Notas iniciais
"Chegou perto da minha boca e começou a me beijar, suas mãos que estavam segurando minha cintura foi descendo pela minha perna, me fazendo ficar cada vez mais contra a porta seu beijo era muito intenso muito bom nunca senti nada como isso era doce mas forte não era como um beijo qualquer era muito melhor do que tudo que eu já havia experimentado era como uma droga me deixando completamente alucinada".

Acordei no dia seguinte, a casa silenciosa como sempre. Levantei sem muita vontade daquela cama quentinha. Fui para o banheiro e tomei uma ducha desci as escadas abri minha geladeira peguei uma maça e fui olhar o noticiário na TV.

–Mais cinco pessoas foram presas, por vender drogas para menores. – Dizia a mulher do noticiário.

O que fazia alguém a comprar a droga sabendo que ela é prejudicial sabendo que vai se viciar. Não queria mais ver aquilo não tinha uma noticia boa então decidi desligar a TV. Sentada no sofá eu fiquei olhando para o nada um bom tempo até que vi tocar meu celular, que eu tinha deixado na cozinha levantei sem muita vontade e corri para atendê-lo.

–Alo?

–Filha, se apronte Arthur esta indo ai te buscar. – Disse minha mãe do outro lado da linha.

–Esta bem, vou só me trocar. – Disse a ela.

Desliguei o celular, subi as escadas correndo e abri meu guarda-roupa, como conheço minha mãe o cara já devia estar quase na frente de casa ela deve ter esquecido de me falar e só lembrou agora. Abri o armário e peguei algumas peças de roupa e ainda correndo as vesti.

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Quando terminei de arrumar meu cabelo ouvi o barulho da buzina do lado de fora da casa, corri as escadas para a porta abri e entrei no carro.

–Bom dia! – Disse Sr.Arthur.

Percebi que só nos dois estávamos no carro minha mãe não estava, olhei para o relógio do meu celular e já eram 12:00.

–Bom dia, onde esta a minha mãe? – Perguntei.

–Esta no trabalho, ela vai sair as três hoje, vai arrumar suas malas e quando eu for buscá-la vocês vão estar definitivamente morando em minha casa, quero dizer nossa casa. – Disse ele. – “Sorrindo”.

Eu fiquei em silencio, eu não sei se estava decepcionada ou brava, por minha mãe novamente decidir tudo e nem uma vez me consultar pelo menos para saber se eu concordava, não ela simplesmente fazia o que queria e ainda me carregava junto pra essas suas loucuras. Chegamos a casa Sr.Arthur, nos entramos na grande casa.

–Então, seu quarto será no terceiro andar. – Disse ele.

–Será que posso velo? – Perguntei.

–Claro, vou para o escritório tratar de uns assuntos se precisar estarei lá. – Disse ele.

Não tinha ideia de onde ficava o escritório, mas mesmo assim concordei com a cabeça, só queria sair dali eu realmente não me sentia a vontade perto dele. Subi as escadas com muita pressa até um pouco exagerada cheguei ao terceiro andar só tinha um grande quarto ele realmente era tudo que eu sempre quis tudo que sonhei para um quarto. Eu e minha mãe vivíamos numa quitinete não tínhamos muito espaço e nunca tive um quarto descente, mas este quarto era mais do que eu podia imaginar. Eu sentei na cama com muito cuidado e fiquei olhando cada detalhe daquele quarto tudo era perfeito demais, pelo menos algo bom tinha que ter para vir morar aqui.

–Posso entrar? – Perguntou Nathan. – “Ele sorria”.

Ele estava parado na soleira da porta encostado me olhando.

–Claro. – Eu disse. – “Dei um meio sorriso”.

–Eu ajudei a decorar, quero créditos em. – Disse ele. – “Rindo”.

–Ficou maravilhoso obrigado. – Disse a ele.

Não tirava meus olhos do quarto eles percorreram todos os cantos até chegarem aos olhos dele.

–Soube que vai se mudar para o meu colégio? – Perguntou ele.

–Sim eu vou. – Eu disse. – “Num tom melancólico”.

–Não esta feliz? – Perguntou ele.

–Você esta? – Rebati.

–Não. – Disse ele.

–Nem eu. – Eu disse. – “Eu o fitei por alguns segundo e depois nosso olhar se desencontrou”.

–Vou ir na casa de um amigo, depois a gente se vê. – Disse ele.

–Eu vou sempre estar aqui. – Eu disse. – “Ainda com a voz melancólica”.

Ele deu uma pequena risada e saiu do quarto. Não sei por que mas fiquei meio decepcionada não sei por que mais por um segundo pensei que ele talvez me convidaria para sair com ele e os amigos dele, o que eu estava pensando que ele talvez quisesse sair comigo nossa eu estava ficando louca. Ouvi um barulho vindo de fora do quarto, pensei em ir ver o que era aquele barulho, mas resolvi ficar no quarto e esperar. Por um segundo pensei que era o Nathan voltando, mas não era o Gabriel vindo me ver.

–Oi. – Disse ele. – “Sua voz doce e suave”, entrando no quarto devagar se aproximando mais de mim.

–Oi Gabriel. – Eu disse. – “Dando um sorriso”.

–Gostou do seu quarto Emy? – Perguntou ele. – “Ele sentou ao meu lado na cama”.

–Ele é lindo Gabi. – Eu respondi. – “Sorrindo”. –Quando suas aulas começam? – Perguntei.

