Forgotten Faces
5 Hidden Desires And Consequences
Notas iniciais
POVJacky.
Eu e Jimmy sentamos no sofá logo depois de cheirarmos pela segunda vez. Ele estava gargalhando, enérgico e eu não estava muito diferente. Pegamos duas garrafas de cerveja e apostamos quem terminaria primeiro.
- Não! Eu não vou perder para você Daniel’s, meu poder de sucção para álcool é triplicado quando estou drogado. – Ele encostou a garrafa gelada em minha bochecha e depois me abraçou por trás.
- Grandes merdas, você começa a se babar todo, vai mais cerveja para o seu umbigo do que pra sua garganta. – Retruquei afastando meu rosto do recipiente gélido.
Contamos até três e viramos, o líquido desceu reto, porém todo gás fez questão de voltar. Soltei um enorme e feroz arroto, que fez com que Jimmy quicasse no sofá de tanto rir. Ele arrotou também, mais alto que eu, e assim começamos outro campeonato bobo de arroto, bebendo mais e mais cervejas.
- Ok, eu desisto! Se beber mais uma vou vomitar, e farei questão de ser em cima de você! – Eu disse jogando a sexta garrafa de Heineken para longe.
- Eu sou invencível! Sou James Sullivan, campeão de arroto de Seattle. – Ele gritava para todos na sala. A essa altura, Brian já tinha se enfiado em um dos quartos com duas das meninas que eu não conhecia. Johnny continuava com a sua no outro sofá, Lexie se atracava violentamente a Matt no balcão da cozinha e Eleonora estava em altos papos sobre guitarras com Zacky.- Ganhei de você mais uma vez Jacky. – Ele disse se aproximando de mim.
- Eu sou humilde, só isso. – Falei dando língua logo em seguida.
Ele arqueou a sobrancelha, e aproximou seu rosto do meu, estávamos um do lado do outro, seu nariz estava a centímetros do meu. Minha respiração parou.
- Então você é muito boa no que faz, mas é humilde ao ponto de me deixar ganhar? – Ele falou fitando-me nos olhos, duas pedras azuis que prendiam toda a minha atenção. – Será mesmo?
O que ele estava fazendo? Jimmy é meu melhor amigo, não podia estar assim comigo. Não que ele não merecesse, sempre foi tão fofo, meigo, engraçado, e Lexie tinha razão ele era bonitinho... MAS QUE MERDA EU TO PENSANDO? Porém, por mais que eu quisesse racionalmente sair dali, não conseguia, meu corpo não queria se mexer. Continuei a encara-lo, sem piscar, sem me mover. Ele tinha um sorriso infantil amável no rosto, suas bochechas estavam levemente coradas e a barba por fazer, do jeito que eu sempre gostei. Eu queria ficar ali, essa aproximação era quase necessária para mim. Venho percebendo esses dias que nem todo o tempo do mundo com ele é o suficiente para mim. Sempre quero mais. Quero mais abraços, mais conversas, mais brincadeiras, mais olhares, mais lutas... Mais Jimmy.
Ele riu e soprou o meu rosto. Sim, simplesmente soprou e se afastou, pegando mais uma garrafa. Corei, me senti uma idiota por tudo que tinha pensado antes, e principalmente por ter achado que ele iria... Você sabe. Ele olhou para mim de novo e notou a vermelhidão no meu rosto. Droga, que vergonha!
- Daniel’s? Você tá legal?
-SIM! – Opa, respondi rápido demais. – Só tá meio quente aqui, deve ser essa mistura de cocaína e álcool. Sabe como é.
Nesse momento uma música diferente começou a tocar era uma balada em piano, bem animada por sinal. Jimmy levantou em um pulo, gritou histericamente e depois puxou meu braço. Fomos para o meio da sala onde ele começou a me rodopiar de um lado para o outro, na cabeça dele dançar comigo era brincar de marionete.
POVLexie.
A situação estava bem quente, Matt percorria meu pescoço com seus lábios chegando a minha orelha, e lá mordiscava sua ponta. Isso me arrepiava toda, passava minhas mãos por baixo de sua caminha, deixando marcas vermelhas por toda sua extensão, ele gemia baixo e depois sorria com aquelas covinhas delirantes. Seus lábios voltaram aos meus, eram macios e quentes fazendo o beijo ficar mais emocionante. Com uma mão ele segurava minha cabeça com força, fazendo pressão contra a dele, tínhamos tomado um rumo violento e excitante, perdido o controle.
