Forgotten Faces
4 Three Wolves and Two Innocents
Notas iniciais
POVJacky.
Passei a mão pelo colchão. Estava quente, mas não tinha ninguém lá. Abri os olhos,’’devo ter sonhado”. Sentei na cama, minha cabeça girava, merda de álcool. Assim que consegui focar minha visão, avistei um pequeno pedaço de papel perto do travesseiro, um bilhete?
“Desculpa dorminhoca, mas tive que sair mais cedo. O nosso ônibus já estava de partida e vamos indo para o Palace Spring Seattle. Temos um ensaio hoje às 16h no estúdio 07, a Lexie ficou com os endereços, apareça lá Daniel’s é uma ordem!
P.S.: aqui está meu número 87699545 "
Ok, iria perdoa-lo dessa vez, levantei e fui andando para o banheiro, precisava urgentemente de um banho. Andei pelo pequeno corredor que dava direto na sala, e ouvi uma gritaria vinda da cozinha. “O que essas piranhas estão aprontando?” suspirei e entrei no local.
– Vadias egoístas! Nós queríamos ir naquela merda tanto quanto vocês! – Vi Cristina taca um copo de plástico para cima de Lexie e Eleonora.
– A culpa não é nossa se você enchei o rabo de whisky e depois não conseguiu levantar. – Eleonora gritava no mesmo tom apontando para Cristina.
–Era só acordar a gente, que droga! Vocês falaram que não tinham certeza se iam conseguir, a culpa não é nossa. – Cristina bagunçava os cachos ruivos a cada berro.
– E muito menos nossa... – Lexie não queria ficar sem dar a ultima palavra.
Rose estava debruçada sobre um balde com mais da metade do seu rosto lá dentro. Parecia ser a única a não ligar para a discussão.
– Cala a boca todo mundo! Que porra, querem um megafone para ajudar?! – Revirei os olhos e pequei uma xícara de café quente.
– A culpa é toda sua! – Cristina se virou para mim agora. – Se você não tivesse demorado tanto pra resolver como nos botar para dentro, nós ainda estaríamos bem para ir. Cara, Zach Blair! Vocês andaram com Zach Blair bêbado! E me deixaram aqui morgando no chão. – Ela fazia altos gestos. Sempre fora muito dramática.
– E você acha isso bom?! O cara era quase um moribundo nos nossos braços, fedia a duzentas substâncias diferentes e pesava 80 kg. Se toca! – Eleonora resmungou de volta.
– Não a culpa não foi minha, e sim a solução. Da próxima vez tente se manter sóbria por mais de 2 minutos depois de um show. Dei de costas e entrei no banheiro. Pelo espelho vi o dedo do meio de Cristina apontado para mim antes de fechar a porta, deixa ela. Estava prestes a ligar o chuveiro, Lexie abriu a porta e me entregou um papel.
– Esses aqui são os endereços, Matt deixou comigo ontem – Ele deu um sorriso malicioso e mordeu a ponta do lábio. –E também estamos de partida, o motorista vai levar a gente para a cidade em meia hora, então se apressa e faça as malas. Já temos uma reserva em um hotel qualquer lá, ás 15h temos uma entrevista com a rádio Roadbite FM 48, aquela muito foda que tocou o nosso primeiro CD. – Ela estava muito empolgada, mexia bastante no cabelo enquanto falava. — se tudo de certo, saímos de lá quinze para ás quatro e o motorista nos leva para o estúdio bem a tempo!
– E que horas são? – Perguntei já que tudo estava minimante cronometrado.
– Exatamente 14h09min. Se apressa ai – ela deu um tapa de surpresa em minha bunda antes de fechar a porta.
Enrolada na toalha fui pra o quarto, joguei todas as minhas roupas e pertences para dentro da velha mala de couro preta, só deixei de fora um short jeans desbotado e uma blusa estampada que imitava um raio-x de tórax. Botei meu coturno, maquiei bastante o olho e só. Deixamos o trailer e entramos no carro que esperava pela gente do lado de fora do parque. Era mais ou menos meia hora de viagem até a cidade. Chegamos no hotel e despejamos as malas para o descarregador. Pegamos as chaves mas seguimos direto para a entrevista.
