Forgotten Faces
6 I'll Always Be Here
Notas iniciais
POVJacky.
Senti o sol bater levemente no meu rosto. Me remexi na cama, espreguiçando-me para todos os lados. Toda a noite de ontem repassou em minha cabeça e gargalhei com isso, por mais incrível que pareça, não estava nem um pouco arrependida. Virei para o lado, mas não encontrei ninguém. Ok, estava na hora de Jimmy e eu termos uma séria conversa sobre essa sua mania de me deixar acordar sozinha na cama, isso já estava ficando constrangedor devido as circunstâncias. Bufei e me sentei na cama, ia chutar a bunda daquele retardado. Mas antes de qualquer outro pensamento sórdido passar pela minha cabeça, (que não estava funcionando direito ainda) a porta se abrira em um baque, e de seu outro lado Jimmy surgiu vindo para cima de mim em um pulo. Não tive tempo de gritar ou reagir, o grandalhão caiu em cima de mim me jogando novamente para baixo.
– BOOOOOOOOOOOOOOM DIA MARGARIDA! – Ele dizia enquanto me torturava com várias cócegas. – Sério, eu achei que você tinha morrido ai nessa cama, sabe que horas são? Tá na hora de comprar um despertador Bela Adormecida...
– Sai de cima de mim seu puto! – Risos histéricos saiam entre cada palavra, até ele parar de me fazer cócegas, parei de falar e me mover nesse instante.
– Você tá bem? Jacky...? JACKY!? – Ele me sacudiu de um lado pro outro e eu me mantinha imóvel. – Caralho Jacky! JACKY!
Pulei em cima dele, dando-o um susto e fazendo com que nós dois rolássemos na cama até que eu conseguisse ficar por cima dessa vez. Ele gargalhava e me dava leves socos no braço.
– Porra sua desgraçada, achei que você tinha infartado ou algo assim! Nunca mais faça isso.- Ele sentou me mantendo em seu colo, depois de me fitar por alguns momentos me roubou um selinho, fazendo com que eu corasse um pouco.
– Isso foi sua punição por me deixar aqui sozinha. Sabe o quão ruim é acordar de manha e a porra dessa sua bunda gorda não estar aqui do lado? – Eu falei parecendo zangada e fazendo biquinhos infantis.
– Cara, você não dorme, hiberna! E apesar disso, não foi por causa disso que eu levantei. Vem aqui. – Ele me tirou de cima dele e levantou, logo depois me pegou no colo como se eu fosse uma garotinha indefesa que não conseguia andar.
– Me larga seu idiota, eu tenho pernas! – Eu contestei no início. O que ele pensava que estava fazendo?
Ele riu, mas não cedeu. Me carregou até a cozinha, onde me deparei com lindas e suculentas panquecas e cobertura de chocolate com granulado. Comecei a salivar, até ver aquelas delícias não havia me tocado que estava morrendo de fome.
– Senta aqui Daniel’s. – Ele puxou uma cadeira e me botou sentada na mesma. Depois se acomodeu do meu lado.
Depois de engolir umas três panquecas, me dei conta de que estávamos sozinhos. Todos os outros quartos estavam abertos e vazios, não havia nenhuma viva alma naquele local a não ser eu e Jimmy.
– Onde tá todo mundo?
– O pessoal saiu, já foram para o estúdio, provavelmente devem estar esperando por nós. – Ele disse depois engoliu meia panqueca em uma bocada só.
– Então vamos logo! As meninas devem estar impacientes esperando por nós e... AI MEU DEUS! – Levei a mão à cabeça. –Cristina deve ter pirado quando não nos encontrou no apartamento! Droga! Como vou explicar onde passei a noite? E elas nunca vão me perdoar, puta merda! – Eu andava de um lado para o outro, desolada, como pude esquecer dela e da Rose? Imagina a reação ao chegarem em casa e não encontrarem nenhuma das três.
