Forbidden Love
21 My Song For You and... kill him!
Notas iniciais
LEON POV.
Duas semanas depois...
– Pronta? – perguntei a Lara.
– Sim. – respondeu, sorrindo e tampando o batom em suas mãos. – Vamos?
– Sim. – sorri, passando meus braços por sua cintura.
Descemos até a sala onde todos nos aguardavam.
– Finalmente! – Ludmila exclamou, jogando os braços para cima. – Vamos, a Francesca está guardando nossos lugares.
Seguimos em direção aos nossos carros. Hoje será mais uma das etapas do concurso de Violetta, e Ludmila esta afobada, pois não conseguiu ver a prima cantando. Ela se apresentará com aquele garoto, Diego. – Aquele moleque não me desce, pra mim ele não presta.
– Esta pensando em que, amor? – Lara perguntou, acariciando meu rosto.
– Nada, anjo. – sorri fraco, beijando sua mão e ela sorriu.
Nas ultimas duas semanas eu e Violetta não nos vimos. Ela tentava sair cedo, para não se encontrar comigo, mas eu sempre a observava fazer tudo de fininho, e sair, aliviada por não ter me visto. Ela parece bem mais apegada a Diego, o que me fez perceber que tentar insistir na mesma historia não me levará a nada. Eu tenho me sentido culpado pelo que fiz com a Lara, ela não merecia, por isso, ando sendo o mais carinhoso e atencioso possível com ela. Sei que isso não resolve o fato de ter a traído, mas eu tendo amenizar minha culpa.
Estacionei em uma vaga livre, no estacionamento do grande teatro, e adentramos o mesmo de mãos dadas, encontrando com os meninos logo na entrada. Eles esticavam os pescoços tentando achar Francesca, o local estava cheio, e muito barulhento.
– Sai! Não senta aqui – gritaram mais a frente, fazendo um escândalo enorme. – Se sentar morre!
Todos olharam com curiosidade para o local, onde Francesca se encontrava parecendo o capeta. Ri fraco.
– Sai! – gritou com algumas pessoas que tentavam se sentar.
Começamos a rir dela e seguimos até lá.
– Ah, finalmente seus puto do caralho! – gritou nervosa aos nos ver.
Acomodamo-nos nas poltronas. Sorri gentil a um garoto ao meu lado, o cumprimentado com um gesso de cabeça.
– Desculpa, mas, você é Leon Vargas? – perguntou curioso.
– Sim – afirmei – E você, quem é?
– David, David Hermandez. – estendeu a mão, a qual eu apertei cumprimentando. Então, esse é o irmão problemático que Diego tanto ajuda? – Nossa, foi você que inventou o aparelho para ajudar nas construções, não é? – perguntou impressionado.
– Sim, foi sim – sorri.
– O professor falou sobre você na faculdade. Estou fazendo engenharia mecatrônica também, e ele disse que você foi um prodígio, e agora tem uma empresa de construções né? – Ok, ele definitivamente não me parece um drogado, como Diego o descreveu.
– Sim, exatamente isso – afirmei. – Você é o irmão de Diego né? – perguntei, só para não ver se estou confundindo né?
– Sim. O mais novo. – afirmou.
Ok eu não estou enganado, ele realmente é o irmão que Diego dissera ser drogado e problemático, agora... Porque ele não parece ser assim?
– Está em que ano da faculdade? – tentei puxar assunto, vai que eu descubro mais alguma coisa.
– Primeiro ainda. Tenho 18. – falou
– Desculpe a pergunta, mas, você já se drogou? – fui direto ao ponto e ele me olhou com os olhos arregalados. Ah, qual é? Eu tenho que saber certo?
– Não! – exclamou. – Nunca!
– Hum... Que bom. – falei uma coisa nada a ver. – Você parece ser um bom rapaz.
Ele deu de ombros.
– Diego fica com muitas meninas? – tentei ser discreto, não sei se está dando certo.
– Geralmente ele não para com ninguém, e as com quem ele fica sempre são traídas. – ele disse cabisbaixo. – É milagre Violetta ser apenas uma amiga.
– Amiga? – perguntei alto.
– É, ele geralmente não tem muitas amigas de verdade, sempre são só ficantes. – falou.
– E sua família? Não vem?
– Eles não sabem apenas eu vim. – falou.
– Filho da puta desgraçado! – murmurei.
– Falou algo?
– Não, nada.