– Aqui é Max D.J. House, e vocês estão ouvindo a Rádio Roadbite FM 48 – O locutor falava rápido, a animadamente, chegava a ser irritante. – Hoje nós temos uma mega companhia meus colegas! Uma banda que vem fazendo bastante sucesso e está estourando nas paradas! Estamos aqui com Lexie, Eleonor, Cristina, Rose e jacky... – Por que a baterista é sempre a última?-... E essa é a Vanilla Poison minha gente!- Ele falava com o microfone como se fossem pessoas de verdade, a primeira a responder algumas perguntas foi Lexie.- Então, falem um pouco aqui para nossos companheiros como surgiu essa fantástica banda? Já se conheciam há muito tempo?
– Na verdade eu e Eleonora sim. Tocávamos juntas fazendo covers em bares e restaurantes, até que um dia conhecemos jacky, que de início só se juntou com a gente. Algum tempo se passou e essa ideia veio até nós, mas precisávamos de mais gente. Foi ai que começamos a divulgar entre alguns conhecidos que precisávamos de uma baixista e uma guitarrista solo, um amigo meu Jeremy, que também estava montando uma banda indicou Rose como baixista, era sua vizinha e tinha poucos meses de aula. E então veio Cristina, amiga de infância de Rose que quis se juntar, agora estamos aqui. – Ela deu um sorriso meigo para Max, mostrando toda sua simpatia. A arte de dissimular não é para muitos.
– E você já sonhava em fazer parte de uma banda?- ele dirigiu a palavra para Rose.
–Bem, eu não havia pensado nisso ainda. – Ela corou levemente. Não era de falar muito. – Mas fique feliz depois que aceitei, senti que havia tomado a decisão certa.
– E o estilo? Sabe hoje em dia é bem difícil encontrar garotas com esse gosto, por isso achei bem bacana quando ouvi falar de vocês. Definem como a música que tocam?- Ele agora se virou para mim.
– Sabe, temos um pouco de tudo, mas na mesma área. Algumas músicas nossas são comparadas ao estilo grunge, mas a maioria é classificada como heavy metal ou hard rock. — Curta e objetiva. Parabém Jacky.
A entrevista se seguiu por ai, saímos apressadas e George (o motorista) aguardava no estacionamento do prédio. Não queríamos que as meninas ficassem chateadas de novo por fazermos algo legal e não as levarem, na verdade, tirando Eleonora e Lexie, elas nem se quer imaginavam de meu envolvimento com o Jimmy. Tudo que sabiam sobre noite passada se resumia em muita bebida e uma tremenda festa. Olhei para Lexie com o famoso olhar “E agora?” Ela piscou de volta. Essa era sua resposta “Está tudo sobre controle.” Eleonora então pôs a mão na cabeça e falou em seu famoso tom de descontentamento:
–MERDA! Esqueci de ligar para A “Galery Estúdios” e reservar o nosso para os ensaios da semana!- Ela bateu diversas vezes na cabeça com o punho.
– Sua anta, não acredito que fez isso!- Cristina respondeu com sua excepcional gentileza gratuita. –Tenta ligar agora!
– Não dá! To sem telefone e eles fecham o horário de atendimento as 16h! – Ótima escapada de Eleonora, tenho que admitir.
– Podemos passar lá ainda agora, faltam pouco mais de dez minutos e não é tão longe daqui. – Lexie falou tentando acalmar aas duas.
– Eu quero ir para o hotel, quem fez merda foi ela, ela que concerte. – Cristina virou para o canto e emburrou de vez.
– Tudo bem, George deixe elas no hotel, e depois leve eu e Jacky para a “Galery Estúdios”, por favor. – O motorista assentiu com a cabeça.
– A Eleonora não vai? – Cristina demonstrou muita indignação nesse momento. – Como assim?
– Para de pegar no pé da garota Cristina! Acidentes acontecem, e vocês duas estão muito esquentadinhas. Precisam ficar no hotel um pouco esfriando a cabeça. Que saco, parece que vai ficar descontando esse mau humor em nós o dia todo. – Fechei a encenação com chave de ouro, fingindo estar de saco cheio daquele bate-boca.
