Forbidden Love

1 O Jantar na casa dos Whisiton


Notas iniciais
"Senti uma pequena dor em meu estomago, ele se retorceu de nervoso não estava muito acostumada a conhecer pessoas."

–Filha vou me casar! — Disse ela. — "Tom de voz animado, sorrindo".

–Como você pode mãe? — Disse ela. -Nem me contou que este cara existia! — "Eu gritava dentro da nossa pequena sala".

–Me desculpe, mas já estou ficando velha meu amor, preciso de alguém ao meu lado. — Disse ela. — "Estava despreocupada".

–Mãe...não me importo de você casar, mas eu adoraria ter ficado sabendo antes! — Eu falei.

–Me desculpe filha. — Disse ela. -Quero que conheça ele! Vamos fazer uma janta na casa dele para todos se conhecerem. — Disse minha mãe. — "Sua voz era tão alegre quanto seu sorriso".

–Todos? — Perguntei incrédula.

–Sim ele tem mais dois filhos. – Disse ela. – “Por nada saia o sorriso do rosto dela” se eu não estivesse tão brava por ela só ter me contado isso agora, eu até ficaria feliz por ela e por esse cara. –Há uma noticia boa para você, vai ter um “irmão” só um ano mais velho que você! – Disse ela.

–Mãe eu não tenho irmãos e nem vou ter entendeu! – Gritei novamente.

–Emily Hashiton, você vai se comportar entendeu? – Disse ela. – Por um momento achei que ela estava brava, pensei que eu tinha conseguido tirar aquele sorriso idiota do rosto dela, mas não ela só falou aquilo e saiu cantarolando pela casa, nunca tinha visto minha mãe daquele jeito só quando ela compra chocolate, esse cara realmente fez uma lavagem cerebral nela.

Pensei enquanto minha mãe se arrumava para ir pra casa desse tal cara, não queria que ela se casasse, não queria que as coisas mudassem, minha mãe sempre se envolvia com caras, mas nunca passava de um rolo, nunca nem se quer chegava em namoro, ela nunca tinha me apresentado a ninguém, esse novo “romance” dela só podia ser coisa seria, e isso me assustava, nunca tive um pai ou um padrasto e não era agora que eu queria, e ainda tinha que lidar com os filhos dele, sempre gostei de ser filha única, sempre gostei da casa vazia onde muitas vezes eu ficava sozinha quando minha mãe ia pra festas e tal... pois é minha mãe ia pra festas e eu não, ela sempre foi como posso dizer mais alegre do que eu, mais solta e eu sempre fui a garota tímida quieta e que todos chamavam de estranha.

–Emy vá se arrumar filha, estou quase pronta e não quero atrasos! – Gritou ela do quarto ao lado.

Pois é meu apelido é Emy, todos se acostumaram de me chamar assim. Não tinha vontade nem uma de ir nessa droga de jantar com gente que eu não conhecia e que não queria conhecer, mas ficava com pena de minha mãe ela sempre foi tão boa para mim, uma parte de mim a que não era tão egoísta estava feliz por ela, mas a maior parte de mim estava muito brava e dizia que ela estava ficando louca de se casar com um cara que ela mal conhece com uma família que pode ser problemática, mas eu não posso interferir na vida dela quem faz as escolhas é ela. Enquanto pensava o quanto ela foi burra, eu me arrumava, meu armário não era muito recheado de roupas minha mãe até me convidava para ir ao shopping com ela para fazer compras o que ela adorava, mas eu odiava fazer compras odiava o tumulto e pra mim as roupas que eu tinha já bastava, mas eu querendo ou não ela sempre trazia alguma blusa ou coisa assim para mim.

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Quando terminei de me vestir percebi que minha mãe estava na porta me observando.

–O que ouve? – Perguntei.

–Nada só acho que essa roupa não esta apropriada para um jantar, parece que você vai para o colégio e não sair! – Disse ela.

–Mãe, por favor, não faça eu mudar de idéia, sabe que eu já não estou muito afim de ir nesse jantar. – Eu disse a ela.

–Vamos logo então. – Disse ela. – “Olhou para mim e não convencida virou as costas e desceu as escadas”.

Entramos no carro ela o ligou e começamos a andar, a noite linda que fazia cheia de estrelas no céu e a lua estava mais linda do que nunca.

