Forbidden Love

3 I love being around you


Notas iniciais
Como fiquei dois dias sem aparecer por conta do feriado, resolvi postar mais esse pedacinho hoje ;) Espero que gostem

Ao ouvir o despertador tocar, Clara saiu da cama num pulo. Viu que o marido ainda dormia e correu para o chuveiro. Cadu acordou com a cantoria da esposa.

Olhou para o despertador e viu que não passava de 6:30 da manha.

–Ah não, a Clara deve tar de sacanagem. Quem consegue ser feliz a ponto de cantar nessa altura a esse horário? Se ela pelo menos fosse afinada... –Resmungou sozinho colocando um travesseiro na cabeça querendo abafar o som.

A assistente saiu do chuveiro, secou os cabelos e correu foi para o closet em busca da roupa ideal. Como estavam em pleno verão, optou por um vestidinho que ia um pouco acima do joelho. Fez uma maquiagem leve e passou um perfume suave. Ia saindo do quarto na ponta dos pés quando foi interceptada pelo marido:

–Ei ei ei, posso saber aonde é que você vai a essa hora? E por que está fugindo que nem um rato?

–VOCE QUER ME MATAR DO CORACAO? Que susto Carlos Eduardo!! –Disse colocando a mão no peito- E quem aqui está fugindo? Só não queria te acordar. Estou indo trabalhar, faz dias que não apareço no estúdio, o pessoal está começando a me cobrar. –Falou mentindo sobre a última parte.

–A não Clara, não me diga que você vai continuar trabalhando com aquela mulher!

–Cadu, da uma acalmada aí que você sabe que eu não gosto que você fale dela assim. E sim, eu vou continuar trabalhando com a MARINA – deu ênfase em seu nome- porque como você bem sabe sou apaixonada pelo meu trabalho.

–Pelo seu trabalho ou pela patroa? –Perguntou Cadu rispidamente

Clara ficou sem reação. Sabia que o marido desconfiava, mas não achou que ele fosse jogar assim, na lata. Tentou se recompor.

–Me poupe desse seu discurso a essa hora. Vou acordar o Ivan e daqui a pouco você vai com ele tomar café da manha na Helena.

–A quem você quer enganar, Clara? A mim ou a você mesma?

–Chega Cadu. Eu preciso trabalhar. –Ela nem esperou a resposta do marido. Correu para o quarto do filho, acordando-o carinhosamente. Em seguida pegou o carro e seguiu para Santa Teresa. As palavras de Cadu não saiam de sua cabeça. Ela estava completamente apaixonada pela fotógrafa. E era um sentimento tão novo para ela, amar uma mulher. E se para Marina ela acabasse sendo apenas mais uma? E se ela abrisse mão de seu casamento em vão? Tantos ‘se’ e nenhuma mísera resposta.

Estava tão dispersa em seus pensamentos que quando se deu conta já estava na casa da amada. Ao descer do carro, flagrou Marina numa cena que ela jamais imaginaria. A fotógrafa estava de shorts, camiseta e chinelo, molhando o jardim com uma mangueira. Estava tão simples e tão linda. Clara ficou imóvel durante alguns segundos, apreciando o momento e sorrindo sozinha. Ate que saiu do transe e agradeceu por Marina estar de costas e não ter viso a cena. Deixou a bolsa numa mesa no jardim e seguiu silenciosamente ate ela.

–Quando é que eu iria imaginar flagrar Marina Meirelles numa cena como essa? –Disse sorrindo, abraçando a fotógrafa por trás. Marina deu um pulo. Bastou um segundo para reconhecer a quem pertencia aquela voz. Largou a mangueira e se virou nos braços de Clara, abraçando a assistente com força.

–Clarinha!!! Que surpresa, não sabia que você vinha tão cedo! Estou toda desarrumada –Disse timidamente, tentando dar uma arrumada no cabelo.

–Para, você está linda. Você é linda.

Marina não pode conter o sorriso vendo Clara corar com o próprio elogio.

–Você que é linda! Eu senti tanto a sua falta –Disse abraçando a amiga mais uma vez, apoiando a cabeça em seu ombro.

–Eu também Marina. Queria tanto te ver e... e o tempo não passava. – Ao ouvir as palavras de Clara, Marina levantou a cabeça de seu ombro e olhou profundamente a amada nos olhos. A assistente se perdia completamente no olhar dela, ele dizia tanta coisa. Clara sentia seu coração bater com tanta força que chegou a acreditar que Marina podia ouvi-lo.

O olhar de Clara revezava entre os olhos e a boca da fotógrafa. Queria tanto sentir os lábios dela nos seus. Mas sabia que não podia. Querendo ou não, ela ainda era uma mulher casada. E não era justo, nem com Cadu, nem com Marina. Nutria um sentimento tão puro por ela, que não queria que nenhum sentimento de culpa a assombrasse após o primeiro beijo. E sabendo que não resistiria por muito mais tempo se continuasse naquela posição, Clara resolveu sair do transe, dando um passo para trás.

Ela percebeu o olhar desapontado de Marina e tentou anima-la da melhor forma que pode.

–Voce não vai acreditar no que eu trouxe pra você –Disse com um ar de suspense

–Pra mim? Ahh me conta –Falou rindo da expressão de Clara.

–Bolo de chocolate! Feito pelo Ivan. Ele mesmo escolheu um pedaço com bastante chocolate, disse que era especialmente para você!

–Ahhhhh que lindo! Não acredito que ele lembrou mesmo de mim!

–O bichinho te adora! –Clara foi ate sua bolsa e tirou o pote com um pedaço enorme de bolo!

–Que delicia! Espera aqui que eu vou lá dentro pegar garfos pra nos duas! Você vai me ajudar. –Sem deixar a assistente responder, Marina correu para dentro de casa. Clara mal podia descrever a felicidade que sentia. Era tão bom estar novamente ao lado dela.

Notas finais
o que acharam? nao esquecam de deixar um comentario... criticas, elogios sugestoes... todos sao bem vindos :D