Chegamos à “Galery estúdios” bem a tempo. Demos nossos nomes e alguns funcionários nos indicaram a direção do 07° estúdio. Quando abrimos a porta, nos deparamos com uma sala cinza-claro, preenchida com sofás de couro vermelho em suas extremidades. A mesa de botões era enorme e ficava bem embaixo da janela de vidroque dava para a sala onde se encontravam os instrumentos. Os garotos estavam lá dentro, por isso não nos viram. Sentei na cadeira em frente à mesa de som e apertei o botão do microfone logo depois gritando em coro com a Lexie. Eles levaram o maior susto, Jimmy sorriu para nós e saiu correndo com aquela cara “Agora você vai ver”. Saiu da sala de isolamento acústico e veio em minha direção, eu gritei e corri pelo estúdio com um cara de quase dois metros me perseguindo. Ele conseguiu me agarrar e caímos em um dos sofás, as gargalhadas eram altas e logo depois começamos uma lutinha idiota para ver quem iria ficar por cima.
– Parecem dois cães brigando por um pedaço de carne. – Falou um cara moreno que veio logo atrás com um olhar impaciente. Cabelos escuros, era alto e musculoso, nariz e maçãs do rosto bem definidas finalizadas por seus finos lábios.
–Brian! É ela, essa aqui é a jacky. – Ele apontou para mim que estava... Bem eu estava de cabeça para baixo sendo esmagada pela aquela bunda gorda.
–O... Olá Bri-an. – O ar me faltava e o sangue começara a subir pela cabeça. Jimmy levantou e me puxou para cima. Vi Lexie ser cumprimentada com um selinho por Matt, os dois conversaram baixinho antes de serem interrompidos por um anão de moicano.
– É tem razão, eu realmente não a reconheceria, está bem diferente Rev. – Brian suspendeu uma de suas sobrancelhas e olhou para Jimmy. – Então foi você e suas amigas que Shadz botou para dentro ontem.
– É verdade. – Ri meio sem graça. – Mas por falar nisso, não me lembro de ter o visto lá.
– Tive que levar o pigmeu para a enfermaria, o filho da puta bebeu até entrar em coma. Mas eu acabei conhecendo umas enfermeiras muito gatas por lá e... Acabei ficando ocupado. – Ele se sentou no outro sofá jogando as pernas por cima da mesinha de centro.
– Hey! Olha as dançarinas da noite ai – Zacky me deu um abraço apertado. – Vocês foram perfeitas, todo mundo comentou. – Agora eu definitivamente fiquei sem graça. Merda, eu já tinha esquecido do king-Kong que passei ontem a noite. Para minha surpresa Lexie deu de ombros e continuou a beijar Matt sem escrúpulo nenhum.
– É já tinham me dito isso antes, que coisa não é? – Afundei no estofado de couro e Jimmy passou o braço por trás de minha cabeça. Ele abriu a boca para dizer algo mas eu não iria deixar.
– Tem o direito de ficar calado! Qualquer coisa que disser será usado contra você! – Apontei o dedo em sua cara, fazendo-o e rim e fechar a boca com um zíper invisível.
–É eu fiquei sabendo dessa história, e te garanto que quem contou não economizou detalhes. – Brian sorriu maliciosamente para mim e depois olhou para Jimmy. Fuzilei-o com o olhar.
– Eu não disse nada, foi o Zacky que saiu excitado de lá e não parava de falar como vocês estavam gostosas. – Zacky dixavou e saiu de perto, fazendo que todos rissem na mesma hora. O cara de moicano aproximou-se e estendeu a mão.
– Eu sou Johnny, e você deve ser a namorada antiga do Rev. – Levantei deixando-me ficar mais alta que ele e retruquei delicadamente:
– E você era o gnomo que tava tentando escalar o Jimmy ontem. Prazer. – Todos riram da careta que ele fez para mim, logo depois nós rimos e nos abraçamos de lado.
Passamos o resto da tarde lá, Jimmy não parava quieto. Depois de vê-los tocarem “Afterlife”, “Scream” e “Lost” fomos convidadas a participar. Lexie e eu tocamos “ Forget You” do “ Cee Lo Green” , depois Lexie fez um dueto com Shadows em “ A Little piece Of Heaven”. Ficou tão bom que acabamos gravando de bobeira. Quando deram oito horas levantamos para ir embora, todos nós deixamos o estúdio e estávamos indo para o estacionamento.
– Então, quanto tempo vocês ainda ficarão em Seattle? – Lexie perguntou para o grupo.
– Não sabemos ao certo, a estimativa é de uma ou duas semanas. Provavelmente começaremos um tour novo em pouco tempo. E vocês? – Zacky respondeu.
– Bem, no nosso caso depende se arrumarmos outro show por ai. Por enquanto estamos vendo perto de Arizona... – Eu tentava lembrar o que tinhas na agenda.
