Forgotten Faces

10 Can't get back


Notas iniciais
Sééério gente foi mal a demora. To MUITO atolada de prova e teste, mas prometo que o próximo sai esse fds mesmo.
Uma dica, quando aparecer o " * " Coloquem a música "Never Too Late - Three Days grace" para tocar... vai dar um climinha beeem lecal *u* HAUEHEUHAUEHAU
aproveitem !

POVJacky.

Cinco dias. Já haviam se passado cinco dias e nenhuma mensagem fora mandada, nenhuma ligação recebida ou telefonema. Estávamos brigados? Não sabia, e tinha medo de descobrir. Merda, eu odeio fazer certas coisas por impulso, mas veja bem... Eu decido desistir e então ele fala que me ama?! Leana venceu, ela está certa. Eu não posso dar as coisas que Jimmy precisa, por mais que ele diga que nas queira (e isso seja verdade) ele tem que ter alguém o vigiando como uma criancinha birrenta. O apoio de uma família secundária, de amigos preocupados com ele. Coisas normais para uma pessoa totalmente fora do padrão. Apesar de uma parte de mim ser totalmente contra, eu sei como é preciso bastante atenção com ele, e eu só iria na mesma onda, faria as mesmas merdas e até o ajudaria. Isso sério mais divertido, certo?

- Jacky? Você tá pronta? – Rose abriu a porta do quarto e puxou a última mala para fora.

- Hum, sim... – Levantei da cama arrumada e fui para a sala, ao encontro de todas.

Sim, estávamos de saída, depois do show de hoje anoite provavelmente iriamos para Illinois, tínhamos sido bem recomendadas por lá. Os serviçais do hotel levaram nossa bagagem até a garagem, onde nosso ônibus nos esperava, passamos pela recepção e fechamos a conta. Lexie estava animada, hoje seria um show muito bom segundo ela, porém ela tentava esconder ao máximo isso de mim, sabia que eu não estava bem... No clima. Tirei o celular do bolso mais uma vez ascendendo o visor... Nada. Ok. Na verdade já esperava isso, cedo ou tarde ele ia cansar de correr atrás de mim, isso é um fato. Ele agora tinha desistido de vez, e isso seria bom! Provavelmente estaria com Leana, e ambos tomando café junto em algum lugar. Tá, isso foi irônico até porque não se toma café às cinco e meia da tarde. Mas se eu fosse realmente embora hoje, se realmente iriamos nos separar nova e definitivamente, queria poder dizer adeus dessa vez. Senti meu coração apertar e meu estômago embrulhar, meu corpo ainda não tinha aceitado a ideia de deixa-lo.

Pegamos o resto das coisas e fomos para o ônibus, iriamos direto para o “New Moon Club” os roadies arrumariam tudo para hoje anoite e nós já estaríamos lá para descansar a vontade. Lexie trocava várias mensagens com Matt, por sua empolgação supus que ele apareceria lá, mas pela cautela excessiva de Lexie de esconder isso de mim, também supus que Jimmy não iria. Isso já tava me irritando. Eu sei que fui idiota de fugir quando ouvi o primeiro “eu te amo” que alguém já falou pra mim, esse não era meu plano mas aconteceu! Afinal ele praticamente deu um ultimato, “ou a gente fica junto ou nunca mais aparecerei na sua frente”. Tá, não foi assim, e ele fez isso por que achou que eu estivesse possessa com ele, quando na verdade só queria que ele ficasse com o que era melhor. Tudo não passa de mais mal entendidos, mas quer saber? Eu cansei de maus entendimentos. E se fosse preciso manter essa versão para ele ficar bem, eu manteria.

- As vezes você tem que parar de pensar tanto nisso. – Cristina se jogou do meu lado no sofá do ônibus botando uma garrafa de cerveja na minha frente.

- Pensar no que? Estou só relaxando. – Tentei inutilmente disfarçar.

- Aham, e se continuar franzindo a testa desse jeito terá mais rugas que a minha bisavó. – Ela deu de ombros. – Culpada?

- Me sinto a pior pessoa do mundo. Mas até onde sei isso não é novidade. – dei uma longa golada na cerveja que aliviou boa parte das minhas costas com seu gélido sabor.

- Você foi idiota, estúpida, ingênua , infeliz... – E pode acreditar, a lista continuou – Mas fez o que achava certo. Apesar de eu achar que ...

- Apesar de você não ter nada a ver com isso e parar de dar palpite na vida alheia. – Lexie passou pelo cômodo olhando feio para Cristina. Ela ainda não se acostumou com essa proximidade entre eu e Cristina, e proibiu-a de dar qualquer palpite sobre o assunto, até porque pela lógica de Lexie, foi culpa dela eu ter ido encontrar com Jimmy. Então não quer mais que eu de ouvidos à Cristina. – Tô de olho. – Ela se retirou depois.

