Forbidden Love
3 Sangue é salgado.
Notas iniciais
Shadow POV
O laboratório estava desativado há um tempinho. Uns dois meses, acho. Então, como é impossível demolir algo numa colônia espacial, deixaram assim mesmo. Mas era um playground razoavelmente divertido.
-Vamos brincar de esconde-esconde, Shadoooow? – Ela perguntou, sorrindo.
-Tá, ta, pode ser.
-Eu conto! Esconda-se!
Acho essa brincadeira muito estranha, mas mesmo assim procurei um lugar para esconder. Por fim, quando ela estava no 27, corri rapidinho e entrei de cabeça num velho tubo de ensaio.
-30! Pronto ou não, lá vou eu!
Ouvi enquanto ela andava pra lá e pra cá, levantando caixas e abrindo gavetas (como se eu fosse caber numa gaveta, né.). Depois de uns 15 minutos, ouvi-a se aproximando.
-Achei um par de pés! Quer dizer, achei o SEU par de pés! – Maria disse e começou a rir. Sinceramente, não vi nada de engraçado.
-Uh, certo. Vou sair daqui, hm. – Foi ao dizer isso que reparei que estava preso naquele tubo. Ô merda. – Porcaria, e agora, como eu saio daqui?
-Vishee... Vou tentar te puxar!
-O QUÊ?
-Calminha. – Ela disse baixinho. Vou só segurar seus pés... E puxar você daí. Entendeu?
-Acho que sim.
Ela contou até três e puxou, mas não conseguiu me tirar de lá. Na verdade, a única coisa que conseguiu foi tirar meu sapato.
-E agora? – Perguntei.
-Eu poderia quebrar o vidro... Mas ao mesmo tempo, o vidro iria te machucar todo. Então... Hm...
Ela foi até o outro lado do tubo e ficamos cara a cara.
-Posso tentar empurrar sua cabeça ao invés de puxar os pés!
-TÁ MALUCA?
Ela nem contou, só empurrou minha cabeça com muita força e, depois de algumas tentativas, finalmente escorreguei pra fora, deslizando sobre o piso e batendo numa mesa, fazendo cair o telescópio na minha cabeça.
-Ai... Tá doendo. – Eu resmunguei.
-V...Você... Que tenso. – Ela disse. Não entendi por que ela estava pálida e com ânsia de vômito. Então, ela me puxou para diante de um espelho. – Olha só isso.
Olhei para meu reflexo e, a princípio, não vi nada além de mim. Então, depois percebi algo em minha cabeça. Sangue.
Começava como uma fina linha escarlate que ia engrossando, passando por minha testa e escorrendo ao lado das bochechas.
-Isso não é nada bom. – Maria sussurrou. – Vou pegar um kit de primeiros socorros.
-Não precisa. – Segurei-a. – Isso é só um pouco de... Sangue. Nada mais. Grande coisa.
-Mas você...
-Eu posso me virar sozinho. – Disse. Então, no silêncio mortal, foi possível ouvir o barulho de uma gota de sangue pingando sobre o chão. E depois mais outra. E outra.
-Eu vou te enfaixar.
-Posso lidar com isso. – Dei um sorrisinho, passei o dedo pela testa e lambi o sangue (Nojento). – Viu? É gostoso. Tem gostinho de Fandangos!
Acho que ela ficou com mais ânsia de vômito.
-S...Shadow. Não discuta comigo.
-Está sendo teimosa.
-Não sou teimosa!
-Mas está teimando comigo.
-Você é quem está teimado comigo!
-...Mas isso é coisa de gente teimosa.
Ela começou a rir feito louca. Sinceramente, ela tem problema. Enfim. Todos nós temos, não?
-OK, então pode lamber esse sangue todo?
-É claro.
Olhei para meu reflexo novamente... Droga. Tinha muito sangue, eu não conseguiria lamber aquilo tudo. Seria como comer 3 pacotes GG de Fandangos.
-...Você venceu. Pode fazer o curativo.
-Então fique paradinho e...
Minha vista ficou embaçada. Comecei a ficar mais fraco, tonto, tonto... E caí no chão.
E ficou tudo escuro.
Notas finais
Se não mandar review, vou jogar o telescópio na sua cabeça. E não vale chamar o Shadow pra lamber o sangue. >:B
See you next chapter o/
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