Forbidden Love
37 Fazendo a coisa certa
Notas iniciais
–Peraí moço não vou a lugar nenhum. – Disse.
–Você não entendeu moleque você vem comigo agora! – Disse o cara.
Ele apertava meu braço contra o dele, me puxava para perto abaixei meu olhar para sua mão e a outra que não estava segurando meu braço estava com uma faca em minha barriga, eu respirei fundo engoli a seco, ele me olhava fixamente ele quase estava quebrando meu braço, suas rugas ficavam cada vez mais profundas por causa da força que ele fazia, queria me machucar me assustar sei lá só sei que ele estava conseguindo.
–Se eu for com você não vai me machucar? – Perguntei.
–Mas é claro que não! Sua família deve estar te procurando e pelo seu celular eles devem ter grana o suficiente para pagar uma recompensa para tirar você de lá então venha por bem ou se não terá que ser por mal. – Disse ele.
Ele pressionou a faca sobre minha blusa e a senti chegando em minha pele eu falei por instinto.
–Tudo bem eu vou. – Disse a ele.
Ele pegou o celular da minha mão e colocou em seu bolso, ainda pressionando a faca sobre minha barriga mas ele era discreto então quem passava por nos não percebia o que estava acontecendo, ele foi me levando para um lugar deserto fora do alcance da cidade, já não tinha pessoas e ele podia andar livremente com a faca sem realmente levantar suspeitas. Eu estava tão nervoso que minhas pernas bambeavam, eu não deveria ter fugido de casa achei que seria fácil que nem nos filmes mas vi que me enganei.
POV Emily
Fomos dormir tarde pensando que a qualquer momento alguém poderia ligar dizendo que tinha encontrado Gabriel, as horas iam passando e nem um sinal dele, o dia ia acabando e meu coração ficava apertado eu me sentia responsável por ele, não acredito que ele fugiu não é a sua cara fazer uma coisa dessas, ele não teve sequer medo disso nem pensou duas vezes, o pior e que eu esperava que ele fosse fazer o obvio o que eu fazia quando queria sumir ir pra casa de um amigo ou do seu melhor amigo mas ele realmente parece que não queria ser achado ele sumiu. Apaguei no sofá, meu pai foi dormir em seu quarto e Nathan não conseguiu parar quieto ele saiu e entrou no apartamento ha madrugada toda, ele não conseguia dormir e aquilo estava me atormentando. Ele tinha que descansar como eu estava fazendo, mesmo não conseguindo muito bem pegar no sono por causa dele, e da preocupação com o Gabriel, não tinha o que fazer, tínhamos que esperar até amanhecer assim teríamos até mais animo de procurar se necessário até a pé.
POV Gabriel
Ele me jogou dentro de um casebre e entrou junto, me amarrou e me colocou sentado no chão, eu estava tremendo de frio. Ele tirou a mochila de mim e procurou dentro meu pequeno cobertor jogou em cima de mim.
–Pronto não quero que pegue um resfriado. – Disse o homem.
–O que vai fazer agora? – Perguntei.
–Vou usar seu celular para fazer algumas ligações. – Disse ele.
Eu olhei atentamente o homem enquanto ele pegava o celular de seu bolso e discava o numero que estava na discagem rápida era o da Emily pensei comigo, mas que droga!
POV Emily
Era de madrugada quando ouvi meu celular tocar Nathan pulou do sofá onde ele tinha acabado de deitar e correu para atender meu celular.
–Alo! – Disse ele ao celular. “Estava bastante ofegante”.
Nathan colocou no viva voz.
–Estou com o Gabriel. – Disse uma voz grossa e logo veio todo um filme em minha cabeça.
Eu conhecia aquela voz... isso me arrepiou, me lembrei de um dia horrível do dia que fui assaltada. A voz era igual eu não tinha como me esquecer daquela voz ela me atordoava.
–O que você quer afinal?! – Gritou Nathan ao celular.
–Quero uma bela quantia em dinheiro pelo moleque. – Disse o homem com tranquilidade.
–Quanto? – Disse o Nathan controlando o tom de sua voz para não se exaltar novamente.
–Cinquenta mil reais. – Disse o homem com uma voz firme.
