Forbidden Love

28 Organize my first thoughts!


Notas iniciais
Fiquei muito feliz em saber que ainda tem pessoas que gostam de ler minha fic, eu pensei muito antes de continuar escrevendo e as poucas leitoras que restaram me fizeram continuar ♥ Bom, está ai mais um capitulo dessa história que vocês gostam ahahahha. Boa leitura!

Eu estava impaciente. A merda do horário não passava. Eu queria ir logo para o hospital, onde poderia ver minha menina, mas eu estava presa na aula. Graças a Deus essa é a última. Eu já havia ligado para James desmarcando nosso ensaio, falando que estava me sentindo mal e que minha garganta estava doendo um pouco. Como ele mesmo disse, os ensaios estão parados agora por que ainda falta um tempinho para a apresentação.

— Violetta, você está bem? – Lena perguntou e eu franzi o cenho. – Você está mais branca que o normal e seus lábios estão sem cor.

Lena era minha colega de turma.

— O que... – não consegui terminar a frase, minha barriga começou a embrulhar e eu precisei sair correndo da sala.

Corri em direção ao banheiro, no fim do corredor, e me tranquei em uma das cabines. Agachei apoiada na privada e senti aquele ardor na garganta, e logo eu estava botando os bofes para fora. Só vinha aquela água azeda e nojenta, em um jato forte, pois eu não tinha comido exatamente nada. Quando, finalmente, achei que parou, mais um jato forte veio seguido de vários outros.

— Violetta?! – escutei Lena gritar, enquanto eu vomitava mais uma vez.

Assim que eu me sentir melhor e mais apta a levantar, me escorei na privada e me mantive em pé. Dei descarga e sai da cabine, dando de cara com Lena preocupada.

— Esta melhor? – perguntou passando a mão em meu rosto.

— Sim, obrigada. – falei ainda meio fraca, sentindo aquele gosto horrível na boca.

— Olha, eu trouxe sua bolsa. – falou me estendendo a mesma e eu sorri.

Sorte que eu carrego uma escova e uma pasta de dentes pequena na bolsa, por que, como Francesca diz: “Nunca se sabe quando precisará passar a noite na casa do gato!”. Escovei meus dentes e molhei minha nuca, rosto e pulsos. Eu estava um pouco tonta também, mas nada para se preocupar. Apoiei-me na pia do banheiro e fiquei me olhando. Pálida, sem cor, desgrenhada. Eu estou horrível!

— Dá seu celular. – Lena mandou e eu a encarei sem entender. – Preciso ligar para alguém vir te buscar.

— Não preciso, eu pego um taxi. – falei e ela negou.

— Eu te levo então. – insistiu e eu assenti. – Faz tempo que esta tendo isso? – perguntou enquanto caminhávamos pelos enormes corredores da faculdade, já vazios.

— Não muito. São apenas algumas tonturas e só. – dei de ombros, despreocupada.

— Desculpa a pergunta, mas... Você anda transando? – perguntou tímida.

Acabei rindo pensando se fosse Francesca que estivesse ali comigo. Ela perguntaria na bucha, sem timidez ou rodeios, com aquele jeito maluco de ser dela. Falando nisso, preciso falar com ela sobre tudo que está acontecendo.

— Por que a pergunta? – perguntei, após alguns minutos, percebendo que estava viajando e ela esperava uma resposta.

— Bom, minha irmã... Ela está grávida, e... Bom, no inicio teve os mesmos sintomas. – falou e eu gargalhei.

— Esta ficando louca? – perguntei. – Não, pode ter certeza que não. – falei segura de mim. Eu e Leon sempre transamos com camisinha, assim como eu e Diego, e pelo que me lembro não dei para ninguém mais... Só se eu estava muito bêbada, mas não!

— Desculpa, mas acontece que os sintomas são muito parecidos. – falou rindo. – Olha, por favor, faz o teste. Sabe, só para ter certeza.

— Tudo bem Lena. – ri.

— Para onde vai? – perguntou desativando o alarme de seu carro, assim que começamos a andar pelo estacionamento.

— Vai ser sequestrada por mim. –sussurraram em meu ouvido, segurando minha cintura, me fazendo sorrir.