Sua mão livre foi por baixo de meu vestido, procurando algum pedaço de pano para retirar, mas a felicidade foi ainda maior quando ele não achou nenhum. Pude ver seu sorriso malicioso antes de levar seus lábios de volta para meu pescoço. Ele era forte e tinha uma excelente pegada, me levou a loucura! Senti seus dedos entrando vagarosamente por dentro da minha vagina, arrancando gemidos de prazer do fundo da minha alma. Levei meus lábios para seu ouvido, fazendo o que eu bem entendesse lá, seus olhos reviraram e então levei uma mão para o meio de suas pernas. MEU DEUS! O QUE ELE TINHA LÁ? A FORÇA ARMADA DOS ESTADOS UNIDOS? O volume em suas calças era imenso! Sorri com todos os tipos de pensamentos maliciosos que tive daquele momento em diante.
- Que tal irmos para um lugar mais reservado? – Ele sussurrou no meu ouvido. Senti-me arrepiar de novo.- Assim podemos terminar decentemente o que começamos.
- Ótima ideia. Esse vestido está me incomodando tanto. – Eu sorri mordendo o lábio.
Ele me abraçou pela cintura e fomos a caminho do quarto. Passamos por Jacky e Jimmy que pareciam dois retardados dançando enquanto Eleonora agora começava a beijar Zacky. Há eles ficavam bonitinhos. Chegamos ao quarto de Matt e logo fui arremessada na cama, ele se jogou em cima de mim, fazendo com que aqueles gigantes braços me envolvessem pela cintura. Minha jaqueta foi atirada para um canto qualquer do quarto enquanto com a mesma pressa ele abria meu vestido. Eu estava completamente nua agora. Ele tirou a camiseta preta que usava mas eu parei sua mão antes que chegasse ai cinto, eu mesma ia cuidar daquela área. Percorri seu tórax com a língua mordendo em pontos estratégicos, tatuagens enormes e bem desenhadas cobriam seu corpo, abri suas calças e deixei que ele se livrasse delas. Não pude conter meu espanto quando vi o volume agora ainda maior , tive que olhar para cima e encara-lo nos olhos. Ele sorriu e puxou a cueca Box cinza para baixo.
-Caralho... – Acabei deixando escapar entre os dentes.
- Sim, e um dos grandes. –Ele respondeu fazendo que nós dois ricemos do comentário.
Seu pênis estava muito inchado, a glande era bem arredondada e vermelha. “Vamos começar”. Eu segurei o membro com as duas mãos e comecei a chupa-lo lentamente, depois o ritmo foi aumentando fazendo-o gemer mais e mais alto, vez ou outra passava a língua por suas bolas e voltava ao principal. Ele segurou meu cabelo com força puxando e empurrando-o de acordo com o movimento de minha cabeça. Senti o esperma despejar na minha boca, enchendo-a, fiz questão de engolir tudo e ele adorou a cena, subimos e agora era sua vez. Ele acariciou lentamente meus seios em movimentos circulares, apertando-os vez ou outra, seus lábios então se dirigiram ao local deixando também várias mordidas por onde passavam. Estávamos em êxtase, pensávamos com o corpo no momento, a vontade da carne humana dominava nossas cabeças em busca do prazer, e sucumbimo-nos a isso. Ele descia meu corpo com a língua, até o meio de minhas pernas, joguei a cabeça pra trás e senti outra linha de arrepio subir minha espinha, ele estava fazendo um ótimo trabalho lá.
Por fim veio a parte da penetração. Seu membro entrou com um pouco de dificuldade devido ao tamanho, fazendo-me sentir um pouco de dor no início, mas com forma o movimento se repetia a dor deu lugar ao prazer. Apertei com toda força seus glúteos tonificados, ao mesmo tempo em que eram duros e definidos também conseguiam ser macios e sedosos. Suávamos muito agora, a respiração estava ofegante. Matt me beijou de novo, violentamente, com sede de mim, retribui na mesma intensidade. Isso fez que a velocidade de seu quadril aumentasse ainda mais levando a cama a tremer junto conosco. Então ele retirou e apoiou aquele membro inchado na minha barriga, deixando o líquido branco escorrer por ali, foi um sexo único, memorável. Ele se virou para mim e sorrindo tirou algumas mechas de meu cabelo da frente do rosto. Ambos estavam alegres e bem servidos. Mas isso não era o suficiente para mim.
