Forbidden Love
27 Telling secrets
Notas iniciais
Enfiei minha mão debaixo no travesseiro, a procura do meu celular, e logo o achei.
– Alo. – atendi com a voz sonolenta.
– Violetta? – perguntaram e eu juro já ter ouvido aquela voz antes.
– Sim, quem é? – perguntei, ficando de barriga para cima e coçando os olhos.
– Sophie.
– Aconteceu alguma coisa? – olhei rapidamente para o relógio digital ao lado da cama. – Agora é 01h30min da manhã.
– A Molly. – falou. – Ela esta aqui no hospital.
– Como? Por quê? – perguntei, sentando-me direito na cama, olhando para Leon, que estava largado ao meu lado, perto de mim.
– Ela esta com muita febre, e vomitando tudo que come, eu a trouxe pra um hospital perto do orfanato, mas até agora ninguém a atendeu. Eu apenas liguei porque sei como você é apegada a ela. – falou.
– Não, eu estou indo para ai agora mesmo, vou leva-la a um bom hospital, me espere. – falei passando as mãos no cabelo. – Vocês estão no hospital ao lado da faculdade, não é?
– Sim, esse mesmo.
– Ok, já estou indo. – desliguei.
Levantei da cama, com cuidado e silencio para não acordar Leon, que dormia tranquilamente, e, sem fazer barulho, segui para meu quarto, assim não o acordaria, fica mais fácil. Escolhi uma roupa qualquer, e me vesti rapidamente. Fui ate o banheiro e escovei os dentes, prendi meus cabelos e um rabo de cavalo alto, e voltei ao quarto, dando de cara com Leon sentado na cama, coçando os olhos e com os cabelos bagunçados, em uma cena muito fofa.
– Vilu, o que aconteceu? – perguntou com a voz mais rouca que o normal, por conta do sono.
– Leon, volta a dormir. – falei olhando dentro da minha bolsa, checando se meus documentos estavam ali.
– Aonde você vai? – insistiu.
– Resolver um assunto. – falei simples.
– Eu vou com você. – falou levantando.
– Não! – exclamei. – Fica aqui.
– Não vou te deixar sair de madrugada sozinha. Quem esta no hospital? Eu escutei.
– Ninguém Leon, volte a dormi. – falei, enquanto procurava meu tênis, e ele bufou.
Agachei para olhar embaixo da cama, para ver se o tênis estava ali, mas nada. Eu não sei se devo falar sobre o orfanato a Leon. É um segredo meu, e ninguém o conhece, a não serem Francesca e Ludmila, claro.
– Inferno, cadê a porra do sapato? – perguntei a mim mesma, enquanto abria outra mala. – Leon, volta a dormir, não irá acontecer nada comigo. – falei levantando e só então percebi que não havia ninguém no quarto. – Ah, já foi. – dei de ombros.
Era melhor Leon não insistir mesmo, assim não teria brigas nem nada. Olhei novamente no chão e ali estava o maldito tênis. Que cega! O calcei e peguei minha bolsa, mesma que uso para ir a faculdade, e que contem meus livros, caso eu precise ir direto. Verifiquei tudo novamente, documentos, dinheiro, cartão de credito, chave do carro e sim, estava tudo ali. Sai do quarto, e andei pelo corredor. Pensei em passar no quarto de Leon, mas ele está chateado comigo, e eu não tenho tempo para DR agora, melhor conversarmos depois. Desci as escadas correndo.
– Vamos? – pulei com a mão no peito.
– Senhor Jesus! – exclamei me recuperando do susto que aquele ser me deu. – Vargas, está fazendo o que aqui? Volte para a cama.
– Violetta, para de frescura. – falou passando as mãos nos cabelos bagunçados. – Quem quer que esteja no hospital e depende de você já esta morto há essas horas, você demora demais. – me assustei com a possibilidade e sai correndo a direção à porta.
– Vamos logo Vargas. – gritei abrindo a porta.
– Estou do seu lado Violetta... Do seu lado. – ele falou massageando os ouvidos e mostrei a língua, apertando o botão do elevador do estacionamento.
