Um mês depois...

– Até amanhã. – pressionei meus lábios no de Diego.

– Até. – disse entrando no carro.

Esperei ele sumir pela rua para entrar em casa. Joguei-me no sofá e fechei os olhos, apenas para relaxar, pensando em tudo que aconteceu no último mês.

Muita coisa aconteceu.

Eu me formei, a formatura foi no mínimo estressante. Nada de marcante, como deve ser para muitos, para mim foi chato. Tentei imaginar a cena. Você está sentando em uma das centenas de cadeiras num longo gramado, com prédios ao redor. Todos a sua volta usam becas e capelos. Os sobrenomes são chamados por ordem alfabética. Um a um, os estudantes sobem ao palanque, recebem o canudo e posam para uma foto. E então, você escuta o seu sobrenome. É a sua vez de andar por todos até subir ao palco. É o momento de concretizar semestres de estudo e dedicação. Isso não te deixaria nervosa? Pois a mim deixou, e muito. Mas finalmente estou livre! Bom, eu e Diego estamos ficando. Depois da ligação, nos começamos conversar por telefone, depois nos encontramos, e começamos a ficar. Ele ainda não me pediu em namoro e eu também não quero nada fixo, gosto das coisas do jeito que estão. Hoje passamos o dia juntos. Nadamos, comemos, rimos assistimos a filmes. Foi demais! Diego é um cara legal.

Tá, agora vou para de falar dele. Sobre o Vargas, nós... É complicado. Nesse mês quase nos beijamos, umas quatro vezes. Sempre acontece do nada. Uma vez foi quando eu estava ajudando Olga, ai ele resolveu que ia ajudar também, e eu quase deixei um prato cair, ele foi me ajudar, e ficamos, tipo, muito próximos, o que não deu certo. Outra foi quando ele insistiu em entrar na minha sala de musica, para impedir eu tentei empurrá-lo , mas ele é tão tapado que tropeçou no próprio pé, e me levou junto a ele para o chão, nossos rostos ficaram próximos, nosso narizes se tocavam de maneira fofa, devo dizer, mas a voz da minha irmã nos atrapalhou.

Esse negocio de ficarem nos atrapalhando irrita. Não que eu queria esse beijo, mas... Ah, tá legal! Eu quero esse beijo. Na verdade eu acho que é mais curiosidade, por que nunca acontece de verdade, você fica na vontade, querendo que aconteça, para ver se é tão bom quanto você imagina. E... sim! Eu imagino como o beijo dele deve ser, não só o beijo como outra coisa também. Vocês não tem noção do quanto minha irmã berra de madrugada. Ele deve ser incrível.

Levantei exausta e fui para a cozinha, pedir para Olga levar um lanche no meu quarto. Estava seguindo para a escada, quando comecei a escutar risos vindos da piscina. Silenciosamente caminhei até a janela que havia ali, e espiei entre a cortina. Estava Leon e minha irmã na piscina rindo e se divertindo. Tenho que admitir que aquilo me incomodou, uma sensação esquisita. Balancei a cabeça para esquecer aquilo e subi correndo para o meu quarto. Peguei meu note e entrei no face. Nunca tem nada de interessante nessa merda. Olhei algumas postagens e finalmente uma me interessou. Dizia assim:

Concurso Buenos Aires Music! O melhor concurso da cidade. Participe! A partir de Outubro.”

Cliquei no link para poder saber mais. Logo o site abriu e eu abri na ala de informações.

“O Buenos Aires Music chega novamente com mais uma edição.”

Ai tinha coisas falando sobre como surgiu e historia dos jurados e não sei mais o que. Finalmente chegou a parte que me interessava. Os prêmios!

“Os prêmios serão:

– Para o primeiro lugar: Uma bolsa de estudos na melhor faculdade de Buenos Aires e um contrato de cinco bilhões de pesos.

– Para o segundo lugar: 100 mil pesos e um carro novinho.

– Para o terceiro: 50 mil pesos.

É os prêmios são bons. Acho que vou entrar nesse concurso.

– Violetta. – Francesca apareceu na porta.

– Oi, entra. – falei pondo o notebook de lado.

– A Olga pediu para eu trazer isso. – ela pos uma prato com queijo quente a minha frente.

– Valeu. – falei mordendo um pedaço do lanche. – Ta fazendo o que aqui?

– Vim ficar com você. – sorriu. – Como anda as coisas?

– Como se você não soubesse. Vem aqui todo dia. – revirei os olhos.

– E o Vargas? – franzi o cenho. – Qual é Vilu, ele é uma delicia, se me permite dizer, como resiste? Sei que você já...

