Notas iniciais
Saluut Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas pela demora da atualização. Mas agora, em pleno julho, acredito que terei mais tempo para atualizar essa fic, isto é, caso vocês contribuam com o feedback :) Segundamente, eu não moro em Seattle, mas eu estudei o mapa da cidade para escrever esse capítulo, sim. Qualquer erro de veracidade, por favor, me perdoem. Enjoy *-*

“Zola?!” Meredith já gritava a esse ponto. Estava desesperada, sua filha nunca havia feito algo assim, desaparecido do nada, mesmo que em brincadeira, então os piores caso cenários possíveis já passavam por sua cabeça. “Zola!”

Amelia logo apareceu no quarto, como Bailey em seus braços, não entendendo o porquê de tantos gritos. “Meredith, o que houve?”

“Eu não consigo encontrar Zola” podia-se ouvir o desespero vindo de sua voz. “Eu já a procurei em todo lugar. Ela não está aqui”

“Ok, eu tenho certeza que ela está aqui, que ela está bem” Amelia assegurou-lhe, passando levemente a mão por seu braço, em uma tentativa em vã de acalmá-la. “Nós vamos procurar juntas por Zola, está bem?”

E assim elas fizeram. Passaram por cada cômodo da casa, cada armário, cada debaixo de cama, e ainda, nada. Meredith suava frio, no pensamento que algo poderia ter acontecido com sua tão preciosa filha. E o que mais a aterrorizava era que o homem que a estuprou tivesse voltado para cumprir sua promessa.

E quanto mais tempo se passava, mais difícil ela achava para respirar.

“Meredith? O que é aquilo?” Amelia perguntou de repente, ao notar uma porta no fundo do corredor que nunca tinha reparado antes.

“Oh, é apenas um armário” ela respondeu. “Derek o construiu para guardar coisas que não usássemos, mas é raramente usado. Zola provavelmente nem sabe de sua existência”

Amelia entregou-lhe o bebê. “Fique aqui” demandou.

Sem mais nada dizer, caminhou até o armário, onde pôde escutar sons de dentro vindos. Lentamente, abriu a porta, e ao ligar a luz, seu coração aliviou. Zola estava ali, sã e salva.

“Zola, o que você está fazendo aqui? Você assustou sua mãe e eu”

A menina não respondeu nada, apenas olhou para sua tia com olhos estatelados. Amelia percebeu as lágrimas no rosto de sua sobrinha, portanto adentrou o armário para sentar-se ao seu lado, mas não antes de fazer um sinal com as mãos para Meredith, indicando-lhe que estava tudo bem.

“O que aconteceu, Zozo?” perguntou em uma voz doce.

“Eu não posso contar, tia Amelia” disse com uma voz de choro.

Amelia franziu a testa. “Por que não?”

Zola abaixou a cabeça. “Porque ele disse que machucaria moma se eu dissesse.

Amelia arregalou os olhos. Esforçou-se para ouvir sua cunhada do outro lado da porta, se Zola estivesse falando a verdade, Meredith estaria em perigo. Um alívio consumiu seu corpo ao ouvi-la falando com Bailey. Voltou sua atenção para a menina: “Quem é ele, Zo?”

“Um homem” respondeu. “Ele apaleceu em minha janela e disse para eu vir me esconder no armálio, senão ele machucalia moma. Moma está bem, tia Amelia?”

“Sim, moma está bem” assegurou-lhe. “O homem fez alguma outra coisa?”

Ela tirou um papel amassado de debaixo dela e Amelia leu-o rapidamente. Seu coração começou a bater a mil. “Vamos sair daqui, Zola”

“Não...” protestou. “Eu estou com medo”

“Não se preocupe, você está segura” assegurou uma outra vez, pegando-a em seus braços. Zola usava uma blusa social e suas calças de pijama, sendo que escondia seu rosto no ombro de sua tia.

“Zola? Amelia? O que está acontecendo?” Meredith perguntou desesperadamente, ao ver as duas finalmente deixarem o armário.

“Meredith, nós precisamos sair daqui, agora” Amelia, sussurrou, uma vez ao seu lado.

Meredith pegou Zola em seu colo, dando Bailey à cunhada, assim podendo confortá-la. “O quê?”

“Eu te explicarei depois, apensas precisamos sair imediatamente” deu ênfase à última palavra.

Sem mais nada dizerem, seguiram para fora. Amelia estava a frente e certificou-se que não havia ninguém aos derredores, antes de deixar a outra caminhar em direção ao carro.

“Amelia, o que está acontecendo?” Meredith perguntou pela enésima vez, do banco de trás. Não conseguia largar Zola, não após o último susto que tivera. “E me diga o que realmente está acontecendo, porque nada disso parece normal”

“Havia um homem lá” ela disse de uma vez. “Ele disse para Zola se esconder no armário, o que me leva a acreditar que esteve dentro da casa ao menos uma vez” pausou por alguns segundos. “Ele te deixou um bilhete”

Seu primeiro instinto foi assegurar-se que Zola não estava machucada antes de voltar a abraça-la. “O que ele disse, Amy?” indagou, totalmente esquecida que sua cunhada desdenhava ser chamada por tal apelido.

Amelia olhou para o espelho retrovisor, na intenção de visar a cunhada nos olhos, mas o que viu mais uma vez seu coração acelerar. Havia um carro as seguindo. De onde este carro tinha surgido? “Meredith, ponha seu cinto”

Embora Meredith estivesse perdida, obedeceu e sentiu Amelia pisar forte no acelerador.

