Forgotten

17 Yesterday Feelings


Notas iniciais
Eu quase não postei o capítulo hoje porque estava em dúvida quanto ao título, mas acho que gostei desse. Vamos a história, então... :)

Ela me fitou com o olhar penetrante. Talvez aquela pergunta tivesse sido inapropriada, mas eu realmente não me importava. Eu só queria saber o que ela tinha sentido, e se pra ela tinha sido tão bom quanto foi pra mim.

- Não aconteceu nada.

Aquilo me cortou como uma faca. E doeu. Ela não podia estar falando sério. Eu fiz uma cara de desentendido e tornei a fazer a mesma pergunta:

- E aquilo que aconteceu ontem?

- Bem... – ela respirou fundo. Não parecia muito confortável em falar sobre aquilo. – Foi legal. Só que não deveria ter acontecido, Ray.

- Como assim? – novamente, eu a olhei, questionador.

- Eu não estava no meu estado normal. Tinha um pouco a mais de álcool no meu sangue do que deveria. E eu estava carente. E... – ela suspirou. – Eu prefiro não falar mais sobre isso. A gente se vê amanhã. – e tomou seu rumo. Sem eu poder responder alguma coisa pra ela.

Ótimo. Quando eu pensava que algo diferente e muito bom ia acontecer na minha vida, isso me acontece. Eu não tenho sorte mesmo. E é oficial: Eu não tenho sorte com as mulheres. Acho que vou virar padre. Não. Não vou não, isso é radical demais. E anotem aí: eu não vou desistir dela. Porque ela realmente vale a pena. E ela vai ser minha. Eu sei disso.

Absorto em meus pensamentos, nem percebi que já tinha chegado ao hotel e estava colocando a chave na fechadura. Por mais um momento, antes de abrir a porta, eu considerei a possibilidade de ir até o bar tomar uma ou duas cervejas. Mas eu resisti à tentação. Daquele jeito, eu ia virar um alcoólatra. Abri a porta e me deparei com Frank e Mikey jogando uno. Aquela era nova pra mim.

- Raymond – disse Mikey, como se estivesse querendo insinuar algo. – Você estava com a Christa?

- É. Eu estava.

- AAAAAAAAAH! – berrou Frank – Eu sabia. E dessa vez, você vai contar tudo.

- Não. Eu não vou. E se me derem licença, vou tomar banho e dormir.

Nenhum dos dois disse nada. Eu tomei banho e depois me deitei. Alguns minutos depois de deitar, pude ouvir Mikey e Frank conversando:

- Cara, o que você acha que aconteceu? – perguntou Mikey.

- Não sei, mas acho que não foi coisa boa. Você viu como ele tava irritado?

- É... Isso tá muito estranho, cara, e a gente precisa descobrir o que tá acontecendo. – Finalizou Frank.

Depois disso, não ouvi mais nada. Na manhã seguinte, ninguém estava no quarto. Mas eu encontrei um bilhete no criado-mudo:

Cara, nós percebemos que você não estava muito legal na noite passada. Por isso, resolvemos te dar uma folga do ensaio de hoje. E uma folga de nós. Então, caso você queira nos encontrar, ligue.

Esperando que você fique melhor,

Mikey.

Dobrei o bilhete e me deitei novamente na cama. Fiquei pensando alguns instantes no que eu iria fazer. Nada. Eu não queria fazer nada. Então, uma brilhante ideia se passou pela minha cabeça: Ir até o consultório dela, e conversar com ela. Não, aquilo era idiotice, ela estava trabalhando e certamente sentiria vontade de me matar. Ok, missão abortada. Então, resolvi ligar para Mikey.

- Alô, Miks?

- Fala Ray!

- Onde vocês estão?

- Estamos ensaiando... Mas você não precisa vir.

- Não. Que isso, eu vou sim.

- Você tá se sentindo bem o suficiente pra isso?

- Claro! Eu estou ótimo. Daqui alguns minutos eu apareço aí. – desliguei o telefone.

E lá fui eu, pro ensaio. Descontei toda a minha raiva nas músicas, e quando o ensaio acabou, Frank até disse que eu tinha ido muito bem. O resto do dia se arrastou. E quando chegou a hora da consulta, eu estava decidido a não falar sobre mim para Christa. Eu ia falar sobre nós.

Notas finais
Raymond determinado! huahuahsuhaushahus
Então, o que acharam? Deixem reviews ou pão de queijo, será muito bem vindo, haha.
Beijos!