Forbidden Love
36 Fuga
Notas iniciais
POV Arthur
–Você esta louca! – Gritei. –Acha que pode me trair assim descaradamente com o homem que te abandonou! – Disse.
–Por favor Arthur vamos conversar acalme-se será que não entende que aquilo foi errado mas eu sinto muito mesmo, acho que precisamos conversar. – Disse ela.
–Mas é obvio que precisamos conversar! – Disse.
–Acalme-se! – Disse Elizabeth.
Eu me sentei no sofá e ela também eu tentava me acalmar por fora mas por dentro pegava fogo de raiva.
–Eu acho que nunca deixei de amar Rith infelizmente nunca senti e nunca vou conseguir sentir o que sinto por ele é algo diferente de tudo eu sinto um carinho enorme por você e pela sua família desculpe, mas não sinto amor acho que teremos que cancelar o casamento. – Disse ela.
–Tudo bem eu já tinha feito isso. – Disse com voz endurecida de raiva mas tentando me comportar para que eu não explodisse.
–O que? Como assim? – Perguntou ela.
–Eu já tinha decidido mas você simplificou as coisas é realmente Elizabeth as coisas mudaram muito e abri meus olhos vou para Paris com meu filho ele vai estudar muito e ser o melhor na área que ele quiser e vou ser o melhor pai que ele podia querer. – Eu disse.
–Que ótimo desejo que seja vocês dois felizes. – Respondeu ela.
–Sabe para onde vai? – Perguntou ele.
–Não mas arrumo algum lugar tenho um dinheiro guardado meu nem que eu fique num hotel pelo menos por enquanto. – Disse ela.
–Obrigado eu não suportaria ter que olhar para você todo dia. – Disse.
Ela se levantou e subiu as escadas em silencio total não respondeu ao que eu disse acho que deve ter a magoado muito mas era verdade não suportei a idéia que ela possa ter me traído tão descaradamente na frente de todos sem nem se importar com o que eu sentiria talvez eu pense demais antes de fazer as coisas, nunca faria isso com ela e no fim foi ela que fez para mim. Vi quando ela desceu as escadas com uma mala e eu fui até ela.
–Isso são um pouco das roupas outro dia venho pegar mais só por enquanto por favor. – Pediu ela.
–Tudo bem Elizabeth mas venha até o fim da semana quero viajar o mais rápido possível com Gabriel. – Disse.
–Tudo bem. – Respondeu ela. –Posso me despedir dele? – Perguntou ela.
–Pode claro. – Eu disse. –Gabriel venha aqui em baixo. – Gritei.
Esperamos e ele não apareceu então gritei novamente.
–Gabriel!
E nada então subi as escadas as pressas e vi que em seu quarto os lençóis estavam amarrados um preso em sua cama e o outro lado pela janela que chegava mais ou menos até o chão.
–Droga! – Disse.
Elizabeth estava atrás de mim corremos de lá de cima ela foi ao telefone e eu fui para rua até lá em baixo talvez ele não estivesse muito longe procurei por todo o pátio entrei no carro e sai dirigindo percorrendo todos os bairros próximos o garoto sumiu! Quando voltei par casa fui direto em Elizabeth que berrava ao telefone que estava na cozinha.
–Mas como só em vinte e quatro horas mas que descaso e se ele for morto! Se responsabilizaram pela culpa? É melhor começarem a procurar ou vão ter que se explicar para a justiça sou advogada e não tenho nem um ressentimento de por vocês que são policias na cadeia! – Disse ela no telefone, ela estava brava mas parecia ser para uma boa causa afinal.
Peguei meu celular do bolso e liguei para Nathan, ele demorou a atender e presumi que ele estivesse dormindo.
–Oi filho. – Disse apressado meu coração estava com as batidas aceleradas.
–O que aconteceu pai? – Perguntou Nathan com uma voz sonolenta.
–O Gabriel desapareceu! – Falei.
–Como assim? – Disse ele sua voz já mudou para um tom preocupado.
