Forbidden Love
4 Shadow não morreu!
Notas iniciais
Mas mesmo assim ficou bonitinho :3 E talvez decente, não sei. Só sei que precisava dar um jeito né.
Shadow POV
Primeiro senti uma dor de cabeça dos infernos.
Depois senti sangue quente escorrendo.
Depois senti algo gelado e traumatizante deslizando sobre mim.
E depois ouvi vozes, e facilmente as identifiquei. Primeiro foi a vez do Professor Gerald.
-Prontinho. Ele estará melhor daqui a pouco.
-Mas... Vovô... – Essa era Maria, aham – Estou preocupada. Ele vai morrer!
-Não, Mariazinha, não vai. – Ele riu – Shadow é indestrutível. Nada simples assim poderia afetá-lo. Pegue aquele pano de antes.
-Mas... Está muito sujo.
-Hm, tem razão, então pegue outro limpo e molhe naquela água ali.
Um pouco de silêncio invadiu o lugar.
-Aqui está, Vovô. Posso ver o que você vai fazer?
-Claro, netinha.
Então senti as mãos ásperas do Professor tocarem minha testa, e depois o pano gelado.
-Isso é para ele esfriar.
Então entendi tudo. O pano era a coisa gelada deslizando sobre mim antes, duh. E de repente algo quebrou minha paz interior, era um líquido que doía e ardia muito, mas me controlei e fiquei parado. E então ele começou a enfaixar minha cabeça.
-Pra que tudo isso, vovô?
-O remédio fará cicatrizar mais rápido. E temos que enfaixar para não correr o risco de pegar uma infecção ou para não escorrer mais sangue.
Depois que senti minha cabeça enfaixada completamente, somente meu rosto de fora, respirei fundo.
-VOVÔ! ELE ESTÁ RESPIRANDO! SERÁ QUE PODE OUVIR A GENTE?
-Maria, querida, deve ser impressão sua. Seu poder de regeneração é grande, mas acho que levará uma meia hora até que ele acorde e esteja são novamente. Agora vamos deixá-lo descansar.
Não me mexi e tentei parecer o mais desmaiado possível. (?)
-...Vovô... Eu gostaria de ficar aqui mais um pouco pra ver se ele acorda. Se acordar, chamarei você. Pode ser?
-Certo, confio em você.
E então ouvi uma porta abrindo e fechando. Mais nada. Depois ouvi uma respiração e comecei a sentir alguém respirando em cima do meu rosto. Adivinha.
-Shadow... – Ela disse, de um jeito estranho – É tudo culpa minha! É por culpa minha que você está assim! Não morra!
Quanto tempo vai levar pra ela entender QUE EU NÃO VOU MORRER? Enfim. Ela começou a soluçar.
-Eu preciso de você aqui. Eu gosto de você. Gosto muito. Não morre não!
Senti uma lágrima caindo sobre meu nariz. Fiquei com vontade de pular da cama e abraçá-la, mas ela se assustaria e começaria a dizer que o cadáver estava voltando do além túmulo.
-Eu sinto muito, mesmo.
E então se fez um silêncio mortal. Maria então se deitou sobre mim na maca e me abraçou feito uma almofada e eu... Droga, corei.
-Queria que você estivesse-
Então abri os olhos e disse:
-Acordado?
Ela ficou paralisada me olhando, limpou as lágrimas e gaguejou:
-V-VOCÊ... NÃO MO-MO-MORREU??
-Não, eu não morri não, claro que não. (N/A: A fala original era “Não, eu não morri não, Lady Gaga.” Mas daí eu me toquei que essa história se passa quando a Maria estava viva, há uns 50 anos atrás. E a Lady Gaga nem tinha nascido né.)
-OH! ESTOU TÃO FELIZ!
Ela me abraçou de novo, dessa vez sorrindo. Foi legal, até que eu interrompi o bom momento.
-Ahn, podemos sair dessa pose escrota, por favor?
Ela corou e pulou pra fora da maca.
-Ah, foi mal, he. O importante é que você viveu e logo estará melhor.
-É o que espero. Vamos ver se o Professor preparou um lanche?
-Vamos!
E saímos correndo de mãos dadas pelo corredor principal da ARK.
Notas finais
See you next chapter o/
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