–É você deu muito mole... – Ele disse e depois se levantou. -Que tal um banho? Vai ser bom pra você relaxar e depois pensar em uma boa desculpa com a Lexie.
– É,boa idéia.
Jimmy me emprestou outra blusa, uma branca com o deathbat estampado. Fui para o banheiro e levei alguns minutos para ficar totalmente pronta. Pegamos um taxi até o estúdio e lá encontramos todo o pessoal. Lexie trocou alguns olhares maliciosos comigo, e não pude conter o riso. Eleonora parecia mal humorada e mal falava com Zacky.
– O que aconteceu entre eles? Será que ele não soube satisfaze-la o suficiente? – Comentei com Lexie que deu sua risadinha irônica logo em seguida.
– Pelas minhas recentes pesquisas, parece que Zacky dormiu na hora “H”, acho que o álcool o afetou muito. – Não conseguimos conter o riso.
Eleonora se mantia afastada de nós com uma carranca no lugar do rosto. Jimmy sorria a cada vez que olhava para mim, e eu não podia conter a felicidade ao vê-lo.
– Agora é sua vez, o que rolou entre você e o grandão? – Lexie começou com seus tons maliciosos para cima de mim.
– Bom, nós ficamos. E sim, foi MUITO bom. Mas não, não transamos. E sim, isso também foi bom. – Fiz questão de respondê-la em todos os sentidos possíveis.
Ela arqueou as sobrancelhas, surpresa talvez.
– Eu transei, e sabe o que mais? Foi o melhor sexo da minha vida, sim eu gozei umas cinco vezes isso que eu me lembre! Ele é grande, forte e MEU DEUS! Que potência ele tem quando bota a boca na minha...
– OK OK OK ! Eu entendi, não preciso de detalhes. – Interrompi seu conto pornô antes que eu escutasse coisas demais.
Ela gargalhou e voltamos a prestar atenção ao ensaio. Depois que acabou, fomos todos para um bar do outro lado da rua, Matt e Lexie não se desgrudavam, já Zacky e Eleonora nem se olhavam, ele conversava com Johnny e pude notar que Syn me encarava de um jeito meio... Estranho. Jimmy parecia não notar, ele só tinha olhos para mim. De vez ou outra roubava um beijo meu de surpresa, devo confessar que isso me agradava bastante.
Saímos de lá e seguimos direto para o hotel, nenhuma das três queria ser a primeira a entrar, todas imaginavam o que as aguardavam. Criei coragem e abri a porta. Silêncio total, não havia ninguém. Entramos e eu corri direto para o quarto, troquei a roupa e botei algo mais confortável. Lexie foi para o banho e Eleonora ligar para Rose. Depois que eu estava mais relaxada jogada na cama com Lexie do meu lado fiquei me perguntando o porquê de tanto mal humor vindo de Brian, mas meus pensamentos foram interrompidos por Eleonora que entrou no quarto sem a menor preocupação em ser delicada.
–Elas ficaram trêbadas e foram parar em uma cidade aqui perto chamada Largefield! Não sabem como chegaram lá! E estão voltando de ônibus para cá nesse momento... ELAS SÃO RETARDADAS? – Finalmente ela parecia estar extravasando a raiva que sentia.
– Não são muito diferentes de nós no final das contas. O importante é que nem suspeitam que desaparecemos noite passada e, ainda podemos pagar de preocupadas. – Lexie deu de ombros.
– Lexie, isso tá passando dos limites, somos uma banda, deveríamos ficar todas juntas! Esconder esse tipo de coisa não vai levar ninguém a lugar nenhum! Nem se quer temos um motivo plausível para fazermos isso. – Eleonora tinha razão, já estava na hora de contarmos a verdade, mesmo que elas ficassem chateadas. Pelo menos poderiam sair com a gente sem precisarmos disfarçar nada, o que seria bom! Elas eram nossas amigas, mesmo não tão íntimas como Lexie, eu e Eleonora.
