Forbidden Love
20 Pool, fun and... Real life!
Notas iniciais
Violetta POV.
– Eu falei que eles estariam aqui. – alguém disse ao fundo.
Mexi-me mais na cama e ajeitei nos braços de Leon, que prendeu seus braços contra meu corpo, mais forte.
– Eles ficam tão fofos juntos. – disse uma voz feminina, de Francesca, talvez.
Eu queria abrir os olhos, mas a minha preguiça era tão grande que eu permaneci intacta.
– Acho melhor acorda-los. – falaram.
– Não, os deixe dormir... Vamos ficar lá embaixo jogando. – falaram.
– Ok... – depois disso o quarto ficou um silencio ótimo.
– O que eles faziam aqui? – escutei Leon murmurar bem baixinho.
– Enchendo o saco. – respondi ainda de olho fechado e ele riu.
Sim, eu sabia quem era. Afinal, só podia ser aqueles idiotas.
– Dormiu bem? – Leon perguntou.
– Sim. – beijei o peito dele, que me servia de travesseiro e ele riu e afagou meus cabelos de leve.
Aquele momento estava tão bom. Eu não queria que acabasse. Por mais errado que fosse eu gostava que acontecesse. Eu não iria tratar o Leon mal, ou falar que é errado, afinal ele já sabe, apenas vou agir normalmente. Eu sei que trata-lo com carinho, ficar dando beijinho e essas coisas não é certo, mas vai adiantar algo se eu acordar e xingar ele e ir embora? Não! O que fizemos ontem a noite permanecerá, então é melhor ficar de boa e depois conversar civilizadamente. Eu sei que não estou falando coisa com coisa, mas acho que sá para entender aonde quero chegar.
Abri meus olhos lentamente e o peguei me observando. Sorri.
– Para de me olhar, eu devo estar horrível. – falei rindo e escondendo o rosto em seu ombro.
– Você esta linda. – sussurrou e eu ri fraco.
– Com certeza. – falei sentando na cama. – Como eles descobriram onde nós estamos? – perguntei coçando os olhos.
– Os meninos conhecem aqui. Deixo-os trazerem as “amigas” deles. – falou e eu ri fraco.
– Então aqui é tipo um puteiro? – o olhei de canto de olho e ele riu.
– Não... Apenas empresto a casa quando eles precisam. – deu de ombros.
– Hey casal! Acordem! – Francesca gritou do corredor e Leon levantou correndo até a porta e a trancando.
– Ufa! – suspirou aliviado.
– A Francesca consegue ser muito irritante. – falei rindo dele.
– Eu sei.
Ele voltou para a cama e se sentou na beira. Levantei e entrei no closet. Já falei que sou curiosa? Comecei a fuçar nas gavetas, armários, perfumes e outras coisas.
– Curiosa você. – Leon me abraçou por trás.
– Nem sou. – ri fraco e me arrepiei o sentindo beijar minha nuca. – Varas, para, isso faz cosquinhas. – ele riu.
– Leon! – gritei e ele me olhou espantado. – Que camisa linda. – falei rindo pela cara dele, que bufou.
– Nossa piralha! Quer me matar do coração? – ele perguntou rindo.
Peguei a camisa, em cores claras e a vesti. Ficou como um vestido, tipo naqueles filmes.
– Sempre quis fazer isso. – falei rindo de como sou idiota. – E ai, ficou legal?
– Violetta, tira isso. – ele mandou colocando uma bermuda.
– Por quê? – fiz biquinho.
– Por que é minha camiseta preferida, e se você fizer alguma coisa com ela eu te mato. – falou entrando no banheiro.
– Nossa, que fofo você. Eu aqui realizando um sonho, e você falando que vai me matar. – falei debochada, entrando no banheiro também.
– Sonho? Você nunca vestiu uma camisa de um cara depois que transa com ele? – perguntou pegando a escova de dente.
– Nunca tive oportunidade. – dei de ombros. – Preciso escovar os dentes Vargas.