Que filho da puta esse garoto! Coitada da Violetta, como ele pode estar fazendo isso com alguém como ela? Se bem que... Eu não sei se ele realmente está a traindo né? Depois desse concurso eu terei uma conversa séria com esse cara. Ninguém irá fazer mal a minha Violetta. Sim, minha!
Logo um apresentador, no mínimo engraçadas com aquelas roupas esquisitas adentrou o palco, apresentou os juízes, e as duplas, e logo a primeira dupla entrou. Eles eram ótimos, muito bons mesmo. Eu estava apreensivo, meus pensamentos ao ouvir seu nome ser chamado. Era a sua vez. O palco já havia sido arrumado para a seu desemprenho. Havia um piano de cauda, e agora ela entrava, segurando a mão de Diego, seguindo até o mesmo. Aquilo me irritou! Arg! Como esse cara pode ser tão babaca?
Aos poucos a melodia do piano, que era tocado por Diego, foi tomado conta do local, e logo aquela voz melodiosa entrou por meus ouvidos, me fazendo sorrir.
Escucha y siente
Siento como vas a enloquecer
Enloquecer, enloquecer oh
Entiende y siente
De corazones rotos soy el rey
yo soy el rey
yo soy el rey oh
escucha mi cancion
Has lo que te dicta el corazon...
Ela o olhava como uma boba apaixonada, e eu estava com vontade de levantar e falar para todos o quão canalha aquele cara era, mas eu não tinha certeza se ele realmente a traia, o modo como ele retribuía cada olhar e cada sorriso me faziam duvidar.
En mi ritmo ponte a bailar
Esto es especial
mi estilo te va conquistar
Los pies se mueve en el compás
Se que no lo puedes evitar
Es como sin alas volar..
Mi estilo te va conquista
Mesmo sentindo ciúmes eu não conseguia deixar de sorrir. Violetta continha um brilho especial nos olhos, que me deixava feliz, apenas de vê-la assim.
Y es que yo soy así
Mi vida es alocada
Siento que voy a mil
Contigo todo cambia
Y es que yo soy así
Con solo una mirada
Vas a quedar de mi
Por siempre enamorada.
A musica acabou e ela sorriu. Um sorriso lindo e radiante.
– Linda! – Maxi levantou, aplaudindo.
– Diva! – Francesca fez o mesmo.
– Perfeita! – Ludmila levantou.
– Incrível! – Federico levantou.
– Gostosa! – Marco assobiou, olhando para mim, como se me desafiasse, eu lhe mandei um olhar de reprovação, que foi ignorado pelo mesmo.
Minha vontade de gritar “MINHA!” era grande, mas me controlei, afinal... Afinal nada, sou um babaca que se acha dono de alguém que nem liga para ele, esse é o ponto. Bufei.
– Bom, acho que o publico já falou tudo né? – a jurada, mulher, comentou rindo. – Eu simplesmente, amei a apresentação. Cada segundo dela foi perfeito. – completo e Violetta sorriu agradecendo e segurando mais forte na mão de Diego.
– A química que rola entra vocês é impressionante, dava para sentir no ar o amor. A musica é incrível, parabéns pela apresentação. – o outro jurado disse.
– Bom, eles já disseram tudo. Teve química, paixão, amor, comprometimento, tudo. Fou uma performance completa. – mais velho dos três jurados disse, e assim os dois foram dispensados do paco.
VIOLETTA POV.
– Ah, eles gostaram! – falei animada, pulando nos braços de Diego.
– Você foi perfeita. – ele selou nossos lábios.
– Você também. – falei sentindo minhas bochechas queimarem.
– Que fofa coradinha. – ele disse apertando minhas bochechas.
– Chato. – mostrei a língua.
Sentamo-nos junto a um casal, Elena e Josh, e ficamos conversando. A apresentação deles foi ótima. Ficamos esperando o fim de todas as apresentações e logo nos chamaram de novo ao palco. Os jurados disseram algumas coisas, e logo começaram a dar os resultados. Nessa etapa sairiam quatro participantes, e permaneceriam dez. Eu estava em êxtase. Todos foram pra casa antes de mim, pois eu ainda tinha que pegar o tema do próximo desafio.
– Bom, o próximo desafio acontecerá daqui a duas semanas. Vocês, junto aos nossos profissionais, irão criar uma coreografia e compor uma musica. Terá que ser algo sexy, provocante. Esperamos que vocês se saiam bem, e boa sorte. Agora iremos sortear os nomes dos coreógrafos com quem vocês irão trabalhar.