Eu estava inquieta, preocupada. O que será que a minha menina tem? Deus, que não seja nada grave. Saímos do elevador e Leon apertou o botão do alarme, liberando na sua vaga, do outro lado do estacionamento. Bufei e comecei caminhar rapidamente até lá. Parece que quando estamos com pressa tudo vem para nos atrapalhar! Entrei no carro esperando Leon, que entrou logo em seguida, dando partida no carro.
– Para onde vamos? – perguntou enquanto via o portão a nossa frente abrir, dando passagem para sairmos do prédio.
– Para o hospital ao lado da minha faculdade. – falei e ele assentiu, pegando a avenida.
Eu liguei o radio para tentar me acalmar, me distrair um pouco. Leon estava quieto, e as vezes colocava a mão em minha coxa para me deixar calma, mas eu podia ver que ele estava louco para saber o que estava acontecendo. Eu sei que posso confiar em Leon, ele não contará a ninguém, tenho certeza. Quer dizer, desde que não conte para a minha irmã, que me xingaria e falaria um monte, está tudo certo. Melhor contar de uma vez.
– Você quer que eu te conte né?
– Se você quiser. – sorriu de lado, me passando confiança.
– Molly. – ele franziu o cenho. – Uma garotinha que vive no orfanato que ajudo.
– Sim. – assenti e ele sorriu. – Há três anos, eu estava passando por uma fase difícil da minha adolescência. Eu havia acabado de falar com o meu pai, após anos, e ele me disse coisas horríveis, parecia bêbado, e eu fiquei desolada, subi em um ônibus e acabei dormindo, acordando depois em uma cidade desconhecida por mim. Estava chovendo forte, para completar minha desgraça, e eu estava totalmente perdida. Sophie, diretora do orfanato, me viu e me ajudou. No mesmo dia, Molly foi achada em uma lata de lixo, nos fundos do orfanato. Ela tinha poucos dias de vida, e sua mão havia a abandonado. Eu fiquei comovida e ajudei Sophie cuidar da criança, desde então, tento cuidar de Molly como se fosse minha filha, e eu realmente sinto que ela é. – respirei, Leon ouvia tudo atentamente. – Agora, ela e Sophie estão em um hospital, e ninguém as atende. Eu preciso tira-la de lá, e leva-la para um bom hospital. Tenho que cuidar da minha menininha. – completei, colocando as mãos na coxa, tomando ar, tentando evitar as lagrimas, e ele sorriu abertamente.
– Nós vamos. – colocou uma de suas mãos sobre a minha. – Ela ficará bem.
– Tomara. – sorri fraco para ele.
Encostei minha cabeça no banco e permaneci olhando para a janela, onde poucos carros circulavam pela avenida, típico de uma madrugada de domingo para segunda. Eu sentia Leon aumentar a velocidade constantemente, tentando ir mais rápido. Acho que ele percebia o quão tenso meu corpo estava, mas seu toque conseguia me deixar mais calma.
Após uma hora dentro daquele carro, na maior agonia, finalmente eu pude avistar o enorme prédio da minha faculdade, e suspirei pesadamente. Assim que Leon estacionou, um pouco longe da entrada no mesmo eu desci, parecendo uma louca, e corri a procura de Sophie e Molly. Logo as achei em um canto. Molly estava no colo de Sophie, encolhida, envolvida em uma manta grossa, de olhinhos fechados.
– Ali. – murmurei a Leon, que estava logo atrás de mim.
Andamos até elas, desviando de varias pessoas que estavam ali, a espera de atendimento, e chamei Sophie.
– Oh, Violetta. – ela estava com os olhos fundos. – Que bom que chegou.
– Como ela está? – perguntei, agachando a sua frente e passando as mãos pelo rostinho vermelho da pequena, que estava fervendo.
– Mal, cada vez pior. – lamentou.
– Vamos sair logo daqui. – Leon disse, pegando Molly dos braços de Sophie, ajeitei a mantinha sobre ela.