– Tem escova nova ali no armário. – apontou para um armário branco, que continha toalhas e varias outras coisas.
Fui até o mesmo, e o abri. Tirei uma toalha da frente, para poder pegar a escova e caiu uma camisinha do meio da mesma.
– Vargas. – chamei.
– Hum... – murmurou com a escova na boca.
– Ontem... Nós usamos camisinha? – perguntei.
– Violetta, claro. – parou e virou para mim. – Não.
–Não acredito que não. – falei nervosa. – Que droga!
– Hey, calma. Toma a pílula do dia seguinte. – deu de ombros.
– Nossa tá habituado mesmo com esse tipo de coisa em. – falei irritada.
– O que? – perguntou enxaguando a boca.
– Esquecer a camisinha. Já sabe ate o que fazer.
– Nossa, como se isso não anunciasse na TV. – debochou e eu bufei.
Ele saiu do banheiro e eu escovei seus dentes, lavei meu rosto, e ajeitei meu cabelo, saindo logo em seguida. Ele estava jogado na cama.
– Eu? Por que?
– Por que sim. – dei de ombros, abrindo a porta do quarto.
– Nossa legal você! E como eu faço para comprar isso? – perguntou me seguindo pelo imenso corredor até a escada.
– Vou saber, nunca precisei. – dei de ombros, descendo.
– Isso não é justo. Nunca comprei isso. – bufou. – Não vou ir comprar.
– Ok, então se eu engravidar faça o favor de assumir. – virei-me para ele, que arregalou os olhos.
– Então, eu to indo na farmácia do condomínio. Quer mais alguma coisa? – perguntou me fazendo rir fraco.
– Não Vargas. Obrigada fofinho. – apertei as bochechas dele e desci o resto da escada, parando no final da mesma, que dava no hall de entrada, para onde eu vou?
– Para lá. – ele pegou em minha cintura e me guiou rindo.
– Nossa, vou precisar de um GPS para andar aqui dentro. – comentei alto. Já podia escutar a gritaria daqueles animais.
– Pretende vir mais vezes aqui? – perguntou em um tom inocente.
Parei e me virei para ele. Fiquei o encarando por alguns segundos.
– Não. – falei seria e a expressão dele mudou. – Hoje... Nós aproveitaremos hoje, e depois esquecemos tudo o que aconteceu...
– Ok. – se afastou.
– Leon, você sabe que é errado. Você tem a minha irmã. – alisei o rosto dele, que se suavizou um pouco.
– Tudo bem. – segurou minha cintura, e me puxou mais para ele.
Encostei nossos lábios, e ele tratou de aprofundar. Puxei de leve os cabelinhos de sua nuca e ele me segurou mais forte.
– AEEEEE! Finalmente se acertaram. – Francesca gritou.
Separamos-nos ofegantes, e nos viramos para ela. Na verdade, eles. Todos estavam ali, sorrindo.
– Não. – Leon disse, parecia cabisbaixo. – Foi só... Um deslize. – ele disse.
– Mais um? – perguntou Marco risonho. – Vocês ainda casam.
– Cala a boca. – Leon falou bravo. – Vai, vê se presta para alguma coisa e vamos a farmácia comigo.
– Farmácia pra que? – Maxi perguntou.
– Comprar um negocio ai. – eu disse corada.
Os meninos foram juntos com Leon, e depois passariam no mercado, pois resolveram fazer churrasco, e eu e as meninas fomos até a piscina. Aquela casa era maravilhosa.
– Conta! – Ludmila falou afobada.
– O que? – me fiz de desentendida.
– A cor da cueca do vizinho. – Francesca falou debochada. – Tudo né idiota! Como foi? O que houve? Como vocês estão? Para quando é o casamento?
– Casamento? – perguntei rindo.
– Fala logo Violetta! – Ludmila mandou.
– Bom primeiro eu bebi demais. – falei.
– Novidade. – as duas disseram juntas.
