FEZ?”

“Você não sabia que cigarros fazem mal? Eu ouvi dizer que alguns vêm até com coisas como veneno de cobra na formula.” Sougo colocou as mãos nos bolsos e foi embora, não antes de dar uma ultima olhada no seu paralisado superior. Quando já estava se decidindo o que fazer enquanto a hora da tal festa não chegava, ouviu Kondo gritar que era para ele esperá-los para levá-lo até lá.

“Isso se o Hijikata-san sobreviver.” O sádico pensou com um sorriso irônico.

Notas finais
Até amanhã não esqueçam os reviews!