Forbidden Love

23 Emily - Ombro amigo


Notas iniciais
''Ficamos um tempo e ele ficou calado e eu também eu não sei, mas me sentia confortável perto dele ele me deixava acomodada me fazia ficar um pouco melhor pela situação que me encontrava ele parecia ser como uma saida."

Eu vi ele descendo as escadas e senti meu coração ficar com as batidas mais forte do que nunca, ver ele descendo as escadas doía demais era como se estivessem me cravando uma faca, ver ele ir embora sem poder fazer nada para que isso parasse para que essa dor passasse. Eu ouvi ele bater a porta quando saiu e ouvi os prantos de Gabriel no andar de baixo eu encolhi meu choro subi minhas as escadas e fui para meu quarto, tinha que ocupar minha cabeça de todas as formas possíveis comecei a fazer minhas lições terminei todas e depois liguei meu computador entrei em meus emails e tinha alguns de comércios e outro do meu pai eu abri ansiosamente.

“Filha estou trabalhando em Nova York agora, vou te trazer um presente daqui e te contar muitas historias que me contaram aqui quero ficar perto o mais próximo de ti possível minha querida”.

Eu abri um sorriso instantâneo, respondi seu email ainda sorrindo.

“Pai é tão estranho te escrever parece que é um sonho ter te encontrado quero que volte logo e sim quero saber tudo sobre sua viagem e, por favor, não é necessário gastar comigo pai meu único presente e ter você de volta”.

Enviei sai do computador peguei meu celular de cima de minha cabeceira e me deitei na minha cama desbloqueei meu celular para ver minhas mensagens e tinha umas duas da Helena, mas já fazia um tempo que ela tinha me enviado eu quase não usava meu celular ele ficava dentro da minha bolsa e ficou quando fomos para o acampamento.

“Emy tenho novidades para te contar precisamos nos ver, estou apaixonada!”

Eu li aquela mensagem e fiquei meio assim, mas não estava surpresa Helena se apaixona fácil, fácil demais.

“Aii me responde Emily, tenho tanto pra te contar, por favor.”

Eu então enviei uma mensagem para ela.

“Helena também preciso de um ombro amigo, quando posso ir pra ai?”

Enviei a mensagem e sabia que ela ia ficar fazendo jogo do silencio comigo só por que demorei pra responde-la então peguei meus fones coloquei e pus uma musica a mais triste que eu tinha só pra eu ficar ainda mais na depressão, fechei meus olhos estava quase pegando no sono e ouvi passos em meu quarto.

–Levante, será que não sabe que tem colégio? – Disse minha mãe.

–Eu não quero ir me deixa em paz! – Eu gritei.

–Não estou pedindo Emily levante-se! – Gritou minha mãe.

–ME DEIXA EM PAZ! – Eu gritei.

Ela me pegou pelo meu braço e me obrigou a me levantar, eu tirei meus fones e joguei na cama.

–Será que você não pode ter nem um pouco de respeito comigo sua bruxa! – Eu gritei.

–Não! Agora se arrume descentemente e dessa já para ir pra escola e eu não estou pedindo estou mandando! – Disse ela.

–Você vai ver! Não vou aguentar ter que viver na mesma casa que você. – Eu disse. – “Me virei e fui para meu banheiro batendo com a porta”.

Queria poder fugir dali se eu tivesse algum lugar que eu pudesse me mudar por um longo tempo pelo menos até o Nathan voltar é demais para mim sabe, ter que conviver com ela seria pedir demais para mim. Eu entrei pro banho tomei uma ducha rápida e sai do banheiro com uma toalha, eu percebi que ela já havia descido abri meu guarda roupa me vesti com a primeira peça que achei.

E desci as escadas sem um mínimo de vontade fui até o primeiro andar e o Sr.Arthur me esperava na porta.

–Vamos lá. – Disse ele. – “Abrindo a porta para sairmos”.

Entramos no carro ficamos em silencio até o carro começar a andar.

–Sabe Seu Arthur, eu amo seu filho. – Eu disse. – “Olhando seu rosto”.

–Eu sinto muito Emily, mas não acho que isso é o mais certo. – Disse ele.

–Você não acha isso ou isso é o que a minha mãe não acha certo? – Eu perguntei.