– Enfim, eu acabei provocando, um pouquinho ele. – fiz sinal de pouco. – E acabamos transando no carro. – elas arregalaram os olhos.
– Meu Deus! – Ludmila gritou.
– Depois, viemos para cá e fizemos sexo selvagem. – falei sorrindo pervertida.
– Ninfomaníacos! – Francesca gritou me estapeando. – E como vocês vão ficar agora?
– Ele tem a Lara, e eu o Diego. Isso foi só uma noite. Aproveitamos hoje e amanha fingimos que não aconteceu. – dei de ombros.
– Não! – Francesca protestou. – Vocês tem que ficar juntos. E a musica? E o beijo? Cara, você esta apaixonada! – parecia indignada.
– Eu não estou apaixonada. – protestei.
– Mas tem medo de acontecer. Significa que ele mexe com você. – falou seria.
– Violetta, tenho que concordar com a louca. Dá para ver que vocês se gostam. – Ludmila falou.
– Ok, eu confesso. Ele mexe comigo. Mas não é nada de mais, apenas atração física. – admiti. — Ele é lindo, e na cama nos damos bem. Só isso. – tentei convencer a mim mesma disso.
– Já vi gente ser idiota mais iguais a vocês tá pra nascer! – Francesca bufou. – Vocês são perfeitos juntos, e se completam.
– Para de fantasiar. – falei rindo.
Mudei de assunto, pois aquele não me levaria a lugar nenhum, e logo os meninos chegaram.
– Violetta! Violetta! Vem logo aqui! – escutei Leon gritar.
– Ele tá na cozinha. – Marco avisou, entrando junto a Federico e Maxi, que tinha uma morena agarrada a seu pescoço.
– Violetta, vem logo! – Leon gritou de novo.
Que cara chato. Caminhei mais um pouco pela casa até finalmente achar a cozinha.
– Violetta! — Leon gritou novamente.
Ele estava escorado no balcão, tomando cerveja, acho.
– Para de gritar porra. – mandei.
– Ah, tá aqui. – ele me entregou uma cartela de remédio.
– Valeu. – murmurei.
– Eles me olharam estranho quando eu fui comprar isso. – fez careta me fazendo rir.
Peguei um copo d’água e tomei o comprimido. Leon me puxou para perto dele, eu reneguei de inicio.
– Lembra hoje de boa, depois esquecemos. – falou e eu assenti, relaxando. – Posso te fazer uma pergunta? – perguntou receoso.
– Acho que já fez. – falei rindo.
– É sério.
– Fala.
– Aquela musica... A do concurso... – começou e eu já sabia onde terminaria. – Você fez pra mim?
– Nossa! Direto você. – sorri nervosa. – Bom... Sabe... É que... Então... – gaguejei.
– Violetta, é ou não? Simples. – falou rindo.
– Não vou falar. – mostrei a língua e passei meus braços por seu pescoço.
– Eu sei que foi. – deu de ombros.
– Como? – perguntei.
– Primeiro você ficou pagando pau para mim, não conseguia parar de me olhar, e outra você meio que admitiu agora. – sorriu convencido.
– Babaca. – xinguei e ele me deu um selinho.
– Nem sou ok? – me beijou de verdade.
Suas mãos foram para a minha bunda e a apertou fazendo-me arfar. Senti meus pés saírem do chão e ele me por sentada no balcão. Entrelacei minhas pernas em sua cintura e acariciei sua nuca.
– Pelo amor de Deus! – Marco gritou nos fazendo se separar. – Ninfomaníacos!
– Empata foda. – Leon murmurou, me fazendo ri. – Então Marco, não acha melhor você voltar pra piscina?
– Leon, sempre sutil e discreto. – Marco falou rindo. – Não, Leon. Não estou a fim de voltar para a piscina. – ele disse parando na nossa frente e sentando na pia. – Então, me contem as novidades. – falou debochado e Leon bufou.