Havia dois caminhos para sair da casa na floresta. O mais curto era necessário pegar a balsa para cruzar o rio, que partiam a cada dez minutos. Levava-se a metade do tempo para

chegar do outro lado. O caminho mais longo, entretanto, era necessário seguir a margem do rio até a ponte, levando-se em torno de vinte minutos para sequer chegar do outro lado da cidade. E naquele momento, Amelia optou pelo caminho mais longo.

Meredith podia dizer que estavam indo a mais de cem quilômetros por hora, mesmo se de olhos fechados. Sabia o que estava acontecendo, estavam sendo perseguidas, provavelmente pelo mesmo homem que esteve em sua residência naquele dia, provavelmente pelo mesmo homem que a estuprou. E ela não se arrependia de mais nada naquele instante do que ter denunciado o crime.

“Meredith” Amelia clamou em desespero. “Eu não acho que temos gasolina o suficiente para percorrer a margem do rio”

Pela primeira vez, Meredith abriu os olhos. Sentiu como se fosse ficar doente. Olhou para trás, vendo a distância do outro carro. Era grande, mas o outro ainda estava lá. E o choro constante de ambos seus filhos apenas a tencionavam mais ainda. “Amelia, preste bastante atenção no que eu vou te dizer”

Amelia escutou atentamente à sua cunhada.

“Logo após essa curva na estrada, há uma trilha. Você tem que ter cuidado para não passar por ela, pois é muito camuflada. E lá nós ficaremos escondidas até o perigo eminente passar.”

Assentiu e à medida que se aproximava da curva, diminuía a velocidade do carro. E como Meredith disse, a passagem estava bem ali.

Uma vez lá, Amelia desligou o carro por completo, para impedir que qualquer som ou luz entregassem-lhe seu paradeiro. Meredith já podia sentir seu coração bater mais devagar, ao mesmo tempo que conseguia acalmar suas crianças, embora ainda suasse frio.

“Amelia” ela chamou, depois de um tempo. “O que o bilhete dizia?”

“Você não precisa se preocupar com isso agora”

“Nós estamos escondendo-nos no meio da mata porque um homem nos estava perseguindo. Eu preciso me preocupar com isso agora”

Suspirou, sabia que a outra estava certa. “O bilhete dizia que você pagará por tê-lo denunciado. Que a agonia que você passou ao não conseguir encontrar Zola será apenas pior quando ela não conseguir te encontrar, nunca mais”

“Oh meu Deus” ela clamou, apertando a menina mais ainda em seus braços. Fixou seu olhar em Bailey, para certificar-se que ele não iria a lugar algum.

“Meredith, está tudo bem. Nós não deixaremos que ele encoste um dedo em você”

Mas as palavras de Amelia não significavam nada para ela. Seus filhos corriam o risco de crescerem sem uma mãe, e isso era tudo que sua mente conseguia processar.

Ouviram um carro passar em disparada pela estrada, o que significava que o sujeito tinha caído na estratégia. Pelo menos um pró quanto à sua situação. Mas não partiram de imediato. O medo e a incerteza ainda estavam presentes no ar.

“Eu não consigo respirar” Meredith disse, abrindo a porta do carro logo em seguida. Fez com que Zola se sentasse no bando para que pudesse sair e tentar recuperar seu fôlego.

Amelia foi rápida em ir atrás dela. Seguiu-a até a árvore em que estava ancorada. “O que você está sentindo?”

“Eu estou tonta” confessou. Tinha certeza que acabaria caindo caso tirasse sua mão de onde estava.

E então, ela sentiu o enjoo consumir seu corpo. Não demorou muito para que ela depositasse todo o conteúdo de seu estômago no chão. Amelia segurou seu cabelo enquanto vomitava, fazendo o máximo possível para apoiá-la.

Quando terminou, simplesmente sentou-se ao chão. Sabia que aquilo era o resultado do excesso de estresse que seu corpo estava passando, mas ao mesmo tempo, sabia que nada poderia fazer quanto a isso.

“Você está se sentindo melhor?” Amelia indagou.

Ela simplesmente balançou a cabeça. Era grata por ter uma figura feminina ao seu lado, Amelia a entendia de formas que Derek não poderia compreender. E, sentia-se bem por ter uma irmã novamente. Sentia falta de Lexie mais que qualquer outra coisa, queria que pudesse estar ao seu lado em tal momento de turbulência. E Amelia, por mais que não fosse sua irmã biológica, ajudava a preencher o vazio em seu coração.

“Nós deveríamos ir para o hospital, para contatarmos a polícia”

Mais uma vez, balançou a cabeça, desta vez se levantando, apesar de que com a ajuda da cunhada. Caminharam até de volta ao carro, onde Zola esperava por sua mãe de olhos arregalados. “Moma? Você está bem?”

“Sim, meu amor” respondeu, novamente sentando-se ao seu lado no carro. Permitiu-a deitar sua cabeça em seu colo, assim fazendo cafuné em sua cabeça.

Retomaram então sua jornada ao hospital, embora o medo de estarem sendo perseguidas nunca desaparecesse.

Notas finais
Ok, com esse capítulo, eu sinto como se pudesse disse que agora sim que a fic começara a fluir mais rapidamente. Deixem reviews para saber o que acontecerá então xoxo