Forbidden Love
2 Molly... my girl
Notas iniciais
– Vilu. – Alguém me chacoalhou. – Violetta, acorda. — a suave voz de Ludmila ecoou por meus ouvidos.
– Fala, Ludmi. – me virei e continuei de olhos fechados.
– Es estou voltando para o campus. – falou.
– Mas hoje é domingo. – abri os olhos aos poucos, mas ainda sim a claridade os queimou me fazendo fecha-los novamente. Pisquei algumas vezes até me acostumar.
– Mas acho melhor eu voltar hoje. – sentei na cama.
– Já brigou com a Srta Lara?
– Não... apenas não concordo com ela. – riu fraco.
– Fica, hoje de noite nós vamos sair com os meninos. Quero te apresentar para o Federico. – falei e ela revirou os olhos.
– Fala sério Violetta.
– Vai!! – pedi – E eu quero te apresentar uma pessoa muito especial pra mim.
– Hmm... – falou maliciosa. – Ta de caso com alguém né?
– Não, idiota! – rimos – Vai se trocar e me encontra lá embaixo. Já desço. – mandei e ela assentiu. – Isso cachorrinha. – Ela mostrou o dedo do meio e saiu do quarto.
Olhei no relógio ao lado da minha cama e ele marcava 12h30min. Levantei-me e arrastei-me até o banheiro. Despi-me e liguei o registro, entrando debaixo da água gelada, fazendo meu corpo estremecer, mas logo se acostumar. Lavei meus cabelos e logo sai. Enrolei-me na toalha e fui até o closet. Vesti uma lingerie roxa e escolhi uma roupa. Pus uma blusa azul, uma calça jeans e um sapato. Penteei meus cabelos e os prendi em um coque bagunçado. Peguei minha bolsa , meus óculos escuros e peguei meu celular: uma mensagem.
“Bom dia flor do dia! Te vejo mais tarde. Beijos da musa do seus sonhos ;) – Francesca, essa pessoa não bate bem dos pinos.
Já estava no alto da escada e quando ia responder meu celular resolveu bater asas e voar da minha mão, rolando escada baixo.
– Baby! – Gritei. Desci correndo até ele e o peguei. – Oh, seu lindo, você não é ginasta muito menos um pássaro.
– Meu Deus, que menina louca! – ergui minha cabeça vendo aquela pessoa ali.
– Tá fazendo o que aqui ainda traste? – perguntei raivosa.
– Já estou indo embora. – ergueu as mãos se rendendo.
– Ah jura? – perguntei e ele assentiu. – Não to nem ai. – falei sarcástica e segui para a cozinha encontrando Ludmila.
– Vamos? – perguntei e ela assentiu.
– Bom dia Ludmila. – Leon apareceu na cozinha.
– Bom dia Leon. – ela disse. – Vilu coma alguma coisa antes de irmos.
– Não to com fome. – dei de ombros.
– Come. – mandou.
Peguei uma maça. Olga apareceu.
– Olguinha, sobrou àqueles bolos? – perguntei.
– Quase que inteiros. – falou sorrindo.
– Ok, eu vou leva-los. – falei
– Pra onde? – Leon perguntou.
– Nenhum lugar que te interesse. – sorri falsa.
– Ta certo então. Tchau. – se despediu.
– Ludmila pegue um bolo e eu pego o outro, me ajude a colocar no carro – falei.
Eu peguei um dos bolo e levei-o até a garagem o colocando no banco de trás do meu carro, Ludmila veio atrás com o outro. Depois de posto adentramos o carro e dei partida.
– Pra onde vamos? – Ludmila perguntou.
– Surpresa! – sorri.
Liguei o rádio, tocava uma música, meio sem graça, mas que já estava no fim. Começou tocar Juntos somos más, eu e Ludmila nos entre olhamos e começamos a cantar... Melhor gritar a letra da canção. Essa música era incrível! Quando a musica acabou começamos a rir feito loucas. Meu celular começou tocar e pedi pra Ludmila atender.