- Então senhor “M. Shadows”, pronto para o segundo round?
POVJimmy.
Jacky e eu rimos depois que Shadz passou abraçado com Lexie para os fundos, imagino a cara de espanto dela depois que viu o tamanho do “problema” que ia ter que aguentar. Agora só estávamos nós dois na sala, até a filha do capeta conseguiu arrastar Zacky para o quarto. Deve ter usado alguma macumba satânica para isso, garota louca. Jacky não queria mais dançar, raclamava que estava cansada então usei mais uma de minhas infalíveis artimanhas para arrancar um sorriso daquele rostinho pálido. Não é como se eu precisasse me esforçar muito para isso, faze-la sorrir só é algo muito importante para mim.
- Sobe nos meus pés. – Falei por fim.
- Como? — É muito tapada mesmo essa criança.
- Anda Daniel’s, assim...- Puxei ela para perto a fiz pisar com cada pé em cima dos meus depois abracei-a pela cintura. – Agora você bota as mãos em volta do meu pescoço. –Não é tão difícil.
- Eu estou praticamente dentro de você. – Ela falou mas depois ficou vermelha como o batom que usava. Provavelmente queria engolir as próprias palavras de volta. Como sou Jimmy Sullivan, não posso deixar essa passar.
- Se você quiser podemos dar um jeito. – Sorri.
- Cala a boca projeto de poste. – Ela desviou o olhar antes de fazer uma careta sem graça.
- Há é? Retira o que disse! – Ameacei em tom irônico.
- PROJETO DE POSTE! – Ela repetiu.
- Então agora sofrerá as consequências de sua ousadia Jacky Flammer! – Comecei a girar o mais rápido que consegui com ela em cima de mim, esbarramos em quase tudo que tinha no caminho, ela ria e soltava milhares de palavrões até eu perder o equilíbrio e cair de costas na parede atrás de mim com ela em cima. Demos gargalhadas por um bom tempo. É nessas horas que eu ainda me pergunto o porquê fui tão burro de me afastar dessa pessoa incrível.
POVJacky.
Aquela besta atrapalhada caiu de costas na parede e me deu um baita susto. Estávamos rindo ainda, eu mal tinha forças para me levantar de cima dele que também não desabraçava a minha cintura. Estava tudo bem até que os risos foram cessando, ficamos em silêncio. Estávamos lá sozinhos na sala, enquanto tocava “Cowboys From Hell”. Não conseguia tirar meus olhos de Jimmy, aquela noite tinha sido maravilhosa, eu conseguir me divertir do jeito que só ele faz. Eu sou tão grata a ele, por tudo, por simplesmente ter aparecido na minha vida, e no momento por simplesmente estar lá, sorrindo para mim jogado contra uma parede me abraçando. Tirei uma de minhas mãos do seu pescoço e acariciei seu rosto com o polegar. O sorriso se expandiu e ele apertou ainda mais minha cintura. Mas o que era essa vontade de tê-lo? Como eu conseguia ser tão egoísta a ponto de não me contentar com sua amizade e agora talvez quere-lo como algo mais? Só podia ser efeito de tantas substâncias, era isso. Ele desceu sua testa e encostou-a na minha como de costume, mas dessa vez não fechou seus olhos, ficou ali fitando-me do mesmo jeito que eu fazia. Eu podia sentir sua respiração de encontro a minha, olheis seus finos lábios, estavam entreabertos e um desejo súbito de acaricia-los subiu a minha cabeça, não pensei em mais nada, e quando dei por mim já estava passando o indicador no contorno de sua boca. Ele sorriu mais uma vez. Estávamos em um tipo de transe e necessidade, nenhum dos dois poderia sair dali por livre e espontânea vontade. Uma de suas mãos subiu até minha nuca e lá ficou por acariciar meu cabelo. Será que não era apenas a minha necessidade insípida de afeto gritando mais uma vez? Afinal ele foi o único que me deu o carinho que eu precisava na época, sendo assim a pessoa mais importante na minha vida. Pensando assim, tinha todos os motivos parar estar aqui e agora, na mesma situação que estávamos. Ele ria, parecia estar percebendo meu pânico psicológico então finalmente falou:
- Você pensa demais Daniel’s.