–Mãe posso saber pelo menos o nome deste homem? – Perguntei. – “Minha voz e minha cara era calma, mas tentei impor alguma autoridade na minha voz, mas acho que não deu muito certo”.

–Claro, o nome dele é Arthur. – Disse ela. – “Tom de voz despreocupado”.

–E de seus filhos? – Perguntei. –“Perguntei também com um tom despreocupado”.

–O mais velho tem 17, Nathan e o mais novo tem 5, e se chama Gabriel. – Disse ela.

–Hum...

–Por que a pergunta? – Perguntou ela.

–Por nada, só queria ter uma base sabe chegar à casa deles sem nem saber o nome é horrível. – Eu disse. –Isso já não é uma situação muito agradável. – Disse por fim.

–E por falar na casa, chegamos. – Disse ela.

Senti uma pequena dor em meu estomago, ele se retorceu de nervoso não estava muito acostumada a conhecer pessoas. Era uma casa maravilhosa realmente um casarão eles pareciam que eram bem de vida, a nossa casa era uma miniatura, mas também a nossa casa é pequena não tem como comparar. Há casa era toda azul parecia ter três pisos e ao lado uma garagem. De dentro da porta principal da casa saiu um homem.

–Pensei que não viria mais meu amor! – Disse ele vindo em nossa direção.

–Não podemos apressar a perfeição. – Respondeu minha mãe. – “Os dois deram uma pequena gargalhada”, e eu só os observava quieta em meu canto como sempre. –Essa é a Emily de quem eu tanto falo. – Disse minha mãe. “Ela me olhou com um lindo sorriso no rosto”.

–Prazer Emily, sua mãe fala muito de você. – Disse ele. – “Estendeu sua mão para darmos um aperto de mão”.

–Prazer...Arthur minha mãe não fala nada sobre você. – Disse. –“Retribui o aperto de mão”, minha mãe me olhou com uma cara feia quando eu falei, então ficou um silencio por alguns segundos e eu por dentro dava gargalhada pela situação que meti minha mãe, por sorte eu conseguiria acabar com este noivado.

–Tudo bem, vamos entrar. – Disse ele. – “Caminhava a nossa frente abrindo primeiro o pequeno portão da frente e depois a grande porta principal”.

Há casa por dentro era ainda mais bela muito bem decorada com uma linda escada que levava a o andar de cima, pelo que parecia não podia ser ele que havia decorado só podia ser por um decorador ele não tinha tal capacidade.

–Sejam bem vindas. – Disse ele. – “Seu sorriso inundava a sala”.

–Pai! – Ouvimos um grito descendo as escadas, era um menino ele estava todo arrumadinho com um pouco de gel no seu pouco cabelo e um lindo sorriso no rosto.

–Filho! – Disse ele. – “O menino pulou do segundo degrau da escada e ele conseguiu pegar no ar o menino, assim fazendo ele ficar em seu colo”.

–Este é o Gabriel? Que prazer conhecer você rapazinho. – Disse minha mãe. – Nunca vi ela gostar de criança alguma.

O Gabriel cochichou no ouvido de seu pai e o Sr.Arthur olhou para mim e deu uma risada discreta.

–Ela é a filha da Elizabeth, o nome dela é Emily e eu concordo com você filho ela é muito bonita. – Disse o Sr.Arthur. – “Dando mais uma risada”.

–Obrigada. – Disse. – “Sorri para Gabriel”.

–Bom vamos nos sentar a mesa, o jantar já deve estar pronto, vou ir a cozinha Gabriel mostre a elas a sala de jantar. – Disse Sr.Arthur. – “Ele largou com todo o cuidado Gabriel no chão e foi em direção a cozinha”.

–Há sala de jantar fica pra esse lado. – Disse o menino. – “Indicando o lugar com o dedo”.

Ele seguiu na frente nos mostrando o caminho, por todo o lugar que andávamos não tinha imperfeições era uma casa linda e muito bem decorada, a sala de jantar era simples e rústica, mas não deixava de ser bela com uma grande mesa e cadeiras em volta dela, nos acomodamos nos três nelas. Logo que sentamos o Sr.Arthur já estava pondo a comida no meio da mesa para que todos tivessem facilidade em pega-la. Cada um se serviu e eu servi um pouco também, parecia ser uma lasanha de frango toda decorada e a vasilha também, o silencio a mesa era tranqüilo e calmo até que minha mãe resolveu falar.