– Vai se foder velho! – xingou me ajudando descer do balcão.
Seguimos para a piscina, e Marco veio atrás de nós rindo do nervosismo de Leon.
– Já estavam tentando se comer de novo. – ele disse assim que chegamos.
– Nossa quanto pique em. – Maxi riu.
– Então né... O que vocês aprontaram ontem? – Francesca perguntou.
– Hã? – franzi o cenho.
– Sabe, os chupões, as marcas na sua perna. O negocio foi violento né? – perguntou debochada e eu senti meu rosto pegar fogo. – Awn amiga, não precisa corar não. Nós entendemos como são as coisas. – todos riram.
– É... Nós entendemos né Francesca. – Marco perguntou debochado e nós rimos.
– Safadinha você colega. – falei rindo e todos riram mais ainda.
– Não fui eu que transei no carro. – ela mostrou a língua e todos direcionaram seus olhares para mim e Leon.
Abaixei a cabeça, deixando meu cabelo cair sobre meu rosto, senti meu rosto queimar. Que biscate essa Francesca! Todos caíram na gargalhada.
– Gente... Vocês são dois cachorrões. – Federico disse rindo.
Depois desse momento vergonhoso, Leon conseguiu mudar de assunto, e eu nem estava prestando atenção, apenas pensava em como tudo será depois de hoje. Está tudo tão perfeito. Eu, o Leon agindo carinhosamente um com o outro. Se beijando... Isso é muito bom.
– Então vamos Vilu? – Francesca perguntou me tirando dos meus pensamentos.
– Aonde? – perguntei ainda meio dormindo.
– Nadar. – falou
– Ahh, eu não tenho biquine. – neguei.
– O Leon acabou de falar que tem uns da irmã dele, lá em cima. – revirou os olhos. – Tá dormindo?
– Foi mal, estava pensando em algumas coisas. – sorri amarelo.
– Tá vamos logo. Que quarto Leon?
– Do lado do meu. – ele disse simples.
– E onde é o seu?
– O que vocês invadiram hoje de manhã.
– Eu nem lembro mais onde é, mas a Violetta deve saber de cor. – ela disse sorrindo sapeca e eu revirei os olhos levantando.
Subimos até o quarto da irmã do Leon.
– Não sabia que o Leon tinha irmã. – Ludmila comentou.
– Nem eu. – dei de ombros, abrindo a porta do mesmo.
O quarto era lindo. Era meio colorido, com as paredes brancas e apenas uma lilás, uma cama enorme, com uma mesinha de computador, alguns detalhes fofos e uma varanda com uma vista incrível.
– Gente, que luxo! – Francesca gritou e se jogou na cama.
Comecei a andar pelo quarto, observando tudo. Havia várias fotos dela e de Leon juntos. A garota é linda. As fotos dos dois juntos eram muito fofas, se abraçando, brincando... essa menina deve ser muito mimada por ele.
– Vamos nos trocar logo. – Ludmila nos apressou.
Fui até o closet, que tinha poucas roupas, já que ela não vem muito pra cá, e comecei a procurar os biquínis. Assim que os achei voltei para o quarto e todas escolheram um, enquanto falávamos de Natalia, a peguete de Maxi, a garota é legal, bem animada, e nos demos muito bem. Depois que vestimos os biquínis e pegarmos uns chinelos, cada uma colocou um vestidinho, no qual estavam antes, e eu pus a camisa de Leon mesmo. Ela tem o cheiro dele, e é bom. Descemos e todos já estavam dentro da piscina zoando.
– Finalmente! – Federico exclamou.
Francesca e Ludmila tiraram os vestidos e entraram na piscina sensualmente na piscina. Como elas conseguem ser sensuais? Eu não faço tanto rodeio para entrar, apenas pulo e que se foda o resto, já elas são delicadas e sensuais. Acho isso um dom. olhei para aquela piscina e minha vontade de entrar sumiu. Não sei o por que. Sei lá, só não queria entrar. Sentei em uma espreguiçadeira e fechei os olhos.