–Eu não sei direito filho eu estava discutindo com Elizabeth aqui em baixo e ele estava lá em cima sozinho e quando percebi que ele não estava fui até seu quarto e ele desceu com uma corda de lençóis pela janela acho que ele viu filme demais. – Eu disse.
Ficou um silencio.
–Mas que droga pai quantas vezes já falei para não discutir ai em casa as vezes até eu ouvia quando morava ai e olha que eu trancava a porta e meu quarto era meio isolado o do Gabriel é bem mais fácil de escutar as coisas e ele é só uma criança parece que não tem responsabilidade pai! – Disse Nathan.
–A mas é só o que me faltava ne Nathan bom não estou com tempo para discutir ajude a encontrar Gabriel só isso que te peço. – Disse.
–É claro que vou ajudar e Emily também vou pedir para o pai dela nos levar por todos os cantos da cidade não se preocupe sei que ele não foi longe. – Disse Nathan.
Bufei quando ele falou “o pai da Emily”.
–Não tenha certeza disso filho eu já procurei pelos quarteirões próximos e não o achei estou começando a ficar preocupado. – Disse.
–O moleque é esperto pai sei que ele vai se virar bem até acharmos ele. – Disse Nathan.
Eu não concordei muito com ele, mas quanto mais discutíamos mais tempo perdíamos de estar procurando pelo meu filho e eu estava a ponto de ficar em nervos total. Voltei até a cozinha e Elizabeth estava sentada no balcão com as mãos sobre a cabeça.
–A culpa é toda minha. – Se lamentou. –Eles disseram que não podem fazer nada por enquanto ele tem que estar sumido e o prazo e vinte quatro horas e isso é ridículo! – Gritou ela.
–Pare de chorar ai e vamos fazer algo se a policia não faz nada então vamos nos mesmos fazer algo você procura os bairros da zona norte e eu da sul vamos rápido antes que escureça. – Disse.
Entramos cada um em seu carro e saímos rapidamente de lá cada um seguindo seu caminho planejado combinamos de ligar um para o outro se soubéssemos qualquer noticia sobre o Gabriel só espero que ele esteja bem.
POV Emily
–Mas como assim ele sumiu? – Perguntei em quanto entravamos no carro do meu pai.
–Não sei a historia direito sei que ele sumiu Emy e precisamos encontrá-lo sei que ele é esperto e tal mas ele só tem 6 anos é uma criança ainda e eu não estou com um pressentimento muito bom não. – Disse Nathan.
–Vai não joga uruca vamos encontrá-lo e ele vai estar bem e tudo vai ficar bem vai tudo se encaixar nos devidos lugares. – Disse.
–Espero que sim estou cheio disso sempre tem algo pra termos que se estressar. – Disse Nathan.
Meu pai estava dirigindo o carro e até agora não tinha se pronunciado em nada o que achei muito estranho ele sempre falava algo ele parecia serio e com cara de culpado também fiquei me perguntando o porquê daquela cara.
–Pai esta tudo bem esta meio pálido. – Disse.
–Estou ótimo talvez seja enjôo por causa do nervoso não gosto de situações assim. – Disse ele.
Obviamente estava mentindo mas queria entender o motivo.
–Filha esta escurecendo acho que vai ser difícil de mais encontrar ele a noite. – Disse meu pai.
–Mas temos que tentar pai só de pensar que ele vai ficar sozinho ai pela rua precisamos continuar. – Disse.
–Emy seu pai esta certo não temos mais o que fazer ele com certeza esta escondido em algum lugar para fugir do frio vou falar com seus amigos hoje ligar para eles meu pai deve procurar ele a noite toda por favor vamos para casa. – Pediu Nathan.
–Tudo bem talvez seja mais eficaz ligando para todos os amigos e coleguinhas dele. – Disse.