–Onde esta o Nathan? – Perguntou ela. – “Ela olhou para Arthur”. Minha mãe nunca foi discreta, mas acho que isso não dizia respeito a ela.

–Não sei, ele é assim só aparece em casa quando quer. – Disse Sr.Arthur. – “Sua voz que eu sempre ouvia calma e feliz, agora tomou uma pontinha de raiva”.

–Sinto muito, que ele seja assim. – Disse minha mãe. – “Ainda falava se como se eu e o Gabriel não estivéssemos na mesa como se só os dois estivessem ali”. Será que minha mãe não percebeu Gabriel a olhava como se estivesse falando mal do irmão eu também não iria gostar de tivesse um irmão e falassem dele assim.

–Depois que Samantha morreu, ele ficou rebelde quase não fala comigo parece que sente raiva de mim ao alguma coisa assim. – Disse Sr.Arthur. – “Sua cara passou de raiva para tristeza”.

–Tenho certeza que é uma fase, não se preocupe. – Disse minha mãe.

Ouvimos um barulho de porta, e ouvimos passos para a sala onde estávamos.

–Há que ótimo! Quem são essas? Sua nova vagabunda? – Perguntou o garoto que estava na soleira da porta da sala de jantar, ele era lindo seus olhos castanhos claros quase cor de mel se cabelo preto se vestia com roupas despojadas, mas ainda sim ele era lindo.

–Como ousa! – Gritou Sr.Arthur. – “Levantou-se da mesa para ficar cara a cara com ele”. –Tenha mais respeito, ela será sua nova mãe. – Disse ele.

–Nunca! Minha mãe morreu, e ninguém nunca chegara aos pés dela! – Disse o garoto. – “Agora os dois estavam gritando na sala”.

–Vá para o seu quarto agora e não saia de lá até eu mandar! – Gritou Sr.Arthur.

–Não. – Disse ele. – Ele estava desafiando, dava para ver em seu rosto.

–Estou falando serio Nathan! – Disse Sr.Arthur.

–Eu também. – Disse Nathan. – “Com sua voz despreocupada”, chegava a irritar.

–Então se não quer subir então saia agora! – Disse ele.

–Que ótimo não queria mesmo ter que ficar nessa droga de casa. – Disse Nathan. – “Ele estava saindo já quando vimos o Gabriel levantar e pegar em sua perna”.

–Você vai voltar né mano? – Disse Gabriel.

–Vou sim isso é temporário. – Disse Nathan.

Ele retirou com delicadeza Gabriel de sua perna, e depois disso só ouvimos o barulho da porta da frente bater, e Gabriel voltando para a sala.

–Acho melhor você subir Gabriel. – Disse Sr.Arthur. –Agora só vai ser conversa de adulto. – Disse ele.

–Esta bem papai. – Disse Gabriel subindo as escadas.

–Filha leve ele para cama, quero conversar com Arthur. – Disse minha mãe.

–Esta bem. – Eu disse.

Subi as escadas e Gabriel estava só um pouco há frente quando ele viu que eu o seguia olhou para mim com uma cara tipo “O que você esta fazendo aqui?”.

–Esta me seguindo menina bonita? – Perguntou ele. – “Seus olhos de criança brilhavam”.

–Posso lhe por pra dormir? – Disse. – “Dando um sorriso desajeitado”.

–Claro. – Disse ele. – “Retribuindo meu sorriso”.

O quarto dele era no segundo andar da casa a esquerda um quarto não muito grande, mas era o suficiente para um menino de sua idade, era todo azul com carros e outros brinquedos nas estantes uma estante só tinha livros a grande maioria livros infantis, o quarto dele era cheio de pôster de carros e de futebol. Eu o pus na cama peguei um livro da estante e comecei a ler quando vi que ele já estava dormindo num sono pesado, levantei da cama ia saindo do quarto quando ouvi um barulho de pedrinha na janela, voltei com muito cuidado para não acordá-lo abri a janela e coloquei minha cabeça para fora para enxergar, era o Nathan lá em baixo esperando que fosse seu irmão que o atendesse.

–O que faz ai em cima? – Perguntou ele. – “Seu tom de voz não era nada amigável”.

–Estava pondo seu irmão para dormir! – Disse. – “Meu tom também não foi amigável”.

–Me ajude a subir. – Disse ele.

–Só um minuto. – Disse.

