Forgotten Faces

7 Some Bitch In The Way


Notas iniciais
Bom, desculpem a demora, é que andei bem ocupada e estava tentando achar um jeito de escrever esse capítulo sem ficar enrolando muito hauhauahu , espero que gostem!

POV Jimmy.

Ela parecia inquieta, não parava de batucar nas pernas, já tinha percebido que não íamos encontrar com os outros. Mas também não precisar ser nenhum gênio para entender isso. Eu tinha um lugar onde queria leva-la, não era nada e mais, mas era um lugar onde eu gostava de ir da ultima vez que vim aqui, e isso faz bastante tempo. Ela estava simplesmente linda, e depois do susto de hoje, muito mais descontraída e exibia um leve sorriso relaxado. Ok, eu acho que to parecendo um boiola falando dela assim, mas é que... Tudo nela me fascinava de um jeito diferente, sempre foi assim mas estávamos ocupados demais para notar, ela não tinha tempo para essas coisas. Agora aqui abraçado com ela eu podia lembrar o tamanho de minhas responsabilidades, coisas que eu só fazia por ela. Chegamos a passar muito tempo com Matt e Brian, mas a maior parte era só eu e Jacky.

O taxi parou bem em frente à Torre de Seattle e lá ficamos. Seu olhar era de dúvida, mas não iria contar nada até chegarmos lá. Eu descobri esse lugar uma vez que sai sozinho pela cidade, comprei uma garrafa de whisky e fiquei rodando por ai, acabei achando a torre que estava desativada mas com minhas sofisticadas habilidades de invasão entrei sem que ninguém percebesse, ficando sozinho em frente aquele imenso observatório. Como era domingo a torre não estaria em uso hoje, ficando na mesma situação daquele dia. Puxei-a pelo pulso e fomos até a entrada traseira do enorme prédio cinzento em formato de disco voador.

- Ok, você tem certeza do que está fazendo Jimmy? – Ela arqueou uma sobrancelha.

- E eu lá penso antes de fazer alguma coisa Daniel’s? – Pisquei de volta, fazendo seus olhos revirarem.

- Então que se foda. – Ela se juntou a mim e entramos por baixo de uma cerca de arame chegando a uma porta de aço com fechadura.

Tirei dois grampos e um cartão do bolso, estava prestes a começar, mas Jacky tomou tudo da minha mão e foi fazer por ela mesma.

- Fala sério Daniel’s, você nunca conseguiu abrir nem a porta de casa com isso. Foi um saco pra te ensinar.

- Eu tive muito tempo para praticar, como acha que consegui algum dinheiro considerável naqueles bares podres de estrada? Cachê? – Ela riu. – depois que se aprende a abrir caixas registradoras, uma porta de saída de emergência não é grande coisa.

- Wow, tudo bem. – levantei os braços me rendendo, mas antes de completar o movimento a porta se destrancou em um estalo.

- Pronto!- Ela sorriu e me devolveu os utensílios. Não consegui disfarçar minha cara de abobado, ela me surpreendeu. Se virou para entrar e nesse minuto sua trança fora pra frente deixando suas costas visíveis, nesse minuto pude avista a tatuagem que lá tinha. Era uma caveira mexicana com três rosas brancas ensanguentadas a sua volta, uma em cada lado e outra na cabeça.

- Bela tatto Daniel’s. Deveria prender mais o cabelo. – Ela se virou e sorriu, continuamos a entrar e logo estávamos nos elevadores. Por sorte não estavam desativados e chegamos ao ultimo andar sem dificuldade. A grande sala era redonda com paredes de vidro. Seattle parecia uma miniatura vista de cima, estávamos por voltar de 15h30min da tarde, a agitação lá em baixo era perceptível. Jacky fazia uma cara abobalhada ao ver tudo ao seu redor. Era uma sala fresca e sombreada, por isso o sol só servia de iluminação, não atrapalhando na temperatura. Cheguei ao canto da sala e tirei uma mochila de trás de algumas placas de sinalização, voltei para seu lado e de dentro dela peguei um cobertor gigante xadrez de verde e preto, depois um duas garrafas de Jack Daniel’s e botei tudo no chão.

- Da onde você tirou isso tudo cara? – Ela me perguntou desconfiada.

- Tive tempo de trazer isso ontem de uma vez. Ia ser mais fácil pra te surpreender se não viesse carregando uma mochila gigante. – Dei de ombros. Pude perceber a felicidade que isso extraiu dela.