E então vagarosamente encostou seus lábios nos meus. Foi um beijo simples e demorado, apenas um celinho, mas que revirou minha cabeça por completo. Não consegui pensar em mais nada, minha pele formigava e eu abracei-o com ainda mais força. Nossos lábios se afastaram por um curto intervalo, pois logo depois de um simples celinho emendamos em um árduo beijo cheio de desejos. Nossas bocas lutavam por um espaço inexistente, seus braços agora me envolviam por completo. Em um movimento rápido ele desencostou da parede e me jogou contra ela sem se quer separar nossos lábios. Desci minha boca pela lateral de sua garganta chegando a mordiscar seu ombro, ele levantou minha cabeça e me beijou novamente, cada vez com mais fome de mim, com mais desejo. Apertei seus cabelos atrás da nuca, ele deu um leve suspiro e sorriu para mim. Sua língua passou pelo glóbulo da minha orelha e suas mãos desceram até a barra da saia, onde ele fez muita pressão para juntar ainda mais nossos corpos. Eu estava espremida entre ele e a parede no meio de um beijo estonteante, era estranho, mas tudo isso era exatamente o que eu mais precisava. O beijo, a festa, as drogas, e principalmente tudo isso com ele. Resolvi parar de pensar, seria melhor para curtir o momento. Ele me levantou e eu o abracei com as pernas, agora estava cada vez melhor, ficamos mais um pouco ali e então ele resolveu me jogar no sofá. Resolvi ficar por cima, não queria ser mais esmagada do que já tinha sido, o tempo passou e então finalmente a poeira foi abaixando, até que finalmente conseguimos afastar nossos lábios sem que uma vontade aguda de cola-los de novo aparecesse do nada.
Fiquei deitada em cima dele, que ficou brincado com uma mecha do meu cabelo enquanto não tirava seus olhos dos meus. Sorri encabulada quando ele piscou para mim.
- Agora eu posso dizer sem peso na consciência. – ele começou. –Você tem um lindo e belo par de seios. Queria que tivesse um jeito mais delicado de dizer isso Daniel’s, mas delicadeza nunca foi meu forte, e como agora eu posso dizer sem você querer estourar minhas bolas... – Ele sorriu vitorioso.
Revirei os olhos.
– Um cavalheiro como sempre Jimmy.
Ele sorriu e me deu outro celinho. Ficamos ali deitados nos olhando por mais alguns segundos
- O meu plano hoje era te chamar para dormir aqui. Mas sem segundas intenções, apenas ter um tempo a sós com você e talvez ver um dos clássicos como “O Massacre da Serra Elétrica”. Era um dos nossos favoritos. Mas agora você entenderia isso como um convite malicioso e provavelmente acharia que eu só quero te comer. – Ele completou com sua incrível sutileza.
- Se eu decidir ir pra casa, com certeza farei isso sozinha devido as atuais circunstâncias em que minhas companheiras se encontram. – Falei sorrindo, mas depois dei uma pequena pausa. – Des de que seja exatamente do jeito que você falou. Sem segundas intenções.
Ele levantou as mãos para cima. – Eu juro por tudo que é mais sagrado.
Rimos e então ele me puxou para mais um beijo quente e demorado antes de levantarmos do sofá e seguirmos para o quarto, ele me emprestou uma camiseta gigante estampada com pequenas caveirinhas para dormir . Já eram quatro e meia da manhã, deitei de costas para Jimmy que me abraçou pela cintura encostando sua cabeça em meu ombro.
- Obrigado Jacky – Ele sussurrou no meu ouvido.
- Pelo que Jimmy? – Não fazia ideia, de verdade.
- Eu estava totalmente perdido, até você me encontrar de novo. Então... Obrigado.
Notas finais
Então é isso. -q
beijos beijos.
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