Forbidden Love

15 Welcome To Buenos Aires


Notas iniciais
Demorei mas aqui estou, obrigada pelos comentários e a quem favoritou! Fico contente! Como eu disse Leonetta distantes agora mas em breve os juntarei novamente kkkkakak espero que gostem! E Anna para de me ameaçar!!!!!!!!! Love ya

– Pronta? – Francesca perguntou.

– Quase... – falei passando o gloss. – Prontinho.

Me olhei pela ultima vez bi espelho e deixei o quarto. Não tinha mais ninguém em casa, todos já haviam saído de casa, e só falta nós duas, as lerdas do grupo.

Minha irmã havia alugado três limusines. Uma para ela e Leon, e duas para o resto do grupo. Acabou que eu e Francesca ficamos com uma só para gente.

O motorista abriu a porta para que entrássemos, agradeci com um sorriso e adentrei a mesma atrás de Fran. Durante o caminho fomos conversando e tirando fotos. Eu não havia feito um look muito exagerado, ou chique. Apenas uma coisa simples. Um vestido branco curto, com alguns, poucos, detalhes e um salto branco. No cabelo fiz um rabo de cavalo mais incrementado. Aquilo estava bom. Acho que a imprensa nem nada, apenas um coquetel. Senti o solavanco do carro freando. Chegamos. Francesca me olhou sorrindo. Ela também estava perfeita. Usava um modelo bem simples, acho que até mais simples que o meu, e bem mais elegante.

A porta do carro foi aberta e o motorista estendeu a mão para Francesca, que a pegou e desceu do carro, pisando no tapete vermelho. Espera... Tapete Vermelho? Mas que merda é essa? Lara disse que ia ser algo simples. Nem havia percebido que o motorista me aguardava com a mão estendida. Sorri gentilmente e a peguei, saindo do carro. Francesca parecia paralisada com os fortes flashes sobre nós. Grudei em seu braço e lentamente começamos a caminhar pelo enorme e inacabável tapete vermelho. Pousávamos para fotos, de acordo com que os fotógrafos gritavam pedindo, mas logo tratamos de sair do ponto de vista daqueles malucos.

– Ufa! – Francesca exclamou aliviada assim que pisamos dentro da loja. A musica calma ecoava pelo local deixando-me um pouco menos tensa. A loja era perfeitamente decorada com objetos de classe e muito bom gosto. Era enorme e havia vários artistas ali. Eu e a Francesca seguimos até a mesa onde estava a turma.

– Nossa, demoraram. – Ludmila falou.

– Isso está incrível. – comentei sentando-me ao seu lado. – E demoramos por minha culpa.

– Vocês viram o tanto de artista? – Maxi perguntou empolgado. – Cara eu vi a Barbara Palvin! – falou sem acreditar.

– Pediu pra sair com ela? – perguntei sarcástica.

– Claro. – ele sorriu sapeca.

– Mentira. – falamos rindo.

– Verdade. – Marco confirmou. – E ela ainda deu um fora com classe nele.

– Mentira.

– E o que aconteceu então? – perguntei rindo.

– Ela disse: Quem sabe um dia? – falou. – E me deu um beijo na bochecha.

– Beijo na bochecha. – Federico riu.

– Porque Fede, você conseguiu mais que isso? – perguntei sarcástica.

– Nossa, depois dessa eu entrava debaixo da mesa. – Maxi disse rindo.

Ficamos ali, sentados, conversando e bebendo champanhe. Minha irmã até agora não havia aparecido, com certeza esta muito ocupada falando com os famosos.

– Oi pessoal. – Leon sentou-se ao lado de Francesca.

– Fugiu da mulher Vargas? – Ludmila perguntou rindo.

– Não aguento mais ficar falando com esses famosos. – ele falou. – Prefiro ficar aqui. – completou olhando para mim e sorrindo torto.

Abaixei a cabeça envergonhada. Droga, eu não posso ficar muito perto dele. Ontem, Francesca passou a tarde tentando me fazer pensar em outra coisa que não fosse a nossa noite. Para ela eu me apaixonei rápido, e para mim eu não me apaixonei coisa nenhuma. Apenas estou de TPM. O que me faz ficar sensível e chorar por tudo. Coisa boba. Ele conversava com os garotos, pelo menos para mim eles são garotos, e eu, Francesca e Ludmila, ficaram conversando dobre o modelo das famosas. Todas eram elegantes. Despojadas e simples, porem elegantes e belas. Ludmila às vezes comentava sobre o que aprenderá na faculdade e que alguma dela estava cafona, mas era raro.

