Forbidden Love
8 Trip
Notas iniciais
Um mês depois...
– Lara, estou indo. – me despedi.
Corri até meu carro e entrei no mesmo. Dei partida , e liguei o radio. Estou a caminho da faculdade. Lara resolveu pedir a bolsa novamente, devido ao meu bom comportamento, que segundo ela melhorou por causa de Diego. Estou ansiosa para começar logo. Irei passar o dia lá, oficinas, aulas teóricas, palestras, criação... Vai ser incrível e eu estou em êxtase. A faculdade fica no mesmo bairro que o orfanato, 01h30min daqui, e eu poderei passar todos os dias para ver Molly. Não há vejo já faz um tempo, pois andei bastante atarefada. Já contei que me inscrevi naquele concurso de musica? E fui aceita. Eram varias etapas, primeiro você mandava um vídeo, seriam 24 aceitos, e eu consegui. Mandei um vídeo fazendo um cover. A próxima etapa acontecerá no final de novembro, se não me engano, mas parece que terá que ser um dueto de Natal tipo eu e alguém que eu escolha. Eu ainda não sei quem vou chamar, mas Diego canta, então... O tempo estava passando muito rápido, e eu em casa estava enlouquecendo, mas aproveitei para ir a vários desfiles, e eles foram incríveis. Minha irmã me levava ate a sede da Castillo Modas, onde ela e mais vários estagiários trabalham para criar coleções perfeitas. Ludmila também me deu várias dicas sobre como será a faculdade e tudo mais. Ah, Ludmila e Federico estão namorando! Isso não é incrível? Quem não gostou nada disso foi minha irma, só porque Fede não é rico.
Flashback On.
– Você o que? – gritei sorrindo.
Ludmila havia me arrumado um jantar legal, estava linda, pediu para que todos ficassem bonitos, tudo para dar aquela noticia incrível. Ela e Federico finalmente estão juntos.
– Nós estamos namorando! – ela disse sorrindo.
– Que máximo! – gritei pulando em seu colo.
– Ludmila Castillo, podemos conversar? – a cara da Lara não estava boa.
– Claro. – Ludmila disse sorridente e se levantou. – Já venho amor. – deu um selinho em Fede e seguiu minha irmã.
Logo elas sumirão pelo corredor que havia ali.
– Ae dude! – Leon disse. – Parabéns!
– Valeu cara. – fizeram um toque. – Agora você é minha prima. – levantei e o abracei.
– E o Leon também. – falei e rimos. – Vê se cuida bem da minha prima, ou juro que arranco isso que você tem no meio das pernas.
– No meu amigo não! – falou e rimos.
Começamos a escutar gritos vindos do escritório da Lara, e Ludmila sair de lá chorando.
– Amor o que houve? – Federico a abraçou.
– Vamos embora, não sou mais bem vinda aqui. – disse secando as lagrimas.
– Ei! – gritei antes que ela saísse. – O que houve?
– Pergunta para sua irmã. – ela falou amargurada.
– Vem, senta e se acalma. – falei. – Me conta.
Ela seguiu o sofá junto a Federico se sentou.
– Ela não apoia. Ela disse que ele é muito velho, que se eu continuar com o Fede, tenho que esquecer que ela é minha prima. – falou e uma lagrima desceu por seu rosto. Ela me xingou de pura. Disse que eu era uma oferecida. Ela me chamou de puta. – falou incrédula.
Levantei nervosa e aquela piranha ia escutar umas verdades de mim.
– Vilu. Calma. – Leon me segurou.
– Me solta. – rosnei e me remexi, fazendo o mesmo me soltar.
Corri pelo corredor chegando ao escritório, abri a porta, encontrando ela com a cabeça enterrada nas mãos.
– O que quer Violetta? – perguntou me olhando.
– Como pode fazer isso? – perguntei. – Ela é sua prima, não tem pais, só a gente.
– Eu... Er... – gaguejou.
– Você não pode falar da Ludmila! Como pode querer impedir que ela seja feliz? Desde quando você deu para impedir isso namoro? Diego tem 21, e você o venera. Temos a mesma diferença de idade nessa porra! A única aqui que está fazendo um absurdo é você. Que está com um cara sete anos mais novo que você!
– O problema não é a idade. – falou de cabeça baixa. – E que...
– Já sei! Ele não é rico. Ele não tem pais bilionários como nós né? Ou não é um gênio que é trilhardário aos 22 anos, não é? – perguntei e ela abaixou a cabeça. Ri irionicamente. – Ai. Meu. Deus! – falei pausadamente. – Você é tão preconceituosa assim? Lara, Federico é um dos caras mais legais que eu já conheci. Ele pode não ser um cara rico, ou gênio, pelo contrario ele é bem burrinho mas sei que ele vai fazer nossa prima feliz. Eu confio nele e acho que você está sendo uma idiota! – falei firme.
– Violetta, você não entende. Eu quero o melhor para vocês. – se levantou.
– Então você iria querer nos ver feliz. Você não viu como Ludmila está feliz? Pense nisso. – falei saindo do escritório, encontrando todos ali no corredor, estáticos. Ludmila me abraçou e murmurou um “obrigada”.
Flashback Off.
