Formando Uma Família
4 Não é falar sozinha se você está grávida
Notas iniciais
Kagura estava na casa de sua “irmã mais velha”, as duas resolviam os últimos detalhes para a festa que aconteceria naquela tarde. Ela ainda estava meio sonolenta por ter acordado bastante cedo naquele dia, mas tinha valido a pena, graças ao seu esforço até mesmo seu pai caçador de aliens compareceria a reunião.
“Aqui Kagura-chan, eu consegui um lanche para você.” Otae estendeu uma bandeja para a garota, que por sorte não tinha nada queimado, apenas uma xícara de chá e uma tigela de ramen.
“Obrigada Anego.”
“E ai, está nervosa para mais tarde?”
“Eu? Porque estaria? Só vou comer todas as coisas gostosas que nós encomendamos enquanto assisto o melhor espetáculo da cidade.”
“Você contratou uma apresentação?”
“Só um showzinho que eu chamo de “um sádico idiota tentando explicar a um careca mais idiota ainda que engravidou a filhinha dele.” pena que provavelmente essa será uma apresentação única já que um dos protagonistas morre.” A Yato riu maleficamente.
“Kagura-chan, você fala isso, mas eu sei muito bem que não iria deixar ninguém matar o Okita-san.”
“Talvez seja verdade...” a garota corou um pouco. “A única que pode matar aquele idiota sou eu e ninguém vai me tirar o direito de espalhar as tripas dele no chão.” Lembram da risada maléfica? Só adicionar mais uma aqui.
“Antes que eu me esqueça, que pulseirinha fofa você está usando, nunca tinha visto ela antes.”
“Ah, o sádico me deu. Ele comprou uma pra mim e uma para... Nossa filha.” Falar aquelas duas palavras ainda fazia Kagura corar completamente.
“Que fofo, mas também é uma pena, eu esperava ser a primeira a te dar um presente. Espere um minuto, está bem?” A mulher de cabelos castanho claro saiu da sala.
“Por favor que não seja tamagoyaki. Por favor que seja sukonbu. Por favor que não seja nada queimado.” Kagura pensou enquanto esperava.
“Já voltei, aqui está. Espero que goste.” Otae entregou uma caixa grande a ruiva, que abriu ansiosamente, se deparando com um vestido branco e razoavelmente comprido, decorado com algumas estampas de flores em cores claras. “Bem, logo sua barriga vai começar a crescer então é melhor comprar algumas roupas bem confortáveis.”
“Eu amei. Obrigada Anego” A mais nova deu um abraço na mulher mais velha. “Na verdade eu vou vestir agora.”
“Essa é uma boa ideia, você precisa se arrumar para a festa.”
Kagura tomou um banho rápido e vestiu o presente, deixando seus longos cabelos alaranjados soltos. Logo ela e Otae se direcionaram para o restaurante, que graças ao cartão de credito de um certo capitão sádico, tinha sido alugado apenas para aquilo.
“Kagura-chan, você está tão fofa com essa roupa.” Sa-chan, que tinha sido uma das primeiras a chegar, falou. “E então pra que vocês marcaram isso? Você e o Okita-san finalmente marcaram o casamento?”
“Não é sobre isso ainda.”
“Tudo bem então. É Kagura-chan onde...”
“O Gin-chan ainda não chegou, eu pedi para ele buscar meu papi no Terminal. Agora eu tenho de fazer uma ligação.” a ruiva se afastou das duas mulheres e foi para o jardim de trás do restaurante, onde havia uma parede de vidro onde ela ficou observando seu reflexo, em especial sua barriga.
“Quando será que você vai começar a crescer hein filhinha?” Kagura começou a falar numa voz dosada e tranquila enquanto alisava a ainda pequena barriga. “Eu sei que você deve estar assustada com esse universo cheio de idiotas onde os mais estúpidos são os nossos amigos, e para ser sincera, sua mami e seu papi mas não se preocupe. Esses inúteis aqui vão fazer o máximo para que você seja feliz, e se seu pai sádico retardado pisar na bola eu mato ele.”
“É mais fácil você fazer alguma burrice china girl.” A Yato ouviu uma voz entediada atrás dela e logo depois sentiu uma mão no seu ombro. “Deu agora para falar sozinha idiota?”
“Eu só estava tentando ver se minha barriga cresceu um pouco...”
“Só se passaram dois meses estúpida, é obvio que não.”
“E eu não estava falando sozinha, estava falando com nossa filha seu burro. Eu sei que para ter aceitado ser sua noiva possivelmente devo ter milhares de neurônios a menos, mas não ao ponto de falar sozinha.”
“Como se minha princesinha quisesse ouvir suas bobagens. Ela provavelmente está tirando um cochilo.”
“Minha filha não cochilaria antes de uma festa, ela não vai herdar sua burrice. A propósito, você chegou mais cedo do que eu esperava.”
“Do que está falando sua maluca? Já são 13:30. A chefa tinha dito que você estava aqui viajando por muito tempo mas eu não fazia ideia que era tanto, já está todo mundo ai.”
“Sério? Legal finalmente eu posso comer!”
“Tsc, 5 anos e você continua sendo a mesma pirralha comilona de sempre.”
“E você continua o mesmo pirralho sádico e preguiçoso, e é por isso que eu te amo.” Kagura corou completamente ao perceber o que tinha falado.
“Finalmente admitindo claramente seus sentimentos por mim china?”
“São... Os hormônios da gravidez... É os hormônios.” Ela tentou disfarçar.
“Hormônios sei... Então pelo visto eu vou gostar muito mais do que pensava dessa gravidez.”
“SEU PERVERTIDO! NÃO VAI FAZER NADA DE INDECENTE NA FRENTE DA MINHA FILHA!”
“Minha princesinha não vai se importar com isso, afinal se não fosse pelas nossas “noites românticas” ela não estaria viva agora. Enfim, vamos logo lá pra dentro, o Danna já está quase contando tudo.”
“Vamos, eu não quero perder o show.”
“Que show?”
“Nadinha amorzinho, ah e eu acho melhor você sentar perto do papi ok?” A ruiva sorriu maleficamente e puxou o braço do seu noivo para dentro do restaurante.
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