— Esta fazendo o que aqui? – perguntei rindo.

— Vim te buscar. – falou me virando para ele. – Oi. – sorriu abertamente, me fazendo sorrir também.

— Oi bobo. – falei rindo e ele me deu um selinho.

— Então, tchau pessoas, até mais. – Escutei Lena ao fundo, mas nem liguei, continuei beijando Leon, e apenas acenei para ela com uma faz mãos, a fazendo rir.

— Bora pro hospital? – perguntei empolgada, assim que separamos nossos lábios.

— Claro. – sorriu, guiando-me até seu carro.

— Leon, não era para você estar trabalhando? – perguntei assim que ele deu partida.

— Ahh... – pareceu pensar por alguns segundos. – Não tinha nada importante. – deu de ombros.

— Sei. – falei desconfiada.

**

Assim que chegamos ao hospital, fomos direto para o quarto de Molly, onde entramos sem por as mascaras mesmo, e a encontramos rindo de algo que Sophie falava, sem perceber nossa presença. Fiquei parada observando rir escandalosamente, enquanto repousava minha cabeça no ombro de Leon, que me abraçava de lado. Vê-la daquele jeito me fazia tão bem.

— Ela é perfeita. – Leon murmurou e eu assenti.

— Olha lá quem chegou Molly. – Sophie disse apontando para a porta e a garotinha virou seu olhar para nós.

— Vilu! – ela gritou animada me fazendo sorrir.

— Oi meu anjinho. – sorri, indo até ela.

— Estava com saudades! – falou me abraçando forte.

Retribui o abraço, a apertando forte em meus braços, e beijei o topo de sua cabeça, sentindo o cheirinho de melancia em seus cabelos.

— Também estava pequena, muita. – falei assim que nos separamos, passando as mãos por seu rostinho delicado e idêntico ao de um anjo.

— Quem é? – perguntou apontando para Leon, que nos observava sorrindo.

— Molly, esse é o Leon, e Leon, essa é Molly. – apresentei e ela riu.

— Oi. – falou meiga e Leon sorriu se aproximando de nós.

— Oi princesa. – falou.

— Vocês são namorados? – ela perguntou e eu encarei Leon.

Na verdade, não somos nada ainda. Estamos em fase de teste.

— É... Sim. – Leon respondeu sorrindo abertamente e eu ri, sem o contradizer.

— Como você esta? – perguntei a ela.

— Bem. – deu de ombros. – Vilu, eu ganhei um elefante. – falou animada.

— Jura? Que legal! – sentei-me ao seu lado na cama e ela se esticou toda, deitando sua cabeça em meu colo, e eu comecei a lhe fazer cafuné, do mesmo jeito que ficávamos no orfanato, passávamos tardes assim, apenas conversando. – E como ele é?

— Ele é azul, igual ao céu. – falou engraçado.

Molly, por ter três anos, fala muito bem e tem uma mente brilhante, às vezes me esqueço de que estou falando com uma pirralhinha.

— E ele tem nome?

— Não... Ainda não pensei. – falou. – Sabe a Maria? – perguntou e eu assenti. – Ela disse que tem que se chamar Alex, mas eu não gosto disso. – entortou o nariz.

— Por quê? – perguntei rindo da sua careta.

— é Molly, conta o porquê para a Vilu. – Sophie incentivou rindo.

— Por que é o nome do meu ex-namorado. Aquele chato. – falou me fazendo gargalhar.

— E desde quando você tem idade para ter ex-namorado? – Leon perguntou rindo.

— Desde semple. – falou errado. – Ele era muito gato. – falou sorrindo.

— Que isso Molly, com quem você anda aprendendo isso? – Leon perguntou rindo mais, eu já não me aguentava.

— Com a Violetta. – apontou para mim que parei de rir na hora. – Ela disse que tinha conhecido um menino muito gato. Como era o nome Vilu? Macy?

— Molly, fica quieta. – falei a cutucando.

— Então que dizer que você acha o Maxi gato Violetta? – ele perguntou com os olhos semicerrados.

— Ai Vargas, sabe... – acho que estava parecendo um pimentão.

— E o Federico e o Marco também. – Molly completou e eu a fuzilei.

— Nossa como você é fofoqueira menina. – falei e ela riu.