– Estão se divertindo? – Lara apareceu atrás de Leon o abraçando.

– Lara, está um tédio que só. – falei rindo e ela me acompanhou.

– Vou pedir para o dj tocar algo mais animado. – sorriu e saiu logo em seguida.

Logo estava tocando algo mais divertido, eletrônica. Vários famosos começaram a dançar calorosamente, e agora sim aqui estava bom.

– Pista de dança! – Francesca gritou arrastando Marco com ela para a mesma.

– Maxi, seu lindo, vamos dançar, vem. – o puxei.

Nossos corpos balançavam em ritmo a musica. Dançar é a melhor sensação do mundo. Eu me sinto livre para ser espontânea e não ter vergonha de nada. Maxi segurava minha cintura e eu dançava com as mãos para o alto. Hora ou outra eu arriscava um movimento mais sensual, mas não era uma expert como Fran que arrasava, e mostrava quem brilhava naquela porra. Nenhuma famosa chega aos pés da minha morena.

Após algumas musicas nos juntamos e começamos a dançar todos juntos. Eu, Ludmila, Francesca, Federico, Marco e Maxi. Aquilo estava hilário. Fazíamos passinhos fodas, e alguns nada a ver. Todos riam.

– Vocês dançam muito bem. – Ludmila disse aos meninos que arriscavam vários passos e mandavam mega bem.

´- É que você não viu nós dançando as musicas do Leon. – Marco disse. – Isso daqui ainda não é nada.

– Ah, eu quero ver! – Francesca gritou pulando em cima dele.

– Fala com o Leon. – deu de ombros.

– Vem Vilu, vamos falar com o Leon. – ela me puxou.

– Pra que? Não pode ser depois?

– Não, eu quero vê-los dançar e escutar uma música do Vargas. – ela falou decidida.

Avistamos ele com Lara mais ao canto.

– Vargas! – Francesca gritou chamando atenção de varias pessoas.

– Fala Fran. – ele disse rindo do jeito estabanado dela.

– Quero que você dance pra mim. – ela disse natural, mas aquilo soou esquisito.

Lara a olhou esquisito e Leon ergueu as sobrancelhas, daquele jeitinho foda que eu gosto, eu ri.

– Ah, não é isso seus safados. – ela riu. – O Marco disse que você e eles dançam a sua musica. – ela sorriu. – Eu quero ver.

– Aqui? – Lara perguntou.

– Sim, aqui. – Francesca confirmou. – Vamos Vargas, levante essa bunda dai e vá dançar, por que eu quero ver. – ela disse o puxando. – Ah, e tem que ser com a sua música. – parou e o olhou.

– E se eu não tiver minha musica aqui? – ele perguntou e ela riu, mas essa eu posso responder.

– Você me parece o tipo de pessoa que escuta a própria musica, só para levantar a autoestima. – falei rindo. – Com certeza tem no celular. – peguei o mesmo do bolso do casaco verde dele.

Comecei a mexer na lista de musica, ignorando suas reclamações ao fundo. Ela ia desde musicas melancólicas ao Pop. E ali no meio achei sua música.

– Vargas, você é cantor? – perguntei.

– Não, apenas amigo de um produtor que grava as musicas comigo. – explicou.

Assenti e fui até o dj.

– Toca essa aqui pra mim? – perguntei mostrando a música. Ele assentiu. Fui falar com os meninos e eles aceitaram dançar a música que eu falei. Subi novamente até o DJ, que dessa vez parou a musica, fazendo todos nos olharem, e me deu um microfone. Ao fundo vi minha irmã balançar a cabeça negativamente. Antes que eu pudesse falar Francesca subiu ao palco e tomou microfone de minhas mãos.

– Oi gente famosa! – cumprimentou. – Agora vamos ter um número de dança daqueles garotos lindos ali. – apontou para eles que nos olhavam de braços cruzados, e uma prose de grupo mesmo, muito sexy.

Descemos do palco e todos deram o espaço da pista de dança. Fiz sinal para que o DJ apertasse o play. Tomara que eles dancem bem mesmo, e tomara que a musica do Vargas, seja, realmente boa. Imagina pagar um muco na frente de tanta gente famosa. Ai, credo, to parecendo minha irmã! Se eles pagarem mico vai ser ainda mais legal!

A música soou por toda a enorme loja e logo eles começaram os passos.

