Forbidden Love
50 Alucinada
Notas iniciais
Ele sorria para mim eu estava ali parada completamente sem reação.
— Você não mudou nada. – Disse ele. – Ainda sinto o seu perfume, o mesmo perfume.
— O que faz aqui? – Foi a única coisa que saiu de minha boca.
Ele sorriu entrou e fechou a porta.
— Vim te ver, não leu minha carta estou aqui Emily pra cuidar bem de vocês dois. – Disse ele olhando para minha barriga.
Ele ia por a mão mas eu não deixei.
— O que esta acontecendo? – Perguntou ele.
— Nada Nathan só não é o melhor momento pra você vim para casa. – Eu disse.
— Como assim o que esta acontecendo? – Disse ele.
Eu fui até a bancada peguei um papel e entreguei a ele. Ele leu e depois olhou para mim e me abraçou. E eu desabei.
— Por que não me escreveu Emy eu poderia ajudar. – Disse Nathan.
— Não podia Nathan você estava longe demais e minha dor não parece passar. – Eu disse.
— Mas eu não entendo... – Disse ele.
— O que você não entende? Eu nunca estive grávida, eu me enganei e o pior de tudo isso é saber que eu nunca poderei ter um filho Nathan. – Eu disse em meio as minhas lágrimas.
Ele puxou a cadeira e sentou, o papel ainda estava em sua mão, o papel que confirmava que eu não estava grávida. Eu fui para janela e me encolhi, fiquei observando ele e a sua reação.
— Não queria que você soubesse. – Eu disse.
— Por que não? – Perguntou ele.
— Por que agora você sabe que nunca poderá ter um filho comigo. – Eu disse.
Ele se levantou veio até mim e se sentou a minha frente. Acariciou meu rosto e minhas lágrimas só aumentavam.
— Vai ficar tudo bem Emy sempre damos um jeito lembra? Só não podemos desistir. – Disse Nathan.
— E quando não tem mais pelo que lutar como a gente faz? – Eu disse. – Acabou Nathan.
Eu me levantei abri a porta para ele sair e dei de cara com o Sam.
— Emy! – Disse ele sorridente.
Nathan correu para se por ao meu lado, para mostrar que ele estava ali como eu odiava quando ele fazia isso.
— O que faz aqui? — Disse Nathan.
— Poderia fazer essa mesma pergunta para você. – Disse Sam.
— Sai Nathan a nossa conversa já acabou. – Eu disse.
Ele ficou me olhando por alguns segundos não acreditou no que eu tinha acabado de dizer, depois sem discutir foi embora, deixando só eu e Sam parados na soleira da porta. Sam acariciou meu cabelo e me olhou gentilmente.
— O que aconteceu Emy você não parece bem. – Disse Sam.
Eu coloquei ele para dentro e fechei a porta, quando fechei Sam estava em cima de mim sua boca a poucos centímetros da minha.
— Sam, não agora. – Eu pedi.
Ele se afastou.
— O que houve? – Perguntou.
— Eu sou estéril não posso ter filhos. – Eu disse.
Ele me abraçou no mesmo momento que eu disse, ele envolveu seus braços em volta do meu corpo e eu me entrelacei a ele.
— Não sei o que dizer. – Disse Sam.
— Não diga nada só fique comigo. – Eu pedi.
POV Nathan
Eu sai sem saber muito bem para onde ir, é como se eu estivesse perdido. Mas pensei em ir para a casa do meu pai lá eu tenho o meu quarto e poderia ficar lá pensando em tudo o que aconteceu. Quando eu cheguei quem atendeu a porta foi meu pai ele sorriu e me abraçou tão forte que quase perdi o ar.
— Também estava com saudades pai. – Eu disse.
E então ele me soltou logo atrás veio o Gabi correndo para me abraçar. Eu peguei ele o girei e depois apertei ele em meus braços.
— Mano você voltou! – Ele gritou alegremente
— Voltei. – Eu respondi sorridente.
Elizabeth me viu, sorriu e me deu um oi de longe ela não parecia nada bem estava com olheiras profundas talvez estivesse preocupada com a Emily. Soltei o Gabriel e ele saiu correndo pela casa, ele parecia feliz e eu ficava tão bem com isso. Eu entrei junto ao lado de meu pai.