Em meio a tantos pensamentos nem percebi que já estava na rua do orfanato. A Universidade fica a três ruas acima. Parei em uma vaga do estacionamento para estudante, peguei minha bolsa e meu caderno e desci do carro. Ativei o alarme e adentrei o enorme prédio a minha frente. Havia pessoas andando de um lado para o outro, feito baratas tontas, professores correndo para não chegarem atrasados, casais se agarrando. Peguei o papel que mostrava o numero da minha sala de aula. 15. Andei pelo imenso corredor, meio perdida, mas logo cheguei a ultima sala. Havia poucas pessoas ali, entrei e me sentei na carteira do fundo. Peguei meu celular, havia cinco mensagens.
“Acabei de chegar à minha faculdade, e ela é incrível! Espero que goste dai. Bos sorte Vilu!” – Francesca. Respondi, desejando Boa sorte a ela também e abri à próxima.
“Bom dia princesa! Boa sorte hoje, quando sair me liga. Beijos.” – Diego. Respondi um “obrigado”. Fui para próxima.
“Boa sorte prima! Aproveite bem suas aulas. Te amo!” – Ludmila. Respondi e fui para próxima.
“Boa sorte gata! Mostra como se faz nessa porra! Estamos torcendo por você, beijos na boca”. – Maxi! Como ele é idiota. Respondi e fui para a próxima.
“Bom dia pirralha! Boa sorte no seu primeiro dia. Espero que comece a usar o cérebro, se é que ainda tem. Beijos do cara dos seus sonhos.” – Leon! Esse cara é um babaca.
Esse mês temos nos falado mais graças aos meninos. Estamos mais próximos. Os quase beijos ainda acontecem, mas estamos começando a lidar com isso. Nossa isso tá muito chato.
“Só se for o cara dos meus pesadelos né? Por que com essa cara feia ai, só Deus!” – respondi.
– Bom dia alunos! – uma professora, muito bem vestida e bonita, comprimento assim que adentrou a sala. Todos sentarão nos seus lugares. – Eu sou Jack, a professora de corte e costura. Como hoje é o primeiro dia de vocês, irei explicar como é o dia aqui e como funcionará tudo.
Senti meu celular vibrar no meu bolso disfarçadamente o peguei.
“Sei que você me quer piralha! Para admitir é questão de tempo.” – revirei os olhos lendo.
Guardei o celular e voltei a prestar atenção no que a professora estava explicando.
**
– Boa noite Olga. – beijei sua bochecha.
– Boa noite Vilu. Como foi seu primeiro dia na faculdade? – perguntou sorrindo.
– Incrível! – falei empolgada. – Conheci varias pessoas, começamos a fazer alguns desenhos e fomos ao ateliê da faculdade. Foi demais. – suspirei.
– Que bom que gostou. – sorriu.
– Cadê minha irmã? – perguntei passando o dedo na massa de bolo que ela batia.
– Saiu para jantar com o Senhor Leon. – respondeu.
– Hum... Vou subir e tomar um banho quente, relaxar e daqui a pouco desço para jantar. – falei.
– Ok.
Subi para meu quarto, joguei minhas coisas na poltrona que havia lá. Peguei meu celular e pus algumas musicas para tocar e levei-o para o banheiro. Despi-me e liguei o registro. Entrei debaixo da agua quente, e foi como se meus problemas sumissem. Ok, eu não tenho tantos problemas assim no momento. Fechei meus olhos e automaticamente uma imagem nada legal veio a minha mente. Leon Vargas. O que esse ser veio fazer em minha mente? Imagens do nossos quase beijos passavam pela minha mente, como naqueles filmes agua com açúcar. Balancei a cabeça bruscamente, para que aqueles pensamentos saíssem da minha mente e me concentrasse no meu banho, se é que aquilo era possível.
Olga já havia posto tudo a mesa, eu apenas me servi da macarronada com almondegas e suco de limão. A comida estava perfeita, como sempre. To pensando em pedir para Olha me dar umas aulas de culinária, mas não sei se levo jeito com isso. Terminei de comer e fui para a sala de musica. Preciso começar a compor a musica de natal para o concurso. Peguei meu violão e meu caderno e comecei.
– Violetta! – escutei gritos. – Vilu, onde você está?
– Já vou! – gritei em resposta.
Pus meu violão no lugar e sai da sala.
– Oi? – me joguei no sofá.
– Nós vamos viajar. – Lara disse sorrindo.
– Legal, quando voltam? – perguntei.
– NÓS vamos viajar. Eu, você, Leon, Ludmila e seus amigos.
– Por quê? Para onde?
– Vamos para Córdoba. Estou abrindo mais um ateliê da Castillo Modas lá, e achei legal nós fazermos uma viajem em família. O que ach?
– Legal. Mas por que meus amigos?
– Pois sei que ficarei ocupada, e não quero que fique sozinha. – sorriu. – vamos no jatinho da família, aproveitamos o feriado prolongado.
– Vou ligar pro pessoal.
– O Leon já foi ligar pros meninos. – disse. – Vou subir para descansar. Boa noite anjo.
– Boa noite.
Liguei a TV e fiquei assistindo a um filme que eu não sei o nome. Assim que ele terminou subi para o meu quarto e resolvi ligar para Francesca. Claro que ela amou e topou na hora. Liguei para Ludmila e ela disse que vai, junto com Federico, obvio. E com certeza os meninos também não. Vai ser ótimo descansar um pouco. Essa viaje será memorável. Assim espero.
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