– Cara, eles são fodas! – exclamei ao ver, apenas os primeiros passos.

A música era incrível. Continha uma batida envolvente e animada, a letra era incrível. A dança era legal.

– Gente, eles são incríveis demais. – Ludmila falou.

– E a música? É totalmente perfeita. – Francesca falou animada.

A cada passo todos gritavam e comemoravam, era incrível. A musica acabou e todos aplaudiram e falaram que havia sido ótimo.

– Vocês foram incríveis! – exclamei chegando perto deles. – A música é o máximo.

– Valeu, sei que sou. – disseram juntos nos fazendo rir.

– Leon, você dança muito bem. – Lara apareceu do nada.

– Obrigada amor. – Leon sorriu e a beijou.

Que nojo.

Olhei para o lado e Ludmila e Federico também se beijavam. Fran e Marco também, e Maxi conversava com uma menina. Ok, melhor eu me retirar.

Subi para a parte de cima da loja, onde eu ainda não havia ido. Ali havia roupas da coleção de minha irmã e varias famosas. Conversei com algumas, olhei algumas roupas... Aquilo era tedioso.

– Você realmente gostou da dança? – Leon perguntou próximo ao meu ouvido me fazendo pular de susto.

– Nossa! – exclamei pondo a mão no coração. – Idiota!

– Nem fiz nada. – ergueu as mãos como se estivesse se rendendo.

– Sim. – respondi.

– Sim o que?

– Nossa, que lerdo. – bati de leve em sua testa. – Sim, eu gostei da dança.

– Que bom. – ele disse sorrindo.

– Por que, “Que bom”? – perguntei.

– Nada. – sorriu. – Er... Então, como anda a faculdade?

– Legal. Sabe, adoro aquilo. Moda é algo que eu , realmente, amo. – ele sorriu e assentiu.

– Legal. Você...

O toque do meu celular o interrompeu.

– Só um segundo. – pedi atendendo o celular.

– Alo.

– Esqueceu de mim? – a voz de Diego ecoou por meus ouvidos, me fazendo sorrir.

– Nunca! – exclamei. – O que anda aprontando? Tem se comportado? – perguntei divertida.

– Sempre, e você Violetta, tem se comportado? – perguntou rindo eu engoli seco. Eu não havia me comportado.

– Óbvio. – menti.

Continuamos conversando. Ele me contou tudo que estava acontecendo em Buenos Aires. Nada de interessante. Assim que desliguei virei-me para encarar Leon, mas ele não estava ali. Estranhei, mas tudo bem. Desci as escadas, e voltei para mesa, onde todos estavam sentados.

– Pararam de se comer? – perguntei debochada me sentando juntos a eles.

– Vilu, você precisa arrumar alguém. – Fran disse.

– No momento quero me concentrar apenas na faculdade. – falei seria.

– Hum.

– Mas, e vocês dois? Vai ou não? – perguntei apontando para ela e Marco.

– Meio do caminho amiga meio do caminho. – ela disse e eu ri.

Nunca vi Francesca em um relacionamento sério, apenas ficantes, e nada demais. Posso ver que Marco realmente gosta dela, mas se ele não tomar iniciativa ela é que não vai.

– Crianças! – Lara apareceu atrás de mim puxando Leon pelo braço. – Vocês vão embora amanha de manhã. – avisou e eu sorri aliviada.

Aqui é incrível, mas nada melhor que a minha amada Buenos Aires. Sem contar que ainda tenho que compor a música de natal para o concurso e tentar convencer Diego a cantar comigo. Estou mega empolgada com o concurso, apesar de não ser nada muito grande, sabe apenas por diversão e para ganhar um dinheirinho, afinal esse concurso não valei contrato com nenhuma gravadora.

– Finalmente! Não aguentava mais ficar aqui! – Francesca reclamou.

– É, estou com saudades de Buenos Aires. – Ludmila concordou.

Passamos o resto da festa conversando e zoando. Quando deu umas 22:00 e o local já estava quase vazio resolvemos ir embora descansar, afinal amanhã cedo temos que partir, e ainda temos que arrumar as malas. Assim que chegamos em casa fui direto para o meu quarto e me joguei na cama. Estava exausta.

– Violetta! Violetta! – chamaram me chacoalhando.

– Quero dormir. – faei e virei de lado.

– Violetta, você pelo menos já fez suas malas? – essa voz... Eu acho que é de homem.

– Não, é só jogar tudo dentro. – falei mole.

Quando estou com sono fico parecendo uma monga.