– Nós nada Francesca. E o Leon é meu cunhado, nunca acontecerá nada entre a gente.

– Ok. – ergueu a mão em sinal de rendimento. – Não está mais aqui quem falou. Agora me conta sobre Diego.

– Você é muito tarada Fran. – rimos.

Eu contei tudo sobre o meu dia com o Diego, ela suspirava a cada beijo, depois ela me contou sobre seu encontro com Marco, os dois estão saindo. Muita foda não? Dois palhaços juntos. Bateram na porta.

– Entra – murmurei.

– Violetta o jantar está pronto. – Leon avisou e logo saiu.

Já mencionei que estamos nos evitando? Pois bem, estamos. Sempre que ficamos perto quase nos beijamos, e isso não da certo.

– Uau, que clima. – Francesca disse se levantando. – Vamos logo comer.

Descemos encontrando minha irmã e Leon a mesa. Me sentei junto a Francesca e de frente a Loen. Olga serviu a comida.

– Então Vilu, você e aquele rapaz, Diego, estão namorando? – minha irmã perguntou e Francesca e Leon me olharam atentos, esperando minha resposta.

– Nós...? Não... Ele é ótimo, mas... Só estamos ficando. – falei e pus mais uma garfada de arroz e estrogonofe na boca.

– Hum... Eu gostaria de te ver com ele. – ela sorriu e eu revirei os olhos.

Nossa que lindo, ela quer que eu namore. Até parece que ela se importa.

Após aquilo tudo ficou em silencio, eu sentia o olhar de Leon sobre mim, e às vezes o olhava também, nossos olhares se encontravam e desviávamos no mesmo instante. Era assustador! Terminamos de corer e Olga trouxe sorvete de creme com bolo de chocolate.

– Acho que não vou comer. – Lara disse. – Estou à cima do peso. – Dei de ombros, afinal sobre mais pra mim.

– Você está perfeita Lara. Pode confiar, ninguém sabe melhor que eu. – Leon piscou para ela, e pus o dedo na boca, como se fosse vomitar. – Não precisa ficar com ciúmes Vilu. – brincou e riu, mas eu permaneci séria. – Foi mal. – murmurou sem graça e minha irmã me fuzilou.

– Vou subir. – minha irmã se levantou. – Te espero lá em cima bebe. – mandou um beijo para ele.

Cortei um pedaço do bolo de chocolate e pus uma bola de sorvete.

– Isso aqui esta ótimo. – Francesca disse com a boca lambuzada de sorvete me fazendo rir.

– Percebi palhacinha. – falei passando o pano em sua boca.

– Olga cozinha feito um anjo. – Leon disse.

– Concordo. – falei rindo.

– Violetta sua boca... Ela... – Leon fez sinal e eu franzi o cenho. – Vem aqui.

Ele pegou um pano e se esticou na mesa, chegando perto de mim e passou lentamente sobre minha bochecha, foi descendo ate minha boca. Seu olhar intercalava entre minha boca e meus lábios. Chega de enrolação! Já cansei de sempre ficar na vontade, não estou nem ai se ele é meu cunhado! Fechei os olhos e levei minha cabeça mais para frente, buscando por seus lábios mas ele afastou. Abri meus olhos e ele me olhou perdido.

– Sua irmã... Err... Tenho que subir. – levantou da mesa, meio atormentado, e subiu as escadas de dois degraus.

– Merda. – murmurei.

– Esse clima... – Francesca disse me fazendo pular cair da cadeira. – Gostei da sua atitude amiga. Pena que ele tá com medo.

– Não é medo. – falei me levantando e alisando a bunda, que ficou dolorida. – Eu fiquei parecendo uma idiota oferecida. Agora ele vai achar que eu queria a porra do beijo!

– E não queria?

– Queria mais isso não vem ao caso. – bufei.

Subi correndo e ela veio logo atrás.

– Vou dormir aqui ok?

Colocamos um filme, e ficamos conversando até que nos caímos no sono.

Leon Pov.

– To indo amor. – Lara me deu um longo selinho.

– Até mais tarde. – sorri.

Ela saiu do quarto. Levantei ainda sonolento e pus uma calça de moletom. Desci, para pode tomar um café antes de ir trabalhar, é eu tenho um trabalho, só apareço muito por lá ultimamente.

– Ganhei! – a voz de Violetta se ecoou pela casa. O que ela faz gritando 09h30min da manhã?

Cheguei a sala encontrando ela e Fran jogando Wii.

