Forbidden Love
25 Emily - Outono
Notas iniciais
Eu acordei no meio da madrugada olhei para o lado e Helena estava dormindo num sono profundo com seus fones ainda no ouvido, eu retirei seus fones delicadamente e coloquei para o lado me levantei e cambaleei até a cômoda onde tinha deixado meu celular, o peguei para ver o horário era mais ou menos umas cinco da manhã meu celular estava cheio de chamadas de minha mãe e mensagens perguntando onde eu estava só desliguei meu celular sem nem uma vontade de ligar de volta pra ela coloquei ele na cômoda novamente e me atirei em minha cama.
Algumas horas depois...
Acordamos nos duas praticamente na mesma hora levantamos e Helena foi correndo pegar seu celular.
–Nossa droga eu simplesmente desmaiei na cama. – Resmungou Helena.
Entrei no banheiro com minha mochila e catei alguma blusa que havia esquecido dentro dela por algum motivo coloquei ela rapidamente e depois sai do banheiro, Helena estava vestida já olhava para o celular com um sorriso que estava de ponta a ponta do rosto ela estava eufórica depois que ela viu que eu entrei no quarto novamente ela se recompôs um pouco para conseguir contar o que estava acontecendo para mim.
–Você não vai acreditar! – Disse ela.
–Se você não me contar não vou mesmo. – Disse.
Ela revirou os olhos e foi saltitando para perto de mim.
–Ele me convidou para ir pra sua casa hoje a noite! – Disse ela. – “Esboçando um grande sorriso”.
–Há serio. – Eu disse. –Não quero estragar, ma você sabe que ele só esta pedindo para ir pra transar com você não sabe? – Disse.
–Obvio que não ele falou que quer ficar agarradinho a noite inteira comigo. – Disse ela.
Eu não consegui imaginar Stive sendo romântico ou tentando, só que não podia a deixar ir sozinha em uma coisa dessas, eu conhecia o suficiente do Stive para saber as intenções dele com ela, Helena é apaixonada e boba ela é tão ingênua que tenho quase certeza que ela é virgem, acho que meu medo maior e ela se entregar a ele e depois ter uma grande decepção.
–Emy vou te mostrar como esta errada vá comigo hoje à noite! – Disse ela.
–Não ponho os meus pés naquela casa! – Eu disse.
–Então tudo bem melhor assim! – Disse ela.
–Por favor, Helena não vá nisso hoje à noite. – Disse.
–Eu só queria saber o motivo de eu não poder ficar perto de quem eu gosto por uma noite, tem que confiar em mim Emily em mim e no Stive tem que saber que ele não vai me machucar. – Disse ela.
–Esse é o problema é que eu conheço ele melhor que você ele tem segredos Helena que tenho certeza que ele deve ter esquecido de te contar, então pela ultima vez não vá. – Eu disse.
–Sinto muito, mas vou seguir meu coração. – Disse ela.
Eu bufei, ela pegou sua mochila e eu a minha e descemos, pegamos algo para comer e andamos até o carro em silencio. Entramos no carro ela ligou ele e colocou uma musica para o silencio não ser tão perturbador. Olhei para a janela enquanto o carro andava, via pequenas gotas começarem a cair lentamente estava chovendo as folhas das arvores caiam amareladas por culpa do sol, a chuva e as folhas caiam praticamente juntas. Fechei meus olhos e por um momento lembrei das mãos de Nathan em meu rosto das vezes que seu beijo me fazia ter delírios de suas mãos percorrendo meu corpo era demais para mim viver sem aquilo a gente convivia todos os dias juntos e agora que não temos mais isso é como se eu estivesse mais fraca mais vulnerável, era tão triste era tão ruim essa sensação. Abri meus olhos e senti no mesmo momento o carro parar estava na frente de meu colégio olhei para o lado do motorista Helena continuava a olhar para frente com as mãos no volante como se fosse arrancar a qualquer momento.
–Obrigado por me trazer até aqui. – Disse.
–De nada. – Disse ela. – “Friamente”.
