Forgotten Faces

9 A Glass Of Despair, And a shot Of Proud


Notas iniciais
Eae ? De boa pessoal? então, esse é pra matar vocês de vez HAUEHAUEHAUEHAU ESPERO QUE CURTAM :3

POVJimmy.

Eram sete da manhã e eu já estava de pé. Odeio ficar ansioso, não consegui pregar os olhos um minuto. Cinco horas ainda estava bem distante então ia ter que fazer qualquer merda pra passar o tempo. Não ia dar para acordar Brian, o filho da puta dormiu com duas vadias novamente e Shadows não passou a noite em casa, corri então para o quarto do pigmeu e me joguei em cima da cama, fazendo o baixinho xingar e murmurar diversas vezes até entender o que estava acontecendo. Eu não conseguia parar de rir, ele tentou me jogar para fora, mas em outro pulo eu levantei e puxei a coberta comigo.

-Seu merda, que horas são?- Ele levantou sonolento e olhou no relógio- FILHO DA PUTA! – Vi o travesseiro ser arremessado para cima de mim. – São sete horas! Porra me deixa dormir, vai caçar um cu pra comer.

Gargalhei mais alto, a fúria do anãozinho melhorava o dia de qualquer um. Puxei o infeliz para o chão que rolou para baixo da cama puxando a coberta de minhas mãos. Desisti de acorda-lo, já tinha me divertido o suficiente. Tomei um banho demorado e então fui pegar algo para comer, só tínhamos cerveja, vodka, tequila e um sanduíche de presunto mordido na geladeira. “Vai isso mesmo”. O sanduíche até que não estava ruim, deu pra forrar o estômago. Me joguei no sofá e liguei a TV porém mal se passaram cinco minutos e o telefone do hotel tocou.

- Sim?

- Eu poderia falar com o senhor Sullivan? – O recepcionista perguntou.

- Ele mesmo. – Respondi com a boca cheia de pão.

- Visita para o senhor, ela está aguardando aqui no saguão.

- Quem é? – Umas dez pessoas passaram pela minha cabeça.

- Ela disse que é sério e urgente senhor. – Ele hesitou ao responder.

- Quero o nome dela meu filho! – Fiquei sem paciência, não queria surpresas a essa hora da manhã.

- Senhorita... Flammer.

Desliguei o telefone e corri para o elevador calçando o tênis enquanto descia. Ainda estava de óculos e o cabelo bastante bagunçado, mas nada disso realmente importava. “O que Jacky tá fazendo aqui? Ela mesma tinha marcado horário e parecia estar bem convencida... Algo aconteceu!” Várias coisas passaram pela minha cabeça até a porta do elevador abrir no límpido chão marmorizado do saguão. Fui até o balcão do recepcionista que apontou para uma mulher de costas para nós com um lenço negro na cabeça. Fui até lá apreensivo, entretanto raiva e decepção tomaram conta de mim quando percebi que a mulher não era Jacky, era Leana!

- O que você pensa que está fazendo? – Disse entre os dentes.

Ela sorriu simpaticamente e retirou os óculos escuros levando-os a cabeça.

- Bom dia pra você também Jimbo! – ela se levantou e me abraçou. Fiquei imóvel até que ela me soltasse. – Como tem passado? Dormiu bem?

- O que você quer?

-Bom, eu estava com fome, mas odeio café da manhã de hotel, você sabe... Então estava pensando em ir ao Starbucks aqui perto e queria saber se você ia me dar a honra de ter sua companhia. – Ela estava feliz, reluzente. Parecia ter total certeza do que estava fazendo, agia com a maior inocência. – vamos lá, só um café nada de mais... Aposto que também está com fome, e que só tem álcool na geladeira.

Odeio quando ela fica demonstrando que me conhece, ou conhece a banda. – Eu não ligo de tomar café no hotel, vai sozinha.

- Jimbo relaxa, eu tô tentando ser legal com você! Poxa não quero que me odeie pelo resto da vida, você não me querer mais como namorada é uma coisa... Mas não me trate como se eu não fosso sua amiga ou não fizesse nenhuma diferença! Vamos só tomar um daqueles deliciosos frapuccinos mocha com um bom pretzel salgado. – Demonstrando que me conhece de novo falando meu prato favorito. Argh!

