Notas iniciais
Curtinho também ;)

POV Nathan

As manhãs eram frias, durante os dias quentes e a noite voltava o frio congelante. Há dias eu não pregava no sono pensando em como ela estava, não recebi nenhuma carta dela ainda, e já se passaram alguns meses, não me contou como estava o bebe e isso me deixava aflito. Todo dia de manhã acordava sem saber se eu ia voltar para reserva ao anoitecer e não me conformaria se morresse sem pelo menos ter uma noticia dela, decidi escrever talvez mude algo talvez ela lembre que eu existo.

“Querida Emily, se passaram quatro meses desde que eu vim para cá aconteceu tantas coisas que eu poderia escrever um livro. A guerra é fria e sinto que tem dias que eu realmente não sei se voltarei vivo. Mas até hoje estou bem de saúde e esperando alguma noticia sua e do meu filho, espero que me conte o sexo dele e como vão as sessões com o medico queria estar participando disso com você, mas isso é pequeno pro tanto de vida que vamos passar juntos nós três. Também vou ter milhões de historias para contar ao pequeno ele vai se orgulhar do pai que tem e espero que você também se orgulhe. Não passo uma noite sem lembrar de você, de seu rosto e tento não esquecer de como ele é, quero ele bem vivo na minha memória, o seu perfume doce mas forte que pra mim esta presente em tudo ao meu redor devo estar louco, não é? Lembro dos momentos bons que passamos juntos das primeiras vezes conturbadas e tento entender como tudo foi ficando tão complicado e tão bom, de como nós mudamos como crescemos e de como passamos por tanta coisas juntos e de como vamos passar a vida juntos. Pensei em nomes para o bebe sei que é cedo mas vou chegar ai ele vai estar praticamente nascendo quero pensar em tudo antes de acontecer. As vezes queria você aqui para me fazer um cafuné e dizer que vai ficar tudo bem, as vezes me sinto uma criança no meio de uma briga de adulto sabe, mas eu sabia no que estava me metendo quando aceitei a proposta. Essa semana foi puxada fizemos uma viagem longa ficamos sem alimento por dois dias e assim mesmo tivemos que ter força para continuar lutando, não sei por que estou contando isso para você talvez por que não tenha com quem falar essas coisas ou simplesmente com quem desabafar. Eu sabia que não seria fácil mas eu sei que depois daqui as coisas bobas que acontecerem na minha vida vão ser mais fáceis de lidar. Emy se você estivesse aqui choraria, as vezes tenho essa vontade quando vejo crianças se explodirem por causa de seus pais loucos quando vejo o estado de pobreza que tem nesse lugar, um dia vamos viajar para cá ainda quero ajudar os necessitados por que sei que tem muita gente ruim mais ainda tem muita gente boa que esta sofrendo em meio a toda essa guerra gente que nunca fez mal a ninguém e que não merecia passar por coisas assim mas as vezes não temos escolha. Queria proteger todos eles de todo mal que tem, era pra isso que eu entrei por isso eu quis ser militar, mas eu percebi que na verdade tudo isso é uma mentira é só luta por poder e eu só estou no meio disso tudo, eu sou só mais um no meio de muitos que deixaram tudo para trás para virem para cá lutar pelo que acreditam ser certo. Fiz amigo aqui que me contaram historias incríveis de vida e aqui vamos fazer mais historias incríveis, pode ter bastante coisa ruim envolvida mas tem muita coisa boa ainda, nós somos essa coisa boa nossas risadas e conversas no meio da madrugada quando o medo e o frio nos impede de dormir ou quando ficamos de guarda por uma noite inteira, acho que nunca vou me esquecer do que eu passei aqui e passaram-se somente quatro meses... Emily sinto sua falta como nunca senti antes só queria que soubesse disso. Deixei a melhor noticia para o final da carta como vai ser páscoa daqui a um mês eles liberaram a gente para voltar no fim de semana para casa e passar todo o feriado em casa e depois voltar não é uma noticia ótima? Acho que quando eu te ver não vou te soltar mais não sei onde vou te botar mas quero que venha comigo hahaha. Te amo Emily e não vejo a hora de te encontrar de novo, espero que me responda.”

— Soldado Whisiton, vamos ir numa missão pela floresta e você foi recrutado vamos. – Disse o cabo.

Eu me levantei, coloquei a carta num saco que dizia “Para entregar no correio”, só espero que ela responda.

(...)

Um mês depois

POV Emily

Tudo foi depressa e a dor no meu peito não passava não importava quantas pílulas eu tomasse, Helena ficou batendo na minha porta todos os dias desde que ela soube a noticia, mas eu não precisava de ninguém comigo eu não seria uma companhia boa agora. Sam então estava inquieto com o meu desaparecimento tinha umas mil ligações dele para o meu celular eu só não conseguia aguentar tudo isso agora, e ainda ter que dar atenção pare eles. Depois que eu soube, desaparecer era a opção que eu achei mais adequada até porque não queria ter que explicar nada para ninguém, só uma pessoa precisava saber disso mas ele esta longe demais. Era a quinta vez que o porteiro ligava lá pra casa só hoje eu já estava me irritando com o barulho que o telefone fazia, me levantei do sofá e atendi.

— Sim?

— Tem cartas para senhora varias o que eu faço?

— Joga fora.

— Mas são de seu marido.

— Deixe na minha porta então por favor.

Depois disso desliguei o telefone. Alguns minutos depois ouvi umas batidas na porta me levantei olhei no olho mágico era o porteiro, havia deixado as cartas onde eu pedi. Eu abri a porta peguei elas e fechei novamente, me sentei no sofá tinha mais ou menos umas cinco cartas uma há para cada mês é o que pensei. Abri a primeira e comecei a ler.

(...)

Quando terminei de ler a ultima carta percebi que já estava chorando e que tinha ensopado quase toda a carta, joguei ela para o lado me encolhi no sofá e fiquei olhando para a janela era outono e estava nublado tudo combinava perfeitamente com o meu estado. Fechei os olhos tentando fazer aquele vazio de mim desaparecer mas não funcionava na verdade nada parecia funcionar. Minha campainha tocou me levantei e olhei no olho mágico abri a porta.

— Nathan?

— Emy...

Continua

Notas finais
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