Uma mulher passou em nossa frente, com uma caixinha, na qual colocávamos a mão e tirávamos o nome do coreografo... Esse era o nome do meu.
– Falem o nome alto! – o jurado alto e careca mandou.
Elena respondeu depois Jullie e depois veio para mim.
– Jhonny Rupert. – falei receosa.
– Ah, que amor gente! Um homem grande, forte, negro e até que atraente gritou. – Que diva você colega! Vamos criar uma coisa perfeita! – veio até mim e me abraçou.
Acabei rindo do jeito escandaloso dele. Após eu conversar um pouco com ele, eu e Diego fomos para a casa. Ainda não tinha chegado ninguém. Filhos da puta! Devem ter saído sem mim... Subimos para o meu quarto, e eu pus um pijama, depois fomos assistir a um filme.
– Amor, desce lá embaixo e pega dois refrigerantes? – pedi, fazendo biquinho.
– Só por causa desse biquinho lindo e por que eu te amo muito. – ele falou mordendo o mesmo de leve e me dando um selinho em seguida.
Diego desceu e eu me aconcheguei melhor no meio das cobertas. Sorri lembrando-me de nós cantando. Diego esta me fazendo gostar realmente dele, e acho que estou apaixonada e... fui interrompida pelo celular dele que vibrava em cima da mesinha de cabeceira da minha cama. O peguei na mão.
– Acho que não tem problema eu atender não? – perguntei a mim mesma.
Dei de ombros atendendo o mesmo.
– Oi.
– Quem fala? – uma voz feminina perguntou do outro lado da linha.
– Violetta, quem é? – perguntei desconfiada.
– Clari. O que faz com o celular de Diego? – parecia nervosa.
– Ah... – pensei. – Sou amiga dele. Acabei atendendo sem querer o celular dele. Quem é você?
– Sou a namorada dele. – falou e minha boca se abriu em um perfeito “O”.
– Na-na-namorada? – gaguejei.
– Sim, tem como eu falar com ele? – perguntou.
– É... Fala comigo, que eu passo o recado.
– Fala para ele que não vai dar para jantarmos hoje, pois meu pai chegou de viagem, mas que podemos marcar outro dia. – falou e minha boca abriu mais.
O filho da puta disse que ia ver o avô hoje.
– Claro, e desculpe a pergunta, mas há quanto tempo estão juntos? – perguntei me segurando para não ir atrás dele e o esfaquear.
– Há um ano e meio, por quê?
– Ah, nada não flor. Bem, eu digo, até mais. – apressei-me ao escutar seus passos se aproximando. – Tchau.
Meu rosto estava queimando de raiva, eu queria matar um. Seu celular tinha senha, então não consegui ver a mensagem, ou alguma outra coisa. O que eu sei é que o que eu ouvi daquela garota foi o suficiente para querer a morte dele. Ele entrou no quarto e sorriu para mim. Não retribui. Droga! Porque ele fez isso comigo? Eu estava gostando dele, estava me apaixonando.
– O que foi amor? – perguntou confuso.
– Nada. – dei de ombros e ele sorriu aliviado. – Ah, então, sua namorada... Ela ligou. – falei falsa e ele arregalou os olhos, deixando os refrigerantes em cima de um criado mudo.
– Como? Não entendi. – se faz de idiota.
– A sua namorado, há um ano e meio. – falei irritada. – SEU FILHO DA PUTA!
– Violetta, eu posso explicar. – falou chegando mais perto de mim.
– Diego, Diego... Eu odeio quando mentem para mim. – falei sombria e ele arregalou mais os olhos.
– Violetta, era uma louca que me persegue. Juro que não te traio. Eu te amo. – falso!
– Ah, Diego... Não mente pra mim. Se não quiser ficar sem isso que tem no meio das pernas, é bom não mentir mais. – tentava ser a mais sombria e medonha possível.
– Cara, eu juro. – falou.
– Jura é o caralho! – gritei o assustando e assustando a mim mesma. – Seu idiota! – gritei virando um tapa em sua cara.
– Tá louca? – perguntou me olhando, assustado pelo tapa, até eu tentava, não era de mim bater em homem, mas no momento eu não estou pensando.
– Porra, é melhor você sair antes que eu de mate! – falei tentando manter a calma. – ACABO.
– Nós precisamos conversar. – ele disse tentando se aproximar.
– Não. Me. Toca. – falei pausadamente e entre dentes.
