Forbidden Love
16 One month later.
Notas iniciais
Um mês depois...
– A música está pronta Vilu? – Diego perguntou me beijando.
– Acho que sim, amor. – fiz careta e ele riu. – Não ficou boa.
– Mostra. – ele sorriu me incentivando.
Eu e Diego estamos finalmente namorando. Ele fez um pedido fofo, num jantar aqui com a minha família toda reunida. Acho que posso dizer que estou realmente gostando dele. Amar? Não, não... Apenas gostando muito. Ele é um cara extremamente apaixonante, e me faz muito feliz. Pra quem esta perguntando sobre o Leon, nós não nos falamos desde o “incidente” na viagem. Eu me sinto estranha perto dele. Sabe, não consigo agir normalmente, ser eu mesma, e sempre que sei que ele vai jantar conosco, ou sair, sinto vontade de me arrumar um pouco mais, mas isso não significa nada, pois é supernormal você querer se arrumar um pouco mais. Mas a nossa noite também não sai da minha cabeça... Sabe, no inicio ate eu achei que estava apaixonada, mas agora vejo que não. Mesmo lembrando daquilo todos os dias, acho que o máximo que sinto por Leon é atração física.
– Ok. – falei espantando aqueles pensamentos idiotas.
Puxei-o ate a sala de musica, que até hoje ele é o único que pode entrar, e nos sentamos em frente ao piano branco.
Dedilhei as primeiras notas e fechei os olhos, sentindo a musica. Comecei a cantar e logo escutei sua voz harmoniosa cantar junto a mim. Sorri. Sua voz é bonita.
– É linda. – ele disse assim que terminamos. – Quando que nos apresentaremos?
– Em algumas semanas. – falei. – Era para ser em Dezembro, mas parece que terá show beneficente, não sei aonde. Então acho que será adiado. – expliquei.
– Legal. – ele sorriu. – Estou ansioso.
– Também. E antes ainda tenho outra etapa. – falei.
Esse concurso terá algumas etapas, e daqui a duas semanas tenho que apresentar uma música inédita. Eu já a tenho preparada e anda sendo muita correria, afinal, tem a faculdade, e um monte de trabalho, sem contar que estou fazendo estagio no ateliê da Lara, o que está me fazendo surtar, afinal tenho que me sair perfeita, sou irmã da chefe!
– Vamos assistir a um filme? – perguntei.
– Claro. – ele me olhou.
– TERROR! – gritamos juntos e saímos correndo.
Consegui chegar à sala antes dele. E peguei o controle, liguei a TV. Senti mãos na minha cintura e logo já não estava mais no chão. Diego girava comigo pela sala e eu gargalhava, parecendo uma louca.
– Rum Rum. – limparam a garganta nos fazendo parar. Viramo-nos dando de cara com Leon nos encarando diferente. – Espero não estar atrapalhando.
– Lara está trabalhando. – falei ainda rindo. Diego permanecia segurando a minha cintura por trás e beijava meu pescoço.
– Eu sei, vim aqui para pegar meu notebook. – ele disse rude. Seu olhar era medonho.
– Ah, acho que o vi ontem de noite no escritório. – falei e ele saiu, sem ao menos dizer tchau. – Garoto estranho. Murmurei me virando para Diego e passando meus braços por seu pescoço.
Leon Pov.
– Arrg!! – falei batendo na mesa do escritório da Lara.
Porque ela tem que estar com esse babaca? Que droga! Porque eu me importo com essa menina? Droga, droga, droga! Eu fiquei louco ao vê-la rindo com ele. Desde a nossa noite juntos eu não a tiro da cabeça, parece que sinto certo ciúme dela. Nada como se eu gostasse dela. Só pensar em alguém a tocando sinto raiva.
Balancei a cabeça livrando-me daqueles pensamentos estúpidos e peguei meu note. Tenho arquivos da empresa aqui, e tenho reuniões importantes hoje. Sai do escritório correndo e ao chegar à sala me deparei com Violetta e aquele idiota se comendo no sofá. Tá quase se comendo.
– Vão para um motel. – falei irritado.
Droga cala boca idiota! Que saco.
– Vai cuidar da sua vida Leon. – Violetta me olhou irritada e eu revirei os olhos, saindo logo em seguida.
Adentrei meu carro e segui, em alta velocidade, para a empresa.
