Forgotten

16 Forget About The Dirty Looks


Notas iniciais
Muitos reviews e leitores novos, obrigada, suas lindas! ♥
Enfim, o capítulo. c:

O dia seguinte demorou muito a passar. Queria que a noite chegasse logo para assim eu poder ver Christa. Estava nas nuvens e os caras obviamente perceberam. Frank vinha de cinco em cinco segundos com uma pergunta nova sobre a noite passada, que eu geralmente respondia com um “não”. Mikey tentava dar uns palpites, mas eu ignorava.

Tivemos um ensaio na parte da tarde. Gerard estava bem feliz, queria cantar o CD todo. Lindsey ficou em um canto assistindo nosso ensaio. Quando demos uma pausa para descansar, achei que aquele seria o momento perfeito para perguntar a Lindsey o que ela e Christa estavam conversando naquele dia.

- Ah, nada de mais, Ray... Ela só comentou sobre o show, perguntou se eu conhecia a banda e eu disse que era casada com Gerard. Ela ficou morrendo de vergonha depois disso e para melhorar o clima, eu perguntei se ela queria visitar os bastidores...

- Mas ela falou algo sobre mim?

- Falou que o guitarrista era muito talentoso.

- Opa, quem falou que eu era talentoso? – veio Frank se metendo na conversa

- Não, ela tava falando do Ray. Ela apontou para ele na hora. – respondeu Lindsey

- Ela quem? É a Christa? É ela né?

- Quem é Christa? – Gerard perguntou, meio por fora de tudo

- Fala pra eles da Christa, vai Ray. – gritou Mikey

- Chega, gente, não vou falar nada. Não agora. Podemos voltar pro ensaio?

- Ui, calma, Raymond. Tudo bem, vamos lá que a gente ainda tem as B-sides novas pra ensaiar. – disse Gerard, realmente animado

Ensaiamos e saímos para jantar. Tinham alguns fãs no restaurante, dessa vez sem papéis de fanfic ou qualquer outra coisa, além de máquinas fotográficas e bloquinhos para autógrafo. O jantar foi se estendendo e quando vi, já eram nove da noite.

Tentei falar com Gerard para que voltássemos logo para o hotel, mas ele não queria sair ainda, nem Lindsey. Frank estava no banheiro e Mikey estava distraído com o sushi em seu prato. Aproveitei o momento para dar um tchau rápido e sair.

Cheguei ao consultório as 9h17. Christa abriu a porta.

- Pensei que você não viesse mais, Ray.

- Bem, é que hoje eu fui jantar com os caras da banda, acabei me atrasando um pouco...

E eu fiquei lá parado na frente dela, sem saber o que fazer. Ninguém tinha dito uma palavra sobre ontem até então. Ela parecia indiferente e aquilo tudo estava muito estranho.

- Pode se sentar, vamos começar a consulta.

- Ah, ok, vamos lá. – me acomodei no sofá e ela começou.

- Bem, eu fui assistir um show da sua banda esse sábado. Você parecia bem a vontade no palco e os fãs não pareciam estar dando preferência para ninguém em especial. Percebeu isso?

- Pra falar a verdade, nem percebi nada. Tinha outra coisa que me chamou muito mais atenção...

- Aham. – ela corou um pouco, mas abaixou a cabeça para disfarçar. Por que ela estava agindo assim? Não fazia sentido para mim. – E durante a sua carreira toda, você nunca tinha reparado essa “rejeição”, só agora?

- Só agora. Talvez porque eu nunca tenha me preocupado com isso antes, sabe, essa coisa de reconhecimento nas ruas, pessoas gritando seu nome. Eu nunca liguei pra isso de verdade. Não que eu não goste dos meus fãs, pelo contrário, eu os amo. O que seria de mim sem eles, entende? Isso tá muito confuso, porque parece confuso pra mim, está?

- Não, tudo bem, eu acho que já entendi tudo. Talvez essa rejeição nunca tenha existido, pode ser coisa da sua cabeça. Isso soa meio infantil, Ray, mas eu acho que tudo que você queria era atenção. Não atenção de fã, sabe Ray, alguém que te escute e que te entenda.

- Então, você está me dizendo que eu preciso de uma...

- Amiga? Sim. Ou amigo, em que você confie.

- Ah...

Não era a resposta que eu esperava, mas também a minha pergunta soou como indireta. Mas droga, aquilo era uma indireta! Tentei argumentar, pra ver o que saía.

- Mas Christa, eu tenho amigos e por tudo que você falou, eu cheguei a conclusão de que eu preciso de uma namorada. Eu não sei o que é ter uma há anos e talvez isso esteja me deixando incompleto, insatisfeito...

- Insatisfeito?

- Não! Não sei... Sim. AAH, eu to muito confuso... – e coloquei uma das almofadas na cara

- Vem cá, Ray, tira isso do rosto. É para isso que você está aqui.

- Como assim?

- É para isso que eu estou aqui, para ajudar a tirar essa confusão da sua cabeça. Afinal, é isso que os psicólogos fazem.

- Christa, eu acho que você não entendeu...

- Olha! Deu a hora, amanhã a gente conversa melhor...

Ela já ia apagando a luz e saindo do consultório. Fui logo atrás.

Já no portão do prédio, ela ia começar a andar em sua direção habitual, mas eu a chamei.

- Espera, Christa... Só mais uma pergunta, por favor.

- Ray, já tá na hora e...

- Por favor.

- Ah... tudo bem. – ela voltou para o portão

- E aquilo que aconteceu ontem?

Notas finais
*música triste ao fundo* tadinho do Raymond
Mas vejamos o que a Christa tem a dizer, no próximo capítulo, muahaha.
Beijos!