– Para de se gabar idiota. – Francesca disse emburrada. – Vamos jogar de novo, agora eu ganho!

– Falo então. Se gosta de perder. – Violetta fez pose de metida.

– Bom dia garotas. – falei e elas se viraram para mim.

– Bom dia Leon. – Francesca disse e me olhou de cima baixo.

– Oi. – Violetta disse. – Chega Fran, já tá começando babar. – falou e eu ri. Sei que sou gostoso!

Segui para a cozinha.

– Bom dia Olga. – falei

Peguei uma xicara e pus café. Resolvi me trocar.

– Isso não é justo! – Violetta gritou e passou a mão no cabelo. – Essa porra tá de zoa com a minha cara! Como você venceu? Você parece minha mãe jogando. Tenho que ligar pro fabricante e dizer que tá tudo errado nessa merda. – falou nervosa.

– Viluzinha venci! – Francesca gritou pulando em cima de Violetta.

– Sai de cima de mim sua gora. – Violetta empurrou Francesca pro chão e se jogou no sofá. Seus cabelos caiam sobre seu rosto de maneira sexy, e como ela umedecia seus lábios, aquilo estava me deixando de pau duro. Que droga eu desejo essa garota. Não posso negar. A cada vez que estamos pertos minha vontade é de fazê-la minha, mas tenho que me controlar. Fiquei a observando por mais alguns minutos, babando em algo que eu nunca poderei ter, e depois subi.

Violetta Pov.

– Vamos de novo. – Agora eu ganho!

Começamos uma nova partida.

– Nossa você viu o corpo do Leon? – Francesca perguntou, enquanto dava um soco em mim, no videogame.

– Tenho dois olhos não? – devolvi o soco. – Mas você deu muita pinta.

– Fazer o que o Tio Leon me seduz. – disse se fazendo de inocente.

– Legal você, traindo minha irmã. – disse indigninada. – Ganhei. – gritei.

– Olhar não mata ninguém. – deu de ombros se jogando no sofá. – Cansei Vilu.

– Também. – me joguei em cima dela.

Um cheiro bom invadiu a sala, era diferente, forte, mas gostoso. Pedi-me sentindo o perfume masculino.

– Que cheiro bom. – Francesca disse.

– Muito.

– Valeu. – Leon apareceu vestido de terno.

Senhor, como alguém consegue ficar tão sexy de terno. Mordi o lábio inferior, enquanto pensamentos impuros ocupavam minha mente.

– Violetta. – Francesca bateu palmas e minha frente. – Tá caindo uma babinha aqui.

Passei a mão no lugar e ela e Leon riram.

– Idiota! – murmurei. – E ai Vargas, resolveu sair da vagabundagem?

– É, vai que eu fico que nem você né? – sorriu falso. – De pirralha já to cheio.

Caminhei lentamente e sensualmente e cheguei bem perto. Sua respiração ficou acelerada e seu peito subia e descia rapidamente.

– Mais bem que você queria a pirralha aqui na sua cama né? – falei ao pé do seu ouvido o fazendo arrepiar.

Gargalhei e segui para a cozinha.

Leon Pov.

Droga! Não acredito que essa pirralha me deixou de pau duro... De novo! Sua voz me tirou de órbita, e arrepiou até meu ultimo pelo do corpo. E o pior: Ela tem razão. Eu a quero na minha cama, gemendo meu nome loucamente, pedindo por mais e... Chega! Senti meu membro latejar debaixo da calça, sai do transe e vi Francesca olhando pra mim rindo. Balancei a cabeça negativamente e sai correndo em direção ao meu carro. A imagem de Violetta gemendo meu nome não saia de minha mente, fazendo com que meu amiguinho quisesse pular para fora. Ia ter que me aliviar. Verifiquei se todas as janelas estavam fechadas, e tranquei as portas abri meu zíper e tirei meu amiguinho de dentro da cueca. O seguirei pela base e comecei os movimentos de vai e vem. A imagem de Violetta voltou forte a minha mente e aquilo me incentivou. Imaginei como se ela estivesse ali, me masturbando. Gemidos roucos e baixos escapavam por meus lábios. Fechei os olhos e tombei minha cabeça pra trás, aumentando os movimentos.

– Violetta. Ohh... – gemi.

Senti o orgasmo cada vez mais perto, as veias do meu membro engrossarem e senti meu líquido ser liberado. Permaneci de olhos fechados por alguns segundos, me recuperando. Procurei por um pano e me limpei. Arrumei-me e dei partida seguindo para a Varga’s Construction.

Notas finais
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