–Ela concorda comigo, ela só quer seu bem e eu só quero o bem de meu filho. – Disse ele.

–Sr.Arthur o senhor ainda não entende que a gente só vai ser feliz quando estivermos juntos. – Eu disse. – “Meus olhos começavam a encher de lagrimas, mas eu as engolias não podia demonstrar fraqueza queria minha voz firme”.

–Emily vocês são só dois jovens apaixonados. – Disse ele. – “Com toda a tranquilidade do mundo”.

–Não! Droga será que eu vou ter que gritar pra todos ouvirem eu amo seu filho eu amo o Nathan, mas que parte disto o senhor ainda não entende! – Eu gritei. – “Eu olhava para ele e mesmo sem querer as lagrimas iam caindo”.

–Há parte que o amor não existe garota! É uma invenção de adolescentes o amor não existe! – Disse o Sr.Arthur. – “Ele parou o carro para me olhar, ele tentava se controlar, mas dava para ver a raiva penetrando seus olhos”.

–Quando que o senhor ficou tão amargo. – Eu disse.

–Você tem que entender uma coisa menina, uma hora o seu grande amor morre e não sobra nada alem de um vazio de um buraco que nunca será fechado não adianta o que faça, então seu pudesse nunca ter amado se eu pudesse nunca ter encontrado o grande amor da minha vida por que a dor que você sente quando esse amor vai embora é a pior dor que se pode sentir. – Disse ele. – “Ele me olhava como se ele estivesse se desmanchando por dentro, ele desviou seu olhar do meu olhou para frente acelerou o carro e começamos a andar novamente’’.

Ficou um silencio por um tempo.

–Eu sinto muito que aconteceu isso com o senhor, mas isso não vai acontecer comigo e com ele e mesmo isso sendo contra as regras suas e da minha mãe a gente vai fazer de tudo pra ficar juntos para sermos felizes juntos. – Eu disse.

–Já que não posso impedir só desejo que tenha sorte. – Disse ele.

Ele parou o carro e percebi que já estava a frente da escola.

–Obrigado, mas a gente não precisara de sorte. – Eu disse. – “Sai do carro batendo a porta devagar”.

Fui indo em direção a minha sala passei o mais rápido que pude por toda aquela multidão que tinha todos os dias naquele colégio, entrei em minha sala e o professor ainda não havia chegado corri e sentei para meu lugar todos conversavam riam e aquilo estava me irritando e não sabia o porquê. Depois de um tempo de eu ficar ali sozinha com meus fones de ouvido o Harry se aproximou pegou uma cadeira pra sentar do meu lado.

–Precisa de um ombro amigo? – Perguntou ele.

–Pensei que não queria nem olhar na minha cara. – Eu disse. – “Meio cabisbaixa”.

–Não queria, mas não consigo te ver assim prometo que não vou tentar nada só quero que saiba que vou estar sempre aqui pra você ter um ombro com quem pode contar. – Disse ele.

–Obrigado. – Eu disse. – “Deitei minha cabeça em seu ombro ele foi fazendo cafuné em minha cabeça”.

Ficamos um tempo e ele ficou calado e eu também eu não sei, mas me sentia confortável perto dele ele me deixava acomodada me fazia ficar um pouco melhor pela situação que me encontrava ele parecia ser como uma saida. O professor chegou e ele me deu um beijo em minha testa e foi sentar em seu lugar, todas as garotas da sala ficaram me olhando depois que ele saiu de perto de mim elas ficavam me encarando. Eu abaixei minha cabeça e comecei a copiar o que o professor colocou no quadro. Depois que terminou os períodos fomos para o intervalo eu sentei em meu banco solitário que ficava longe de todos coloquei meu fones de ouvido e fiquei lendo o livro que a professora de português mandou lermos, depois teríamos que fazer uma redação sobre livro então eu precisava prestar atenção. Harry sentou ao meu lado.

–Posso ler com você um trecho? – Perguntou ele.

–Claro. – Eu disse. – “Dei o livro para ele pegar, e forcei um sorriso”.

–“Na escuridão da noite ainda vejo seus passos dançando pela chuva sorrindo alegremente, dançando como um lindo cisne fazendo rodopios girando e seus olhos vidrados nos meus e eu a admirando bela moça dos lindos sapatinhos de bailarina.” – Disse ele. – “Ele lia o trecho sorridente, balbuciando as palavras com graça”.