- Ui que medo da Barbie falsificada. – Cristina revirou os olhos e levou a garrafa à boca novamente.

Chegamos em algumas horas, passamos o som e depois ficamos totalmente de bobeira até a hora do show. Nos deixaram em um tipo de suíte com dois quartos divididos, tínhamos uma sala e uma copa também. Chequei meu celular novamente, tinha que parar com isso. A música alta na sala agora era a marca da festinha antes do show, para dar boa sorte, faltavam apenas três horas e meia e o lugar já estava enchendo. Da janela do nosso quarto dava para ver os carros que chegavam á entrada, de alguns saiam mais de oito pessoas que pareciam abarrotadas dentro do cubículo de metal, era estranho ver as loucuras que certos fãs faziam só para nos ver, achei legal também o designer de algumas camisas com o nome da banda. Claro que Lexie estava estampada na maioria delas, apenas em duas pude ver o rosto de Eleonora e Cristina. De repente um taxi parou bem a frente da entrada latera, até ai nada de mais, porém quando uma figura alta de casaco preto saiu senti meu coração parar totalmente. Era ele, Jimmy com todos os rapazes logo em seguida. Levantei em um salto, e corri para a sala, vi Lexie mexer entusiasmada no celular, parece que ela também havia descobrido a mesma coisa que eu. Em poucos minutos todos entraram pela porta do camarim e estavam lá todas em pé dançando, menos eu que encarava Jimmy sem o mínimo de discrição. Todos se entreolharam e Jimmy piscou pra mim. Porém nada além disso. Ele se virou de costas e começou a fazer várias palhaçadas como se... nada tivesse acontecido. O que diabos aconteceu com esse cara?! Sentei em uma pequena e velha poltrona posicionada perto de mim e fiquei assistindo a cena. Todos estavam interagindo, e era como se eu não existisse. Continuei lá, sentada, hora ou outra alguém me chamava, mas eu não respondi. Foi assim até a hora de o show começar, eles foram conosco até a armação do palco. Enquanto todos conversavam, desejando boa sorte para elas, puxei Jimmy para um canto, o que o fez arquear uma sobrancelha em dúvida.

- O que você pensa que está fazendo James Own Sullivan? – Não conseguia manter a calma, encarar aqueles olhos vívidos e azulados, eram a maior tentação que eu tinha para agarra-lo.

- Hum, sumindo da sua vida? Assim mesmo como você quis. – Fiquei paralisada. Merda, eu tinha esquecido que pra ele, eu não o amava e tinha fugido por isso, por ainda ter raiva. No fundo, ele não fazia isso por mal, mas para me manter afastada. — Então? Tem algo para me dizer eu posso voltar para perto dos meus amigos, Jacky?

Suas palavras foram como socos no peito, senti minha garganta se contrair, e os olhos se apertarem. Cerrei o punho e engoli em seco. Passei os olhos por todo o seu corpo, tentando lembrar como era estar encostada ali, e como era confortante.

Percebendo minha inércia, ele suspirou e botou uma de suas mãos em meu ombro.

- Adeus, Jacky. – Seus lábios tocaram o topo da minha cabeça, fazendo meu corpo todo tremer com o contato inesperado.

Afastamo-nos e eles subiram para uma espécie de camarote. O show começou, todas estavam empolgadas. As luzes passaram por nossas cabeças, a fumaça espalhou-se pelo ar. Lexie agitou a galera assim que pisou no palco. O solo perfeitamente sincronizado de Eleonora e Cristina encheu o local, o show percorreu fantasticamente em todos os sentidos. Direcionei toda a minha raiva para as batidas rápidas e sincronizadas das músicas, alguns fãs tentaram subir no palco, vários objetos foram arremessados para nós. Conseguia ver o rosto de Jimmy vagamente entre as luzes e a fumaça, minha bateria ficava em uma plataforma de aproximadamente dois metros, fazendo com que eu não ficasse escondida em meio as outras e também me dando uma boa visão da plateia. Lexie então cochichou algo para Eleonora que veio disfarçadamente e entregou uma partitura para mim. O título era “ Never too Late” em baixo a partitura não tão complexa da musica, estranho Lexie querer tocar uma nova música do nada, ainda mais uma que não tínhamos se quer ensaiado.

- Então pessoal, agora iremos fazer um cover de uma banda muito foda...“Three Days Grace” ! – O povo foi a locura, agora podia claramente reconhecer a música, Lexie sempre gostou muito dessa banda. Todas as garotas estavam felizes e preparadas, será que só eu não me lembro dela? Continuei lendo a partitura gravando cada parte. Não era difícil, na verdade tinha mais violão elétrico que qualquer outra coisa. – Gostaria da ajuda de todos para cantar essa música, vamos dedica-la para dois amigos especiais quem vem tendo um certo probleminha, mas se tudo correr bem... Eles vão se acertar. – Lexie disse depois piscou para mim sorrindo maliciosa.

