Forbidden Love
14 In love? No...
Notas iniciais
Violetta Pov.
Um toque totalmente chato ecoou pelo quarto, me fazendo resmungar algo e me aconchegar melhor em Leon. Suas mãos rodeavam minha cintura e eu me encontrava apoiada em seu peito. Senti seus dedos acariciarem minha costa, nua, me causando um arrepio.
– Alo. – sua voz rouca ecoou por meus ouvidos me fazendo sorrir. – Eu... Er... Sai para dar uma volta. – continuei escutando, sem me mexer ou abrir os olhos. – Me desculpe. Ok, ate mais tarde, também. – ele desligou o celular e me abraçou mais forte, uma sensação muito boa. – O que eu fiz? – murmurou. Pareci se martirizar.
Movi-me lentamente, e ao poucos abri os olhos. O quarto estava bem escuro, do jeito que eu gosto.
– Bom dia. – murmurei sorrindo, assim que meu olhar encontrou-se com o dele.
– Bom dia. – ele disse me afastando um pouco dele.
– Aconteceu alguma coisa? – perguntei franzindo o cenho.
Há alguns segundos ele estava me abraçando e acariciando e agora esta me afastando.
– Isso... Isso não devia ter acontecido. – ele disse fechando os olhos e tombando a cabeça para trás. – É completamente errado.
– Depois que tudo aconteceu você fala que não gostou? – perguntei sarcástica. – Me poupe.
Sentei na cama e passei as mãos por meus cabelos frustada. Que droga! Eu acabo de acordar e perceber que uma das melhores transas da minha vida aconteceu e vem ele dizendo que é errado e não devia ter acontecido. Isso pra mim significa que ele não gostou é?
– Eu nunca disse que não gostei. – ele disse acariciando minhas costas, me causando arrepios. – Apenas alertei que foi um erro. – sorri. – Isso não pode se repetir.
– Concordo. – falei com voz vacilante.
A verdade é que eu quero que se repita. Qual é? Podem me chamar de vadia, mas o cara é ótimo! Eu adoraria repetir isso. Mesmo sendo um erro, como ele disse.
Levantei-me e me enrolei em um lençol que havia jogado no chão. Observei o quarto, minhas roupas encontravam-se jogadas por todos os lados, assim como as dele. Balancei a cabeça negativamente, livrando-me daqueles pensamentos, e segui para a suíte. Preciso de um banho quente. Entrei na mesma, encostei a porta atrás de mim, e soltei o lençol, que envolvia meu corpo, o deixando cair no chão. Abri uma das gavetas do pequeno armário do canto e continha uma lingerie e toalhas limpas. Segui até o Box de vidro e entrei dentro, ligando o registro e deixando no morno. Entrei embaixo do mesmo vendo agua cair sobre meus ombros, me deixando totalmente relaxada. Sorri e fechei os olhos lembrando-me da noite anterior. Esse cara me faz sentir coisas que nenhum outro teve a capacidade de me fazer sentir, e isso me assusta. Meus pensamentos foram interrompidos quando senti mãos firmes agarrarem minha cintura. Abri meus olhos vendo Leon ali na minha frente.
– Tá fazendo o que aqui? – perguntei seria, mas não podia evitar um sorriso.
– Vim tomar banho. – deu de ombros colando nossos corpos.
– E não podia esperar eu sair? – perguntei tentando me afastar.
– Não. – sorriu malicioso.
– Vargas, você não disse que isso é errado? – perguntei rindo.
– Eu errei durante a noite toda, por que não posso errar mais um pouco? – falou beijando meu pescoço.
Ele invadiu minha boca com sua língua áspera e quente, senti minhas costas chocar-se com algo, presumo que seja parede. Envolvi minhas pernas em sua cintura, sentindo sua, evidente ereção roçar em minha intimidade, me fazendo gemer baixo. Preciso dizer que já estava totalmente excitada? Acho que não. Ele me penetrou forte, me prensando ainda mais a parede, e me fazendo soltar um grito agudo.
– Ohh... Leon... – gemi rouca em seu ouvido.
– Isso Vilu, gemi meu nome gemi. – mandou, e quase que instantâneo outro gemido escapou por meus lábios.