Meu pai fez o retorno na rua e foi em direção a nossa casa. Chegando lá começamos a ligar para os coleguinhas dele o Nathan sabia alguns nomes dos colegas de cabeça os que o Gabi mais gostava e que andava mais com ele no dia a dia. O pior é que não dava resultado era ligações furadas era eu Nathan e meu pai eu no telefone de casa e meu pai e Nathan com seus celulares e sempre quando a ligação acabava terminávamos decepcionados por que ainda não tínhamos achado Gabriel e estava cada vez mais ficando tarde e o medo estava começando a apertar mas não perdíamos a esperança, sempre falávamos no final de cada ligação “se souberem algo liguem por favor” esperávamos ansiosamente a ligação de alguém qualquer um era só o que queríamos, os números estavam acabando e quando chegaram no final não sabíamos mais o que fazer paramos de ligar mas os telefones estavam a postos perto de nos olhávamos TV mas não prestávamos atenção na TV nossa cabeça não estava ali nosso corpo até podia estar mas a cabeça não estava.
POV Arthur
Depois que percorri por toda a zona sul e não e achei ele decidi ligar para Elizabeth para ver se ela tinha conseguido alguma coisa por lá mas nada também falei que era melhor voltarmos para casa e falar com o Nathan para ver se tinham conseguido algo. Cheguei em casa e fui direto no telefone de casa rapidamente Nathan atendeu.
–E então conseguiram algo? – Perguntei meio desesperado minhas alternativas estavam acabando não tinha mais o que fazer só esperar.
–Infelizmente não pai. – Disse Nathan com uma voz triste.
–Tudo bem continuem tentando algo ai que vamos tentar qualquer coisa para achá-lo. – Disse depois desliguei o telefone.
Logo entrou Elizabeth pela porta correndo praticamente chegou em mim sua cara era de ansiosa queria que eu tivesse alguma novidade eu acho.
–E ai alguma coisa? – Perguntou ela agitada.
–Não. – Respondi a seco.
Ela então se acalmou o frio era intenso lá fora ela estava com um casacão e então tirou e botou no cabideiro e foi sentar no sofá e eu também não sabíamos mais o que fazer e aquilo estava me deixando desesperado não posso deixar meu filho dormir na rua pela amor deus que ele esteja vivo era só nisso que eu pensava.
Enquanto tudo isso acontecia...
POV Gabriel
Depois que andei quase um dia inteiro procurando algum lugar para ficar, obviamente a casa de meus amigos seriam as primeiras que iam me procurar e eu não queria ser achado talvez procurar pela casa da Emy seria uma ótima idéia, tinha algum dinheiro comigo que daria para pegar alguns três e um salgadinho nada de muita fortuna, fui para a estação e peguei o primeiro que passou estava escuro frio e vazio o trem tinha só um homem que sentava bem distante na ultima fileira eu sentei longe dele, ele com certeza me deixava assustado era um cara de dar medo não era muito magro mas nem muito gordo era mal encarado seu rosto tinha rugas e arranhões por todo o rosto em baixo de seus olhos tinha olheiras profundas o que mostrava que ele não dormia a dias e ele olhava fixamente para mim eu estava começando a achar que eu deveria descer daquele trem o mais rápido possível, o único problema e que eu não tinha a mínima idéia da onde estava e parecia que não tinha uma estação próxima eu estava com medo do que poderia acontecer. Ele não fez nenhum movimento quando eu vi que se aproximava de uma estação me levantei e fui até a frente da porta e ele fez o mesmo ficando um pouco longe de mim mantendo a distancia agradeci que até agora ele não me roubou as únicas notas que tinha no bolso da calça jeans. Saimos do trem e eu achei que iria me livrar dele mas ele continuou a me perseguir eu sai da estação e fui para rua o dia estava começando a escurecer e eu estava claramente perdido eu tinha um celular eu estava começando a achar que era a hora certa de ligar para alguém. Peguei meu celular e vi uma mão grande tirar de mim.
–Você vem comigo moleque. – Disse o cara em um tom não tão alto mas o suficiente para entender que ele não queria só me roubar.
Continua...
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