– Alo. – atendeu. – Não, nós estamos indo a algum lugar... Não sei onde, ela não quer me falar... Perai vou ver. – ela tirou o telefone da orelha. – A Fran quer saber se pode ir junto.
– Fala que eu vou passar na casa dela daqui uns 10 minutos. – falei e ela assentiu repetindo isso para Francesca.
Fiz o retorno e segui em direção á casa de Francesca, que era perto da escola meio longe da minha. Parei em frente a sua casa e buzinei, segundos depois ela saiu correndo, feio louca. Adentrando meu carro.
– Oi Vadias! – gritou.
– Oi Fran. – eu e Ludmila falamos sem animo.
– Para que os bolos?
– Surpresa. – falei sorrindo e arrancando com o carro.
Durante o longo caminho Francesca ia contando piadas que eram péssimas, e de vez em quando cantávamos algumas musicas que tocava no radio. Passar um tempo com elas me fazia bem, e me fazia querer revelar uma parte de mim. Eu sei que posso confiar a elas um segredo. Tudo bem que não é um grande segredo, mas é uma parte de mim que ninguém sabe, ou se quer desconfia. E sei que é com certeza, a melhor parte de mim, a parte feliz, alegre, e boa, a parte que me dá motivos para sorrir, e que me faz sentir viva.
Parei o carro em frente ao grande prédio, elas me olharam confusas.
– Violetta, o que viemos fazer em um... – Ludmila parou para ler a placa meio apagada. – Orfanato?
– É aqui que eu venho, quase, sempre. Esse lugar é incrível. – falei. – Venham, e peguem os bolos.
Descemos e eu entreguei minha bolsa para Francesca, e peguei um dos bolos, e Ludmila fez o mesmo. Segui na frente adentrando o orfanato e logo avistei Sophie, com um monte de crianças ao redor. Assim que me viu ela saiu correndo ate mim.
– Vilu querida! – beijou meu rosto.
– Oi Sophie. – sorri.
– Tia Vilu! – as crianças vieram correndo e abraçaram minhas pernas me fazendo sorrir. Eles me trazem uma sensação incrível e inigualável, como se me completassem.
– Oi meus pequenos! Olha o que eu trouxe! – eles olharam para os bolos com os olhinhos brilhando. – Vem vamos comer!
Eu segui Sophie até uma mesa grande no jardim, e pus os bolos em cima. Ludmila e Francesca observavam tudo pasmas. Talvez porque não era uma coisa minha fazer o bem para alguém, principalmente crianças.
– E aí, gostaram? – perguntei sorrindo.
– Desde quando você vem aqui? – Ludmila perguntou sorrindo, parecia orgulhosa.
– Há três anos. – sorri. – Foram eles que me deram forças par melhorar, graças a eles e vocês eu consegui me curar.
– Ai Vilu! – Ludmila me abraçou. – Estou orgulhosa de você. Você não sabe o quanto eu te amo minha menina. – começou a chorar.
– Obrigada prima. Também te amo muito. – uma lagrima escapou de meus olhos, mas eu sequei rapidamente. – E você Fran? – perguntei, mas a vaca não estava ali comigo. – Francesca?
Olhei para mesa e lá estava a minha eterna criança, comendo e brincando com os pequenos. Sorri ao ver a cena. Procurei a minha menina por ali mas ela não estava. Ué, mas ela sempre está brincando!
– Sophie, cadê minha pequena? – perguntei.
Ela me encarou triste.
– Vilu, já faz uma semana que ela não sai do quarto. Não quer brincar, e ate comer esta difícil. – falou e eu franzi o cenho.
– Vou ir falar com ela. – ela sorriu assentindo e eu segue até a ala das meninas.
Sem bater na porta eu entrei, devagar, tendo a visão do meu anjinho encolhido na ultima cama, no canto. Caminhei silenciosamente até ela, e me sentei na cama, que fez um barulho horrível fazendo-a me olhar, e abrir um sorriso imenso.