Grudei nossos lábios com urgência. A água quente caia sobre nossos corpos, deixando tudo melhor. Arranhei suas costas, o fazendo gemer, não sei se de dor ou de prazer. Suas estocadas eram cada vez mais fortes e rápidas, e estava me fazendo perder o controle de tudo. Os gemidos que escapavam de minha boca eram altos... Muito altos, assim como os dele. O barulho no qual nossos corpos faziam eram ritmados e ecoava por todo o banheiro. Senti um choque passar por meu corpo e meu ventre se contorcer, as paredes da minha intimidade engoliram o membro de Leon, e eu enfinquei minhas unhas em suas costas, chegando ao meu ápice. Leon estocou mais algumas vezes, chegando ao seu clímax também. Ele me segurava agarrado a minha cintura, fazendo com que eu não caísse. Assim que me recuperei, consegui ficar em pé, para continuar meu banho. Leon ficava atentando, mexendo no meu cabelo, dando tapa na minha bunda, fazendo cosquinhas. Isso estava começando me irritar.
– Leon Vargas! – gritei irritada e ele começou gargalhar. – Para merda!
– Eu não to fazendo nada. – fez carinha de cachorro sem dono.
– Nossa que garoto carente. – apertei suas bochechas. – Agora é serio, para.
– Tá. – fez cara de decepcionado. – Você é muito chata.
– Legal. – revirei os olhos e sai do Box. Peguei uma toalha enrolando-a no meu corpo, e voltei ao quarto,
Resolvi por minha lingerie mesmo, pois vai saber por onde andou aquela do banheiro. Coloquei minha roupa e ajeitei meu cabelo com as mãos. Sai procurando minha jaqueta, e a encontrei perto da porta. Peguei meu celular dentro dela, olhando a hora. 12h55min. Havia duas ligações perdidas. Uma de Francesca e uma de Ludmila. Retornei a Ludmila.
– Alo. – ela atendeu.
– Ludmi sou eu... Me ligou pra que?
– Ah, nós queríamos saber aonde você esta.
– Eu estou...
– Violetta, já tá pronta? – Leon perguntou, saindo do banheiro com uma toalha na cintura e outra secando seus cabelos.
– Quem está ai Vilu? – Ludmila perguntou totalmente maliciosa, e com certeza estava no viva voz, pois escutei pessoas rindo.
– Ér... Ninguém. – falei.
– Eu conheço aquela voz. – Agora Francesca que gritava. – Violetta sua puta! Não creio!
– Olha aqui Francesca, vai lá cata o Marco e me deixa em paz. – falei irritada e desliguei o telefone.
Leon já estava trocado e me olhava de um jeito esquisito.
– O que foi? – perguntei.
– Nada. – se dirigiu para frente do espelho e começou a mexer em seu cabelo.
– Vargas, seu cabelo está ótimo. – falei levantando da cama e indo ao seu encontro.
Parei em sua frente e olhei para o seu cabelo e ri ajeitando. Ele parecia não gostar que mexessem em seus fios, mas não hesitou. Depois de ajeitado dei um leve selinho em seus lábios. Não sei por que... Apenas fiz e sai de perto dele logo em seguida.
– Err... Vamos? – perguntei envergonhada.
Por que eu fui o beijar? Droga de impulso! Pense antes de agir Violetta Castillo!
Peguei minha jaqueta e sai do quarto. Ele veio logo em seguida. No fim do corredor havia uma mulher, a mesma de ontem à noite se não me engano. Leon pagou a suíte e depois descemos pela mesma escadaria. Seguimos ate o carro da minha irmã.
– Como Lara foi trabalhar sem o carro? – pensei alto.
– Taxi. – ele falou simples, destravando as portas.
Entrei no banco do carona e ele no do motorista, dando partida logo em seguida.
– Passa no Starbucks? To morrendo de fome. – falei.
– Tá. – deu de ombros. Ele estava esquisito. Acho que por causa do selinho.
Liguei o radio e comecei a cantarolar. As vezes sentia o olhar de Leon sobre mim, mas tentava ignorar. Ele parou em frente a uma Starbucks e me deu dinheiro. Desci e corri para dentro do local, como se para fugir de seu olhar. Ele parecia queima sobre mim.
Leon Pov.