–Só pode estar ficando louco! – Gritou Nathan.
–Não Nathan não grite. – Eu cochichei para ele.
Ele me olhou imediatamente com uma cara de surpreso eu parecia aflita e ele parou e se acalmou.
–Tudo bem onde podemos nos encontrar para conversar sobre o preço? – Perguntou Nathan.
–Acho que não devemos nos encontrar só negociação por celular agora me passe pra essa gracinha do seu lado. – Disse o homem.
Eu engoli a seco minhas pernas bambearam, eu senti uma dor incontrolável no estomago como ele rejeitasse qualquer comunicação com esse homem. Ele sabia quem eu era ele sabia que eu estava com o Nathan e isso me deixou bastante assustada.
–Conhece ele? – Perguntou Nathan para mim.
Eu olhei para seus olhos olhava para ele com dor eu me lembrava daquele dia ruim e não conseguia parar de chorar. Ele deixou cair o celular no chão quando percebeu que eu iria desmoronar ele se atirou para me pegar em seus braços e então eu desabei em lagrimas, só ouvimos quando desligaram o celular.
–O que aconteceu Emy? – Perguntou Nathan. “Tirando os cabelos do meu rosto para que conseguisse me ver melhor”.
–Ele era o homem que me assaltou ele prometeu que ia se vingar. – Disse. –“Eu gaguejava demais as lagrimas não deixavam o som de minha voz sair poucas palavras saiam de minha boca”.
–Não Emy deve estar enganada acho que aquele tal cara foi até preso. – Disse Nathan.
–Como se isso adiantasse alguma coisa eles sempre dão um jeito de sair ainda mais quando eu fui a culpada por ele ser preso certamente as câmeras da estação de trem filmaram ele só não queria que o Gabriel fosse envolvido em tudo isso. – Disse.
–Não pense que a culpa foi sua ta bom vamos resolver isso e se for ele desta vez ele vai ficar preso bem longe de nos e por um longo tempo. – Disse Nathan.
–Nathan eu sei que é ele eu conheço a sua voz às vezes tenho pesadelos com ele. – Disse.
Ele me colocou sentada no sofá meu pai veio correndo de seu quarto.
–O que aconteceu aqui? – Perguntou ele.
–Ligaram pra cá o homem que raptou Gabriel foi o mesmo homem que assaltou a Emily há um ano. – Disse Nathan a meu pai.
–Emy esta tudo bem querida? – Disse meu pai.
Ele se aproximou de mim sentou-se ao meu lado no sofá e me afagou limpou minhas lagrimas que caiam como rios dos meus olhos.
–Vou falar com meu pai. Vai ficar tudo bem se eu for até a casa dele? – Perguntou Nathan, com sua voz de preocupado.
–Sim claro pode ir Nathan eu vou ficar bem. – Disse.
Era mentira é claro queria mais que tudo que ele ficasse comigo que me beijasse e dissesse que ia ficar tudo bem, mas ele já fez o que podia, seria muito egoísta da minha parte pedir isso a ele sabendo a situação que o Gabriel se encontra, ainda mais sabendo que a culpada sou eu mesma. Eu tinha meu pai e isso era bem melhor que nada.
–Vou cuidar bem dela Nathan. – Disse meu pai.
Nathan concordou com a cabeça, e logo foi embora.
O meu pai me abafou em seus braços e eu me senti segura, idiota também pois parecia que estava fazendo um drama a toa mas eu realmente me sentia muito mal naquela situação. Decidi tomar uma decisão não muito boa mas parecia ser o certo, esperei meu pai ir ao banheiro e peguei meu celular do chão, ele é resistente nem rachou disquei para o ultimo numero que ligou e sai porta a fora.
–Alo. – Disse logo que ouvi atender.
–Que bom que ligou era com você mesmo que eu queria falar. – Disse o homem. –Quero me encontrar com você, adoraria ver você novamente querida, que tal combinarmos um dia desses, mas terá que prometer que aquele seu namoradinho não ira junto, quero combinar preços com você a sós. – Disse ele.
–Sim claro amanhã cedo no centro um lugar movimentado. – Disse.