A conversa desandou até que Jimmy, com sua constante animação sugeriu :
– Porque não vamos para beber amanhã? Sério, encher a cara em um bar qualquer. Precisamos marcar a nossa presença em Seattle!
– Você já quer arrumar confusão Jimmy? – Matt riu puxando Lexie pelo bolso do short para outro amasso. Meu Deus, porque eles não iam para um quarto?
Jimmy me puxou para um canto e retirou um cartão prateado do bolso me entregando seguidamente.
– O que é isso?
– É o cartão magnético do meu quarto. – Porque ele estava me dando o cartão do quarto dele? Arregalei os olhos e então ele tentou se explicar. – Para quando você não tiver nada pra fazer e, sei lá, se quiser conversar... Se quiser fazer algo mais também poso pensar no seu caso. – Dei um soco em seu ombro e ele riu.
Despedimos-nos e deixamos o local. Ao chegar ao Hotel ouvimos quase uma hora de sermão da Cristina, mas como sempre ignoramos. Tomei um longo e demorado banho, botei a camiseta larga do “Anthrax” que usava para dormir e me deitei pensativa. Lexie abriu a porta e se jogou do meu lado, estávamos dividindo o quarto.
– E então, como vão as coisas com o Jimmy? – Ela perguntou ainda de bruço. Estava apenas usando uma calcinha listrada, ela dormia quase nua.
– Bem, eu acho... Já você e o Matt só faltam ir para um quarto. — Ela riu e virou de frente para mim. – Que isso gata, assim você me seduz. – Brinquei quando ela sentou do meu lado com os seios totalmente expostos.
– Matt é um cara legal, e muito gostoso. Quero muito dar pra ele. – Ela parou e pensou por alguns segundos. – Você podia dar pro Jimmy.
O QUÊ ESSA VADIA TAVA FALANDO?
– Lexie! Tenha dó! Jimmy é meu amigo, e só. Eu sei que temos umas brincadeiras estranhas e às vezes ele é fofo de mais, mas não passa de amizade! – Pelo menos assim eu pensava.
– Há claro. Hum... Então por que o cartão magnético do quarto dele? – Ela arqueou uma sobrancelha suspeita para mim e fez um biquinho infantil.
– Ele só quer passar mais tempo comigo, quer recuperar minha confiança. É isso. – Joguei minha cabeça no travesseiro virando de costas para ela.
– Eu acho ele bonitinho. Se não tivesse encontrado o Matt antes iria nele.
– Lexie!- Levantei em um sobresalto.
– Ficou com ciúmes?
–Claro que não!
– Lexie!
– Eu tô brincando ta bom?! – Ela virou para o outro lado puxando o cobertor. – Eu queria ter encontrado o Brian antes, Meu Deus o que é quilo? Aqueles braços, aquela boca... – Ela imitou gemidos eróticos e ambas caíram na gargalhada.
– Você não tem jeito mesmo Lexie.
– É, todos dizem isso.
POVLexie.
Acordamos depois do almoço no dia seguinte. Apesar da confusão de ontem, o nosso estúdio já estava reservado há muito tempo, foi tudo uma jogada muito bem calculada por mim, é claro. Fomos para o ensaio e passamos a tarde toda lá. Estávamos cansadas quando saímos, e George (o motorista das pernas atléticas) nos levou para jantar. Quando entramos, algumas garotas das duas primeiras mesas nos reconheceram e vieram pedir fotos e autógrafos. Nem eu sabia que já havíamos chegado nesse nível.
– Agora sim me senti importante. – Rose brincou depois que as garotas finalmente nos deixaram em paz.
– É, mas isso cansa a minha beleza. – Brinquei empinando o nariz. Elas riram.
– É claro, cada flash de foto derrete esse meio quilo de maquiagem que você joga na cara. – Jacky falou e depois piscou para mim.
– Tudo bem eu sei que você me ama, não precisa disfarçar aqui.
– Eu só não queria que elas soubessem assim tão depressa. – Ela botou a mão no peito fingindo indignação.
– Conheço isso como inveja. – Cristina começou a nos espetar com sua língua que conseguia ser mais afiada que aquele nariz de tucano.
– Não, você sente inveja, ela me ama. – Apontei com o garfo para as duas. Eleonora abafou o riso.