– Vilu, que saudade! – falou me abraçando forte.
– Ai pequena, que bom te abraçar. – falei afagando seus cabelos.
Molly... Esse é o nome da minha anjinha. Uma garota incrível de três anos, que eu vi crescer, e que é meu porto seguro. Molly é como se fosse minha filha. A conheci quando tinha dias, e chegou aqui no orfanato quase morrendo. Eu ajudei Sophie a cuidar dela e desde então não consigo mais desgrudar. Eu sinto como se ela fosse realmente minha. É um sentimento de proteção. Eu sinto que preciso cuidar dela como se fosse minha própria vida.
– Pensei que vote não gostava mai de mim . – falou chorando.
– Ta louca? Eu te amo muito princesa. Muito... – a peguei no colo. – O que está acontecendo minha bonequinha? – limpei suas lagrímas e olhei em seus lindos olhos azuis.
– Ninguém gosta de mim. Ninguém me quer Vilu. – falou manhosa deitando a cabeça em meu peito. Aquilo me cortou o coração.
– Todos te amam Molly, não diga mais isso. – falei afagando seus cabelos macios com cheirinho de melancia.
– Pute minha mamãe não me tis? – perguntou me olhando. Fiquei meio sem reação. Como respondo essa pergunta?
Após minutos em silencio respondi o que realmente achava daquela mulher.
– Por que aquela mulher era burra, e não merecia ter na vida dela um anjo como você. Ela não te merecia. – falei e ela sorriu fraco, me fazendo sorrir também.
– E pute ninguém me leva pa casa? – Droga! Muitas perguntas difíceis de uma só vez gente!
– Por que... Érr... Bom... – me enrolei. Ela me olhava atentamente esperando por uma resposta, e aquilo me deixava mais nervosa. – Por que papai do céu está aguardando a pessoa certa para vir aqui e te levar pra casa. A pessoa que irá te dar todo o amor e carinho que você merece. – falei passando as mãos em seu rosto, limpando as poucas lagrimam que ainda escorriam.
– Vilu eu te amo! – me abraçou forte.
Escutar aquilo dela foi a melhor coisa do mundo. Comei a chorar feito criança. Eu não sei por que, mas aquilo me fez a pessoa mais feliz do mundo naquele momento. A apartei em meus braços e beijei o topo de sua cabeça. Ficamos minutos assim, uma escutando a respiração da outra. Quando nos soltamos ela olhou para mim e secou minhas lagrimas.
– Não chola plincesa. – falou me fazendo rir.
– Você é incrível! – falei e ela riu.
– Eu sei. – gargalhamos.
– Quer comeu bolo? – perguntei e ela assentiu feliz.
A peguei no colo e a levei até o jardim, onde todas as crianças brincavam com Francesca e Ludmila. Fui até a mesa e cortei um pedaço de bolo de chocolate e entreguei pra ela.
– Ta bom. – fez carinha de sapeca, me fazendo rir.
Molly comia tudo e se lambuzava inteira. Seu rosto estava cheio de chocolate e a cada mordida no bolo ficava pior. Eu apenas ria.
– Que menina linda. – Francesca apareceu atrás de mim.
– Tira o olho Fran, ela é minha! – falei a afastando. – Molly essa é Francesca minha melhor amiga e irmã. – apresentei. — E Fran essa é Molly, o motivo dos meus sorrisos.
– Prazer princesa. – Francesca falou.
– Oi menina bonita. – Molly disse nos fazendo rir. – E vote, quem é? – apontou para o meu lado, e eu vi Ludmila.
– Essa é Ludmila, minha prima. – apresentei e elas sorriram uma para a outra.
– Violetta! – Francesca gritou me assustando.
– Fala.
– Os meninos, balada... Isso não te lembra de nada? – fiz que não com a cabeça. – Comemorar seu aniversário! Já é 19h45min.
– Nossa! Não vamos conseguir chegar até 20h30min. – falei.