Segui abraçada a Sophie, e Leon na frente. Eu nem havia reparado como o carro estava longe da entrada do hospital. Abri a porta do carro e entrei. Logo Leon deu Molly para mim, fechando a porta, e entrou no lado do motorista, Sophie estava atrás.
– Vamos para um bom hospital. – falei e ele assentiu, dando partida.
– Vilu, não precisa ser um dos mais caros, não posso pagar isso. – Sophie disse no banco de trás.
– Eu pagarei tudo. – falei. – A Molly ficará boa, pode ter certeza. – passei a mão no rostinho da pequena. – Nossa, ela esta fervendo.
– Ela está assim desde hoje de manha.
– Ela ficará bem. – Leon disse, sorrindo e me confortando, como sempre.
Fiquei alisando o rosto da minha pequena, intercalando meu olhar entre ela e Leon.
Leon é uma pessoa tão boa... Nós mal começamos a ter algo e ele já esta correndo atrás dessas coisas comigo, e ficando acordado de madrugada, amanha com certeza ele tem trabalho. Ele tem um bom coração, e isso é o que mais me encanta nele. Se fosse qualquer outra pessoa nem levantar da cama iria, muito menos vir junto comigo. Às vezes... Não, sempre mesmo! Acho que ele merece alguém melhor que eu, uma pessoa boa, que ame de verdade. Não eu, que sou mega indecisa, ou minha irmã, que só liga para dinheiro, trabalho e fama. É tão horrível saber que a pessoa gosta de você, mas você não pode sentir o mesmo. Eu sei que com o tempo vou me apaixonar de verdade por Leon, ele é um cara incrível, mas tenho medo de acabar o machucando nesse tempo.
Já fazia um tempo que estávamos no carro, é bem demorado da onde estávamos, quase uma hora, e faltava ainda mais uns quinze minutos. Isso me apavorava, eu precisava saber o que Molly tem rápido.
– Gente. – chamei ao perceber que Molly estava tremendo. – Ela esta tremendo. – eu estava com medo.
Senti o carro ir mais rápido.
– Calma anjo, nós já estamos chegando. – murmurei beijando sua testa.
Em poucos minutos estávamos de frente ao hospital. Eu e Sophie saímos correndo com Molly em meus braços.
– Ela está tremendo e delirando de febre, precisa de um medico, rápido! – falei à enfermeira.
– Um maca aqui! – ela gritou e em segundos apareceram dois enfermeiros com a maca.
Um deles pegou Molly dos meus braços a colando deitada naquele negocio. Um nó se formou em minha garganta ao vê-la daquele jeito. Pálida, boquinha roxa, tremendo, delirando... Senti uma lagrima descer por meu rosto e alguém me abraçando.
– Ela ficará bem, amor. – Leon sussurrou, afagando meus cabelos. – Vem, senta aqui.
Sentamo-nos nas cadeiras que tinham ali, junto a Sophie, que permanecia quieta e pensativa.
– O que acha que ela tem? – perguntei e ela me olhou perdida.
– Não sei, nenhuma criança do orfanato passou por algo parecido. – falou balançando a cabeça e passando as mãos pelos fios longos negros.
Deitei minha cabeça no peito de Leon, que beijou o topo da minha cabeça e ficou me fazendo cafuné, enquanto Sophie foi fazer a ficha da minha princesa.
...
– Droga, cadê o medico? – perguntei impaciente, levantando.
– Calma anjo, daqui a pouco vem alguém aqui. – Leon falou tentando me acalmar, mas ficou apenas na tentativa mesmo, pois eu se encontrava uma pilha de nervos, andando de um lado para o outro.
– Responsável por Molly. – um medico velho, apareceu, finalmente, na sala de espera, e eu tinha certeza que era da minha Molly que ele falava, pois ela é a única que não tem sobrenome.
– Aqui! – eu e Sophie nos pronunciamos juntas, correndo ao encontro do medico, assim como Leon.
– Bom, o quadro da menina é instável. Ela estava com muita febre, e parece que há uns dois dias...
– Como? – Sophie o interrompeu.