O problema era que eu ainda estava com fome, mesmo não querendo admitir. O convite até era tentador mas a companhia não me fazia gosto. Olhei para todos os lados ainda indeciso, ela me fitava com um sorriso calmo, olhos cintilantes. Suspirei e então disse:

- Você paga.

O sorriso se abriu ainda mais, ela então passou o braço pelo meu arrastando meu corpo para a saída do hotel. A manhã não estava muito fria, o cheiro fresco era apaziguante e Leana não parava de contar algumas histórias sobre sua família e nossos antigos amigos.

- Você lembra do Danny né? Aquele cara é uma figura, como sempre! Ele casou sabia? – Ela falava sem parar.

- Hum sim, o cara com a verruga no pescoço... Figurassa.

- Você não sente falta deles Jimmy? De seus antigos amigos, da sua antiga vida! Era tudo tão mais tranquilo... – Cheguei a lembrar de alguns momentos em que passamos na cidade dela com todo o povo das antigas. Realmente boas lembranças. Mas eu agradeço ter saído de lá, nunca gostei de uma vida monótona e normal. Aquilo não se encaixava comigo.

- Prefiro agora, posso sair em Tour a hora que quiser levando minha casa e amigos junto, sem ter motivos para voltar.

Ela sentiu a indireta e se calou. Chegamos ao Starbucks e sentamos em uma mesa na varanda, Leana já fizera os pedidos e agora me fitava com mais interesse que o normal.

- Eu não tenho culpa, não podia sair nos tours com você... Tinha o meu trabalho e família.

- Nunca te cobrei nada. Você sim! Ficava toda emputecida quando eu saia por meses e chegava a pedir que eu dedicasse mais tempo a você.

- Claro, era só “banda pra cá, Avenged Sevenfold pra lá” e eu tinha que arrumar um espaço entre tudo isso só pra ter um tempo com você. Sem falar na enrolação que era meu trabalho..

-Realmente, como atriz pornô você vivia bastante atarefada, trepando e tirando fotos o dia todo... – Dei uma bebericada no meu café que acabara de chegar na mesa.

- Você sempre disse que ia me respeitar e que não se importava com isso. Porque pirou tanto então? Eu...

Cortei ela antes que mais merda saísse de sua boca.

- Uma coisa é a profissão Leana, a outra é foder com o meu primo de propósito para me causar ciúmes duas vezes! – Engoli mais café quente para acalmar.

Ela ficou vermelha, odiava quando eu falava assim, na maior cara limpa o que ela fez, preferia se referir como “Aquilo”.

- Não foi de propósito! Eu tava carente, precisava de alguém e você nunca aparecia! Jimmy eram três meses sem te ver!

- Você sabia que eu estava chegando naquele dia. Eu tinha te falado.

- Você NUNCA chegava na data marcada James! – ela ficou irritada.

- Não vamos discutir isso de novo Leana, eu aceitei vir aqui como um amigo, se você for me dar mais dor de cabeça eu levanto dessa merda e vou embora. – Perdi a paciência

Ficamos em silêncio por um minuto e ela então se aproximou – Jimbo se importa de me emprestar seu celular? Eu tenho que fazer uma ligação importante e o meu acabou a bateria, apenas alguns segundos. – Seus olhos estavam pidões e ela fazia um beicinho discreto.

- Toma logo e para de fazer essa cara. – estendi o aparelho para ela que agradeceu com um beijo soprado. Revirei os olhos. Desapareceu por alguns segundos porém logo retornou com o mesmo olhar de triunfo que fazia quando arrumava alguma merda nova.

- O que foi? – perguntei enquanto pegava o aparelho de volta.

- Nada, só resolvi o que precisava. Obrigada novamente.

Ela sorriu despreocupada e sarcasticamente depois piscou para mim levando o copo a boca. Começamos a conversar sobre coisas que havíamos feito durante esse tempo. Ela me contou que agora estava trabalhando em uma empresa de artigos femininos (prefiro não saber que tipos de artigos). Não vi o tempo passar, quando olhei no relógio já eram dez para as dez, não acredito que passei tanto tempo com Leana. Ela repetiu o gesto olhando a hora, e depois sorrindo para mim.

- É incrível como o tempo passa rápido quando a gente se diverte não é?- ela pegou sua bolsa, tirou algumas notas e jogou em cima da mesa, depois levantamos e caminhamos de volta para o hotel. – Foi uma ótima manha com você Jimbo, continua engraçado como sempre. – Seus olhos estavam cintilantes, e as covinhas bem a mostra.