–Mas vamos sair! – ela disse. – Temos que ir.
– Ok! – falei emburrada. – Princesa, eu preciso ir agora, mas eu volto tá?
– Tá bom. – sorri.
Beijei sua testa e me despedi de todas as outras crianças e de Sophie, e segui para o meu carro. Adentramos o mesmo e dei partida, em direção a minha casa.
(...)
– Como assim ainda não estão prontas? – gritou Maxi a me ver de roupão abrindo a porta.
– Maxi do meu coração, nos chegamos há cerca de 20 minutos em casa, tem como vocês aguardarem, tipo, uns 10 minutinhos? – perguntei sorrindo meiga.
– Tá! – falou emburrado.
– Ótimo, entrem. – dei espaço para que eles entrassem em casa, afinal minha irmã não estava mesmo. – Fiquem a vontade, o controle está ai, e qualquer coisa chame a Olga. – gritei subindo as escadas correndo.
Os meninos já eram bem conhecidos em casa, pelo menos pelos empregados, pois já passamos tardes inteiras na piscina, ou apenas zoando. Olga os trata como filhos. Abri a porta do quarto correndo e Francesca já estava quase pronta, enquanto Ludmila estava totalmente perdida. Corri até meu closet e peguei o primeiro vestido que vi na frente, com um sapato, que a única coisa que eu sei é que ele é preto, e vesti rapidamente. Empurrei Francesca da frente do espelho, a fazendo praguejar mil palavrões.
(...)
Após 20 minutos, todas estavam prontas, apenas meu cabelo que ainda se encontrava em um coque mal feito, mas depois eu solto. Peguei minha bolsa e coloquei meu celular, um batom, dinheiro e chave, dentro. Passei meu perfume, e pronto! Prontas!
Descemos as escadas dando de cara com Leon e minha irmã, conversando com os meninos.
– Prontas! – Francesca gritou, chamando a atenção de todos da sala.
– Uol! – Maxi falou nos fazendo rir.
– Vamos? – Marco perguntou.
– Claro... Mas antes... – falei sorrindo maliciosa. – Federico querido, essa é Ludmila, minha prima. Tem 19 anos, tá cursando moda, adora rock, apesar de não parecer, é Virgem, mas só no signo mesmo, e está solteiríssima! – falei e todos riram, e Ludmila e Federico coraram. – Acho que não esqueci nada. Ah, cuide bem dela!
– Violetta cala a boca retardada! – Ludmila mandou e eu gargalhei.
– Vamos? – Francesca perguntou.
– Claro... – falei. – Só vou arrumar meu cabelo.
– Como? – Maxi berrou. – Você já viu que horas são?
– Calma pirralho. – eu o chamo assim, pois ele é o mais novo dos meninos, tem 19 anos e odeia quando o chamam de pirralho. – Aqui é tudo profissa!
Soltei o coque que eu estava e apenas joguei os cabelos para frente e para trás, os fazendo cair perfeitamente sobre meus ombros.
– Pronto. – sorri.
Os meninos me olhavam com cara de bestas, o que eu não entendi, até Leon estava meio que babando, e minha irmã me encarava com certo ciúmes. Tá o que houve?
– O que foi? – perguntei no ouvido de Francesca.
– A cena que ocorrei agora foi tipo, sexy demais para esses babacas. – falou e gargalhamos. – Chega de babar que ela é minha! – anunciou.
– Vai sonhando gatinha. – Maxi me abraçou por trás. – Agora vamos logo!
– Tchau Lara, e... Vargas. – falei.
– Falo Vargas. – Maxi fez um toque com Leon. Calma eles se conhecem?
– Falo Maxi.
– Depois conversamos Leon! – Maxi gritou da porta, comigo.
Vi Marco se despedir também, e logo todos já estavam do lado de fora. Estramos no carro de Federico, e por um milagre todos couberam. Logo estávamos a caminho da Ruxes, uma das melhores baladas de Buenos Aires!
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