–Claro não tenho problemas até prefiro lugares movimentados adoro gente. – Disse ele.
Ele deu uma risada ao celular e eu novamente engoli a seco minha respiração ofegante demonstrava o quanto de medo eu estava sentindo.
–Bom então estamos combinados. – Disse o homem.
Eu não consegui responder nada só desliguei o celular logo após ele ter falado a ultima palavra. Meu coração disparou fiquei na mesma hora tonta e só vi quando eu estava no chão, não conseguia me mexer meus olhos se fecharam rapidamente. Acordei com meu pai quase me ninando ele me pegou nos braços e me levou para dentro de casa me colocou no sofá, fez carinho na minha cabeça quando eu conseguia me mexer eu levantei rapidamente e meu pai se assustou quando percebeu que eu ia em direção a porta.
–Onde pensa que vai? – Perguntou ele.
–Tenho que resolver uns assuntos. – Disse rapidamente antes de fechar a porta.
Corri sobre as escadas do prédio até chegar à porta principal, quando sai para rua percebi que dormi a noite toda pois já era dia estava claro lá fora, e isso só me deixou mais atormentada. Meu estomago se revirava era uma mistura de medo e nervosismo poucas vezes me senti desta maneira, mas eu sabia que era a coisa certa a ser feita. Caminhei sobre as ruas e não avistava ninguém, era como se eu estivesse sozinha, numa cidade deserta. Era umas seis da manhã o vento batia em mim como se estivesse me espancando, estava congelando no intenso inverno do outono e não estava com casaco nenhum. A cada passo que eu dava a voz da minha cabeça gritava para eu voltar para casa pedir ajuda, a voz dizia que “eu não conseguiria que sou fraca sozinha” me irritei e mandei essa voz “se foder” já tinha coisa demais para me preocupar não precisava de mais uma coisa. Eu cheguei onde tínhamos combinado devia ser umas sete da manhã, o centro estava começando a encher as pessoas se esbarravam em mim pois estava parada bem no meio da movimentação, meus olhos se moviam rapidamente olhavam para todos os lados procurando “ele”, não queria surpresas. Senti uma mão me puxar para trás falar baixo em meu ouvido um sussurro que fez minhas pernas bambearam uma voz rouca e grossa a mesma voz que me fez se desmanchar em lagrimas na estação de trem aquela vez.
–Olá querida. – Disse ele.
Sua voz me era tão familiar não tinha como me esquecer dela havia muito prazer na maneira como ele falava era repugnante.
–Não achava que teria coragem suficiente para vir aqui sozinha me surpreendeu. – Disse ele.
Sua mão ainda segurava meu punho, cada vez que ele falava mais ele apertava meu pulso.
–Não se preocupe não vim até aqui para fugir eu só quero o Gabriel de volta. – Eu disse. –“Tentando passar a voz mais calma possível.”
–Você sabe acho que você vale mais do que o moleque bem mais. – Disse o homem.
Sua voz ficava mais melosa e eu ficava cada vez mais dura como se fosse um robô.
–Eu só quero que ele não tenha que passar por isso não machucou ele não é? – Perguntei.
–Não se preocupe o menino esta bem, ele é uma companhia agradável. – Disse o homem.
–Solte ele e eu terei o prazer de ir com você. – Eu disse.
Cada palavra que eu dizia saia engasgada de minha garganta.
–Siga-me você fará uma ligação para alguém buscar o menino então depois poderei ficar e fazer o que eu quiser com você querida. – Disse o homem. –“Ele se aproximou bem de meu ouvido mas eu o rejeitei saindo de perto”.
–Eu sigo logo atrás de você. – Disse.
Quando olhei para frente vi que ele sorriu ante de se virar de costas para mim, caminhando em frente diante de toda aquelas pessoas ele caminhava rapidamente e eu tentava localizá-lo se não prestasse atenção por onde ele ia me perderia facilmente dele, e não podia tinha que fazer a coisa certa. Repedia isso para mim mesma a todo o segundo que ficava perto daquele homem.
–“Vai ficar tudo bem é a coisa certa”. – Repetia para mim mesma.
Continua...
(Luiza) OI VOLTEI ;)
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