- É ...Não foi tão ruim quanto eu pensei. – Me virei para o outro lado tentando não encara-la. “O que tá acontecendo comigo? Que merda! Era pra eu ter entrado sem falar nada. Melhor, não era para eu ter aceitado de início o maldito convite!”

Fiquei distraído por alguns segundos, o suficiente para a nanica agarrar meu rosto e beijar-me na bochecha. Levantei incrédulo, prestes a reclamar, mas quando fiz isso ela já andava pra longe, apenas virou-se para piscar e seguiu seu caminho. Ok, eu tava fodido.

Eu tenho muita raiva da Leana, mas infelizmente não a odeio. Ela já foi muito importante pra mim, tínhamos uma vida, e agora um passado. O problema foi essa aparição súbita me pegando despreparado. Eu já não pensava mais nela, muito pelo contrário, a única coisa que me vinha à cabeça agora era Jacky e continua sendo ela no momento. O que está me incomodando é que Leana está agindo do mesmo jeito de quando nos conhecemos, e isso foi o que me encantou na época. Eu sou louco, insano e não ligava de namorar uma atriz pornô isso foi até muito bom pro sexo. Cara, ela é fantástica! Mas em lidar com as pessoas ela era um fracasso. Engraçada, divertida, sempre de bom humor... Mas quando algo dava errado ou não era do jeito dela, Meu Deus! Fazia de tudo pra te atingir, para se vingar de coisas que de longe eram nossa culpa. Pirava, era um saco por a cabeça dela no lugar, e depois que tudo passava... Ela chorava, era a vítima, a coitada. Aguentei isso por mais tempo que deveria. Bipolaridade não é meu forte. E agora Leana está ai, doce, meiga, manipuladora, e sorridente. Ela está conseguindo se aproximar de mim de novo, mas eu não vou deixar que ela chegue perto de Jacky. Eu sei me controlar, ela pode tentar o que quiser que não vai me atingir.

POVJacky.

Saímos do estúdio 15h45min, acabadas, estraçalhadas, moídas e mortas. Fomos direto para o hotel, pedimos uma pizza e ficamos por lá. Tomei um banho bem demorado e depois engoli alguns pedaços de pizza caindo na cama. Acordei com o relógio despertando 16:30, não tinha vontade nenhuma de levantar, mas o meu caso era preciso. Botei uma calça jeans rasgada e depois uma blusa frente única de amarrar atrás preta com o símbolo do Motorhead estampado. Peguei um taxi até o Lugble e percebi que ainda estava cedo. Comecei a sentir o nervosismo, batucava meus dedos na pequena mesinha de madeira em que estava sentada, “e se ele não viesse? Eu sou muito otária mesmo.” Pra falar a verdade, nunca esperaria isso do Jimmy, a situação em que me encontro agora parece ser totalmente diferente do estilo dele. É estranho, mas é a verdade. No fundo esperava que tudo aquilo não passasse de um mal entendido, que logo eu e Jimmy estaríamos por ai fazendo as mesmas merdas de antes juntos.

Mais algum tempo se passou e eu pude avistar um taxi parar do outro lado da rua, minhas pernas travaram, e minha respiração parou quando percebi que a figura a sair do veículo não era Jimmy, era Leana. A baixinha acenou de longe e veio andando em minha direção. Estava usando um tubinho preto com jaqueta de couro, muito bonita, mas ameaçadora. “Eu não to com saco hoje, se esse projeto de gente veio arrumar confusão eu arrebento a cara dela.” Foi meu primeiro pensamento pacífico. Leana se sentou na minha mesa sorridente e parecia satisfeita com a minha cara carrancuda.

- Jacky querida! Quanto tempo, está bem? Adorei sua camisa. – Ela ajeitou-se botando sua bolsa pendurada na caderia e depois dedicando toda sua atenção para mim.

- Hum... O que você quer ? – eu estava impaciente, e não tinha o mínimo de interesse em falar com ela.

- Meu deus, porque todo mundo acha que eu quero algo? Jimmy fez a mesma pergunta hoje de manhã quando saímos para tomar café juntos haha.. Cômico como sempre. Há! Mas não fique fazendo esse tipo de pergunta por ai, é feio. – Ela falou como se eu fosse uma criancinha.