– Senhor Vargas, todos já estão na sala de reunião esperando pelo senhor. – Abbie minha secretaria , avisou assim que adentrei o hall de entrada da minha empresa.
– Já estou seguindo para lá. Ligue para aqueles chineses e veja se a reunião de amanha ainda esta de pé. – mandei.
– Coreanos, Senhor Vargas. – corrigiu rindo. – Se chama-los de chineses cancelam o negocio no mesmo segundo. – alertou.
– Oh, claro! Tentarei me lembrar na hora. – falei com um sorriso fraco nos lábios. – Vou apenas copiar esses arquivos e para o pen drive e já sigo para a sala de reuniões. – informei e ela assentiu, deixando-me seguir até minha sala, sozinho.
Adentrei a mesma e segui até minha mesa, peguei a segunda gaveta o pen drive preto e prateado que ganhei de Camila de presente, e o conectei ao computador. Passei alguns relatórios, que Maxi havia deixado comigo, e retirei-o. peguei uma pasta que continha os lucros da empresa, que aumentavam perceptivelmente nos últimos meses, e segui até a sala, onde se encontrava, os vários caras engravatados e sérios.
– Bom dia. – cumprimentei seguindo até minha cadeira, na ponta da enorme mesa de vidro. Todos murmuraram o mesmo e logo começamos a reunião.
– Bom, aqui irei apresentar novas ideias que tem chego do departamento de criação. São muitos os produtivos...
Ele continuará a falar algumas coisas, mas minha mente se encontrava em um lugar totalmente diferente. Na casa das Castillos. Nesse exato momento Violetta e aquele cara devem estar se comendo, no sofá mesmo. Algo naquele cara não me cheira bem. Tem algo muito errado com ele, não consigo entender o que, e nem o porque da minha implicância com o rapaz, apenas sinto que há algo errado.
De repente, imagens aleatórias da minha noite com Violetta veio a minha mente. Já se passará poucos menos de um mês, mas cada toque, cada pedaço do seu corpo escultural, cada palavra suja deferida um ao outro, tudo, permanecia vivo em minha mente. Eu estou parecendo aqueles adolescentes que foderam pela primeira vez, e que não conseguem tirar a mina gostosa da mente. Sei que ela não deve nem se lembrar direito daquela noite, afinal já tem aquele babaca, mas eu não consigo esquecer. Até já a imaginei no lugar de Lara, o que foi um pouco constrangedor, afinal eu gemi o nome dela, mas ainda bem, Lara nem raparou, devido ao prazer que a proporciono. Isso esta saindo do controle. Era pra ter sido apenas uma noite qualquer.
– Leon, porra acorda! – Maxi gritou, me fazendo pular da cadeira e todos o olharem assustados. – Porra, tá dormindo? – ele me perguntou irritado.
Todos o olhavam espantados, afinal, como ele ousa falar assim com o chefe. Acho que ninguém ali sabia que éramos amigos.
– Maxi. – o reprendi. – Esse são modos de falar com o chefe? – obvio que ele sabia que era zoação.
– Vai se ferrar idiota, — ele murmurou e eu ri.
– Senhor Vargas, você ouviu o que falamos? – uma mocinha, Dafine, acho que esse era seu nome, perguntou.
– Claro. – menti descaradamente, afinal nem olhando em direção a eles eu estava, observava a enorme parede de vidro que havia ali, dando visão ao Central Park.
– E concorda? – perguntou.
Olhei para Maxi, para saber se devia concordar ou não, ele e os meninos são como meu braço direito, mas os meninos estão de férias. Ele assentiu serio. Às vezes eu ate estranhava o jeito que ele conseguia se manter serio no trabalho, porque fora daqui ele parece um animal.
– Claro. Façam como desejarem. – falei e todos assentiram.
Terminamos a reunião e todos esvaziaram a sala, apenas eu fiquei ali.
– Estava pensando no que? – Ah, claro! E Maxi.
– Nela. – admitiu frustado.
– Você precisa esquecer isso. – ele disse.
– Não, imagina Maxi, eu preciso é ficar com isso na minha cabeça. – debochei. – Você acha que eu não tento porra?
– Você ta é parecendo a mariquinha da historia. – ele disse rindo.
– Vai pro inferno Maxi! – mandei saindo irritado e o deixando parado lá, rindo quão engraçado ele é. Babaca.
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