– Violetta, vai logo. Assim vamos perder o avião.

– É jatinho, espera. – dei de ombros, tentando voltar a dormir.

– Não, Lara comprou passagem normal, e o voo sai às 09h00min e agora já é 07h00min. – ele disse. – Vai levanta! – arrancou meu cobertor.

– Porra, vai encher o saco do diabo porra! – falei irritada, sentando na cama.

– Você é mais engraçada. – falou rindo. – Se você não levantar vou te acordar com beijos.

Isso não seria má ideia! Espera... O que eu to pensando? Eu preciso de distancia dele!

Levantei minha cabeça e Leon estava sorrindo de um jeito fofo pra mim. Esse cara tem problemas né?

– Acordei, agora sai do meu quarto. – mandei.

– Mal humorada. – murmurou e me roubou um selinho.

– Leon... – me interrompi e fui para o banheiro, não posso continuar com isso.

Escutei a porta bater. Despi-me e adentrei o Box, ligando o chuveiro e deixando no morno. Tomei um belo banho relaxante, pesando nesse maldito selinho. Esse cara é louco! Primeiro diz que isso é errado e depois vem na maior cara de pau me beijando. Que ódio! Enrolei-me na toalha e segui até o closet. Pus uma roupa quente, pois agora está meio friozinho, e quando chegar à Buenos Aires com certeza estará meio frio também. Peguei minha maça e comecei a jogar tudo dentro. A mala estava um completo desastre, mas vai assim mesmo! Olhei-me no espelho e resolvi fazer um coque. Ficou bom, pus meus óculos escuros e peguei uma bolsinha. Peguei a mala e desci. Todos já estavam tomando café.

– Nossa, nem para esperar! – falei sentando ao lado de Maxi.

– Também, você dorme mais que a cama. – Francesca disse enfiando um pedaço gigante de pão na boca.

– E você é uma morta de fome... Já te falaram isso? – perguntei zombeteira e ela revirou os olhos.

Comemos zoando e rindo, pelo menos até Lara chegar. Ela parece que estraga todo o clima. Assim que terminamos pegamos um taxi para o aeroporto. Minha irmã só voltaria de noite, e de jatinho, para casa. Então iriamos só nos sete. Ficamos um bom tempo esperando para embarcar. Adentrei o avião e me sentei na janela. Peguei meus fones dentro da bolsa e os conectei no meu celular. Vi Leon sentar ao meu lado e se acomodar também. Assim que avisaram que iriam decolar, e que eu teria que desligar meu celular, senti um friozinho na barriga. Ainda não entendo o porquê deu ter medo de voar. O barulho ensurdecedor das turbinas me fez fechar os olhos e apertar as mãos de Leon, que resmungou algo, acho que de dor.

– Calma, o avião é o modo de transporte mais seguro inventado pelo homem. – ele sussurrou para mim.

– Saber disso não me ajuda em nada Vargas. – falei apertando mais sua mão.

– Ok, mais tenta não me machucar. – ele disse divertido.

O avião logo decolou, permaneci de olhos fechados até ele se instabilizar e aquele barulho sumir. Encostei minha cabeça no banco e ralaxei.

– Já pode soltar, não? – Leon perguntou e eu o olhei com o cenho franzido. – A mão.

– Foi mal. – sorri envergonhada.

Nem havia percebido isso. Peguei meu celular novamente e pus uma música qualquer para tocar, nem o nome eu sabia. Fiquei observando a foto de Molly e sorria involuntariamente. Essa pirralha ne faz tão bem. Bloqueei a tela do mesmo e deitei minha cabeça, para tentar dormir um pouco. Logo adormeci.

– Senhorita, já pousamos. — escutei uma voz doce ao fundo.

Abri os olhos, meio assustada e ela me olhou sorrindo. Era loira, alta, magra e bonita. Usava uma roupa impecável azul e seu sorriso era bonito e amigável. Sorri fraco, de volta, e me levantei. Por que Leon não me acordou? Odeio quando as aeromoças me acordam, fico envergonhada. Peguei minhas coisas e sai. Todos se encontravam pegando as bagagens. Fiz o mesmo e depois de mais algumas burocracias, finalmente, seguimos para o ponto de taxi. Tivemos que ir divididos, por conta do numero de pessoas. Cheguei em casa e logo segui para o meu quarto, precisava dormir.

Notas finais
Preciso dizer que os comentários são importantes???? Comentem que eu volto mais rápido, critiquem se não gostarem de algo, deem sugestão!!