– Violetta! – escutei alguém me gritar, minutos depois.
Olhei para piscina vendo Leon escorado na beira da mesma me olhando.
– Vem ficar comigo. – pediu fazendo biquinho me fazendo rir. – To abandonado.
– Que dramático. – falei rindo e ele mostrou a língua.
Todos ali se agarravam, e ele ficava me olhando, com a carinha do gato do Shrek. Balancei a cabeça rindo e me levantei. Não tinha como dizer não para aquela carinha dele né? Tirei camisa dele e caminhei até a beira da piscina.
– Entra logo menina. – Francesca gritou e eu lhe mostrei o dedo.
Sem rodeios pulei, batendo fundo e emergindo logo em seguida, dando de cara com Leon sorrindo.
– Oi. – falei rindo e tirando os cabelos da minha cara.
– Você fica tão linda assim. – ele sussurrou para mim e eu franzi o cenho.
– Assim como?
– Assim... Perto de mim. – respondeu e eu gargalhei.
– Você fica mais bonitinho calado Leon. – falei envolvendo meus braços em seu pescoço.
– E você pelada, mas eu não saio falando por ai. – deu de ombros e eu lhe dei um tapa no braço, o fazendo rir. – Melhor nós dois calarmos a boca. – dito isso ele me agarrou pela cintura e tomou meus lábios.
Pediu passagem e eu cedi, aprofundando o beijo, e deixando o momento nos levar. Uma de suas mãos acariciou meu rosto, enquanto a outra permaneceu em minha cintura, e eu mantinha meus braços envoltos a seu pescoço.
...
O resto da tarde se passou assim, nós todos rindo, se divertindo, zoado um com o outro, comendo, bebendo. Uma farra! Agora estávamos na sala, assistindo a um filme de comedia, nem sei o nome, sei que tem sacanagem no meio,
– To com fome. – reclamei, jogando minha cabeça para trás, caindo deitada no colo de Leon, que acariciou meus cabelos, me fazendo sorrir fraco.
– Também. – Ludmila concordou.
–Pizza? – Leon sugeriu.
– Pode ser. – dei de ombros, mexendo na barrinha de seu short.
– Vou pedir. – Maxi disse pegando o telefone.
Depois de uns 30 minutos a pizza chegou.
– Comida! – eu e Francesca gritamos juntas, os fazendo rir.
Marco pôs a mesma na mesinha de centro, junto a coca e alguns copos que Ludmila havia ido pegar na cozinha, e começamos a atacar.
– Isso esta bom. – falei de boca cheia.
– Parece homem. – Ludmila debochou.
– Claro que não! Sou muito feminina. – protestei rindo.
– Deu pra ver. – Leon murmurou rindo, assim como os outros.
– Fica quieto ai, idiota. – mandei.
– Idiota é você, pirralha. – revidou.
– Vargas, cala a boca. Você é muito babaca. – falei rindo.
– Nossa que casal fofo. Mal começou namorar e já estão brigando. – Ludmila zombou, ela sabia que não éramos um casal.
– Para de frescura. Aqui ninguém esta namorando, estamos apenas curtindo o momento. – falei. – Nós como casal nunca daria certo.
– É... – Leon concordou. – Nós só nos entendemos na cama. – completou, sorrindo malicioso e todos gritaram “uhh”.
Balancei a cabeça negativamente rindo. Terminamos de comer conversando sobre nada.
– Vamos embora? – Federico perguntou.
– Vocês vão para minha casa? – perguntei esperançosa.
– Não. – responderam rindo.
– Assim não vale! – fiz bico.
– O Vargas te leva. – Marco disse.
– Ok. – dei de ombros.
– Então... Tchau casal. E até amanha Marco. – Maxi fez um toque com Leon, assim como os meninos e logo a casa esvaziou-se.
Ficamos apenas nós, assistindo ao filme.
– Já esta no fim? – perguntei.