Eu não conseguia parar de olha-la. Algo me chamava a ela. Sua voz cantarolando era calma, e às vezes ela sorria, me deixando bobo. Parei para ela poder comprar algo para comer e fiquei observando descer do carro e caminhar até o local. Ela estava me deixando louco. Que droga! E aquele selinho? Por que ele aconteceu? E por que eu fiquei com vontade de agarrá-la novamente e não sair daquele quarto tão cedo? Sinceramente essa era minha vontade. Passar o dia naquele quarto fodendo loucamente com a minha cunhada. Por mais que fosse errado eu a desejo mais do que consigo imaginar. Tudo nela me chama e me deixa desconcertado. Logo ela já estava de volta ao carro com um cupcake na mão e em chocottino na outra. Dei partida seguindo para a casa na praia. Às vezes arriscava olhar para ela, que se lambuzava com o chantilly do bolinho, me fazendo rir fraco. O mesmo tempo em que ela parece uma mulher, se transforma em uma criança adorável. Isso é meigo. Parei em frente à casa e desliguei o carro, porem permaneci ali dentro, com a cabeça encostada no volante, pensando. Imagens da nossa noite passavam em minha mente, e pode parecer gay, mas eu queria que aquilo voltasse. Que eu pudesse senti-la novamente, pudesse beijar, abraçar, toca-la, mas sei que isso vai ter que parar. Eu gosto da Lara e não posso continuar com isso. Tudo não passou de uma noite de sexo maluca. Tudo aquilo era proibido e não se repetiria. Só aconteceu, pois eu estava sem foder há um tempo, foi um deslize, coisa de homem]. Não se repetirá.
– Leon. – Violetta chamou com a voz fraca. Eu nem tinha percebido que ela ainda estava ali.
– Oi.
– Essa noite... Ela...
– Não vai se repetir Violetta. Foi apenas um... Deslize. – falei rápido e ela assentiu meio cabisbaixa. Será que ela queria aquilo se repetisse? Claro que não.
– Ok. – sua voz estava tão falha e baixa, tão baixa que eu quase não escutei.
Ela abriu a porta, mas antes que descesse eu puxei seu braço. Eu precisava de um ultimo beijo. Apenas para dizer adeus. Qual é? Eu mereço não? Selei nossos lábios, e tentei aprofundar, mas ela se soltou.
– Melhor não. – falou e sorriu fraco, descendo do carro e me deixando ali. Desejando só mais um porquinho dela.
Violetta Pov.
Idiota! É isso que ele é, um completo idiota! Para ele essa noite foi apenas um deslize, uma coisa que nunca mais vai se repetir. Por mais que eu quisesse acreditar que para mim aquilo também não passaria de uma noite de diversão, aquelas frases me machucaram. Entrei em casa e subi correndo para o meu quarto. Lá me permiti chorar. Não sabia o porquê eu estava chorando. Apenas precisava chorar. Deitei na minha cama e liguei a TV, pondo em um canal de clipes. Aumentei o volume e fui me trocar, enquanto cantava uma musica meio... Melancólica? Coloquei um biquíni listrado, azul e branco e um short. Não podia ficar aqui chorando. Fui ate o banheiro e lavei meu rosto, que estava meio inchado. Coloquei meus óculos escuros e sai do quarto. Subi para o terraço, onde ficava a piscina, encontrando todos ali.
– Garotinha má. – Federico gritou assim que me viu e eu lhe mostrei o dedo do meio. – Uou!
– Que foi Vilu, o Leon não deu conta do recado? – Maxi perguntou debochado. – Eu to aqui OK?
Sorri falsa e deitei em uma das espreguiçadeiras.
– Vilu, conta tudo. – Fran sentou-se ao meu lado.
– Contar o que?
– Como ele é? – perguntou.
Ajeitei-me melhor e retirei meus óculos. Francesca sempre esteve comigo, e sei que posso confiar nela para contar tudo. Então não vejo problema em contar como foi a minha noite. Contei detalhe por detalhe, do que eu me lembrava claro, e ela quase teve um surto.
– Tá, mas e depois? – perguntou empolgada.
– Depois ele me disse que aquilo não foi nada além de uma noite de diversão, e que foi um deslize que nunca mais vai acontecer. – falei amargurada e senti meus olhos umedecerem. Droga, e o pior é que eu nem sei o porquê eu estou chorando. Não sei se é por que estou me sentido usada, mas apenas sinto vontade de chorar.
– Hey, Vilu, você esta chorando? – Francesca perguntou secando minhas lagrimas com as costas da mão.
– Eu... Eu não sei por que. – falei com raiva de mim mesma.
– Eu sei minha pequena. – me abraçou. – Você está apaixonada.
– Não Fran. – a apertei mais em meus braços. – Não posso ok? Não deixa isso acontecer comigo. Se apaixonar dói.
– Violetta, você sabe que se eu pudesse te livraria de todo o mal, mas não tem como evitar se apaixonar. Olha,, ainda é muito cedo para dizer, mas deixa rolar. – assenti.
A verdade é que eu não estou apaixonada por ele. TPM. Esse é o nome. Eu estou entrando na TPM, o que me deixa sensível demais. Qual é, até parece que eu estaria apaixonada por um cara que eu conheço a pouca mais de quatro meses.
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