— Nossa então quer dizer que você acha meus amigos gatos? – ele perguntou, sua voz estava carregada de ciúme.

— Leon, sim eu acho. Você sabe que não é o único gato do grupo, então... – falei e ele riu.

— Então Molly... De quem mais a Vilu fala? – Leon perguntou e Molly sorriu sapeca.

— Ela disse que na escola dela tinha um menino muito feio, mas que era legal porque passava cola pra ela. – falou e ele riu.

— Foi assim que passou de ano? – perguntou.

— Quem não cola, não sai da escola. – inverti o trocadilho e ele riu. – Nem todos nós podemos nascer com uma mente de gênio.

— Olha o que você esta ensinando para a menina Violetta. – esbravejou.

— Molly, meu anjo, nunca cole, por que é feio. – me virei para ela.

— Por que você pode? – perguntou confusa e eu fuzilei Leon, que me meteu nessa encrenca.

— É que eu...

— É por que ela é burrinha. – Leon disse como em sussurro para ela, mas que deu para todos escutarem.

— Nossa, que moral. – bufei fazendo bico.

— Você sabe que eu te amo. – ele disse me dando um selinho, desmanchando meu bico e eu ri fraco.

— Eu também Vilu, te amo. – Molly disse beijando minha bochecha.

Depois daquela demonstração de afeto grátis, ficamos conversando e brincando. Molly e Leon se deram muito bem, e pareciam que se conheciam há tempos, o modo como brincavam e conversavam.

— Leon, então fica assim. – Molly disse. – Você me da um cachorro que dança, e a Vilu me dá a boneca gigante. – disse fazendo Sophie arregalar os olhos.

Ela disse pro Leon que o aniversario dela estava chegando e ele perguntou o que ela queria ganhar, ela disse que uma boneca grande e um cachorro que dança que ela viu na TV, só que eu falei que ele só pode dar um presente á ela, então ela esta decidindo isso.

— Molly, isso é feio. – Sophie repreendeu.

— Aff. – ela bufou revirando os olhinhos azuis. – Então fais assim oh... Já que eu não posso escolher, por que é feio, vocês escolhem, mas vê se escolhe uma coisa legal e bem grande, de prefelência um cachorro que dança e uma boneca gigante. – ela disse nos fazendo rir.

— Essa é das minhas. – Leon disse, estendendo a mão para que ela batesse e assim ela fez. – Que tal eu te levar na loja, e você escolhe tudo o que você quiser? – ele perguntou e ela sorriu batendo palmas.

Sim! – gritou animada. – Mas... E as outlas crianças? Elas vão ficar tristes. – falou cabisbaixa.

— Nós compramos para elas também. – Leon disse.

— Jura?

— Sim, mas só se você rir. – ele disse fazendo cócegas nela, que começou rir alto. – Promete?

— Sim Leon! – gritou feliz o abraçando e beijando seu rosto.

Senti minha barriga roncar de fome e lembrei que não havia comido nada.

— Gente, eu vou à lanchonete comprar algo para comer, alguém quer alguma coisa? – perguntei me levantado, já que Molly estava agarrada com Leon.

— Doce! – Leon e Mel gritaram juntos, fazendo com que eu e Sophie ríssemos.

— Ok formigas, já volto. – falei rindo e saindo do quarto.

Eu estava feliz. Leon e Molly estavam se dando super bem e aquilo me animava, vê-la feliz me animava, e, por algum motivo, ver Leon sorrir feliz também me deixava alegre. Tinha acabado de sair do quarto e não estava muito longe da porta, quando comecei a sentir uma tontura muito forte. Pensei em voltar ao quarto, mas minhas pernas começaram a trançar e eu comecei a sentir meu corpo ficar mole e minha visão turva. E do nada, tudo apagou.

LEON POV.

— Eu também. – falei sorrindo para Molly.

— Todo mundo fala que eu sou louca. – ela disse rindo.