– Tá, mas já estamos aqui, chegamos até aqui! Se contarmos agora, de que vai adiantar? Só de pensar no quanto a Cristina vai pirar por a gente estar saindo com os caras do Avenged Sevenfold e deixamos ela de fora, faz com que qualquer um tome a mesma decisão que a gente! – Lexie argumentou.
– Mas se contarmos agora, ainda podemos concertar levando-as conosco. As pessoas erram, e foi culpa minha, achei melhor manter o assunto sobre o Jimmy entre vocês porque já sabiam da história há muito tempo. Deixa que eu mesmo falo, não tenho medo dos ataques da Cristina. – Me mostrei o mais confiante possível.
– Não quero que sobre pra mim, vocês ouviram? EU já tô de saco cheio daquele tucano epilético dando patada e chilique por qualquer coisinha. Sem falar que o meu santo não bate com o dela. – Lexie encostou a cabeça no travesseiro e se calou. Pelo menos sabíamos que ela tinha consentido.
Ficamos assistindo TV até escutarmos a porta ser destrancada. Rose foi a primeira a entrar, estava um caco! Roupas sujas, cabelo nojento e... Que cheiro era aquele? Cristina apareceu logo atrás, totalmente sem graça, e não muito diferente de Rose.
– OK, são dez para as seis da tarde e vocês estão chegando a essa hora porque ...? – Eleonora estava irritada de verdade, primeiro achamos que era pura encenação, mas sua expressão séria e os olhos fulminantes nos mostraram a verdade.
– Bem... Nós encontramos um cara... O nome dele era Bill e... Ele queria nos levar para um super festa, ele era legal! Mas a festa era longe, fomos e... Acordamos no hospital nesse estado. – Rose relatava de cabeça baixa, estava totalmente envergonhada. Cristina recusou-se a dar um pio.
Suspirei — Vão tomar um banho, depois voltem aqui por que... Temos algo para falar com vocês. – Agora vi o interesso nos olhos de Cristina, elas entraram para seus quartos e pude ver uma certa dúvida nos olhares de Eleonora e Lexie.
– Temos que fazer isso, é agora ou nunca. – Foi o que consegui dizer.
Agora o ambiente estava melhor, elas estavam limpas e secas. Sentamos todas nas poltronas da sala e então vi que toda a atenção estava direcionada a mim. Odeio quando isso acontece, geralmente me sinto mais confortável quando ninguém percebe minha presença, ou simplesmente não da valor a isso.
– Bom, antes de tudo, quero que saibam que vocês sempre foram consideradas boas amigas, nunca tivemos intenção de exclui-las ou manter segredo, foi algo que aconteceu ocasionalmente. Somos uma banda, mas antes disso unidas amigas que dividem um objetivo. – Elas se olharam por um longo tempo, e depois assentiram. – Também gostaria de pedir que ninguém me interrompesse enquanto eu disser o que tenho que dizer. – De novo todas balançaram a cabeça.
– Há algum tempo atrás, tive contato com um velho amigo de infância, alguém que foi muito importante pra mim. Nás havíamos nos distanciado por motivos relevantes. Mas tenho mantido contato com ele todos esses dias, não queria envolve-las nisso, pois sempre foi um caso muito complicado, complicado demais para que eu botasse esse fardo nas costas de gente que não merecia. – Acho que isso teria um aceitamento melhor do que “De gente que eu simplesmente não me senti a vontade para falar da minha vida pessoal.” – Eu não sabia qual seria a reação dele, e muito menos a minha. Vim sondando o terreno esses dias para saber como as coisas correriam, e tem ido bem até...
–Tá você tem seu amiguinho puxa-saco de volta e estava saindo escondida com ele toda feliz. O que a gente tem a ver com isso? – Cristina deixou escapulir impaciente.
– Qual parte do “não me interrompe” essa sua cabeça de miojo putrefado não entendeu? – Lexie a reprimiu.