– Violetta, fica calma. Eu te amo. – Ah, mas agora ele vai ver.
Eu comecei a dar socos nele, feito louca. Eu estava parecendo uma louca.
– Para! – me segurou pelos braços me parando. Não pensei duas vezes e chutei seu saco.
– Violetta, o que esta acontecendo? – Leon apareceu na porta. – O que você fez? – perguntou vendo Diego no chão.
– Vai viado, levanta do chão! – gritei chutando seu saco novamente. – Vai! Não é homem não?
Eu ia chuta-lo de novo, mas Leon me segurou.
– Me solta porra! Eu vou matar esse filho da puta! – gritei, tentando me soltar.
– Calma Violetta. Olha o cara. – Leon gritou, me fazendo parar. – Calma. – me abraçou por trás.
– Sai da minha casa, seu corno do caralho. – falei de olhos fechados, porque se eu abrisse... Ah ai ele ia conhecer a Violetta.
– Desculpa. – ele murmurou, levantando e saindo correndo.
Leon me soltou e eu sentei na cama. Senti algo embaixo de mim e vi o celular de Diego. Uma boa ideia passou por minha mente. Sorri maldosa e levantei.
– Vai fazer o que? – Leon perguntou assustado.
– Nada demais. – falei e sai correndo, com o celular em mãos. Desci as escadas em pulinhos, e na sala estavam todos. Eita, o que esse povo faz aqui? Dei de ombros e corri até a porta. Diego estava entrando no carro.
– Diego! – gritei e ele me olhou. – Seu celular, amor. – falei sorrindo falsa e taquei o celular.
Taquei com tanta força que o mesmo acertou o vidro do carro, o estilhaçando, me fazendo rir.
– Sempre se lembre de mim quando olhar isso, querido! – gritei o vendo parado de olhos arregalados. – Ah, e fique sabendo que você é corno! Isso mesmo! Eu te chifrei. – joguei na cara, rindo maldosa. – Espero que queime no inferno. – disse o vendo vir até mim.
– Por que fez isso? – perguntou nervoso.
– Ninguém me trai e sai ileso, babaca! – falei.
Ele estava perto, perto demais, e seu rosto tinha uma expressão raivosa. O vi levantar a mão, para me bater.
– É bom não fazer isso. – escutei aquela voz sexy, atrás de mim.
– Fica na sua! – Diego disse entre dentes e voltou sua atenção para mim – Sua vadia, você pensa que é quem para fazer isso?- perguntou apontando para o carro.
– Vadia não amor, não sou sua mãe. – sorri falsa, e o vi novamente levantar a mão para me bater. – Isso, bate logo! – falei o peitando.
Não tenho medo de homem, e nem nunca vou ter. Sou muito mulher para enfrentar essa merda. Senti meu rosto latejar e logo em seguida Leon voar para cima de Diego. Levei a mão ao lugar onde formigava, e senti lagrimas amargas descer por meu rosto. Logo Marco, Federico e Maxi chegaram e tentavam tirar Leon de cima daquele viado, mas estava difícil,
– Isso, mata ele Leon! – gritei, incentivando aquele ato errado.
Eu queria mais é que aquele desgraçado morresse. Na rua já havia algumas pessoas paradas olhando tudo.
– Bando de fofoqueiros! – gritei.
– Vai Leon! – agora foi Francesca que gritou. – Mata esse filho da puta!
– Senhor, o que esta acontecendo? – Ludmila apareceu, ao meu lado.
– Aquele desgraçado me bateu. – falei raivosa, fechando o punho.
Os garotos conseguiram tirar Leon de cima de Diego que estava jogado no chão, sangrando. Mas logo se levantou com um pouco de dificuldade.
– Me solta caralho! Deixa-me acabar com esse merda! – Leon gritou tentando se soltar, mas os meninos haviam o imobilizado.
– Leon, não vale sujar suas mãos com esse babaca. – Federico disse, tentando acalma-lo.
Eles vieram arrastando Leon, mas, no meio do caminho, Maxi o soltou e voltou até Diego.
– Nunca mais chegue perto da Violetta. – deu um soco em sua barriga, o fazendo se inclinar para frente. – Filho da puta!
Feito isso, Marco sorriu maldoso e voltou até Diego fazendo o mesmo. Eu já me aguentava mais rir. Sim, eu estava rindo, melhor, gargalhando, junto com Francesca e Ludmila e todos os vizinhos nos olhavam perplexos.