Sentamos e ficamos ali conversando por muito tempo, a conversa era envoltória e mal vimos o tempo passar, observar a cidade lá de cima nos dava certo ar de poder, eu sei que isso é ridículo. Mas ambos se sentiam assim. Depois de acabarmos o wiskhy deitei na toalha aconchegando Jacky nos meus braços. Encaramo-nos por um tempo, e sua mão passou pelo meu tronco afagando-o. Logo fechou os olhos e disse entre sussurros.

- Acho que... No fundo... Também estava perdida. – Logo depois adormeceu.

Não pude deixar de sorrir antes de também serrar os olhos.

POV Jacky.

Acordei com Jimmy me balançando e mandando levantar, não estava entendendo nada, só sei que ele guardava tudo na mochila e me puxava pelo braço até as escadas.

- Não vamos pelo elevador?

- O motivo para estarmos fugindo vem dele. – Ele me falava descendo a escada, pulando dois degraus de cada vez. – Parece que o segurança percebeu a movimentação do elevador e chamou a polícia. Caralho... – Acho que Jimmy não contava com essa.

Poupei perguntas, iriamos precisar de toda energia que tínhamos, eram quase 30 lances de escada, um por andar. No final estávamos exaustos, chegamos ao térreo e Jimmy deu uma parada brusca bem no portal. Havia dois policiais guardando a saída de emergência.

- E agora? O que vamos fazer? – Sussurrei ao pé de seu ouvido.

Ele ficou parado por um tempo, imóvel. Até que se virou e começou a subir as escadas de novo. – No segundo andar... Eu vi um basculante pequeno, mas acho que dá pra você passar.

- Há, mas e você? – Ele ficou quieto. – Jimmy!

- Eu vou distrai-los para não perceberem você caindo igual uma bosta no chão. – Ele riu despreocupado.

- Não! Tá maluco porra?! Você vai se ferrar lá embaixo. – O que ele pensa que tá fazendo? Provavelmente vai ser preso, e isso é coisa séria, ainda mais pra alguém com tantas passagens na polícia como ele.

Chegamos ao tal basculante, era alto e provavelmente Jimmy teria que me levantar até lá.

- Vem comigo! – Pedi.

- Não dá sou muito grande.

- Fala sério, sou apenas 24 centímetros mais baixa que você, que diferença isso faz?

- Jacky, você é mulher, é mais esguia e fina, eu sou troncudo e largo e ... – Passos começaram a vir do primeiro andar, merda estávamos encurralados. – Me espere dois quarteirões a frente, bem na esquina de um bar chamado ”LugBlue”. Agora vai.

- Mas Jimmy...

- Anda porra! – Ele me segurou pela cintura e levantou até a abertura da janela me sentando lá. Era bem estreita e eu estava toda torta só para ficar sentada.

- Nós nos vemos lá fora Daniel’s. – Ele falou e piscou sorrindo. Talvez no fundo ele estivesse achando tudo aquilo divertido.

Passei com certa dificuldade pela janelinha e quando avistei a altura em que me encontrava senti minha cabeça rodar. Não era muito alto, uns seis ou sete metros do chão, mas não sabia se conseguiria aterrissar sem quebrar alguma coisa. Vi que um pouco para frente havia alguns arbustos e considerei-os como uma boa opção. Me joguei sem pensar duas vezes, até porque não tinha tempo para isso, antes de cair pude ouvir barulho de passos largos subindo para outro andar. Tomara que Jimmy saiba o que está fazendo.

Cai no meio de todas aquelas folhas e galhos, senti vários pontos do meu corpo arderem com os arranhões que levei. Levantei devagar para verificar se tinha alguma coisa quebrada, mas tudo parecia perfeitamente bem tirando os hematomas que eu teria no dia seguinte. Corri para a cerca de arame que rodava a parte de trás do prédio, levantei a parte arrebentada e sai sem problemas. Estava imunda com terra até a alma e várias folhas na roupa e cabelo porém não tinha tempo de pensar em me arrumar. Avistei um homem de farda saindo pela entrada principal, ele estava nervoso e olhando para todos os lados até que seus olhos passaram por mim. Ele hesitou por alguns segundos mas então veio em minha direção. Merda. Corri o mais rápido que pude, ele estava muito longe e isso me deu alguma vantagem. Chegando perto do bar percebi que estava fora de seu alcance de visão por alguns segundos e então me joguei dentro de uma enorme jardineira que enfeitava um restaurante qualquer do meu lado. De novo comi alguns quilos de terra, mas estava bem escondida dentro de tantos arbustos e folhas. Vi o homem passar, enérgico e incessante. Ele não desconfiou de nada, seguiu caminho. Esperei mais alguns minutos até perceber que estava segura e me levantei. Uma senhora que ali passava quase enfartou quando minha cabeça surgiu entre todo aquele mato.