– Exatamente, seu quadro ficou um pouco mais complicado por causa da demora, o que explica as alucinações. – afirmou. – Molly se encontra com pneumonia.
– E é grave? – perguntei.
– Não nesse caso. Ela esta com pneumonia viral, que pode ser tratada com o medicamento certo. Ela não necessita ficar internada, porem, eu recomendo. Ela esta fraca, e precisa se estabelecer melhor. Um ou dois dias no máximo e já poderá ir para casa. – falou e eu sorri aliviada.
– Nós podemos vê-la?
– Claro. – assentimos. – Sigam-me
Abracei Leon pela cintura e ele passou seus braços por meus ombros. Seguimos o medico até o quarto 310. Molly se encontrava dormindo tranquilamente, e bem melhor aparentemente, a não ser aquela agulha enfiada em seu braço, que me deu aflição. Aproximamos-nos da cama e eu acariciei seu rostinho, um pouco pálido ainda.
Eu nunca entendi muito bem sobre crianças e doenças, mas saber que ela ficará bem é um alivio. Se algo acontecesse a ela eu me sentiria culpada por não ter a visitado mais, ou cuidado melhor dela, mesmo não sendo a mãe, eu me sinto responsável por ela, afinal eu praticamente a criei.
– Nós já a medicamos, agora ela só acordará amanha. Qualquer coisa é só chamarem. – o medico disso, saindo do quarto.
– Ela é linda. – Leon exclamou, pegando a mãozinha dela.
– Perfeita. – sorri me lembrando de suas orbes azuis, cheias de curiosidade e encanto. – Você irá se encantar.
– Sei que vou. – ele sorriu, abraçando-me por tras, relaxando sua cabeça na curvatura no meu pescoço, encostando-se a uma mesa que tinha ali e abrindo um pouco as pernas, para que eu e encachace no meio delas.
...
– E a Molly, alguém já quis adota-la? – perguntei receosa com a possibilidade, apertando mais a mão de Leon, que estava entrelaçada a minha em minha barriga.
– Não. – não pude conter o pequeno sorriso que brotou em meus lábios. – Você gostaria de adota-la né?
– Sim, mas infelizmente não posso. Se eu tivesse 21 e um lugar apenas meu para morar, com certeza ela já estaria comigo. Eu não acredito que ela vá ficar muito tempo no orfanato é uma garota adorável, conquistará qualquer um que apareça lá.
– Enquanto ela continuar falando de sua “mãe Violetta”... Acho difícil. – deu de ombros e eu franzi o cenho.
– Como assim, “mãe Violetta” – perguntei confusa.
– Ela vive falando em você, e te chama de mãe, para os outros. – sorri abertamente. – Quando é questionada sobre as coisas, não importa o que seja ela sempre arruma um jeito de falar como você é linda, e dos passeis que vocês já fizeram. Ela te tem como uma heroína, um modelo de conduta.
– Eu... Eu nunca imaginei isso. – falei boquiaberta e segurando as lagrimas.
– Do mesmo modo que você me enfeitiçou, enfeitiçou a pequena... Isso é um dom. – Leon comentou rindo e eu corei.
– Isso mesmo. – Sophie concordou e eu ri.
Pode parecer egoísmo da minha parte, mas eu não quero perde-la. Eu sinto que ela faz parte de mim e se me tirarem eu perco uma metade minha. Isso não pode acontecer tão cedo.
Meu celular começou a tocar, despertando-me, e eu o peguei, vendo que era o despertador.
– Nossa já são 06h30min. – falei espantada. – Tenho que ir pra faculdade.
– Eu te levo, depois vou para a empresa. – Leon disse e eu assenti.
– Sophie, volto depois do ensaio. – falei e ela assentiu.
– Fique sossegada, qualquer coisa eu te ligo. – sorri assentindo.
Beijei a testa de Molly e despedi-me de Sophie, saindo com o Leon logo em seguida.
– Vamos passar na lanchonete, você não comeu nada. – Leon sugeriu e eu neguei.
– Na faculdade como algo. – falei.
– Certeza?