Estávamos deitados no sofá de conchinha, e tudo estava quieto, apenas o barulho da TV e a respiração de Leon na minha nuca eram possíveis ser ouvidas.
– Acho que sim. Ele transa com a mulher daqui a pouco. – falou me fazendo rir fraco, assim como ele.
– Então você já assistiu a esse filme? – perguntei maliciosa, virando-me para ele.
– Já – ele sorriu me dando um selinho. – Já passou da meia noite?
– Acho que não, por quê? – perguntei.
– Que bom, ainda temos mais tempo para aproveitar. – sorriu malicioso.
–É... Acho que temos. – o beijei.
Ele subiu em cima de mim, sem quebrar o beijo. Quando o ar nos fez falta, nos separamos sorrindo. Ele permaneceu de olhos fechados, beijei a ponta de seu nariz, enquanto acariciava seus cabelos, e ele minha barriga.
– Vilu... Nós... – ele começou a falar calmo, mas foi interrompido pelo toque do meu celular.
Eu não queria atender, na verdade nem sabia onde ele estava. Deixei tocar, mas a pessoa insistia.
– Onde será que esta? – perguntei bufando.
– Acho que aqui em baixo. – respondeu, referindo-se ao sofá, e saiu de cima de mim.
Agachie, achando o mesmo brilhando em baixo do sofá. Peguei-o e olhei quem era. Lara. E agora... Meu mundo volta à realidade. Bufei, rejeitando a ligação.
– Quem é? – Leon perguntou, sentando-se ao meu lado no sofá.
– Lara. – seu rosto ficou sem expressão.
Abri o registro de chamadas e havia varias dela, de Diego, e de alguns amigos. Abri as mensagens varias, dela, lotaram a tela. Perguntando onde eu estava, se eu estava bem, se eu sabia onde Leon estava. Foi como se meu conto de fadas acabasse. Tudo voltou ao normal.
– Acho que preciso ir. – falei, levantando.
– Violetta, não precisamos acabar assim... – ele começou a falar, mas eu o cortei.
– Para Leon. Você tem a minha irmã, e eu o Diego. Lembra, só por hoje e chaga. – ri sem humor. – eu estou bem com o Diego, e você tem a minha querida irmã, ela te ama, não merece isso que estou fazendo com ela. Eu vou embora, e você vai ver, daqui a uma semana já terá esquecido de tudo que aconteceu aqui. – falei, certa de que aquilo aconteceria.
Eu tenho duvidas sobre o que realmente sinto por Diego. Ele é carinhoso comigo, e não merece o que eu estou fazendo. O melhor a fazer é esquecer que um dia eu e Leon nos envolvemos. Vejo que minha irmã realmente gosta dele, e o que eu estou fazendo com ele é sacanagem.
– Tudo bem. – deu de ombros sem expressão no rosto.
Eu queria muito saber o que se passa na mente dele nesse momento, saber o que ele realmente está sentindo, mas infelizmente não posso.
– Eu vou me trocar. – falei, levantando e seguindo até o andar de cima.
Entrei em seu quarto, que tinha o cheiro de seu perfume. Tirei a camisa dele, e vesti minhas roupas. Eu já havia tomado um banho e me librado daquela nhacá de piscina. Pus sua camisa ajeitada entre os cobertores da cama, ela era quase imperceptível, pois era da mesma cor que eles. Olhei tudo atentamente e resolvi descer, antes que mudasse de ideia. Desci e o encontrei no sofá.
– Eu te levo. – falou se levantando assim que me viu.
– Não precisa. Acho melhor não chegarmos juntos em casa. Eu pego um taxi. – tentei sorrir mas não consegui.
Porque está sendo tão difícil? Porque sinto esse vazio dentro de mim? Eu não posso estar gostando dele. É um sentimento errado, um sentimento proibido. Estou decidida, não vou me envolver. Não vou mais vê-lo! Chega disso!
– Então... Até mais? – perguntou inseguro.