Quando sai percebi que uma alça de minha camiseta estava arrebentada, revelando o lado esquerdo do meu sutiã. Ótimo, era o que faltava... Como se não bastasse isso, vi um corte na parte lateral também. Essa camiseta já era. Soltei a trança mal feita e comecei a tirar as folhas do cabelo fazendo uma trilha atrás de mim, fui andando até chegar ao tal bar. Nada do Jimmy. Sentei em uma mesa e prendi meu cabelo novamente, agora em um coque. Fiquei esperando Jimmy por um bom tempo, mas nada dele aparecer. Estava escurecendo e precisávamos ir embora. Merda... Aquele filho da puta deve ter sido preso. Como faço pra tira-lo de lá? Então de longe vi uma figura se aproximando, totalmente de preto e correndo em meio aquele tanto de gente. Fiquei feliz em reconhecê-lo, mas o humor mudou quando percebi uma viatura virando a esquina poucos metros depois. Filho da puta. Ele sorria para mim quando passou e puxou minha mão. Corremos até avistarmos um beco escuro onde uma velha e enferrujada escada de incêndio estava guardada. Subimos até o quarto andar e ficamos atrás de alguns vasos de planta que lá tinha. Pudemos ver quando a viatura estacionou em frente ao beco e os policias começaram a vasculhar todas as lixeiras gigantes que lá estavam. Eles ergueram a lanterna para cima, passando por todos os andares, mas graças ao tamanho dos vasos éramos invisíveis olhando por baixo. Um deles até começou a subir as escadas, mas parou logo no segundo andar, a sua má vontade foi maior do que o dever. Alguns minutos depois eles saíram e ficamos lá, a sós. Com o silêncio vieram as gargalhadas e as porradas que ele merecia. Estávamos um caco! Sem falar na fome.

- Você é muito retardado criatura! – Era o que eu mais queria dizer para ele no momento.

- Uma aventura é saudável de vez em quando Daniel’s.

Dei de ombros, o que mais queria era comer agora e tomar um banho. Fomos parar em uma lanchonete ali perto, e pedimos um delicioso X-tudo.

- Então, depois que me deixou na janela, o que exatamente você fez? – Eu estava realmente curiosa.

- Bom, eu subi até o terceiro andar e chamei o elevador depois subi. Eles idiotas pararam lá achando que eu estivesse no elevador, mas depois que entraram no salão eu desci novamente e fui direto para o primeiro. Quando cheguei lá percebi que eles estavam descendo e corri para onde eu tinha combinado com você, só que fui pego de surpresa no meio do caminho e acabei tendo que dar um volta maior... – Ele tomou um longo gole de refrigerante, depois arrotou absurdamente alto. – E você Daniel’s? Como foi sua rota de fuga?

- Eu me despedacei na primeira queda ganhando todos estes arranhões. – Mostrei os dois braços com gotículas de sangue que se formavam. – Depois um policial me viu do outro lado da rua e me perseguiu até eu me jogar no meio de uma jardineira enorme e acabar com a minha camiseta – Agora mostrava a alça rompida e a lateral rasgada.

Ele gargalhou, achava hilária a ideia de eu ter me jogado em uma jardineira como um coelho assustado. Logo depois chegou nosso ‘’banquete’’ que devoramos sem dar uma palavra. Estávamos exaustos, um banho quente e cama eram tudo que eu via na minha frente no momento, pegamos outro taxi e Jimmy me deixou em casa primeiro.

- Então Daniel’s, admito que tudo foi melhor do que eu esperava. – Ele riu e retirou uma folha sobrevivente de perto da minha orelha.

- Concordo, nenhuma merda é uma merda bem feita sem o selo de aprovação James Sullivam!- Eu brinquei com ele que me abraçou e balançou no ar.

- pena que perdi a cena de você caindo no meio de um canteiro de um restaurante igual um Tarzan da vida.

- Eu fui muito bem, até assustei uma velha que passou ali depois. – Ele riu mais ainda.