–Amanhã e as suas? – Perguntou ele.

–Acho que amanhã também. – Eu disse.

–Gabriel desça para tomar banho! – Gritou seu pai do andar de baixo.

–Já vou pai. – Respondeu Gabriel. –Preciso descer, até depois Emy. – Disse Gabriel. – “Correndo para fora do quarto”.

Depois que o Gabriel saiu, eu me levantei da cama e fui dar uma olhada na estante de livros que tinha no meu quarto ela não estava cheia, mas tinha alguns livros que chamaram minha atenção peguei um livro que em sua capa dizia

“Faça a sua historia”

Eu peguei e fui sentar na cama o livro começou assim.

“Apaixonei-me pelo homem mais insuportável e degradante e que em minha vida não fazia bem nem um, só fazia coisa errada e quanto mais ele fazia mais apaixonada eu descobria que estava, numa noite de verão depois da formatura minha mão ele pediu, mas é claro que hesitei em aceitar eu o amava mas parecia tão errado que eu sentia culpa por amá-lo, todos em volta pareciam sofrer com a minha felicidade então naquela noite decidi fugir propus isso a ele e ele aceitou, tudo estava dando certo estávamos completamente apaixonados e isso era o que nos fortalecia cada dia mais, mas claro isso uma hora não bastava mais, a ambição que o homem tem as vezes é ate maior que um amor pelo um filho”.

Samantha, 1990

E assim terminava, o resto era só paginas em branco parecia que alguém havia escrito ali acho que talvez a mãe do Nathan, então ela esta falando do Sr.Arthur será que, o que ela disse no livro é verdade?

–Filha cheguei!

Ouvi um grito de minha mãe ela subia as escadas rapidamente para me ver, eu percebi que estava com o livro no meu colo então rapidamente o pus na estante e me atirei na cama antes que ela percebesse algo.

–Oi mãe. – Eu disse.

–O que achou de seu quarto novo? – Perguntou. – Lindo não? – Ela não deu nem tempo deu responder ela já haviam respondido por mim.

–Sim é bem bonito. – Eu disse. – “Com indiferença”.

–É maravilhoso! – Disse ela. – “Olhando com cara feia para mim”.

–Sim, sim. – Eu disse. – “Ainda com indiferença, ela franziu o nariz e logo mudou de assunto”.

–Já trouxe nossas coisas estão no segundo andar, depois você só pega elas lá. – Disse minha mãe.

–Esta bem. – Eu respondi.

–Vou jantar fora com Arthur, cuida do Gabriel para nos querida? – Perguntou ela.

–Claro mãe, pode ir tranquila. – Eu disse.

–Obrigado. – Ela disse. – “Me deu um beijo na testa, saiu do quarto e só ouvi seus passos na escada”.

Logo depois que vi eles saindo desci as escadas, e fui ao quarto do Gabriel.

–E então o que vamos fazer? – Perguntei. – “Com uma voz ansiosa”, claro que eu estava fingindo.

–Que tal assistirmos filme! – Disse Gabriel. – “Com um tom bem mais ansioso e feliz que o que eu tinha tentado fazer”.

–Claro, mas a onde tem uma TV nesta casa? – Perguntei.

Sei que era uma pergunta idiota, mas ainda não havia visto nem um lugar nem quarto com uma TV.

–Na sala de cinema. – Disse ele.

Ele foi na frente para mostrar o caminho para mim entramos numa sala escura, ele ligou as luzes e pude ver que tinha uma enorme TV na parede era como se eles tivessem um pequeno cinema particular. Tinha alguns assentos que pareciam muito confortáveis. Acomodamos-nos e botei em um filme de animação, quando o filme estava quase no fim, eu dei uma olhadinha para o lado para ver como estava o Gabriel então percebi que ele já estava dormindo todo apertado naquele assento. Com todo cuidado eu o peguei e levei ele para cama ainda bem que ele já estava de pijama peguei uma coberta e pus em cima dele. Sai do quarto dele e dei um encontrão com o Nathan bem na escada.

–Você ta louca! – Gritou ele. – “Sua voz era rouca parecia que estava bêbado”.

–Para de gritar seu irmão esta dormindo! – Eu disse. – “Fechei a porta do quarto de Gabriel”, eu estava a frente da porta do quarto dele.

–Me deixa ver como ele esta! – Disse Nathan. – “Me empurrando”.

–Não, já disse que não quero que acorde ele. – Eu disse. – “Empurrando, seu peito para trás, mas sem muito sucesso”.

–Eu já falei! – “Ele deu um empurrão contra a porta me segurou para que eu não pudesse sair dali”.

Chegou perto da minha boca e começou a me beijar, suas mãos que estavam segurando minha cintura foi descendo pela minha perna, me fazendo ficar cada vez mais contra a porta seu beijo era muito intenso muito bom nunca senti nada como isso era doce mas forte não era como um beijo qualquer era muito melhor do que tudo que eu já havia experimentado era como uma droga me deixando completamente alucinada.

Parecia errado gostar daquilo mas era tão bom que eu estava pouco me importando, ele pegou minha cintura e foi me levando para o quarto dele, com o pé ele fechou a porta me colocou com cuidado na cama e continuamos a nos beijar era tão intenso ele tirou sua camisa estava com medo de onde isso iria parar.

Continua...

Notas finais
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