–Lindo você lê com graça, nunca conseguiria ler desta maneira. – Eu disse. – “Nossos olhos se encontraram e ele sorriu, eu fiquei sem graça e desviei o meu olhar de encontro ao dele”.

–Claro que consegue vejamos, vou procurar uma parte que se encaixe com você. – Ele disse. – “Ele mexia no livro percorrendo seus olhos pelas palavras”. –Achei. – Disse ele. – “Me deu o livro mostrando onde era o trecho que eu deveria ler”.

–Vou tentar. – Eu disse. – “Pegando o livro e primeiramente lendo para mim para conseguir pronunciar tudo certo”. –“Um homem cavalheiro me tirou para dançar esta noite me rodopiou pelo salão até sentir meus pés flutuarem com o vento, a lua era linda e as estrelas no céu estavam mais brilhantes do que nunca ele segurou meu rosto com firmeza e fez meu mundo parecer um conto de fadas.” – Eu disse. – “Eu sorri quando terminei achando graça, pois sabia que tinha ficado uma bosta a leitura”.

–Eu falei que conseguiria ficou lindo sua leitura. – Disse ele. – “Sorrindo para mim”.

–Obrigado, mas eu odiei parece que eu não demonstrei emoção alguma como a personagem demonstrava. – Eu disse.

–Isso é uma questão de pratica tenho certeza que conseguira melhor com o tempo. – Disse ele. – “Sorrindo”.

Fomos juntos para a sala de aula ainda falando sobre o livro, entramos na sala e todos me olhavam eu abaixei a cabeça e sentei em minha cadeira ele ficou de pé observando o modo como eu estava.

–Esta tudo bem? – Perguntou ele.

–Há claro tudo ótimo. – Eu respondi rapidamente.

–Não certamente não esta. – Disse ele. – “Encostando em minha mesa tentando encontrar meu olhar”.

–São essas garotas da sala elas ficam me encarando só por que eu fico perto de você. – Eu disse.

–Serio? – Disse ele. – “Dando risada”. –Que ridículo da parte delas fazer isso que eu saiba só tenho uma dona. – Disse ele. – “Olhando para mim”.

–Pois é, mas elas me deixam muito sem graça. – Eu disse.

–Deixa comigo. – Disse ele.

Ele olhou para as garotas que nos observavam e ficou olhando com cara de bravo para elas, suas narinas inflaram e ele parecia mais um cão de guarda cuidando de mim. Depois que ele olhou para mim novamente, mas desta vez seu jeito sua face mudou completamente para um tom mais sereno e doce.

–Agora vai ficar tudo bem. – Disse ele. – “Me tranquilizando”.

–Acho que não, já pensou quando eu estiver sozinha? Elas vão me quebrar na rua. – Eu disse. – “Esboçando um pequeno sorriso e ele ficou feliz por me ver sorrir”.

–Não vou deixar, liga pra mim viu. – Disse ele. – “Sorrindo”.

–Nem sempre você vai estar. – Eu disse.

–Eu prometo que quando precisar qualquer coisa. – Disse ele.

Ele sentiu que eu estava triste sabia que estava acontecendo algo comigo e não era bom.

–Obrigado. – Eu agradeci.

O professor chegou a sala, Harry foi sentar em sua mesa, mas ainda sentia seu olhar direcionado a mim, mas não era só ele todas as garotas da sala me olhavam, mas ele era o único que não queria me dar uma surra. Os períodos terminaram eu guardei minhas coisas e eu e ele saímos conversando até a frente do colégio, eu olhei para ver se o Sr.Arthur já havia chegado, mas não pelo visto ele se atrasou.

–Quer que eu te leve pra casa? – Perguntou Harry.

–Não precisa...- Eu respondi rapidamente.

–Tem certeza? – Perguntou ele novamente.

–Quer saber preciso que me leve para um lugar sim, mas não na minha casa. – Eu disse.

–Bom vamos. – Disse ele.

Entramos no carro nos dois ele ligou o carro, e eu estava com meu telefone às mãos precisava ligar para alguém.

–Helena posso ir ai? – Perguntei.

–Claro. – Respondeu ela.