Ela não respondeu, por mais que quisesse do fundo da alma, reconheceu que estava errada.
– Ele é James Sullivan, baterista do ....
–AVENGED SEVENFOLD! – Rose disse em uma felicidade incrivelmente assustadora. Logo depois levou ambas as mãos a boca, se repreendendo por ter cometido o mesmo erro da amiga. – Desculpe, eu não queria...desculpe. – E se calou.
– Sim... É ele. Estamos na mesma cidade por enquanto, e temos saído juntos. Mas acontece que Lexie e Eleonora tem me feito companhia, e assim fizemos por alguns dias. Não falamos nada para vocês porque não achamos que isso continuaria por muito tempo. –Tentei explicar.
– Então você começa a sair com uma das maiores banda de sucesso de hoje e prefere não nos chamar porque acha que seu amiguinho vai se cansar rapidamente de você como fez antes não é? – Cristina levantou a voz em um sobressalto. – Nós não somos tão legais quantos essas duas por isso ficamos de fora para dar menos trabalho?! Não somos NADA não é? Só duas estranhas que estão na mesma banda de vocês! Acontece que isso sempre foi um problema, vocês três se fecham em um grupinho idiota e deixa eu e Rose de fora, como duas otárias babando para ter um espaço no mesmo quarto que vocês!. – Ela estava furiosa, andava de um lado para o outro, cuspindo palavra após palavra. — Não me admiro por ele ter cansado de você antes, porque eu cansei! Ninguém suporta alguém sonsa e dissimulada como você, ou uma vadia ingrata como a Lexie. – Ela foi em passos duros para o quarto, Rose permaneceu na sala. A seu ver, não era grande coisa, ela era mais compreensiva apesar de também não ter gostado muito da situação.
–Eu sei que a Cristina parece ser a pessoa mais insuportável do mundo para vocês. – Rose indagou em um tom calmo e meigo. – Mas se vocês a conhecessem a fundo, saberiam que não. Eu sei, ela é muito reclamona e adora julgar, mas isso se torna imperceptível depois que se descobre o grande coração que ela tem! – Lexie não conseguia acreditar, para ela Rose estava drogada ou algo do tipo, eu e Eleonora nos entreolhamos, mas preferimos deixa-la continuar. Em ponto ela tinha razão, não conhecíamos Cristina o suficiente para julga-la desse jeito, o problema foi a maneira insuportável que ela viera agindo. Já tinha enchido demais a porra do saco. – Ela sempre se sentiu excluída, achava que vocês não davam a mínia importância para ela, ou para mim. Acontece que isso nunca foi um problema para mim sabe... Eu estou acostumada com isso, e somos membros mais recentes que vocês! Vocês já tem uma história então é normal que tenham mais intimidade entre si. – Ela levou a mão aos curtos cabelos loiros, era um corte estilo masculino, assim não tendo nenhuma mecha sobressalente porém seu rosto era extremamente meio e angelical. – Só que...Bem eu confesso que até eu fiquei meio mordida com essa história sabe. Queria muito ser tanto de confiança quanto vocês! Não só porque “poxa, é o Avenged Sevenfold! Uma das minhas bandas favoritas!” Mas porque isso demonstra o quão afastadas realmente estamos. Cristina não entende isso, ela acha que a culpa é de vocês, mas acontece que nós duas, também por ter um grau de intimidade maior, acabamos nos fechando no nosso próprio espaço. E eu vejo isso tudo! Mas não consigo fazer nada... Afinal quem seu eu pra tentar juntar todo mundo. — Ela sorriu nervosa, mas logo voltou ao raciocínio. –Então eu só queria pedir desculpas por tudo isso.
Ela se calou e abaixou a cabeça. Era difícil ver Rose se posicionar desse jeito, sempre fora muito insegura, por isso precisava tanto de Cristina. Lexie se levantou de seu sofá e foi até Rose, levantado sua cabeça com os dedos delicadamente.