– Sim. – sorri, selando nossos lábios rapidamente. – Agora vamos, não quero me atrasar e nem te atrasar.
– Gata, sou eu que mando naquela porra! – falou convencido, fazendo-me rir.
– Ok. – levantei os braços em sinal de rendição.
Ele me abraçou por trás rindo e beijou minha bochecha e depois meu pescoço, aquilo me fazia cocegas.
– Leon, isso faz cocegas. – falei rindo, enquanto saímos do hospital em direção ao estacionamento.
– Isso faz cocegas. – ele disse fazendo coceguinhas na minha barriga e eu me contorcia, enquanto ria pedindo para que ele parasse. – Pronto, parei! – falou me soltando e eu pude respirar de novo. – Credo piralha, tu tava ficando vermelha.
– Idiota. – dei um tapa forte em seu braço descoberto e ele gritou.
– Desgraça! – gritou esfregando o local que ficou vermelho.
Depois diz que vou me apaixonar. Com você me xingando? Nunca! – fiz bico.
– Desculpa meu amor, mas você me bateu. – ele fez cara de santo, se aproximando de mim. – Isso, quieta... Fique parecendo gente ok?
– Você esta me chamando de animal Vargas? – perguntei nervosa.
– Nunca! – gargalhou.
– Viado! – xinguei.
– Como? – perguntou semicerrando os olhos. – Corre Violetta Castillo, corre! – falou e eu não pensei duas vezes, sai correndo, e ele atrás de mim.
Estávamos no estacionamento de um hospital, lugar de respeito, fazendo uma puta de uma bagunça. Eu parecia uma retardada gritando, e Leon apenas ria, dizendo que ia me pegar. Tudo estava vazio, continha apenas alguns carros, mas nenhum ser humano ali, apenas nós... Dois animais.
– Vargas, seu animal, pare! – falei parando perto do carro. – Eu estou cansada, e tenho mais o que fazer do que ficar correndo de um idiota. – falei seria.
– Nossa bacana sua consideração por mim... Castillo. – falou, destacando meu sobrenome.
– Vargas. – mostrei a língua.
– Meu nome inteiro é lindo, eu sei. – fez uma dancinha ridícula, me fazendo gargalhar.
– OK agora vai convencido, abra essa porta. – falei rindo e ele destravou a porta do carro.
Entrei e ele entrou em seguida, dando partida. Liguei o radio. Revirei os olhos ao ver Leon sorrir mexendo as sobrancelhas de maneira engraçada. Esse cara se acha meu Deus! O caminho todo Leon foi e fazendo rir com as dancinhas idiotas, cantorias hilárias, piadas sem graça. Eu me sentia bem melhor em saber que Molly esta bem, é como se um peso tivesse sido tirado de meus ombros.
– Entregue senhora. – Leon falou, estacionando na entrada da minha faculdade. – Acho que mereço uma recompensa.
– Leon... Você não fez mais que sua obrigação em me trazer. – revirou os olhos, como se tivesse falado algo obvio.
– Nossa... – ele fingiu estar magoado.
– Ok, uma pequena recompensa. – ele sorriu safado.
Selei nossos lábios de maneira rápida e ele fez bico.
– Aff, vai morrer pedindo beijo. – falou metido.
– Acho que posso conviver com isso. – dei de ombros, pegando minha bolsa no banco de trás. – Tchau. – falei abrindo a porta.
– Ei, calma ai amor. – sorri. Era a segunda vez que ele me chamava de amor. – Um beijinho, apenas.
Sorri, virando-me para ele e puxei sua nuca com a mão, colando seus lábios aos meus. Ele sorriu entre o beijo, e segurou minha cintura. Pedi passagem, aprofundando o beijo e explorando cada milímetro de sua boca. Leon tem um gosto ótimo, e seu beijo é delirante, um vicio. Antes de nos separar de vez, mordi seu lábio inferior levemente, o puxando e ele riu.
– Bom dia. – sorri, dando um selinho rápido nele e saindo do carro.
– Ótimo dia! – escutei-o gritar e ri, seguindo para dentro daquele prédio enorme.
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