– Eu quero me divertir também! – Francesca gritou, correndo até Diego, mas Marco a seguro.
– Não gatinha, deixa esse verme ai. O coitado já apanhou demais. – ele disse a trazendo, contra sua vontade.
– Nunca mais olhe na minha cara! – falei, secando qualquer ruído de lagrima que havia em meu rosto.
E após o pequeno show, nós entramos, deixando aquele idiota sozinho. Leon estava, pouco machucado, nem tempo de bater nele Diego conseguiu.
– Como descobriu? – Francesca perguntou, assim que me joguei no sofá.
– A namorada dele ligou e eu atendi. – dei de ombros e Ludmila abriu a boca impressionada.
– Eu sabia que ele não prestava! – Leon rosnou.
– Não tem problema, ele também foi corno. – falei, sorrindo maliciosa e ele fez o mesmo.
– E como foi. – Leon disse em um tom nada santo.
– Mas, obrigada. – falei olhando para todos eles. – Vocês são incríveis. – sorri, beijando a bochecha de cada um. – Obrigada. – sussurrei para Leon, quando cheguei perto nele, e beijei o canto de sua boca.
– Nossa mais é vadia mesmo. – Francesca disse, rindo e eu dei de ombros. – Em fim... Está tudo bem amiga? – perguntou, vindo para perto de mim.
– Sim, apenas ardendo um pouco, mas nada demais. –sorri. – Tudo que eu preciso agora é de um bom banho e cama. – falei levantando.
– Também. – Ludmila disse, abraçando Federico. – Vamos amor?
– Claro. – ele sorriu.
– Tudo bem mesmo né Vilu? – ela perguntou
– Sim, pode ir. Aproveite a noite. – sorri maliciosa, dando um tapa em sua bunda e ela corou.
– Eu também vou indo, preciso ver a minha morena. – Maxi disse, beijando meu rosto. – Se cuida. – sussurrou em meu ouvido e eu sorri.
– Amiga, quer que eu fique aqui com você? – Francesca perguntou, preocupada.
– Não, pode ir ter uma noite selvagem com o Marco, eu não irei atrapalhar. – falei e ela sorriu maliciosa, olhando para Marco, que retribuiu na mesma intensidade.
Logo a casa estava vazia, e apenas eu e Leon ficamos ali. Olhei para ele, que tinha uma expressão de dor. Fui até o banheiro da parte de baixo e voltei até a sala.
– Olha aqui. – pedi – Eu vou cuidar disso.
Ele virou e eu peguei um algodão umedecido com um produto para desinfetar e passei de leve sobre seus machucados. Ele tinha um corte no canto da boca, e no supercilio, e seu nariz continha um pouco de sangue, já seco. Limpei tudo, recebendo alguns muxoxos de dor, e depois passei uma pomada.
– Suas costas doem? – perguntei e ele assentiu. – Vira.
Ergui sua camiseta, peguei um creme que servia para dores e comecei massagear de leve, suas costelas. Deixei o lugar ficar bem quente e depois passei um spray.
– Pronto. – falei, abaixando sua camiseta. – Amanha vai estar melhor. Só acho que um pouco roxo. – fiz careta.
– Obrigada. – murmurou sorrindo fraco.
– Você esta assim por mim, era o mínimo. – sorri. – Obrigada por bater nele.
– Foi um prazer. – falou rindo. – Queria fazer aquilo a um bom tempo. – murmurou, acho que apenas para ele ouvir, mas eu acabei escutando e rindo fraco.
– Não gostava dele?
– Sempre achei que tinha algo errado e hoje confirmei. – falou
– Hum... – murmurei – Bom, vou subir. – falei levantando.
– Violetta – ele chamou, puxando meu braço e me fazendo cair em seu colo.
Suas mãos prenderam minha cintura e ele começou a beijar meu pescoço, traçando um caminho quente por meu colo. Eu não pude deixar de arfar. Seus lábios subiram até meu rosto, e ele mordeu meu queixo de leve.
– Leon, não – falei, quando o vi beijar o canto da minha boca. – Eu... eu acabei de saber que fui corna.
– Mas ele também foi, estão quites. – falou, voltando a beijar meu pescoço.
– É... Mas... Eu acho que estava gostando dele, então... – deixei a frase no ar.
– Violetta, por favor. – pediu e eu neguei.
– Não dá... Desculpa. – falei levantando e correndo para meu quarto.
Fale com o autor