– Acho que você tem razão. Temos feito grupos muito separados dentro da mesma banda! Não deveria ser assim, jamais! Eu queria que vocês agora pudessem vir com a gente, para que toda essa história e segredos acabassem de uma vez! O que acham? – Lexie deu um sorriso largo para Rose, fazendo com que ela retribuísse na mesma intensidade.
Não acredito, Lexie estava bancando a compreensiva. Há poucos minutos não queria nem estar aqui sentada nesta situação, acho que se realmente fossemos nos juntar, ela queria que pelo menos Rose tivesse uma visão santificada de sua pessoa. Eleonora fez gesto de quem iria vomitar e depois se retirou. Era noite já e então percebemos que estávamos morrendo de fome.
– Então está tudo certo, você fala com a Cristina, e nós vamos sair para jantar e comemorar! – Lexie deu vários pulinhos de alegria, fazendo Rose se levantar logo em seguida. Lexia é alta, mesmo sendo alguns centímetros mais baixa que eu, porém Rose era minúscula perto dela. Devia ter no máximo 1,56cm.
Rose correu para o quarto, e assim que fechou a porta, vi Lexie se jogar no sofá atrás dela bufando como a pessoa mais impaciente do mundo.
– Que saco, falei que não era boa ideia falar com elas. Uma é estressada como o demônio, e a outra acanhada como um guaxinim...
– Eu não sabia que guaxinins eram acanhados... – Respondi em dúvida. Ela me encarou por segundos e depois desistiu.
– Cala a boca Jacky.
Chegamos ao restaurante do segundo quarteirão. Todas estavam lá, fingindo uma falsa animação, menos Rose. Ela estava feliz de verdade. Eu sinceramente queria que tudo desse certo dessa vez, confusões maiores poderiam surgir se continuássemos naquela onde de exclusão, então agora teríamos que nos esforçar ao máximo.
A noite correu tranquila, até mais fácil que imaginei, rimos bastante, apesar de ainda um pouco emburrada, Cristina se mostrou de fato engraçada quando estávamos por dentro de todo o assunto. Vi que ela desviava o olhar de mim e Rose a cutucava. Depois de alguns minutos escutei-a chamar meu nome.
– Jacky... Bom eu queria pedir desculpas, pelo que eu falei pra você e pra Lexie hoje. Me excedi, eu sei, não tinha direito de falar coisas assim. – Ela olhava para baixo, um guardanapo em que brincada de despedaçar. Foi um bom começo, ainda mais vindo dela.
– Tudo bem, apesar da minha inestimável beleza eu sou uma pessoa compreensiva. Está perdoada Cristina Bennet , mas que não se repita. – Lexie comentou jogando seus cabelos de um lado pro outro e fazendo caretas antipáticas apenas por diversão.
– Quer dizer, eu sei que Lexie é uma vadia inconsequente, mas não precisava falar isso na cara dela. – Cristina completou sendo acertada por um tomate-cereja logo em seguida. Todas riram do comentário e assim conseguimos levar a noite.
No dia seguinte acordei com uma mensagem de Jimmy, dizendo-me para encontra-lo no hotel assim que eu acordasse. Para a minha sorte eu a vi no momento em que chegou, se não tivesse só veria quando acordasse, mais ou menos daqui a duas horas. Levantei correndo para o banheiro, tomei uma rápida chuveirada e notei que meu cabelo parecia ter vida própria aquela manhã. Fiz uma trança desfiada para o lado, nada demais, apenas o suficiente para disfarçar o ninho de castores na minha cabeça. Vesti uma camiseta vermelha e um short preto jeans. Corri para a recepção e chamei um taxi, em menos de quinze minutos estava em frente ao Palace Spring Seattle Hotel. Entrei depressa indo para o elevador, o recepcionista já não ligava para minha presença. Parei no sexto andar e com o cartão magnético entrei sem problemas nenhum no a suíte. Achei estranho, não havia ninguém lá. Estava eu parada na pequena sala, mas ninguém respondia. Até que ouvi um leve barulho vindo de um dos quartos. Andei silenciosamente até o pequeno corredor que dava para os diversos quartos. Vi que o de Jimmy estava entreaberto, provavelmente ele estava atrasado por me esperar, senti uma ponta de culpa, então entrei.