– Adeus. – corrigi.
– Violetta, vamos ter que ficar nos evitando agora? – assenti quieta. – Para com isso cara.
– Leon, é o melhor para nós. Esquecer tudo que houve e seguir em frente é o melhor. Não quero magoar minha irmã, e nem o Diego. Agora eu vou embora e nós vamos evitar se ver, para que isso não aconteça mais. – sorri fraco e virei-me seguindo até a porta. Tchau. – sibilei, sem som, e ele permaneceu parado.
Eu me encontrava sem rumo. Comecei a caminhar pelas ruas daquele enorme condomínio, totalmente perdida. Derramei algumas lagrimas, mas nem eu mesma sabia o porque. Nunca sei. Andei por vários minutos, até chegar à portaria, onde pedi para que porteiro pedisse um taxi para mim.
– Obrigada. – murmurei, sorrindo para ele, assim que o taxi encostou.
Adentrei o mesmo e passei o endereço ao taxista, que seguiu.
Pov Leon.
Fiquei a observando sair pela porta parado, sem fazer exatamente nada. Eu não acredito nisso.
– Merda! – gritei frustado.
Eu estou confuso. Não sei ao certo o que sinto pela Violetta. Às vezes acho que é apenas atração, mas às vezes parece algo maior. Duas transas e a piralha consegue me deixar assim. Isso é surreal e assustador. Eu a quero, mas também sinto algo por Lara, que não sei exatamente o que é.
Duas mulheres completamente diferentes, tanto na cama quanto na personalidade, porem ligadas por um vinculo maior... O de irmãs.
– Aonde você foi se meter Leon? – perguntei para mim mesmo.
Fui até a sala e desliguei a TV, observei a bagunça que estava principalmente a entrada, onde havia alguns vasos quebrados, devido a nossa ansiedade na noite anterior, eu ri lembrando. Amanha ligo para alguém vir aqui limpar, pois limpeza nunca foi meu forte. Subi as escadas devagar e desanimadamente, e segui para o meu quarto, fui direto para a suíte, sem olhar nada ao redor. Despi-me e liguei o chuveiro, entrei debaixo do mesmo, deixando a água cair sobre minhas costas, deixando-me totalmente relaxado, em quanto eu mergulhava em pensamentos impuros. Violetta estava em todos eles. Sorri com malicia ao lembrar-me. Senti meu querido amigo latejar e bufei. Não acredito que só com lembranças ela me causa isso.
– Pense em coisas broxantes Leon. – murmurei para mim mesmo, mas a única coisa que vinha a minha mente era Violetta, bem na minha frente, nua, me chamando para fode-la durante a noite inteira, sem parar. – Para, para! Coisas broxantes Leon! – esbravejei comigo mesmo.
Acho que a água quente não me ajudava muito. Escutei meu celular tocar no quarto e reconheci o toque na hora, Maxi! Aquele bicha. Isso... Maxi! Ele é totalmente broxante. Junto à imagem dele, veio o serviço, reuniões, e isso me ajudou a aquietar o facho rapidinho. Vejamos ao ponto que cheguei... Pensar em homem para ver se para de pensar em mulher. Que coisa broxante. Terminei meu banho rápido e sai do banheiro, nu mesmo, afinal não tem ninguém em casa. Troquei-me e retornei a ligação de Maxi, que como sempre não queria nada de importante, apenas encher o saco. O sono começou a chegar, e eu resolvi ir me deitar. Mexi nos cobertores, os arrumando, e caiu algumas coisas. Olhei no chão e vi minha camisa, a mesma que Violetta tomará posse hoje mais cedo. Sorri lembrando-me do seus olhos brilhando ao vesti-la. A trouxe para perto do rosto e senti nossos perfumes misturados, formando uma fusão perfeita.
– Ai que gay que eu estou porra! – falei me afastando da camisa e a jogando na poltrona, creme, que havia ao lado da minha cama, e me deitando.
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