–Ótimo estou chegando. – Disse.

Começou a dirigir.

–Onde é isso? – Perguntou ele.

–Segue a faixa principal é uma casa amarela 180. – Eu disse.

–Ta bom. – Disse ele.

–Obrigado. – Eu agradeci.

–Pelo que? – Disse ele.

–Por ser tão legal comigo, mesmo eu te fazendo tanto mal como fiz. – Disse.

–Eu quis ser enganado, implorando para ser enganado por você não teve culpa nenhuma eu que me deixei levar. – Disse ele. –Não percebi que éramos amigos, eu estava tão feliz que estava se aproximando de mim que queria que ficássemos juntos de qualquer maneira. – Disse ele.

–Sinto muito que de uma maneira meio bizarra eu meio que te enganei sabe. – Eu disse.

–Tudo bem já falei que não foi sua culpa. – Disse ele.

Parando o carro, eu olhei para o lado e vi que era a casa amarela que me deixava mais a vontade que minha própria casa. Ele desligou o carro e olhou para mim olhei para ele e dei um sorriso forçado como agradecimento.

–Muito obrigado viu. – Disse. – “Ele sorriu”.

Eu dei um beijo em sua bochecha e vi seu rosto brilhar, me senti mal por que estava dando a entender que eu queria algo a mais com ele, mas não eu só preciso de um ombro amigo. Sai do carro e toquei a campainha da casa me virei para ver se o carro estava ali, ele sorriu e me deu o ultimo adeus lá do carro e eu fiz o mesmo quando voltei com meus olhos para porta Helena estava parada sorrindo para mim.

–E então finalmente leu minhas mensagens? – Perguntou ela. – “Estava um pouco brava”.

–Desculpe estava em um idiota acampamento. – Eu disse.

–E quem era o rapaz? – Perguntou ela.

–Um amigo, agora eu posso entrar? – Perguntei.

–Entra logo vai. – Disse ela. – “Me colocando para dentro e depois fechando a porta”.

–E então que novidades super importantes tem pra me contar? – Perguntei.

–Vamos subir logo! – Disse ela. – “Mudando seu humor rapidamente, me pegou pelo pulso e subiu as escadas as pressas para ir para seu quarto”.

Fechou a porta quando entramos.

–O que é tão importante assim? – Perguntei.

–Emily, estou apaixonada! – Disse ela.

–Há que ótimo, quem é o candidato desta vez? – Perguntei.

–Hahaha, só pra te saber conheci esse menino na festa aquela que fomos. – Disse ela.

–Então com certeza não é boa coisa. – Eu disse.

–Como não ele é até amigo daquele seu peguete. – Disse Helena.

–Peguete? Ele é meu namorado. – Eu disse.

–Há sim um namoro que só vocês dois sabem claro por que isso é muito normal. – Disse ela.

–Ta Helena chega de suspense fala quem é esse tal cara? – Perguntei.

–O nome dele é Stive! – Disse ela.

–Como?! – Perguntei.

–Isso mesmo. – Disse ela.

–Você ta louca nem sabe com quem ta se metendo! – Eu gritava.

–Para Emily, nos estamos apaixonados eu me entreguei a ele. – Disse ela.

–Como?! – Perguntei novamente.

–Isso mesmo. – Disse ela novamente.

–Ai meu deus. – Eu disse.

–Ai que exagerado da sua parte, Stive me falou que talvez você não ia curti muito, mas eu achei que ele tava errado, mas no fim me enganei. – Disse ela.

–É Helena você se enganou mesmo esse cara não vale nada. – Disse.

–Há então o Nathan também não vale! – Disse ela.

–Não quero discutir. – Disse.

–Também não. – Disse ela. – “Se jogando em sua cama e pegando seus fones de ouvido”.

Eu bufei revirei os olhos, e decidi ir para a sacada, olhei para o céu e era uma linda noite a lua era clara e estava muito bela e as estrelas então era pequenos vagalumes que brilhavam no céu.

Era como se de alguma forma ela me chamasse era meio estranho tudo aquilo. Eu então fiquei a observá-la, depois de um tempo o sono estava me matando então decidi me render e a deitar a cama da Helena ela também havia dormido com os fones de ouvido enfiados nos ouvidos.

Notas finais
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