“Jimmy e ela? Café?! Alguém vai perder as bolas...” Apertei os pulsos embaixo da mesa, não ia demonstrar surpresa ou incomodo.

- Hum.. Bom pra você, pena que eu não dou a mínima, que você tá fazendo aqui Leana? – Vi o sorriso desaparecer do seu rosto e dar lugar a uma expressão séria.

- Não gosto que garotinhas por ai fiquem marcando encontro com o meu noivo. Eu tenho meus modos de descobrir tudo querida – Jimmy não teria contado, então como ela descobriu?

- Nada me impede mesmo. – Dei de ombros de novo.

- Ele é meu noivo!

- Idiota, ele que marcou. E se ele é realmente seu noivo. Você tá muito mal hem...Para ele fugir de você assim. Mas não me surpreende. – Dei de ombros e fiquei descascando o esmalte negro das unhas, senti um ar pesado, ela estava bufando na minha frente, mas agora tentava manter uma pose superior.

- As vezes nos desentendemos, mas é tudo questão de tempo para voltarmos. Você realmente acha que é a primeira vez que ele faz isso? Coitada, é sempre a mesma história, ele sai, finge que está chateado comigo e depois volta todo apaixonado como um cão sem dono... Claro que nesse meio tempo ele acha uma ou duas garotas por ai pra passar o tempo, mas depois que nos reencontramos ele termina com elas e volta pra mim. Entenda, não vim aqui para te ameaçar ou arrumar briga queria. Muito pelo contrário, vim apenas te avisar e talvez te poupar tempo de brigar por ele por que...Não vale a pena, ele já é meu Jacky, nós temos quase uma vida juntos, um passado todo a ser retomado e você? O que tem a oferecer pra ele? Uma família para acolhê-lo? Ou uma orda de velhos amigos que se preocupam com ele? Não, mas EU tenho. Você gosta mesmo dele? Deixe-o com que lhe fará melhor. – Ela ficou séria por algum tempo e me encarava com pena. Aquilo me deixou frustrada, senti meu rosto corar com a vergonha. Desviei o olhar pra minha mão de novo. – Mas você é jovem! Ainda vai achar alguém do seu nível, não deve faltar muitos por ai. – Ela se levantou pegando a bolsa e antes de sair virou-se para mim uma ultima vez. – Mas caso insista nisso, só digo: cuidado, só voc~e tem a sair perdendo.

Ela sorriu e se retirou, a conversa deve ter durado menos de cinco minutos porque outro taxi parou logo em seguida a partida de Leana. Jimmy desceu tranquilo e atravessou a rua correndo. Estava feliz sentou-se à mesa, no mesmo lugar que Leana tinha sentado segundos atrás e me encarou por alguns segundos.

- Você tá bem Daniel’s? – Meu rosto continuava vermelho e eu olhava para baixo. Não queria encara-lo, sabia que se o fizesse não aguentaria. Leana não parecia estar mentindo , e se tudo aquilo fosse verdade, então o motivo de ele estar aqui agora era para me dispensar, assim como ela mesma falou. – Jacky? Olha pra mim! – Ele levantou meu rosto com sua mão, fazendo com que nos encarássemos. Olhei para aqueles lindos e vívidos olhos azuis que transpareciam sua preocupação por mim, seus polegar acariciavam minha face com carinho, e por mais que eu não quisesse, abaixei sua mão tirando-a do meu rosto

- Jimmy... Me desculpa, eu não queria que você perdesse seu tempo comigo de novo. Acho que já te atrapalhei demais, não é? – Senti uma gota escapar entre meus olhos o que o fez entrar em pânico.

- O que aconteceu Jacky? Não fala isso. Você nunca desperdiçou meu tempo isso é idiotice!

- Eu não quero te prender a algo que você não pertence... Você já tinha uma vida Jimmy, com amigos, uma boa família que te acolhesse, e uma mulher que faria qualquer coisa por você. Quem sou eu para te tirar disso? Como sua amiga, como uma pessoa que realmente se importa... Eu não posso fazer isso. – Já não me continha, deixei que tudo saísse, seria melhor para mim e para ele. Levantei da mesa e fui andando pela calçada porém ele veio correndo atrás de mim, me segurou efez com que eu virasse para ele.