Eu sai do carro e bati a porta logo que eu sai ela já arrancou com o carro e não conseguia mais a ver acho que ela deve ter ficado brava, mas foi o melhor que eu pude fazer não podia ver ela caindo tão facilmente e não falar nada. Entrei pra minha sala as pressas estava com medo de estar atrasada, bom eu acertei eu entrei e a professora já estava a dar aula eu entrei e estava indo em direção a minha mesa quando ouvi falar:
–Pode sair esta muito atrasada. – Disse ela.
Eu virei para ela e ela me encarava, eu fixei meu olhar nela fiz uma cara feia e sai da sala quando sai bati com a porta, andei até meu banco me sentei nele e procurei em minha bolsa meus fones de ouvido, mas encontrei algo que fez meus olhos lagrimejarem. Era o canivete vermelho velho e enferrujado que eu roubei de Nathan na noite do acampamento eu sorri quando lembrei daquele dia, mas ainda meus olhos estavam cheios de lagrimas é parecia que tinha sido ontem que ele tinha ido embora, mas não já fazia duas semanas os dias parecem que passavam voando, mas eu ainda me sentia mal por dentro como se eu não estivesse inteira como se a outra metade ele tivesse levado com ele na bagagem. Encolhi meu choro a única coisa que tinha sobrado para eu me lembrar dele era aquele canivete eu abracei e depois o guardei em minha bolsa novamente peguei meus fones, me levantei e queria um lugar ainda mais isolado então decidi ir para o jardim da escola. Me sentei e vi as folhas caírem das arvores lentamente junto com minhas lagrimas, o céu estava menos nublado e tinha parado de chover.
Eu escutava nossa musica um milhão de vezes repetidas vezes ata meus tímpanos gritaram de dor, aquela canivete só me lembrou que eu tinha o porquê chorar. Ouvi o som de mensagem no meu celular peguei rapidamente para tentar desviar meus pensamentos eu tentava controlá-los e direcionar somente para mensagem, eu desejando que não fosse só mais uma propaganda de alguma operadora, e não era de nenhuma operadora e sim do meu pai.
“Filha estou chegando hoje venha me visitar meu endereço é este venha o quanto antes, mas me avise assim preparo algo para nos comermos”
Eu sorri quando li a mensagem, e logo respondi a ele.
“Sim pai vou tentar ir hoje mesmo, se pudesse me buscar depois em casa, pois não sei qual trem pegar para chegar ai”
Guardei meu celular, sem olhar as mensagens que tinha de minha mãe. Deitei sobre as folhas caídas e fiquei a olhar o céu nublado e pensando o quanto aquele tempo combinava o que eu sentia por dentro, parecia que a qualquer momento podia tudo desabar podia vir trovejadas e o tempo virar como se um temporal estivesse próximo a chegar, mas sempre vinha um sol e iluminava de alguma forma o meu dia e sim estou me referindo a meu pai ou ao Harry. E falando nele ele se aproximava lentamente de mim.
–Se escondendo? – Perguntou ele. – “Eu me endireitei ficando sentada, ele sentou ao meu lado”.
–Não é bem assim. – Eu disse. – “Sorrindo com um sorriso desajeitado”.
–Como não? – Disse ele. – “Sorrindo”. –O que esta acontecendo com você em, anda por ai triste sempre vejo você com os olhos inchados de tanto chorar por que não me diz o que posso fazer pra ajudar ou pelo menos dividir isso com alguém isso não vai te matar. – Disse ele.
–Você não pode me ajudar ninguém pode, e acho que você ia achar um motivo tão idiota não iria entender e não quero te preocupar com essas bobagens. – Disse.
Percebi que ele me olhava então tentava desviar meu olhar do dele olhando para outro lado, ele pegou meu rosto delicadamente para me fazer olhar para seus olhos.
–Sabe que não vou ficar bravo com você nem que eu queira, só quero que possa dividir isso com alguém sabe. – Disse ele. – “Olhando para meus olhos”.
Eu retirei sua mão de meu rosto e a segurei no chão.