Acabei de descobrir que ela também não gosta de chocolate, coisa estranha entre crianças. Eu me apaixonei por Molly. Ela é uma garota incrível e encantadora. Às vezes até me lembra de Violetta, em algum de seus atos mimados e muitas vezes maduros. Eu e ela já havíamos conversado sobre tudo e eu descobri bastante coisa sobre Violetta, coisas engraçadas, que ela ficou morrendo de vergonha ao escutar Molly contando, e outras simples como curiosidades sobre a minha namorada. É aquilo me deixou um bobo apaixonado, mas cara, ela não negou, não me xingou ou me corrigiu, apenas riu. Isso é um ótimo sinal. Eu estava feliz, de alguma maneira me sentia completo, essa sensação era incrível e indescritível.

— Ajudem a menina desmaiou! – escutei gritarem fora do quarto e franzi o cenho.

— Ué, quem será que desmaiou? – Sophie perguntou.

— Sei lá. – dei de ombros. – Vou ali ver. – ela assentiu e eu me levantei, deixando Molly, que antes estava em meus braços, sentada na cama.

Abri a porta do quarto e me surpreendi ao ver Violetta no chão, com a cabeça apoiada nos braços de uma enfermeira.

— O que aconteceu? – perguntei correndo até a mulher.

— Não sei, ela apenas caiu. – falou. – Um médico! – gritou novamente e logo algumas pessoas vieram até nós.

Peguei-a no colo com cuidado e segui ate onde a enfermeira me guiou. Era uma sala restrita e eu não podia entrar, tanto que um enfermeiro veio até mim e tirou Vilu dos meus braços e entrou com ela lá para dentro.

— Eu preciso entrar. – falei à enfermeira que ainda estava do meu lado.

— Calma senhor, daqui a pouco irão vir falar o que aconteceu. – ela tentou me acalmar.

— Eu preciso saber agora. – falei alterado e ela se assustou.

— Acalma-se. – Falou me sentando em um banco. – Vou trazer aqui uma ficha para você preencher.

Bufei e tentei me acalmar.

**

Já estava ali a mais de 40 minutos e ninguém me falava nada, que inferno! É agonizante ficar aqui sem saber o que esta acontecendo. Levantei irritado e não estou nem ai, vou entrar naquela porra de porta.

— Aonde pensa que vai? – um cara todo de branco, presumo que seja um médico, falou assim que eu parei em frente aquela porta.

— Eu preciso saber como a Violetta está. – falei sério, tyentando passar pela porta, mas ele me barrou.

— Ela está bem. – ele disse, olhando a ficha. – Não foi nada grave.

— E o que ela tem? – perguntei sem paciência com a demora.

— Venha, ela já foi transferida para um quarto, lá eu falo aos dois. – falou e eu assenti o seguindo. Subimos até o segundo andar, e andamos pelo enorme corredor, até chagar ao ultimo quarto.

— Oi. – ela sorriu fraco, assim que me viu passar pela porta.

VIOLETTA POV.

— Oi. – ele disse vindo até mim.

Ate agora nenhum medico me disse o que eu tenho. E se eu estiver mesmo grávida? O que vai ser da minha vida? E pior, o pai da criança seria meu cunhado. Isso é loucura e não pode acontecer. Eu ainda nem sou autorizada a beber, como posso criar uma criança? Eu sentia minha cabeça girar, apenas com a possibilidade. Eu não posso estar grávida, e se Deus quiser não vou estar.

— Da pra falar agora o que eu tenho? – perguntei com a voz fraca.

Eu não conseguia nem falar.

— Bom, não foi nada demais, você apenas está...

— Eu estou grávida? – perguntei espantada, sem deixá-lo continuar. – Eu venho tendo esses sintomas esquisitos e minha amiga disse que... Mas, não! Eu não posso! – comecei a falar rápida e desesperadamente.

— Ela não...? – Leon parecia perdido. – Está?

— Bem, Violetta. – ele sorriu e eu fiquei com medo. Esses médicos sempre ficam assim quando vão falar que alguém esta grávida.

— Diz que não. – sussurrei fechando os olhos e apertando a mão de Leon.

— Violetta e Leon, vocês... – o filho da puta fez suspense. – Não serão pais... Acho que ainda esta cedo.

Eu sorri aliviada, assim como Leon.

— Então... O que eu tenho?

— Cansaço. Você deve andar muito cansada, e não tem se alimentado bem, e estava um pouco desidratada. Mas, nada preocupante. – sorriu.