— A viagem foi longa pai contarei tudo que o senhor quiser, agora preciso descansar. – Disse a ele.
— Tudo bem filho vai lá. – Falou meu pai.
Eu subi as escadas e fui em direção ao meu quarto, a porta estava encostada quando a abri vi que tinha alguém deitado em minha cama, cheguei mais perto e a pessoa se acordou.
— Nathan? – Disse Amanda.
— O que faz aqui? – Perguntei.
— Eu precisava de pouso estou ficando por aqui um tempo vendo algumas faculdades. – Disse ela. – Meu pai pediu para o seu pai me deixar ficar um tempo aqui e seu pai foi muito legal e deixou eu ficar.
— Mas por que no meu quarto? – Perguntei.
— Há sim. – Disse ela.
Ela se levantou.
— Desculpa incomodar. – Disse ela.
Eu olhei ela de cima a baixo e constatei que ela estava completamente nua.
— Amanda você esta nua. – Eu disse sem graça.
Ela pegou uma coberta e colocou na frente de suas partes intimas.
— Desculpe novamente. – Disse ela rindo. – Nossa eu que deveria estar vermelha, você parece uma pimenta.
Ela riu e eu também.
Eu sentei na beirada da cama e ela também.
— Não parece bem o que aconteceu? – Perguntou ela.
— Emily não esta grávida. – Eu disse.
— Como assim? – Perguntou Amanda.
— Ela nunca esteve, ela não pode ter filhos. – Eu disse.
Senti lágrimas caírem do meu olhos molhando meu rosto, quando percebi Amanda estava abraçada em mim eu a abracei de volta, seu corpo estava em cima do meu e ela estava novamente nua. Ouvi um barulho na porta, Amanda foi para trás e se cobriu com as cobertas.
— Eu percebi que já se conhecem não é mesmo. – Disse meu pai. – Eu ia avisar Nathan que tinha uma convidada hospedada em seu quarto, não sabia que iria voltar mas vi que vocês são bem íntimos não terá muitos problemas.
Me levantei.
— É. – Eu disse.
— Será que podemos conversar Nathan. – Disse meu pai.
— Claro. – Eu disse.
Nós saímos do quarto antes de fechar a porta eu sorri para Amanda.
— O que esta acontecendo Nathan? E a Emily? – Disse Arthur.
— Eu ainda estou com a Emily pai não esta acontecendo nada. – Eu disse.
— Não é o que parece. – Disse meu pai.
— Ela é minha amiga. – Eu disse.
— Ela estava nua Nathan! – Disse meu pai.
— Eu gosto dela esta bem! – Falei.
— A Emily esta grávida de você. – Disse meu pai.
— Não esta. – Eu disse.
— Como? – Perguntou meu pai.
— Foi o que eu disse ela nunca esteve grávida. – Disse a meu pai. – Ela não pode ter filhos.
Aquilo foi uma noticia surpreendente para ele.
— Há agora entendo o por que dela sumir esses últimos meses, Elizabeth foi ver como ela estava e como estava o bebe e ela não abria a porta ficamos até nervosos de ter acontecido algo com ela, mas o porteiro falava que ela estava bem pelo menos que estava viva. – Disse meu pai. – Mas assim mesmo Nathan por que não esta com ela agora? Ela precisa de você!
— Ela não me quer lá pai. – Eu disse. – Não é mais como era, e me dói ter que admitir isso.
Meu pai me abraçou e eu meio sem jeito retribui o abraço. Ele se afastou e eu também.
— Não acho certo ainda acho que se não sente mais nada por ela vocês tem que conversar. – Disse meu pai.
— Mas eu sinto, só que também sinto por Amanda, é confuso demais. – Disse para meu pai.
— Você tem que seguir seu coração garoto, não se prenda por ninguém por achar que é o certo, no amor não existe certo ou errado a gente se apaixona pela confusão que o amor trás essa é a magia. – Disse Arthur.
— Obrigada pai. – Eu agradeci, sorrindo.
— De nada filho. – Disse ele.
Eu entrei no quarto novamente, Amanda estava vestida já e parecia que ia sair.
— Onde vai? – Perguntei.
— Tenho que ir ver algumas faculdades lembra? Eu já havia marcado se não ficaria com você aqui, mas quando voltar nos terminamos nossa conversa. – Disse ela.