Procurei no quarto algo que ajudasse ele a subir abri o armário de Gabriel e pequei alguns lençóis amarrei um no outro e pronto era deste jeito que ele ia subir, amarrei na ponta da cama do Gabriel uma parte do lençol e deixe a outra parte com espaço suficiente para chegar até lá em baixo, ouvi o Nathan falar alguma coisa como “Que seja pra hoje”, e eu ainda ajudo essa cara estou começando a me arrepender, mas talvez faça um trato com ele para fazer nossos pais não se casarem. Com a outra ponta do lençol eu atirei para baixo, mas continuei segurando o lençol com força para que não mexesse a cama para não acordar Gabriel. Quando Nathan já havia subido puxamos o resto dos lençóis pra cima.

–Obrigado. – Disse ele. – “A adrenalina ainda estava em sua voz, mas ele tentava controlá-la”.

–De nada, mas eu não entendo você não ia dormir fora? – Eu disse.

–Eu até tentei, mas meu amigo foi viajar. – Disse ele.

–Acho que é melhor eu descer. – Eu disse. – “Virei as costas para ele, estava saindo quando ele pegou meu braço”.

–Com toda aquela confusão lá em baixo nem perguntei seu nome. – Disse ele. – “Ele sorria, seu tom de voz despreocupado e tranqüilo”. Ele realmente era muito lindo seus olhos procuravam os meus, mas eu não o olhava tentava desviar meu olhar.

–Emily...meu nome. – Eu disse.

–Você já deve saber o meu, e ai sua mãe então quer casar com o Arthur. – Disse ele.

–Pois é, não concordo muito com ela, mas ela esta tão feliz. – Eu disse.

–Só avisa pra sua mãe que ela nunca vai ter direito sobre mim, nunca vai mandar em mim só um recado. – Disse ele. – Ele ainda segurava meu braço, puxei meu braço delicadamente e me afastei um pouco.

–Preciso descer. – Eu disse.

–Você parece ser legal, espero que a gente se veja de novo. – Disse ele.

–Também espero. – Eu disse. – “Virei as costas. Desci as escadas e encontrei minha mãe pelo que parece se despedindo do Sr.Arthur”.

–Já estava pensando que queria ficar! – Disse minha mãe. – “Sorrindo”.

–Não mãe, quero voltar pra casa. – Eu disse.

–Daqui a pouco esta casa também vai ser sua. – Disse Sr.Arthur. – “Sorrindo”.

–Vai demorar muito querido? – Perguntou minha mãe.

–Só falta eu terminar de arrumar o quarto da Emily. – Disse ele.

Eu fiquei pasma como assim a gente vai vir pra cá? Não quero sair da minha casa sei que ela é pequena simples, e essa casa é linda mas eu ainda quero ficar na MINHA CASA!

–Que ótimo estou ansiosa. – Disse minha mãe. – “Dando um beijo na boca de seu “amado”.

–Vou levá-las até a frente. – Disse ele.

–Não será necessário, estamos com um pouco de pressa tenho que trabalhar amanhã. – Disse minha mãe.

–Pego você no emprego, e Emily se quiser vir pra cá mais cedo seu quarto ficará pronto amanhã a tarde então arrume suas malas. – Disse Sr.Arthur.

–Obrigada, mas acho que não. – Disse a ele.

–Emily! – Disse minha mãe. – “Olhou com uma cara feia pra mim”.

–Desculpe, claro adoraria vir para sua casa o quanto antes. – Disse. – “Fiz uma voz forçada”, saiu como eu esperava.

–Vamos indo, até amanhã. – Minha mãe deu adeus a ele, e eu também.

Entramos no carro e ela começou a tagarelar sobre como o Nathan e desobediente que ela não quer que eu ande com ele que eu vou ter que mudar de colégio que ele é irresponsável e blábláblá... Quando finalmente chegamos em casa fui direto pro meu quarto, deitei em minha cama e comecei a pensar o quão idiota foi aquela resposta que dei a o Nathan “Também espero” nossa foi como se eu estivesse desesperada. E o que faz minha mãe achar que o Nathan vai querer andar comigo ele parece tão adulto tão bonito seila ele é demais pra mim até como irmão ele é perfeito demais. E o que ele vai querer com uma guria da minha idade tenho 16 e ele 17 tipo que ridículo. Seus olhos cor de mel não saiam da minha mente mas parece errado eu gostar dele...

Notas finais
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