Eu corei, e muito. Percebi que todos os meninos também entenderam a mensagem e Jimmy chegou a abaixar a cabeça sem graça.

*O solo inicial começou, a voz de Lexie preencheu todo o ambiente logo em seguida.

“This world will never be

What I expected

And if I don't belong

Who would have guessed it

I will not leave alone

Everything that I own

To make you feel like it's not too late

It's never too late”

A musica rolou até a minha entrada na bateria, era bonita, e tinha uma mensagem que ... bem, vem muito ao caso. Chegando no refrão cheguei a sentir minha pele arrepiar :

“Even if I say

It'll be alright

Still I hear you say

You want to end your life

Now and again we try

To just stay alive

Maybe we'll turn it all around

'Cause it's not too late

It's never too late”

A música então caminhou para seu fim assim como o show. Muitos autógrafos e fotos deixaram com que ficássemos exaustas. Ao voltarmos para o camarim Matt e os meninos nos receberam com garrafas de champanhe fazendo uma lambança por todo o espaço. Música gritaria e risadas comemoraram o show maravilhoso, Jimmy tirou um paco transparente amontanhado de erva, todos pegaram seu papel de seda e aconchegaram a quantidade necessária de maconha que precisavam. Entre algumas tragadas todos gargalhavam e bebiam o que achavam pela frente. Lexie se atracava com Matt como sempre e todo o resto continuava na zuação. Percebi então de longe alguns olhares de Jimmy, que mesmo depois da maconha continuou um tanto quanto tenso. Ri ( era o que eu mais estava fazendo depois do segundo cigarro ) e me aproximei dele percebendo que o mesmo não estava mais fumando e nem bebendo.

- O que ...você tá fazendo ai? Vamos lá pegar algo pra... Você beber ou prefere isto? – Ofereci o cigarro para ele sorrindo como um bebê. Ele tirou-o da minha mão e o apagou no carpete.

- Que droga – Reclamei, mas depois soltei uma alta gargalhada tombando para trás e me levantando assim que o surto passou. – Para de ficar assim, nem parece o Jimmy que eu conheço...

- Acho que nenhum de nós nos reconhecemos mais... – Ele falou olhando para o teto. – Eu queria te avisar, de uma vez... – Ele cerrou fortemente os olhos e depois se virou para mim, porém encarando o chão. – Amanhã vamos partir, voltar para Huntington Beach e seguir para a América do Sul. Então... Vou sumir, mas achei que você poderia pirar muito se eu não dissesse.

Me calei por um segundo e então endaguei :

- E Leana vai? Digo... vocês dois...

Ele apertou a mão contra a calça, e cuspiu as palavras, como se de um certo modo fosse doloroso para ele.

- Sim, nós... Voltamos.

-Hum, entendo. – Silêncio. Por mais que aquilo fosse o que eu queria, senti minha cabeça rodar, o estômago se contraiu novamente, como se eu fosse vomitar. Cheguei a levar a mão à boca e fechar os olhos por alguns segundos. Depois que me recuperei olhei para ele que me encarava com certa preocupação nos ombros, senti que ele poderia ficar mal por mim então tentei por o melhor sorriso que consegui arrumar no momento.

- Boa sorte para vocês. – Levantei e catei a garrafa pela metade de tequila que estava sobre a mesinha de centro. Virei quase todo o líquido em duas goladas depois saí do camarim. Cheguei na escada de emergência e desci até um beco estranho perto de fétidas latas de lixo. Lá me encostei e deixei as lágrimas rolarem, as mesmas se misturavam com soluços aumentando a cada segundo. Eu o amava, mais que tudo. Queria-o bem em primeiro lugar, queria que ele se sentisse confortável com alguém que realmente o fizesse feliz e que não tivesse tais tendências suicidas como eu. Porque eu não podia ficar com ele? Era tão injusto. Sempre necessitei daquele idiota, ele sempre foi a coisa mais importante para mim e agora eu podia ver claramente o quanto doía ter que larga-lo. Prendi-o por muito tempo, sou uma egoísta em achar que o mereço mais que ela, na verdade já estava mais que na hora de deixalo seguir em frente. Para começar eu o procurei depois de tanto tempo, se ele realmente se preocupasse comigo teria vindo atrás de mim! Mas ele disse...Nisso repassei toda a conversa daquele dia, o dia em que nos reencontramos. A explicação, a dor em seus olhos, os abraços. Tudo me fez gritar ainda mais alto, soquei o latão ao meu lado até pequenos cortes aparecerem em meu punho, mesmo assim não cessei. Senti alguém me abraçar por trás puxando-me para longe da lata amassada de metal. Merda ia ser sequestrada ou estuprada.