Foi em direção a porta e quando ia sair eu segurei seu braço ela olhou para trás.
— O que foi? – Disse ela.
Eu me aproximei e a beijei. Depois me afastei e vi que ela estava sorrindo ainda com seus olhos fechados e bem devagar os abriu.
— Preciso ir. – Disse ela sorrindo. – Mas eu adoraria ficar.
— Pode ir, sem problema. – Disse a ela.
Ela foi embora, eu fechei a porta e me atirei na cama tentando organizar as ideias na minha cabeça tentando entender o que eu tinha acabado de fazer.
POV Emily
Ficamos deitados horas no sofá, ele deitado e eu deitada sobre ele fazendo cafuné na minha cabeça até eu parar de chorar. Depois de algumas horas ele levantou e me obrigou a levantar com ele.
— Precisamos sair Emily a quanto tempo você não vê o sol ou outras pessoas não pode mais ficar presa aqui não vou deixar! – Disse ele.
— Eu não quero sair. – Eu resmunguei.
— Mas isso não é um pedido de permissão. – Disse ele.
Ele me carregou contra minha vontade e me levou até o chuveiro, ele ligou e nossas roupas começaram a molhar ate ficarem praticamente transparentes, sim eu estava sem sutiã.
— Quer que eu te de banho também? – Disse ele com aquele sorriso malicioso que a muito tempo eu não via.
Eu empurrei ele.
— Não eu sei tomar banho muito bem sozinha. – Eu disse.
— Há que pena. – Disse ele.
Ele me puxou contra o corpo dele, sentia o quanto ele parecia querer aquilo mas eu me sentia mal, parecia que estava fazendo algo errado mesmo querendo muito ficar com ele.
Ele se aproximou do meu ouvido.
— Deixa eu ser tudo que ele não é, deixa eu fazer tudo que ele não faz por você. – Disse Sam.
— Sam não me faz ter que escolher...
Ele tirou minha blusa e me colocou perto do corpo dele me olhou nos olhos.
— Se você mandar eu parar eu paro. – Disse Nathan.
— Mas eu não quero que pare. – Eu disse sorrindo.
Ele me beijou eu tirei a calça dele e ele tirou meu shorts, atiramos para fora do Box e fizemos amor. Eu mordia o pescoço dele e ele parecia gostar eu arranhava suas costas e ele parecia amar o jeito com que eu fazia aquilo.
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POV Nathan
Acordei com um beijo de Amanda em minha boca ela sorria e com aqueles lindos olhos azuis dela tudo parecia brilhar, e isso me deixava estranhamente bem.
— Se você deixar sempre vou acordá-lo assim. – Disse ela.
Eu sorri e ela se sentou perto de mim.
— Me responde uma coisa? – Perguntou ela.
— Sim fala. – Eu disse.
— O que significou aquele beijou Nathan? – Perguntou ela.
POV Emily
Não sei como mas o Sam conseguiu me convencer a usar um vestido apertado e ir para uma festa ao céu aberto algo como uma tal de rave.
— Chegamos não é demais?! – Disse ele.
— Olha temos distintas opiniões do que é demais. – Eu disse.
Ele deu risada e me puxou para andarmos mais rápido, era uma festa barulhenta eu realmente não estava com humor nenhuma para aturar isso talvez depois de algumas bebidas a festa seja um pouco mais divertida.
https://www.youtube.com/watch?v=SYM-RJwSGQ8
Ele começou a dançar no meio da multidão e eu o acompanhei meio sem animo.
(...)
A noite foi ficando quente ele me apresentou a uns amigos dele e nós começamos a beber pois é eu enchi a cara, primeiro eu estava com meu copo e no fim da festa se um estranho me oferecesse bebida eu aceitava, eu estava em outro lugar parecia que não era só o efeito do álcool eu estava alucinada, tudo girava e eu pulava como se não houvesse amanhã, quando eu percebi não estava dançando mais com o Sam estava com um cara que eu nunca tinha visto antes, ele se esfregava em mim era e eu nele era nojento era como se eu não estivesse mais no controle de nada nem do meu corpo e eu parecia gostar disso. Depois eu não lembro de mais nada só de acordar no hospital, vi Nathan pela janela do quarto de hospital onde eu estava, ele parecia discutir com Sam que parecia bem alterado.
Continua...

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