–Bom levaram o Nathan para longe mais aproximadamente para um colégio militar muito longe no interior do Texas. – Disse.
–Nossa eu sinto muito, sei como você gostava dele. – Disse Harry.
–Harry eu não gostava dele, eu o amava. – Disse. – “Vi a dor que ele sentiu quando eu falei aquilo ele abaixou a cabeça instantaneamente”.
–É eu sei. – Disse ele.
–Viu eu sabia que você ficaria assim! – Eu disse.
–Não eu estou bem, não se preocupe comigo Emy só me importo com você. – Disse ele.
Eu o abracei e ele se enrolou com seus braços em volta de minhas costas ele apoiou sua cabeça em meu ombro e eu fiz o mesmo.
–Estou aqui para o que der e vier viu. – Eu disse.
–Eu também acima de qualquer coisa estou aqui viu. – Disse ele.
Nós saímos do abraço e ele ficou a olhar o nada por um longo tempo até nos decidirmos ficar deitados olhando o céu. Ele aproximou sua mão da minha e a deitou por cima da minha ele olhou para mim e eu o olhei.
–Eu prometo que serei só seu amigo só confia em mim. – Pediu ele.
–Ta bom, mas por favor não me decepcione. – Eu disse.
–Prometo que não vou. – Disse ele.
Ele aperto sua mão contra minha e voltamos a olhar o céu.
Ouvimos o sinal tocar, tínhamos que voltar para a sala levantamos pegamos nossas coisas e fomos para a sala sentamos cada um em sua mesa e a aula começou. Depois que terminou os períodos peguei minha bolsa sai da sala e quando olhei para o lado Harry estava ali fazendo piadas e me fazendo rir como sempre ele fazia, o único problema e que as piadas que ele contava não me faziam rir mais tanto quanto antes parece que a minha tempestade estava prestes a chegar, chegamos a saída do colégio e ele perguntou se eu queria uma carona novamente, mas desta vez eu rejeitei agradeci, mas precisava enfrentar as coisas como uma “adulta” pela primeira vez vou parar de fugir. Vi o carro do Sr.Arthur parado me esperando me despedi de Harry e fui em direção ao carro quando entrei só ouvi o barulho dos pneus cantando sobre o asfalto ele estava numa velocidade um pouco fora do comum ele andava a uns cem. Ele suspirou e tentou se controlar para dirigir a palavra para mim.
–Então não tem nada a me dizer? – Disse ele. – “Controlando sua voz, dava para perceber que ele estava tentando escolher as palavras para conseguir se dirigir a mim”.
–Desculpe, mas você não é meu pai e não acho que devo nenhuma satisfação ao senhor. – Eu disse.
–Pode até ser, mas sou bem mais coerente do que a sua mãe tenho certeza que ela não vai ser nem um pouco agradável, ela estava muito brava acho que vai sair até mais cedo só para ter prazer em discutir com você é sua mãe esta com muita raiva. – Disse Sr.Arthur.
–Quer saber não estou com nem um pouco medo dela, desculpe dizer isso ao senhor, mas não tenho nem um pingo de respeito pela minha mãe ainda mais depois do que aconteceu com o Nathan de tudo que aconteceu na verdade. – Disse.
–Bom não posso me meter você não é minha filha não tem nada a falar. – Disse ele.
O silencio então tomou o carro quando chegamos a casa sai do carro e ele foi guardar o carro na garagem, eu entrei na casa e bem na hora minha mãe descia as escadas os olhos ferviam ela me encarava como se fosse me dar uma surra.
–Fala o que tem pra falar pra mim. – Eu disse.
–Você merecia uma surra. – Disse ela.
–Então me bate maldita. – Eu disse.
Seus olhos pegavam fogo ela desceu as escadas e estava pronta para me bater quando ouvi um barulho na porta achei que era o Sr.Arthur, mas não eu estava errada era meu pai minha mãe olhou para ele com uma cara de surpresa.
–Você não vai tocar num fio de cabelo dela. – Disse ele.
Continua...

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