Cristina deu de ombros, e continuamos o jantar nesse mesmo ritmo. As meninas queriam sair para beber, então eu e Eleonora botamos nosso segundo plano em ação. Depois de uma ótima encenação de uma dor de barriga aguda, convencemos Cristina e Rose que elas deviam sair e curtir, eu e Jacky tomaríamos conta de Eleonora em casa. Não foi tão difícil, do jeito que a relação de Cristina anda com a banda, só sobra Rose mesmo que a ature.Depois que elas deixaram o hotel começamos a nos arrumar, vesti um tubinho vermelho e minha jaqueta de couro preta favorita, prendi o cabelo em um coque mal feito e enfeitei meu pescoço com um crucifixo enorme. Jacky então entrou no quarto e me entregou o celular.
– Parece que ouve uma mudança de planos. – Ela começou. –Eles falaram que tem uma “surpresa” para a gente no hotel e mandou a gente ir pra lá. – Sua cara era preocupada.
Eu sorri. Sabia exatamente do que se tratava, uma encomenda especial que Matt havia me prometido. Sim, eu sei que sou fabulosa.
– Não se preocupe, está tudo bem... Tudo como planejado. – Sorri para Jacky fazendo-a relaxar. Por mais que ela soubesse que não devia, confiava em mim cegamente.
– Isso não cheira bem. – Eleonora retrucou do outro lado do quarto.
Chegamos ao Palace Spring Seattle, e fomos direto para a recepção. Me debrucei no balcão fazendo com que o atendente tivesse uma visão privilegiada do meu decote, assim recebendo melhor tratamento que os demais no salão.
– Com licença, o senhor poderia me dar uma informação? – Ele largou o casal de idosos que estava atendendo e em menos de dois segundos estava a minha total disponibilidade. – Eu gostaria de saber onde encontro esse quarto. – Entreguei o cartão magnético de Jacky para ele que analisou cautelosamente.
– Sexto andar madame, posso ajuda-la em mais alguma coisa? – Ele estava sorrindo gentilmente, mas já havia feito sua parte
– Na moral, você é muito podre. – Eleonora riu após fazer o comentário.
– Des que ganhemos tempo, não há mal algum – Sorri de volta.
– Não, obrigada. – Respondi finalmente.Entramos no elevador e só agora tive tempo de reparar a roupa de Jacky. Ela usava uma minissaia jeans rasgada e uma blusa larga do Metallica caída nos ombros, all Star desbotado e os cabelos soltos faziam pequenas ondas quando passavam da linha do pescoço. – Você? Saia? Nossa, não sabia que Jimmy tinha essa moral toda.
– Não começa...
Chegamos ao quarto e Jacky abriu com seu cartão. Todos estavam sentados bebendo juntos e fizeram um brinde a nossa chegada. Apresentamos Eleonoroa, que não conseguiu nem disfarçar quando viu Zacky. Haviam mais três garotas por lá, uma estava com Johnny e as outras duas estavam abraçadas com Brian, que apenas acenou com a cabeça. Matt veio até mim, seus olhos percorreram todo o meu corpo, ele parecia ter gostado do que viu.
– Você está linda! – Nossos lábios se encostaram começando um beijo lento e sensual. – Além disso, o que você me pediu está bem ali em cima da mesa, prontinho para todo mundo.
Sorri de satisfação e virei-me para chamar jacky, mas ela estava ocupada demais sendo rodada no ar por Jimmy que a tratava como uma boneca de pano.
–Jacky, você pode vir aqui um minuto? – Chamei na primeira oportunidade em que seus pés tocaram o chão. Ela se aproximou e Jimmy veio atrás dela.
– Daniel’s, você vai gostar, compramos um especialmente para essa noite. – Jimmy já a preparava.
– Que medo de vocês, sério. – Ela falava entrando na onda.
– Só uma coisa para alegrar a noite, não é grande coisa. – Falei fazendo com que todos abrissem espaço até a mezinha de centro. – Pronto, vamos todos usar a vontade.
– Os olhos de Jacky brilharam ao ver aquele pó branco milimétricamente enfileirado por toda a mesa de vidro.
– Sim, hoje vai dar muita merda. – Ela disse pegando uma nota de cem já totalmente enrolada para a situação. Ela foi a primeira a cheirar. Logo depois fui eu e Eleonora. Era cocaína das boas.
Se tudo desse certo, essa noite seria a “pior” de todas.
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