- Eu não tinha vida nenhuma Jacky! Eu nunca suportei uma vidinha normal, nunca gostei de ficar parado no mesmo lugar. Eu já morei em uma lavanderia Jacky, pelo amor de Deus! Você não sabe do que esta falando... e Leana? Ela só faz o que a interessa, não moveria um dedo por mim a não ser que fosse beneficia-la em algo. Eu não preciso de uma família feliz que me acolha, ou um bando de bundões que se dizem meus amigos só porque eu toco bateria em uma banda famosa. Eu estou feliz, do jeito que eu tô agora. No ônibus, com os caras que eu considero meus melhores amigos e com você agora! – ele me segurava de frente para ele, em um tipo de abraça o qual eu não conseguia me mover. Sua expressão de dor me torturava, o Jimmy era o tipo de cara que estava sempre de bem e sorrindo. Des que o encontrei novamente já havia o visto triste mais de uma vez... Por minha culpa.

- Essa cara, Jimmy. Eu não quero mais te ver assim e ainda mais por minha causa! Eu só te decepciono ou deixo-o chateado e isso me machuca muito. Por outro lado você tem alguém que te quer bem, que talvez não seja tão egoísta quanto eu...

- Jacky, você sabe o que a Leana fez pra mim? Então, eu estava voltando do nosso último Tour pela América Latina, e antes de partir havíamos brigado. Ela raramente ia a um Tour ou show com a banda, não gostava de deixar os pais e os amigos para trás e passar horas na estrada ou em um camarim. Então eu ia sozinho, com todos os rapazes e curtia ao máximo sem ninguém. Apenas enchia a cara e fazia as merdas que eu sempre fiz. Quando eu voltei, ela estava estranha, me evitava e então eu comecei a questiona-la e pressiona-la até que ela dissesse o que tinha acontecido. Eu tenho um primo que trato como um irmão, ele e Leana ficaram bastantes amigos dês do início do relacionamento. Acontece que Leana e ele estavam tendo um caso, durante todo o Tour. Brigamos, eu a deixei a primeira vez, mas ela veio pedindo desculpas, e falando que estava desesperada. Conversamos e voltamos, mas passou e então nós tínhamos um show na Europa, era um especial que eu queria que ela fosse comigo. Ela não quis, simplesmente não quis! Brigamos novamente e sabe o que eu fiz? Eu fui, peguei todas as mulheres que encontrei, fiquei bêbado como de costume e então foi uma das melhores viagens da minha carreira. No dia do embarque de volta mandei uma mensagem para ela avisando que ia chegar no dia seguinte, e quando cheguei... – ele parou por alguns segundos recuperando o fôlego. – A casa estava totalmente silenciosa, subi as escadas e vi a porta do nosso quarto encostada. Já sabia, eu percebi na hora e quando entrei, peguei os dois no flagra. Foi ai Jacky, que eu percebi... Nunca iriamos dar certo, vivíamos brigando por tudo, ela não queria me acompanhar em nenhuma viagem, e ainda não me respeitava. Eu fui embora, sem dizer nada, sem deixar nenhuma mensagem. Achei que ela tinha entendido o recado e que não ia mais me procurar, só que ela tá ai de novo e vai fazer tudo pra se vingar de mim! E vai começar tentando te atingir! – Ficamos em silêncio depois de tudo isso, ele então me soltou deixando que meus pés descansassem na calçada.

- Bom, era isso que eu tinha pra te falar. Agora se você quiser... Já pode ir embora. – Ele disse sem graça. Abaixou a cabeça e fitou meus olhos. – Mas Jacky, eu sei que devia ter te contado, fui burro em achar que isso era irrelevante, me perdoa...Eu...Te amo.

Congelei, será que tinha ouvido direito? Não, eu sei que ele gosta muito de mim, mas como amiga não é?! Não aguentei a pressão, era muita coisa para um dia só.

- Me desculpe... – Virei de novo as costas e fui embora.

Notas finais
E ai ? o que acharam ? Bom tenho uma perguntinha pra fazer : A fic ainda vai ter uma outra história, que seria em volta do desaparecimento misterioso do Jimmy, e com certeza terá muuitos capítulos ainda, então eu queria saber se vocês prefiriam que eu imendasse tudo aqui nessa mesmo, ou fechasse como " livro 1" e depois criasse outra como "livro 2" e ai seria toda essa saga. Então por favor me ajudem, não quero que fique cansativo pra voces como uma fic enoorme, mas também não sei se fazer duas fics ia ficar bom. enfim vocês decidem :)