— Ah, que bom. – suspirei aliviada.

— Vilu, acho que agora você pode soltar a minha mão. – Leon disse fazendo careta.

— Oh, desculpe. – sorri amarelo, sem graça, soltando a mão dele, que chegava estar vermelha.

— Bom, vou deixa-los sozinhos, daqui a pouco passo aqui para lhe dar alta. – medico disse e eu assenti.

— Nossa, eu realmente cheguei a pensar que poderia estar grávida. – falei

— Bem que podia né? – Leon falou.

— Tá louco menino? – perguntei espantada. – Ainda sou muito nova para isso, nem passei do primeiro ano de faculdade direito.

— Ah, mas, imagina, eu, você, com filhos. – falou sorrindo. – Íamos ser uma família bonita. – falou e eu ri.

— Desculpe Leon, mas eu não pretendo engravidar antes de me formar e me instabilizar. – falei rindo e ele riu.

— É ei também acho que não seria um bom pai. – ele disse pensativo.

— Claro que seria. – falei. – Eu fiquei vendo você com a Molly, vocês se deram muito bem, você, realmente, seria um ótimo pai. – completei e ele sorriu.

— Ela é uma garota encantadora, e tem um gênio muito forte, que me lembra de você às vezes. — falou e eu assenti.

— Muita convivência. – rimos. – E eu acho que agora ela só vai ficar pior. – ele franziu o cenho. – Você mal a conheceu e já estava falando que vai comprar uma loja de brinquedos para a menina Leon, ela vai ficar mimada. – ele riu.

— Ué criança gosta, vou fazer o que? Além do...

Ele foi interrompido pelo seu celular, que começou a tocar alto sua musica pelo quarto. Eu sorri escutando, a letra é perfeita. Ele pegou e fez uma careta ao ver.

— Minha irmã né? – perguntei e ele assentiu, ameaçando rejeitar. – Não, atende.

— Eu não quero. – deu de ombros.

— Atende Leon, se não fica pior. – aconselhei e ele assentiu derrotado, atendendo a chamada.

— Oi Lara. – revirou os olhos. – Não, está tudo bem. – pausa. – Ah, que legal. – sua expressão mudou. – O que eu estou fazendo agora? To... – me olhou e eu murmurei trabalhando. – To trabalhando. Falando nisso, estou mega ocupado com alguns negociantes aqui, nos falamos depois, ok? – mentiu e eu ri fraco. – Beijo, tchau. – pude escutar ela falando “Eu te amo” no final, mas ele desligou sem responder.

— O que foi? – perguntei vendo sua expressão preocupada.

— Ela volta daqui a uma semana. – falou se sentando na beira da cama.

— Hum... – murmurei. – Ela disse que te ama. – falei me sentindo desmoronar por dentro. – O que eu estou fazendo não é certo.

— Vilu, não se sinta culpada. – pegou em minha mão. – Assim que ela voltar eu termino tudo. – comentou e eu neguei. – Por que não?

— Eu sei que você sabe o que sente por mim, mas eu não sei. – falei. – Eu quero antes ter certeza do que sinto. Eu sei que é chato, mas eu não quero que termine com ela até eu ter certeza de que tudo o que eu sinto dentro de mim. Eu não tenho certeza de nada no momento, mas eu não quero que a magoe a toa, nem mesmo que si magoe. Eu sei que pode parecer confuso, mas eu preciso me acertar, primeiramente, comigo. Não posso mais viver nessa incerteza. – ele me olhava atento.

— Tudo bem, desde que continue comigo. – deu de ombros.

— Desculpe isso deve ser horrível, mas eu não quero te iludir. – falei acariciando seu rosto.

— Tudo bem Violetta, tudo tem seu tempo. – sorriu, selando nossos lábios em um selinho carinhoso.

Ele pediu passagem e eu cedi, dando inicio a um beijo calmo e sereno.

Notas finais
E então? Vocês gostaram? Comentem e me digam o que mais gostou, me deem ideias vou tenta aproveitar tudo!!!!! Vou ficar muito feliz se vocês comentar, quero saber se estão acompanhando tudinho u.u e me da maaaaaaaais vontade de postar rápido. Beijos lindas!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.