– Jimmy já chegu... – Opa! Lá estava ele, saindo do banheiro e... Completamente nu! Apenas com uma toalha verde pendurada nos ombros. Lógico meu olhar foi atraído por toda a extensão daquele tronco comprido onde se lia a palavra “Fiction” em seu peito. Mais para baixo tive uma bela visão de seu... Amigo. Nada mal. – Acho que não é uma boa hora... Alíás belas pernas.
– JACKY!- Ele levou as duas mãos até o meio de suas pernas curvando-se para baixo e voltando de costas para o banheiro.- Sua tarada pervertida, não sabe bater na porra da porta não?!
Eu gargalhei, agora que já tinha visto o pior (ou o melhor), não tinha motivos para sair dali. Entrei sem vergonha nenhuma e me joguei em sua cama.
– Relaxa, não tem nada ai que eu nunca tenha visto bom, pelo menos não dessa potência. – Cai na gargalhada enquanto ouvia mais de cinco mil formas de se xingar uma garota possível.
Ele saiu vermelho e envergonhado, com a toalha amarrada na cintura. Pegou uma muda de roupa dentro do armário e voltou para o banheiro.
– Se queria ver meu pinto ou minha bundinha sexy, bastava ter pedido ou me pagado uma cerveja, não sou tão difícil assim. – Ele falou agora caindo na pilha. – E, eu sei que sou potente Daniel’s.
Depois saiu do banheiro me atacando em cima da cama. Ele prendeu meus dois braços para cima e selou nossos lábios arrancando risos de nós dois. Depois ele deitou do meu lado e ficou acariciando meu rosto.
– Por que me mandou uma mensagem se nem estava pronto cabeça de rato? – Eu falei cutucando-o na barriga fazendo cócegas.
– Porque eu nunca achei que você fosse vê-la a tempo. É mais fácil acordar uma pedra de manhã do que você. – Ele respondeu jogando-se para cima de mim de novo agora me imobilizando e começando outra de nossas lutinhas idiotas.
Depois que já havíamos rodado, pulado e nos descabelado bastante sentamos nos pés da cama e ele segurou meu rosto entre suas mãos, fitando-me nos olhos. Logo depois me beijou novamente, agora com mais voracidade, mais desejo. Nossas línguas batalhavam por um mesmo espaço, ele levou uma de suas mãos a minha nuca, prendendo ainda mais nossas cabeças. Estávamos em sincronia perfeita, ele era caloroso e confortável. Queria que aquele momento nunca acabasse. Até que finalmente ele se afastou de mim com uma breve risada, fiz uma careta que o levou e selar nossos lábios novamente. Saímos do hotel, Jimmy estava me abraçando pela cintura e eu senti o couro gelado de sua jaqueta nas minhas costas, era uma sensação gostosa eu me fazia ficar cada vez mais próxima a ele. Pegamos um taxi, mas dessa vez ele simplesmente entregou um pedaço de papel rasgado com algum tipo de endereço escrito. O motorista assentiu e sem dar uma palavra seguiu caminho.
– O que tinha no bilhete?- Perguntei. ( Sim sou extremamente curiosa)
– Espere e verá Daniel’s. – Ele piscou para mim e puxou-me para mais perto tocando seus lábios no topo da minha cabeça.
O jeito como ele conseguia ser um palhaço, retardado, irritante, crianção, bobo e carinhoso ao mesmo tempo era revoltantemente encantador. E eu estava amando isso.
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