Ele segurou minha cabeça entre suas mãos, e aproximou seu rosto do meu, logo selamos nossos lábios em um beijo longo e demorado, que se dependesse de mim nunca acabaria. Ele voltou para o taxi e acenou para mim assim que partiu. Repassei o dia algumas vezes na minha cabeça enquanto subia para o quarto, e não conseguia parar de rir com isso. Ao entrar sofri um interrogatório sem fim de todas as meninas menos Lexie que estava no quarto. Depois de explicar mais ou menos a história (e elas gargalharem bastante) me dirigi para o quarto onde encontrei Lexie (seminua claro) deitada de bruço assistindo TV.

- Não saiu hoje? – Perguntei enquanto tirava aquele trapo do meu corpo.

- Não, Matt veio aqui e fizemos sexo selvagem a tarde toda. – Ela desviou o olhar da tela colorida e finalmente focou-o em mim. – Merda, eu gostava dessa camiseta, na verdade tava pensando em rouba-la.

- Deu mole. – Já estava totalmente nua e entrei no banheiro, mas antes de fechar a porta acrescentei. – Espero que não tenha um pingo de gozo do “Horse Cock” no meu lençol ouviu?

- Não esquenta, eu não desperdicei uma gota. – ela piscou para mim. Estremeci com o comentário, mas preferi não pensar mais nisso.

Deitei na cama ao lado de Lexie e finalmente pude relaxar. Pensei em toda a minha história com Jimmy, o que estávamos fazendo, e adivinha? Não sabia. Mas depois do que ele fez hoje, eu só sabia que não importava o que acontecesse eu o queria comigo, agora a necessidade ultrapassava as barreiras físicas e chagava a algo melhor. Não me lembro o que mais pensei, porque cai no sono logo em seguida.

Acordei com Lexie ao telefone com alguém, ela pulava de um lado para o outro, então deduzi que era Matt. Esses dois estavam realmente um grude! Se bem que eu não podia falar muita coisa. Olhei o horário, passava um pouco de meio dia e peguei o celular para verificar se Jimmy tinha dado alguma notícia. Estranho, não tinha nada lá. Não deve ter acordado.

Levantei e estalei todos os ossos do meu corpo. Fui até o banheiro e percebi que os hematomas já haviam se formado: um embaixo do joelho direito e outros dos pelo braço. Vesti uma roupa e sai para almoçar com as meninas tento que aturar diversas piadinhas sobre eu e Jimmy. Depois que saímos do almoço, decidir ir acorda-lo, agora era minha vez de chama-lo de “Bela adormecida”. Ri de meu próprio pensamento. O motorista então levou as garotas para casa, mas eu peguei um taxi e me dirigi para o hotel dos meninos. Chegando lá dei de cara com Matt na porta do elevador, ele tinha um ar pesado e estava saindo com Brian, Johnny e Zacky. Eles se entreolharam e então vieram me abraçar. Cumprimentei todo mundo e troquei algumas palavras, até que o silêncio veio. Todos pareciam incomodados com algo então Matt fez um sinal para que se afastassem e ficássemos só eu e ele.

- E ai Matt, o que tá rolando? – Perguntei sem rodeios.

- Bom, então Jacky, acho que o Jimmy tá meio ocupado agora sabe, talvez você devesse vir com a gente e depois encontrar ele, que tal?

- Ocupado com o que exatamente?

- Bom... Uma visita de pessoas que não é importante, mas...

- Então estou subindo. – Dei meu melhor sorriso amarelo e entrei no elevador. Se algo estava acontecendo eu tinha que saber.

Parei em frente a porta da suíte hesitando por alguns segundos , mas respirei fundo e girei a redonda e dourada maçaneta. Entrei e dei de cara com Jimmy em pé conversando com uma mulher sentada, ela era pequena e meio gordinha, tinha o cabelo castanho claro e levemente ondulado, seus olhos eram também em um tom caramelado e quase me atravessaram quando passei pela porta. Seu rosto tinha maçãs sutis e bem delicadas com lábios volumosos. Vi os olhos de Jimmy quase saltarem de órbita quando passei pela entrada. Ela então se levantou sem pressa, ajeitou a saia bege que usava e sorriu olhando para mim com uma cara de tonta.

- Então, é você a mulher que está dormindo com o meu noivo?

Notas finais
Quem adivinhar quem é ela ganha um biscoite -qqqqq Daqui a pouco teremos o próximo e ... não me xinguem -q