Foi então que vi as tatuagens de carruagens pegando fogo e pude relaxar. Cristina me virou de frente para ela e então me encarou com grande raiva.

- Para de se comportar como uma criança caralho! – Ela me sacudia para todos os lados- Se você é idiota o suficiente para deixar que aquele cara faça isso com você, é porque não é a Jacky que eu conheço! Não vê que tudo que tem que fazer e levantar a porra da sua bunda e dizer aquilo que você mais nega?! – Ela relaxou e então se encostou do meu lado. – Jacky, você é a melhor pessoa para ele. Não Leana. Eu queria te dizer isso, queria botar tudo pra fora, mas Lexie tava sempre por perto e sabe como é... Ela odeia que eu me meta nisso. Mas a questão é que você tá sendo muito estúpida! Tá com medo de lutar e perder, mas só você não percebeu que a luta já está ganha! Ganhou no momento em que ele falou que te amava...

- Ela sabe fazê-lo feliz Cristina, tudo que eu fiz foi causar sofrimento e dor. O tempo que ele passou comigo foi apenas isso.

- Para com essa merda Jacky, você sabe que não é verdade. Larga essa baixa autoestima e abre os olhos. Você tá fingindo não perceber, tá ignorando todas as chances que tem de concertar esse mal entendido. Enquanto você pensar no que é melhor para ele, e ele no que é melhor para você, nunca pensarão no que é melhor para os dois!

Odeio como as frases de Cristina fazem efeito em mim. Apertei o punho por perceber que talvez, ela tivesse razão. Ambos pensamos tanto no melhor para o outro separadamente que esquecemos o que somos juntos. Mas agora era tarde... Ele estava com a Leana de novo.

- Ótimo, perfeito. Você quer ouvir? EU AMO AQUELE IDIOTA! – Me levantei tomada pelo pânico – EU O AMO MAIS DO QUE A PORCARIA DA MINHA VIDA, NÃO QUERO FICAR SEM ELE, NÃO QUERO VÊ-LO COM AQUELA VADIA... – Cai de joelhos no cimento novamente. – Mas... Já é tarde Cristina. Eles voltaram e estão partindo para Huntington amanhã. Depois irão para sabe-se lá onde na América do Sul.

- Jimmy? Com a Leana de novo? Ok, a maconha degradou de vez o seu cérebro né? – Cristina se pôs de pé e me puxou pelo braço. – Aquela vadia tomou um pé na bunda bonito dele há uns três dias e já está bem longe daqui. Matt contou isso umas mil vezes lá na sala tentando fazer você ouvir... Há! Você estava dando uma de isolada e ficava encarando a gente da poltrona... Esqueci-me desse detalhe. – ela revirou os olhos com raiva.

- Mas o Jimmy disse que ..

- ele falou aquilo pra te afastar sua tonta emaconhada! –essa magoou. – Você pode parar de dar mancada por um segundo?

- Eu... Tenho que falar com ele. – Foi tudo que conseguir dizer.

Ficamos de pé e ela me empurrava de volta por todo o caminho até o camarim. Ao chegarmos lá estavam apenas as meninas, arrumando toda aquela bagunça e se livrando dos vestígios de drogas.

- Cadê todo mundo? – Lê se Jimmy.

- Bom, eles saíram daqui faz uma meia hora. Ode vocês duas estavam? – Eleonora respondeu com uma voz pegajosa, provavelmente não ia se lembrar de muita coisa amanha.

- Merda! Eu tenho que falar com ele. Eu tenho... – Só conseguia repetir isso. Cristina estão me pegou pelo braço e me arrastou até o carro. O motorista já estava dormindo então por ela ser a mais sobrea foi a que dirigiu.

- Vamos até o Hotel, você não vai deixar essa história passar de hoje Jacky. – ela dizia entre os dentes e acelerava pela estrada de mato até a cidade.

Depois do longo trajeto, chegamos até o velho hotel em que eles estavam. Ao entrar no saguão fui direto chamar o elevado e Cristina parou para falar com o atendente.

- A tal banda? Saíram há pouco tempo, parece que tinham uma viajem importante e resolveram partir hoje. Acabaram fechando a diária mais cedo que o esperado. – ele dizia sem muita surpresa.

Merda, agora realmente era tarde demais. e a única coisa na minha cabeça era :

"Maybe we'll turn it all around

'Cause it's not too late

It's never too late"

Notas finais
E então? Ficou legal ? O que será que a Jacky vai fazer ? HEUAHUAHAUHEU eu queria dar um fim mais delorosa para a Leana, porém me faltou inspiração T-T descuuulpem.